Travel Connect 2023 apresenta inovações em tecnologia e números do setor de turismo corporativo
Renomados players do mercado estiveram na segunda edição do evento organizado pela VOLL. A agência de viagens corporativas, que acaba de integrar o Ranking TOP 100 Open Scaleups 2023, lançou sua nova solução global, em São Paulo, esta semana

Co-fundadores da VOLL: Eduardo Vasconcellos, Luiz Moura, Jordana Souza e Luciano Brandão.

 

A segunda edição do Travel Connect, que aconteceu nesta quarta, dia 18 de outubro, no CUBO Itaú, em São Paulo, contou com 400 líderes da indústria de viagens e corporativa na plateia. Enquanto isso, 20 profissionais, referências do segmento do turismo corporativo, apresentavam as mais recentes inovações em tecnologia e números do mercado. O evento, que teve mais de oito horas de duração, foi promovido pela agência de viagens corporativas VOLL em parceria com o CUBO Itaú, LATAM Airlines, Grupo R1 e Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (ALAGEV).

O tema “Gestão sem Fronteiras” teve as atrações divididas em quatro abordagens centrais: experiência do viajante; ESG; gestão de viagens, mobilidade e despesas; e tecnologia e inovação. Para a apresentação, a VOLL convidou a diretora executiva e a gerente de educação da ALAGEV, Giovana Jannuzzelli e Andréa Matos. A proposta de promover melhorias no setor a partir da vivência das empresas, necessidades, desafios e soluções que geram resultado, foi cumprida.

O diretor de negócios de viagens do Google, Maurício Martiniano, apresentou curiosidades e oportunidades de negócios a partir dos dados de pesquisa na plataforma e como eles refletem o perfil do novo viajante brasileiro. Segundo o Google, houve aumento de 156% nas pesquisas por rotas de até 250 quilômetros e uma queda de 77% por rotas com até 3,5 mil quilômetros, de 2019 para 2023. Os dados refletem um comportamento mais voltado ao turismo terrestre e oportunidades para o segmento de aluguéis de veículos, por exemplo, que teve incremento de 54% nas pesquisas. O interesse do consumidor brasileiro pela hospedagem também está maior, passando de 35% em 2019 para 50% este ano. A busca por hotéis cresceu 99% nos últimos quatro anos.

Para um painel sobre liderança feminina, os organizadores convidaram a diretora de vendas e marketing da LATAM Airlines Brasil, Aline Mafra, para falar sobre o tema com a cofundadora e diretora comercial da VOLL, Jordana Souza. Elas comentaram dados, como do programa Mulheres ao Cubo, do maior ecossistema de inovação da América Latina, o Cubo Itaú. Na amostra de 1044 startups, apenas 14% têm, ao menos, uma fundadora. Destas empresas, 28% são lideradas por mulheres. E, ainda, uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Startups que revelou que menos de 21% delas têm um número de mulheres considerado mais expressivo em seus times — de 26% a 49% do total.

“Apesar dos estudos comprovarem que figuras femininas no comando potencializam os resultados dos negócios, ainda há um longo caminho a percorrer. Saber que a diversidade tem impacto direto no sucesso de um negócio é entender que ações de inclusão são investimentos, não custos, por isso é preciso que a cultura empresarial esteja alinhada, pois o real engajamento acontece quando o propósito é perceptível em diversas esferas da companhia”, afirma Jordana.

Ainda compuseram a programação outros grandes nomes dos principais players do mercado como Carolina Gaete, diretora comercial da Accor, multinacional francesa do ramo hoteleiro; Paulo Costa, CEO do Cubo Itaú; Paulo Henrique Pires, diretor comercial da Localiza; Raffaele Cecere, CEO do Grupo R1, focado em soluções para eventos corporativos; e o palestrante internacional Joaquin Navasal, CEO da Consolid Global Travel Solutions, a maior aliança de agências de viagens da América Latina.

Antes de encerrar o evento, o CEO da VOLL, Luciano Brandão, apresentou a grande novidade: uma solução digital via app para a gestão de viagens global e unificada, com operação multilíngue e com conteúdo multimoedas. Havia uma dor no mercado frente às soluções disponíveis até então, uma vez que, na prática, embora as agências de viagens sejam representantes de marcas globais, elas oferecem apenas serviços locais. Isso significa que, se uma empresa  precisa organizar uma viagem do seu colaborador que é baseado em seu escritório no México, ele deverá lidar com uma agência de viagens mexicana e utilizar uma determinada tecnologia; para a Inglaterra, uma agência de viagens inglesa e, possivelmente, uma outra tecnologia — e assim por diante.

“Assim, para cada país em que a empresa tem uma base e operação, até então era preciso gerenciar de forma fragmentada a gestão de viagens e mobilidade, com parceiros de serviço e tecnologia individuais, além de ser mais trabalhosa, também se torna mais onerosa. Com a nova solução global da VOLL, todas as viagens, de colaboradores de quaisquer lugares de todo o mundo, são feitas por meio de uma única plataforma, com conteúdos em moeda local e atendimento no idioma do colaborador. Passa-se a ter um fluxo gerencial e operacional sistêmico, transformando a experiência em algo muito mais linear, seguro e eficiente”, explica Luciano Brandão, cofundador e CEO da VOLL, a respeito da relevância da inovação conquistada pela VOLL ao se tornar a primeira agência do segmento no Brasil a oferecer uma solução completa a nível mundial.

