Black Friday: tempo de falar em sustentabilidade para o Varejo
*Por Jun Ueda

Jun Ueda é CEO da Fujitsu do Brasil & South America

Uma pesquisa encomendada pelo Google ao Instituto Ipsos mostra que sete em cada 10 brasileiros pretendem comprar na Black Friday 2023, resultando um aumento de 16 pontos em relação ao ano passado. O Varejo é fundamental para economia e não é só isso: é o setor que está mais próximo das pessoas. Neste período intenso de vendas, onde toda infraestrutura e estratégias comerciais são postas à prova, gostaria de falar sobre algumas maneiras pelas quais os varejistas podem aumentar as vendas e reduzir custos — e fazê-lo de forma sustentável.

Redução de emissão de carbono nas entregas

Os programas de expansão de lojas físicas diminuíram à medida que os varejistas migraram para o comércio eletrônico e o varejo omnichannel. Mas, à medida que os varejistas impulsionam esse crescimento no comércio eletrônico, eles podem fazê-lo de forma sustentável? Seu sucesso está atrelado à análise avançada de dados e à visibilidade robusta da cadeia de suprimentos para garantir que o estoque certo esteja no lugar certo para satisfazer a demanda. Rotas de transporte otimizadas são outro aspecto crítico do comércio eletrônico sustentável. O varejistas estão se preocupando com a emissão de carbono das suas entregas?

Diminuição de desperdícios

Melhorar a experiência do cliente é melhorar a sustentabilidade. O preço é extremamente importante para os clientes, mas a experiência de compra determina se eles retornam. Reduzir as embalagens é um ótimo ponto de partida – economiza dinheiro e mostra aos clientes que você está levando a sério a mudança. De acordo com a pesquisa do Mercado Livre (jul./2023), o consumo de itens sustentáveis cresceu 40% no Brasil, ficando acima da média da América Latina, cujo crescimento foi de 30%. Os dados foram coletados no período de abril de 2022 a março 2023, entre os milhares de usuários da plataforma no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai.

Os clientes também querem acreditar que você não está desperdiçando coisas desnecessariamente. A análise de demanda é crucial aqui – permitindo que você atenda à demanda pedindo apenas o volume certo de qualquer coisa, seja cogumelos ou jeans – porque você é inteligente o suficiente para prever o que é necessário em qualquer dia da semana.

Atenção à procedência

A procedência também é essencial. Os clientes querem saber de onde vêm os produtos, o que eles contêm e ter a certeza de que foram feitos sem práticas trabalhistas exploratórias, por exemplo. Simplesmente afirmar isso não é mais suficiente, e o blockchain tem um papel crescente em fornecer segurança sobre a procedência aos consumidores.

A redução dos custos dos produtos pode ter um impacto imediato e positivo na sustentabilidade. A análise de estoque tem muito a oferecer, ou seja: quanto mais inteligente for a distribuição, melhor será o aproveitamento dos recursos. Otimizar o uso de espaço é outra maneira de reduzir os gastos e vemos o uso crescente de IA para analisar o comportamento de compra na loja.

Acredito que os varejistas são o ponto mais visível da sustentabilidade. Os consumidores entendem isso. Eles querem compromissos de compras que correspondam às suas posições éticas. Nem tudo é mais sobre preço. Uma experiência de compra aprimorada, com menos embalagens, análises de demanda precisas e procedência verificável do produto (aprimorada pelo blockchain) podem impulsionar a fidelidade do cliente, aumentar as vendas e reduzir custos.

Agaxtur aposta no crescimento do setor de franquias de turismo no Brasil para impulsionar o projeto de expansão de lojas pelo país
Projeção de brasileiros gastarem R$ 30 bilhões com a compra de pacotes turísticos em 2024 é um dos principais argumentos para o desenvolvimento da Agaxtur Franchising

Investir em franquias de turismo no Brasil nos próximos anos é uma alternativa vantajosa, até porque o mercado de agências de viagens no país é um dos maiores do mundo. Dados da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) apontam que o brasileiro gastou R$ 24 bilhões com a compra de pacotes turísticos em 2022. Esse número representa um aumento de 120% em relação a 2021. De acordo com as projeções da Embratur, as vendas de pacotes turísticos no Brasil devem aumentar 4% em 2024, em relação a 2023. Isso significa que o setor deve movimentar cerca de R$ 30 bilhões no próximo ano. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento do setor cresceu 17,2% no primeiro trimestre de 2023, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Apoiada nesse cenário animador, a Agaxtur Viagens, que celebrou 70 anos de mercado no último mês de setembro, pretende impulsionar o projeto de expansão da Agaxtur Franchising e fortalecer sua rede de franqueados na Grande São Paulo e demais regiões do Estado, além de ampliar e se posicionar de uma forma mais agressiva, já em 2024, com o aumento do número de lojas em outras regiões do país como Goiânia, Brasília, Espírito Santo e Recife.

