Fiocruz desenvolve índice para medir desigualdade social na pandemia
Lançamento será amanhã, às 15h, em evento online

 

Da Agência Brasil

O Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sediado em Salvador, desenvolveu índice que possibilita a avaliação dos efeitos das desigualdades sociais na pandemia de covid-19. Ele mostra que a maioria dos municípios que melhoraram a situação encontra-se nas regiões Sudeste e Sul. Ao mesmo tempo, revela que mais de 90% dos municípios do Norte e Nordeste continuam registrando os piores cenários de desigualdade.

O trabalho foi viabilizado por meio do financiamento de edital internacional, lançado no âmbito da Aliança Internacional para Dados sobre Covid-19 (Icoda) pelo Health Data Research UK, institituto nacional do Reino Unido dedicado à ciência de dados em saúde. O índice será lançado oficialmente amanhã (30) às 15h, em evento online, e poderá ser acompanhado por qualquer interessado, mediante inscrição.

Todos os dados ficarão disponíveis na internet e poderão ser visualizados em um painel dinâmico. A ferramenta permitirá a exploração de forma a comparar regiões, estados, macrorregiões de saúde, capitais e municípios.

O Índice de Desigualdades Sociais para Covid-19 (IDS Covid-19), com foi batizado, foi obtido a partir do cruzamento de informações de diferentes fontes, tais como o Censo Demográfico de 2010, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Índice Brasileiro de Privação (IBP) e levantamentos do Instituto Brasileiro de Georgrafia e Estatística (IBGE). Foram levados em conta dados variados, entre eles a distribuição demográfica, as características das macrorregiões de saúde e a disponibilidade de respiradores e de leitos de unidades de Terapia Intensiva (UTI), além de indicadores sociais como percentual de população de baixa renda, taxa de analfabetismo e quantidade de pessoas vivendo em domicílios inadequados.

“Esperamos contribuir para monitorar a pandemia, aprofundando o conhecimento sobre o impacto das desigualdades sociais em saúde na covid-19 e em outras emergências de saúde pública”, diz a epidemiologista Maria Yuri, vice-coordenadora do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fiocruz.

O índice foi calculado para quatro momentos: primeiro para fevereiro de 2020, antes do início da pandemia no Brasil, e depois para julho de 2020, março de 2021 e janeiro de 2022. Dessa forma, foi possível comparar as diferenças ao longo do tempo, levando em conta a classificação em quintis, indo de 1 a 5: quanto maior, pior é a situação da desigualdade.

O quadro mais preocupante foi observado na Região Norte, onde 98% dos municípios já se encontravam nos quintis 4 e 5 antes da pandemia. De fevereiro de 2020 e janeiro de 2022, 92% deles mantiveram o índice. Apenas 69 municípios registraram alguma melhora em algum dos momentos analisados, quando comparado com o momento anterior.

“Não foi suficiente para reduzir os efeitos da pandemia na população. Os municípios da Região Norte encontram-se nos agrupamenos de maior intensidade da incidência e de mortalidade”, observa Maria Yuri. De acordo com a epidemiologista, a desigualdade pode ser determinante para a saúde ao reforçar diferenças no acesso e na qualidade dos recursos disponíveis.

A análise dos índices dos quatro momentos diferentes também revela que quanto maior a desigualdade, maior a taxa de mortalidade acumulada. “Geralmente são maiores nos municípios com os piores indicadores de renda, de escolaridade, de condição de moradia e de maior proporção de idosos em condição de pobreza”, diz Maria Yuri.

Segundo ela, tem sido muito repetido o discurso de que a pandemia agravou desigualdades pré-existentes, uma vez que afetou a economia. Foi a falta de um índice que pudesse diagnosticar de forma mais precisa essa realidade que motivou os pesquisadores da Fiocruz. De acordo com a especialista, a metodologia pode ser aplicada a outros países de baixa e média renda. Instituições científicas do Paquistão já manifestaram interesse em realizar um estudo.

Políticas públicas

Passados mais de dois anos do início da pandemia de covid-19, o Brasil registra mais de 32 milhões de casos e mais de 670 mil mortes, estando entre os países do mundo que apresentam os dados epidemiológicos mais elevados. Para Maria Yuri, o IDS Covid-19 pode ajudar no desenvolvimento de estratégias voltadas para melhorar o enfrentamento à doença.

“Esse indicador pode apoiar os gestores públicos e as comunidades na identificação da situação de desigualdade social em saúde para covid-19”, afirma a epidemiologista. Ela observa que mesmo quando há investimento e aumento de recursos, o resultado esperado pode não ser alcançado devido a não observação de realidades locais – daí a importância do planejamento com base em dados. Maria cita o exemplo das distâncias na Região Norte.

“Mesmo que aumente o número de leitos na cidade-sede de uma macrorregião de saúde, o acesso depende, por exemplo, das condições e do tempo de transporte. Depende da população ter uma renda melhor para se deslocar. No Sul e no Sudeste, geralmente as distâncias entre os municípios são pequenas e é mais fácil para a população chegar a uma unidade de saúde mais complexa”, acrescenta.

