Movida vê lucro líquido mais que dobrar no primeiro trimestre
Locadora de veículos ganhou R$ 258,1 milhões entre janeiro e março de 2022, amparada pela forte demanda

 

Por Cristian Favaro, do Valor Econômico

A locadora de veículos Movida registrou um lucro líquido de R$ 258,1 milhões no primeiro trimestre deste ano, crescimento de 135,7% na comparação com igual período do ano passado. Os números foram sustentados pela persistência na demanda do setor, que tem ajudado a manter as diárias médias e ocupação das frotas elevadas. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 863,1 milhões, crescimento de 183,4% no ano, com margem Ebitda de 87%, alta de 29,6 pontos percentuais em igual base de comparação.


A empresa teve uma receita líquida de R$ 1,965 bilhão, recorde para um trimestre e alta de 144,2% no ano. A receita líquida de aluguéis ficou em R$ 992 milhões, aumento de 87,1%.

A empresa destacou no release que cresceu quase 5 mil carros desde o fim de 2021, chegando a uma frota total de 192 mil carros. A idade média da frota é de 14 meses, o que seria a mais nova do setor. Na comparação com o primeiro trimestre de 2021 a frota da empresa saltou 69 mil carros. “Fortalecemos nossas parcerias com as montadoras de forma relevante, e conseguimos comprar 21 mil carros no primeiro trimestre de 2022 com preço médio de R$ 93 mil, representando 6,5% das vendas totais deste trimestre usando os dados da Anfavea”, apontou a empresa.

O grupo terminou o trimestre com uma despesa financeira de R$ 287,3 milhões, alta de 274,8% na comparação com igual período do ano anterior, sobretudo diante do aumento da dívida líquida e a taxa selic, que saltou de 4,25% em fevereiro de 2021 para 11,75% em março deste ano.

A dívida líquida do grupo ficou em R$ 8,515 bilhões. A alavancagem (medida pela relação dívida líquida sobre o ebitda) foi de 3 vezes, contra 3,2 vezes um ano antes.

Amil tem de retomar carteira individual
Decisão veta, em definitivo, transferência da operação para APS e grupo de investidores

 

Por Beth Koike, do Valor Econômico

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu em definitivo que a carteira de planos de saúde individuais da Amil deve continuar com a UnitedHealth Group (UHG), ou seja, qualquer transação envolvendo a transferência de carteira e venda do ativo foi negada pelo regulador.

Em dezembro, a ANS chegou a autorizar a transferência dessa carteira para a APS, uma operadora da própria UnitedHealth. Na sequência, foi iniciada uma negociação para que cerca de 340 mil planos individuais em quatro hospitais da Amil fossem vendidos para um grupo de investidores – formado pelo fundo Fiord Capital, Seferin & Coelho e Henning Von Koss. A UnitedHealth havia acordado pagar R$ 3 bilhões para esse grupo de investidores assumir a carteira.

A decisão da ANS foi informada na sexta-feira. No começo de maio, a agência anunciou uma medida cautelar determinando a devolução da carteira de planos individuais à Amil, alegando que os investidores não tinham condições financeiras para assumi-la. Foi dado um prazo para que os envolvidos se manifestassem. O grupo de investidores enviou carta à ANS pedindo revisão dessa medida.

A agência não voltou atrás. Para a ANS, os novos donos não seriam capazes “de administrar de maneira autônoma a carteira adquirida colocando em risco a continuidade e qualidade da assistência à saúde dos consumidores vinculados.”

 

77% da população concordam com exigência de vacinação em escolas
Estudo diz que 70% continuam usando máscaras de proteção

 

Da Agência Brasil

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Instituto FSB Pesquisa, mostrou que 70% dos entrevistados pretendem continuar com o uso de máscaras faciais, mesmo após o fim da obrigatoriedade.

Segundo o levantamento, 77% da população são favoráveis à exigência de comprovante de vacinação para o acesso a instituições de ensino de todos os níveis, apesar de observarem queda no número de contaminações e mortes.

“A população reconhece que a vacinação foi fator determinante para o enfrentamento da crise sanitária, e o Brasil é um dos países que se destacam pelo alto índice de cobertura vacinal.  Estamos em cenário de menor gravidade da pandemia, propício ao retorno das atividades econômicas a um ritmo próximo da normalidade, com retomada do emprego”, afirmou Robson Braga de Andrade, presidente da CNI.