“Nosso critério no processo de escolha do franqueado é muito alto. O investidor interessado em adquirir uma franquia Agaxtur precisa estar à frente da operação e reunir características que o setor exige, como proatividade e engajamento. Para se tornar um franqueado Agaxtur é necessário ter dedicação exclusiva, comprometimento com metas e responsabilidade com os resultados. Antes da assinatura do contrato avaliamos o perfil do candidato que vai trabalhar com uma marca forte, consolidada e com a credibilidade e história de 70 anos de mercado”, explica Aldo Leone Filho, presidente da Agaxtur.

Com investimento total na casa de R$ 190 mil, sendo R$ 50 mil de taxa de franquia com pagamento facilitado, o franqueado tem acesso a uma consultoria completa da Agaxtur, que indica tudo o que é necessário para a viabilização da loja. A Agaxtur apresenta opções de parceiros especializados em projetos de arquitetura; mobiliário; montagem; equipamentos; comunicação visual; custos administrativos, como abertura de empresa; avaliação técnica de vendas; ponto de franquia; estudo da região; além de fornecer apoio na contratação da primeira equipe da unidade; treinamentos; trilha de aprendizagens (soft skills e hard skills); fornecimento de manuais de gestão (RH, Marketing, operações, gestão financeira); assessoria de campo; sistema de operação (tecnologia); campanhas institucionais e campanhas de marketing.

O franqueado começa a ter retorno após cerca de seis meses da inauguração e o payback de uma nova loja varia, em geral, de 18 e 24 meses, com receita estimada de até 14%.

“Pensamos em absolutamente tudo o que o franqueado vai precisar. Do auxílio na seleção dos funcionários ao estudo financeiro do projeto. Apresentamos as dificuldades, o tempo de retorno, formas de remuneração, detalhamos a condução do processo, entre tantos outros suportes na implantação da nova loja. Não queremos apenas a assinatura do contrato, temos uma forte preocupação em auxiliar o nosso franqueado”, detalha Tatiana Santos, Diretora de Expansão de Franquias da Agaxtur.

Atualmente a Agaxtur reúne dois modelos de franquias: a loja de rua, com investimento menor, e a loja de shopping. Para 2024, a empresa estuda novos modelos de negócios. “Estamos em fase de estudos e analisando tudo com muito cuidado para não comprometer o histórico de marca. Estamos projetando de forma inteligente”, reforça a executiva especializada no estudo de mercado de franquias com foco no segmento de agências/operadoras de turismo e na consultoria para o desenvolvimento de franquias.

Tatiana destaca, ainda, que a maioria dos candidatos que buscam as franquias Agaxtur não vêm do mercado de turismo e a empresa, nesses casos, também fornece uma consultoria no momento da decisão de escolha do ponto. “São pessoas que querem empreender em um segmento rentável, mas como não têm expertise no turismo, a Agaxtur aconselha, para esse perfil de investidor, a opção de loja de rua. Essa escolha permite um tempo maior de aprendizado, pois o fluxo de clientes é menor em relação ao shopping. Além do custo de operação ser mais acessível”, diz.

O contrato de franquia tem duração estabelecida de 5 anos e a primeira renovação não conta com a taxa de franquia. Os franqueados que já estão na rede têm um desconto de 20% para a aquisição das próximas unidades.

Toda a fase de implantação é acompanhada pela equipe interna da Agaxtur. Desde a aprovação do candidato até a abertura da loja são, em média, 90 dias. A definição do ponto é crucial nesse processo.

Antes da inauguração, o franqueado tem uma nova reunião com os gestores da empresa, independente de todos os treinamentos realizados anteriormente. Essa etapa serve para reforçar e revisitar o ‘modus operandi’ para o franqueado que está chegando.