Maria Yuri lembra que estratégias de transferência de renda, ações de estímulo à geração de emprego, melhoria nas condições de habitação e pavimentação de estradas são exemplos de políticas sociais que podem gerar mudanças nas possibilidades da população de acesso à saúde. Ela destaca a importância de se levar em conta o princípio da regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS), pelo qual se pode definir hierarquias e prioridades.

“Devemos tratar os desiguais com outro olhar. Houve uma melhoria no Sudeste e no Sul por causa da capacidade de investimento na área de saúde. O Norte e o Nordeste dependem fortemente do SUS”, afirma.

Inflação da construção sobe para 2,81% em junho
Em maio, ela foi de 1,49%, revela pesquisa da FGV

 

Da Agência Brasil

O Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 2,81% em junho deste ano. Ela é superior ao valor de maio (1,49%) deste ano e maior que os 2,30% de julho de 2021.

Com o resultado, o INCC-M acumula inflação de 7,20% no ano e de 11,75% em 12 meses. Em julho de 2021, o INCC-M acumulado em 12 meses era de 16,88%.

Em junho deste ano, a taxa relativa a materiais, equipamentos e serviços ficou em 1,40%, abaixo do 1,55% de maio. Já o subíndice da mão de obra chegou a 4,37% em junho, ante 1,43%, em maio.

Rede D’Or São Luiz recebe selo Top Performer da Associação de Medicina Intensiva Brasileira
UTIs do Grupo respondem por 40% do total de certificadas

 

 

Da Redação

A Rede D’Or São Luiz recebeu o certificado Top Perfomer da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), pelo desempenho de suas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Ao todo, 87 UTIs do Grupo receberam o selo que atesta a alta eficiência das unidades, registrando menor mortalidade e consumo de recursos materiais e humanos em relação às demais. O cuidado do paciente internado com covid-19 também foi um dos pontos analisados. De cada 10 UTIs premiadas, 4 são da Rede D’Or.

O reconhecimento da AMIB reconhece o compromisso do Grupo em valorizar as UTIs. Há investimos contínuos em qualificação e em tecnologia de última geração, para garantir a segurança dos pacientes, bem como ampliar as chances de salvar vidas. O reconhecimento é ainda mais representativo, pois as UTIs da Rede respondem por 40% das premiadas, mas equivalem apenas a 7% do total de unidades avaliadas no país.

Por receber pacientes de alto risco, a UTI exige a presença de equipe multidisciplinar com treinamento em alta complexidade, além da excelência no cuidado e entrega de valor aos pacientes. O objetivo é a recuperação destes em tempo hábil, num ambiente físico e psicológico adequados, com excelência técnica e indicadores de performance comparáveis e monitoráveis, respeitando a autonomia médica e a liberdade de escolha dos pacientes.

A Rede D’Or inclusive, através do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), oferece um curso de Especialização em Medicina Intensiva, que proporciona treinamento sob a supervisão de profissionais especialistas, com ênfase nas atividades e práticas presentes nas UTIs do Grupo. Além das unidades reconhecidas como Top Performer, outras 33 UTIs da Rede D’Or receberam o certificado de UTI Eficiente, representando 25% das premiadas nessa categoria.

Netflix faz novo corte, desta vez de 300 pessoas
Demissões envolvem principalmente funcionários nos Estados Unidos

 

Por Bloomberg


A gigante do streaming Netflix demitiu 300 funcionários enquanto busca controlar os custos em meio ao crescimento desigual do número de assinantes. Os desligamentos estão em toda a empresa, com os trabalhadores mais afetados baseados nos Estados Unidos. A notícia foi divulgada pela primeira vez na “Variety”.
O corte é duas vezes maior do que o realizado no mês passado pela companhia.


“Enquanto continuamos a investir significativamente no negócio, fizemos esses ajustes para que nossos custos estejam crescendo de acordo com nosso crescimento mais lento de receita”, afirmou um porta-voz da Netflix por e-mail. “Somos muito gratos por tudo o que eles fizeram pela Netflix e estamos trabalhando duro para apoiá-los nessa difícil transição”, acrescentou, referindo-se aos funcionários dispensados.

A Netflix está reformulando suas operações após 200 mil assinantes terem deixado a plataforma no primeiro trimestre de 2022, abalando o modelo de receita baseado em assinatura da empresa. As dificuldades afetaram o preço das ações da companhia e prejudicaram o moral dos trabalhadores. Além das demissões em maio, a Netflix também dispensou alguns profissionais contratados e a equipe editorial de seu site Tudum em abril – parte de um corte no orçamento de marketing.

Os problemas com queda de assinantes da Netflix ocorreram após um aumento de preço em janeiro. Além disso, a empresa está enfrentando uma concorrência acirrada com conteúdo de streaming da Amazon, Disney e Hulu, todos com crescimento de assinaturas recentemente.