Agência de viagens corporativas protagonista em seu setor, a VOLL tem atualmente mais de 300 clientes e 500 mil usuários em seu app pioneiro e plataforma exclusiva. O Travel Connect 2023 é um evento exclusivo para gestores de viagens corporativas, mobilidade e expense management, e as inscrições as últimas vagas podem ser acessadas por meio do link https://conheca.govoll.com/travel-connect-2023. Nesta segunda edição, o evento foi organizado por VOLL em parceria com Cubo, LATAM Airlines, Alagev e Grupo R1 e teve como patrocinadores e apoiadores: Sabre, Iberia, British Airways, Localiza, Accor, Marriott, Slaviero Hotéis, Zendesk, Consolid, Google, TES Cenografia e KV Conteúdo.

Aumento da população idosa impulsiona economia prateada
ONU estima que número de idosos no mundo chegará a 1,6 bilhão em 2050 e cenário traz mudanças significativas em diversos setores

A economia prateada, também conhecida como economia prata ou economia do envelhecimento, é um termo que ganhou destaque nas últimas décadas devido às significativas mudanças demográficas em todo o mundo. Esse conceito se refere à crescente importância econômica e social das pessoas com 65 anos ou mais, a população idosa. A projeção da Organização Nacional das Nações Unidas (ONU) de que o número de indivíduos nessa faixa etária dobrará em relação a 2021, chegando a 1,6 bilhão em 2050, tem implicações profundas para a economia global.

Para compreender a relevância da economia prateada, é essencial considerar alguns fatores-chave. Primeiramente, o aumento da expectativa de vida e a diminuição das taxas de natalidade estão levando ao envelhecimento da população em muitos países. Isso cria uma base de consumidores idosos mais ampla, com necessidades e preferências distintas.

A economia prateada abrange uma variada gama de setores e indústrias, incluindo saúde, tecnologia, lazer, turismo, moradia e serviços financeiros. À medida em que mais pessoas envelhecem, a demanda por produtos e serviços adaptados a essa faixa etária também cresce.

Os dados apontados pela ONU são favoráveis para o setor de várias maneiras. Com um número maior de idosos, as empresas têm a oportunidade de atender a uma base de clientes em expansão, o que pode impulsionar o crescimento econômico. Vale ressaltar que o envelhecimento da população cria uma demanda por tecnologias voltadas para a saúde e o bem-estar dos idosos, estimulando a inovação em setores como a telemedicina, a inteligência artificial e a robótica.

A Acuidar, maior rede de cuidadores especializados no país, notou essa demanda no primeiro semestre de 2023 e passou a integrar mais opções de serviços. A telemedicina foi um deles, cuja procura tem sido alta e com resultados bastante benéficos.

Ao mesmo tempo, diante do ascendente envelhecimento da população, o setor de cuidadores de idosos também está experimentando um notável crescimento. À medida que a demanda por cuidados de saúde e assistência pessoal intensifica, os profissionais desempenham um papel fundamental na manutenção da qualidade de vida dos pacientes, oferecendo suporte em atividades diárias, monitorando a saúde e proporcionando companhia.

Esse cenário cria oportunidades de emprego significativas e abre portas para uma carreira gratificante na área. A ampliação do setor fica clara com os números da Acuidar: a rede inaugurou mais de 60 unidades em 2023, totalizando 126 atualmente. O faturamento superior a R$36 milhões no primeiro semestre deste ano é outro número que comprova o crescimento da procura por serviços especializados e direcionados para o público idoso.

Além de criar empregos, o setor de cuidadores promove a autonomia dos idosos, oferecendo não apenas assistência prática, mas também apoio emocional e social, combatendo o isolamento e a solidão que muitas vezes afetam os mais velhos. Isso também alivia a carga de cuidados sobre os familiares, permitindo que estes tenham mais tempo para seus próprios compromissos e carreiras, contribuindo para a estabilidade econômica dos seus núcleos familiares.

No entanto, é importante abordar essa mudança demográfica com políticas adequadas e estratégias de longo prazo. Isso inclui investimentos em pesquisa, desenvolvimento e educação para melhor atender às necessidades da população idosa e garantir que ela possa envelhecer com dignidade e qualidade de vida.

Assim, a economia prateada representa uma oportunidade significativa de crescimento econômico, impulsionada pelo envelhecimento da população global. O aumento no número de idosos nos próximos anos projetado pela ONU indica a importância de se adaptar e investir em setores que atendam a essa crescente demanda, promovendo, ao mesmo tempo, o bem-estar e a inclusão da população idosa em nossa sociedade. A evolução do setor de cuidadores de idosos desempenha um papel fundamental nesse cenário, garantindo que os idosos recebam os cuidados necessários para uma vida saudável e digna.