“Todo esse processo começa com uma jornada de capacitação com o franqueado e equipe onboarding na matriz da Agaxtur. Passam por uma trilha de aprendizagem através de treinamentos técnicos e comportamentais. Apresentamos o DNA da empresa, explicamos como funcionam os sistemas e produtos e terminamos com um curso de vendas chamado ‘Bora bater Meta’. Cerca de dois meses após a inauguração da loja passamos por uma nova jornada com reuniões para entender as dores do nosso franqueado. Na sequência, o executivo responsável faz visitas periódicas no dia a dia”, finaliza Tatiana Santos.

Radar Fit recebe R$ 5 milhões de investimento dos fundos WE Ventures e Hiker
Health-tech fundada por mulheres é mais uma das beneficiadas do Women Entrepreneurship, iniciativa da Microsoft que tem como objetivo impulsionar o empreendedorismo feminino

A Radar Fit agora passa a integrar a lista de investidas pelo WE Ventures, fundo VC que faz parte do Women Entrepreneurship, iniciativa idealizada pela Microsoft Participações em parceria com Sebrae Nacional e M8 Partners e em associação com a Bertha Capital. O investimento foi feito em conjunto com a recém-lançada  Hiker Ventures, que atua por meio de um fundo dedicado ao fomento de startups. Ao todo, a health tech receberá R$ 5 milhões, valor dividido em partes iguais entre os fundos. Este valor será direcionado para a estratégia de expansão e ganho de mercado da empresa.

“A rodada de investimento vem como estratégia para impulsionar o crescimento da empresa. Agora, estamos focando em conquistar market share no Brasil e, em seguida, planejando uma futura internacionalização. A RadarFit chegou para proporcionar uma tecnologia que irá revolucionar verdadeiramente o mercado, democratizar o acesso à saúde preventiva e se tornar uma referência em engajamento, cuidando do ativo mais valioso de qualquer empresa: o seu capital humano”, diz Jade Utsch, CEO da RadarFit.

Fundada em 2018, a RadarFit lidera uma revolução no mundo da saúde e bem-estar, com um Super App que usa metodologia de gamificação e inteligência artificial para engajamento dos usuários. Com o uso da IA, a solução personaliza a rotina dos usuários, fornecendo planos alimentares, treinos guiados por videos, práticas esportivas, orientações de hidratação e meditações. Para manter o engajamento das pessoas, o app gera uma experiência gamificada e fornece premiações por hábitos saudáveis atrelados ao ganho de pontuações, que podem ser utilizados pelos usuários para doações, resgates de produtos e vouchers. Essa jornada acontece em uma dinâmica de rede social de bem-estar, ranking de saúde, desafios exclusivos e com avatar 3D de cada pessoa.

A RadarFit também disponibiliza sua solução para empresas, como um programa de saúde e bem-estar corporativo completo, com o objetivo de gerar redução de custos com absenteísmo, aumento de produtividade dos seus times, melhora do clima organizacional e retenção de talentos. Esta solução também torna as empresas elegíveis ao programa PAT, para isenções fiscais por práticas de ESG. Com a RadarFit, as empresas têm acesso a um Dashboard (painel de dados) com métricas chaves para que possam acompanhar o ROI da solução. O aplicativo está disponível em português, inglês e espanhol e já atendeu mais de 60 empresas com uma base de 700.000 vidas. Além disso, a RadarFit também conta um módulo extra, a solução SIGA, um produto de SIPAT Digital Gamificado, focando em saúde ocupacional, redução de custos com a semana SIPAT, aumento do engajamento e adesão e prevenção de mortes e acidentes de trabalho.

“Investimos na Radar Fit, pois além de ter sido fundada por três mulheres, a empresa entrega uma solução que endereça um tema crucial nos dias de hoje no ambiente corporativo: investir no bem-estar dos colaboradores. No WE Ventures buscamos não apenas boas propostas de negócio, com potencial de crescimento, queremos também investir em impacto. O sucesso da Radar Fit mostra, também, o potencial criativo das mulheres para empreender em tecnologia”, afirma Marcella Ceva, CIO do WE Ventures.