Em espaços de lazer e atividade física, como teatros, shoppings, cinemas e academias, o índice de pessoas que afirmaram que manteriam o uso de máscaras é de pouco mais de 40%. Cerca de 17% dos entrevistados disseram que não usam mais o equipamento de proteção individual.

“É precoce dizer que o uso de máscaras continuará a ser um padrão entre os brasileiros, mesmo com o fim da obrigatoriedade. Os índices de contaminação e óbitos por covid-19 estão muito presentes na memória da população. Precisamos continuar a avaliar esse comportamento nos próximos meses”, explicou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O levantamento mostra ainda que 61% dos entrevistados conheciam alguém que morreu em decorrência de covid-19. Entre as pessoas que responderam à pesquisa, 35% relataram que foram infectadas pelo novo coronavírus – 5% contraíram a doença nos últimos três meses.

Entre os entrevistados, 60% não acreditam que a crise sanitária continue em estágio grave, enquanto os 40% ainda avaliam a pandemia como perigosa. O estudo relata que a grande maioria da população (95%) visitou um supermercado nos últimos três meses; 45% foram ao shopping e 36% viajaram de ônibus ou avião.

A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 5 de abril e entrevistou 2.015 pessoas em todos os estados e no Distrito Federal.

Simpósio vai debater os avanços em cirurgias nas válvulas do coração
Evento terá a transmissão em tempo real de procedimentos na Espanha, França e Brasil

 

Da Redação

Nos dias 6 e 7 de maio, a Cardiologia D’Or vai reunir no Hotel Fairmont, em Copacabana, renomados cardiologistas nacionais e estrangeiros para debater os principais avanços nos tratamentos intervencionistas minimamente invasivos das doenças valvares do coração. O 2º Simpósio Internacional de Intervenção Valvar – VALVE IN RIO também marca a retomada da realização de eventos científicos presenciais da Rede D’Or. Nos últimos dois anos, devido à pandemia, os encontros foram realizados de forma virtual.

Diretora nacional de Cardiologia da Rede D’Or, Olga Ferreira de Souza explica que a área tem produzido nos últimos anos muitos estudos e apresentado novas técnicas de intervenção por cateter das válvulas do coração. “Vamos apresentar avanços bem significativos e recentes que vão ajudar a trazer mais conhecimento, tecnologia e treinamento para os médicos”, afirma.

O envelhecimento da população vem exigindo uma atenção cada vez maior com a saúde do coração. Conforme o avançar da idade, é esperado uma degenaração das quatro válvulas, que garantem a circulação correta do sangue. Um mau funcinamento pode exigir que o coração faça um esforço maior para bombear o sangue. Estudos apontam, por exemplo, que de 3% a 5% da população pode apresentar algum grau de acometimento da válvula aórtica, a partir dos 65 anos.

Segundo Vinicius Esteves, um dos coordenadores do Simpósio, entre os destaques da programação estão os avanços de técnicas na intervenção das válvulas mitral, aórtica e tricúspide. Principalmente em relação a esta última, observa Vinicius, o público poderá conhecer procedimentos que poucas vezes foram realizados no Brasil. Um deles, por exemplo, será o caso de uma cirurgia minimamente invasiva realizada no início deste ano no Vila Nova Star, em São Paulo, nas válvulas tricúspide e mitral de uma paciente de 87 anos. O procedimento reverteu um severo quadro de insuficiência cardíaca na paciente, que já não respondia mais a medicamentos e ainda convive com raro quadro de ter o coração no lado direito do corpo.

“Teremos inclusive transmissões em tempo de real de cirurgias em válvulas tricúspide e mitral realizadas em hospitais da Espanha e França, respectivamente”, revela Vinicius. Ao todo, serão quatro cirurgias transmitidas ao vivo. Os participantes também poderão acompanhar procedimentos realizados no Copa D’Or e no Hospital Esperança Recife. Em paralelo às discussões de casos também haverá um workshop para capacitar os profissionais que realizam a ecocardiografia, exame fundamental para o sucesso de uma cirurgia cardíaca. “Teremos uma verdadeira aula on-line com um especialista italiano e outro grego”, ressalta o coordenador do Simpósio.

2º Simpósio Internacional de Intervenção Valvar – VALVE IN RIO

Dias: 06 e 07 de maio
Local: Hotel Fairmont – Av. Atlântica, 4240 – Copacabana – Rio de Janeiro

Inscrições: https://www.valveinrio.com/