Barroso adia para novembro julgamento que pode mudar correção do FGTS
Ação foi suspensa em abril deste ano e se arrasta desde 2014

Da Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, decidiu nesta segunda-feira (16) adiar para 8 de novembro a retomada do julgamento sobre a legalidade do uso da Taxa Referencial (TR) para correção das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O adiamento foi anunciado após reunião de Barroso com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros ministros do governo federal. A retomada da análise do processo estava prevista para quarta-feira (18).

De acordo com Barroso, o adiamento vai permitir que a União possa apresentar novos cálculos sobre a questão. Durante a reunião, o presidente do STF reiterou que considera “injusta” a correção do fundo por índice menor que a poupança.

Além de Haddad, também participaram da reunião os ministros das Cidades, Jader Filho, e do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, além do advogado-geral da União, Jorge Messias, e a presidente da Caixa, Rita Serrano.

O julgamento sobre a correção do FGTS foi suspenso em abril deste ano por um pedido de vista apresentado pelo ministro Nunes Marques. Até o momento, o placar da votação está 2 a 0 pela inconstitucionalidade do uso da TR para correção das contas do FGTS. Pelo entendimento, a correção não pode ser inferior à remuneração da poupança.

Na abertura do julgamento, a Advocacia-Geral da União (AGU) também alertou que eventual decisão favorável à correção poderá provocar aumento de juros nos empréstimos para financiamento da casa própria e aporte da União de cerca de R$ 5 bilhões para o fundo.

Entenda

O caso começou a ser julgado pelo Supremo a partir de uma ação protocolada em 2014 pelo partido Solidariedade. A legenda sustenta que a correção pela TR, com rendimento próximo de zero, por ano, não remunera adequadamente os correntistas, perdendo para a inflação real.

Criado em 1966 para substituir a garantia de estabilidade no emprego, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço funciona como uma poupança compulsória e proteção financeira contra o desemprego. No caso de dispensa sem justa causa, o empregado recebe o saldo do FGTS, mais multa de 40% sobre o montante.

Após a entrada da ação no STF, leis começaram a vigorar, e as contas passaram a ser corrigidas com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR.

Pelo governo federal, a AGU defende a extinção da ação. No entendimento do órgão, as leis 13.446/2017 e 13.932/2019 estabeleceram a distribuição de lucros para os cotistas. Dessa forma, segundo o órgão, não é mais possível afirmar que o emprego da TR gera remuneração menor que a inflação real.

Enacom lança plataforma Gemminus para otimizar a implantação da tecnologia Gêmeo Digital na indústria 4.0
Software fará ainda o tempo de implementação da solução ser reduzido em até 20%

A Enacom, empresa especializada no desenvolvimento de softwares customizados, lança, no dia 18 de outubro, a plataforma Gemminus. A nova ferramenta permitirá que indústrias de qualquer segmento implementem, de maneira ágil e segura, a tecnologia Gêmeo Digital. A solução cria uma réplica virtual de ativos físicos, simula, controla e otimiza diversas operações, fornecendo uma visão completa e detalhada do processo. O resultado, já medido em indústrias que adotaram a tecnologia, é aceleração em até 50% na implementação de melhorias nos processos industriais e ganhos de até 5% em eficiência. Voltada principalmente a siderurgia, logística e o setor elétrico, a plataforma Gemminus será apresentada ao mercado em um evento online, dias 18/10, às 19h30, com inscrições pelo site Sympla e pelo LInkedin ( https://www.linkedin.com/company/enacomgroup/).
A infraestrutura oferecida pela plataforma Gemminus traz uma série de benefícios às indústrias que implementam o Gêmeo Digital como a redução de custos iniciais de desenvolvimento e de manutenção. A novidade fará ainda o tempo de implementação da tecnologia ser reduzido em até 20%. Além disso, por já ter sido testada em empresas de diferentes portes e segmentos, a plataforma oferece padrões de segurança, interoperabilidade e escalabilidade. Com isso, o foco fica na customização e tradução das regras específicas e de negócio de cada indústria.
– A plataforma já nasce robusta, uma vez que já foi testada e validada por grandes empresas, além de receber investimentos constantes para aprimoramento – explica Douglas Vieira, CEO da Enacom.
Atualizações
Outro ponto de destaque são as atualizações e correções que impactam na segurança e performance do software. O uso da plataforma Gemminus padroniza recursos como pré-processamento dos dados e geração de warnings, monitoramento, segurança, validação e governança de dados, monitoramento de desempenho e de uso da aplicação, incluindo quem e quando usou, além de Integrações com outros sistemas. As soluções em Supply-Chain se destacam pelo conjunto de otimizações existentes e pelo histórico de softwares implantados.
O CEO da Enacom lembra que a plataforma do Gemminus está pronta para ser customizada e adaptada à realidade das indústrias, já que cada projeto tem uma especificação própria. Para a implementação da nova plataforma, especialistas da Enacom trabalham em conjunto com os clientes, oferecendo treinamento e acompanhamento para o alcance dos resultados.
– Como a plataforma reduzirá o tempo de implementação do Gêmeo Digital e dos algoritmos de otimização, permitirá que nossos clientes capturem valor mais rápido, justificando os investimentos mais exigentes quanto ao retorno gerado – completa Douglas.