O WE Venture é o braço de venture capital do programa WE, criado em 2019, que tem como proposta estimular o empreendedorismo feminino no país, oferecendo mentorias e consultorias para o desenvolvimento das startups. A iniciativa já apoiou mais de 70 empreendimentos no Brasil. O fundo WE Ventures busca investir em startups de tecnologia com faturamento mínimo anual de R$ 200 mil, lideradas por uma equipe feminina com pelo menos 20% de participação e pelo menos uma mulher em cargo de liderança. O fundo conta com investimentos da Multilaser, Porto Seguro, Magnamed, Suzano, Suzano, AgeRio e Positivo. Até o momento, mais de 2,5 mil empresas já se inscreveram nas chamadas públicas com mais de 2 mil mulheres impactadas por eventos, conteúdos e mentorias. Além disso, 9 startups receberam investimentos de forma direta ou indireta. Ao todo foram investidos cerca de R$ 30 milhões no fomento ao empreendedorismo feminino.

A Hiker Ventures, marca criada esse ano por Rodrigo Moreira e Guilherme Chernicharo, juntamente com a Boutique de Investimentos Araujo Fontes e o Banco BMG, atua por meio de um fundo de investimento dedicado ao impulsionamento de empresas de tecnologia que geram resultados significativos no mercado B2B para grandes empresas. A meta da Hiker é identificar oportunidades de investimento que possam causar um impacto expressivo no mercado e na sociedade.

“A RadarFit chamou nossa atenção não apenas pela sua solução inovadora em saúde e bem-estar, mas também pelo compromisso das suas fundadoras em criar uma empresa que realmente faz a diferença na vida das pessoas e das empresas por meio do engajamento contínuo dos funcionários durante a jornada”, disse Rodrigo Moreira. “Estamos entusiasmados em fazer parte desta jornada e acreditamos firmemente no potencial de crescimento e escalabilidade da RadarFit”, acrescenta Guilherme Chernicharo.

De acordo com seus sócios, a Hiker se orgulha de ser um parceiro estratégico para as empresas em que investe, oferecendo não apenas capital, mas também muita mão na massa, com orientação, suporte e acesso a uma rede valiosa de contatos. Acreditamos que o sucesso de uma startup depende tanto do financiamento quanto do acompanhamento e apoio contínuos. “Este investimento na RadarFit é apenas o começo de nossa missão de apoiar e impulsionar startups promissoras. Estamos ansiosos para ver o que o futuro reserva para a RadarFit e para todas as outras empresas incríveis que teremos a oportunidade de apoiar”, diz Rodrigo.

Esta é a terceira rodada de captação de investimento da Radar Fit, que em aportes anteriores, já acumula investidores como Bossa Invest, DOMO.VC, Outfield Capital e Startup Farm. “Sabemos da importância dos fundos VC para o desenvolvimento de uma startup, por isso escolhemos nossos parceiros a dedo levando em consideração não apenas os valores ofertados, mas também o seu propósito, proposta de parceria e acompanhamento na nossa jornada de crescimento”, completa Jade Utsch, CEO da Radar Fit.

Bolsa sobe quase 1% e atinge maior nível desde julho de 2021
Dólar cai para R$ 4,85 a chega a menor valor desde agosto

Da Agência Brasil

Em meio ao otimismo no mercado internacional, a bolsa subiu quase 1% e atingiu o maior nível desde julho de 2021. Após duas altas consecutivas, o dólar teve forte queda e chegou ao menor valor desde o início de agosto.

O índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, fechou esta segunda-feira (20) aos 125.957 pontos, com alta de 0,95%. O indicador foi impulsionado pelo avanço das commodities (bens primários com cotação no mercado internacional), principalmente do minério de ferro e da recuperação do petróleo.

O indicador está no maior nível desde 28 de julho de 2021. O recorde da bolsa foi registrado em 7 de junho de 2021, quando o Ibovespa fechou aos 130.776 pontos.

No mercado de câmbio, o dia também foi marcado pelo otimismo. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,852, com forte recuo de R$ 0,054 (-1,11%). A cotação operou com estabilidade na primeira hora de negociação, mas despencou após a abertura dos mercados norte-americanos.

A moeda norte-americana está no menor valor desde 2 de agosto, quando a cotação fechou a R$ 4,806. A divisa acumula queda de 3,75% em novembro e de 8,11% em 2023.

Por causa do feriado do Dia da Consciência Negra em vários estados, inclusive Rio de Janeiro e São Paulo, o volume de negociações foi baixo, com o mercado dominado pelo cenário externo. A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, considerados os investimentos mais seguros do planeta, provocou o recuo do dólar em todo o mundo. As taxas dos papéis norte-americanos têm caído após a divulgação de que a inflação nos Estados Unidos caiu em outubro.