Amil tem de retomar carteira individual
Decisão veta, em definitivo, transferência da operação para APS e grupo de investidores

 

Por Beth Koike, do Valor Econômico

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu em definitivo que a carteira de planos de saúde individuais da Amil deve continuar com a UnitedHealth Group (UHG), ou seja, qualquer transação envolvendo a transferência de carteira e venda do ativo foi negada pelo regulador.

Em dezembro, a ANS chegou a autorizar a transferência dessa carteira para a APS, uma operadora da própria UnitedHealth. Na sequência, foi iniciada uma negociação para que cerca de 340 mil planos individuais em quatro hospitais da Amil fossem vendidos para um grupo de investidores – formado pelo fundo Fiord Capital, Seferin & Coelho e Henning Von Koss. A UnitedHealth havia acordado pagar R$ 3 bilhões para esse grupo de investidores assumir a carteira.

A decisão da ANS foi informada na sexta-feira. No começo de maio, a agência anunciou uma medida cautelar determinando a devolução da carteira de planos individuais à Amil, alegando que os investidores não tinham condições financeiras para assumi-la. Foi dado um prazo para que os envolvidos se manifestassem. O grupo de investidores enviou carta à ANS pedindo revisão dessa medida.

A agência não voltou atrás. Para a ANS, os novos donos não seriam capazes “de administrar de maneira autônoma a carteira adquirida colocando em risco a continuidade e qualidade da assistência à saúde dos consumidores vinculados.”

 

77% da população concordam com exigência de vacinação em escolas
Estudo diz que 70% continuam usando máscaras de proteção

 

Da Agência Brasil

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Instituto FSB Pesquisa, mostrou que 70% dos entrevistados pretendem continuar com o uso de máscaras faciais, mesmo após o fim da obrigatoriedade.

Segundo o levantamento, 77% da população são favoráveis à exigência de comprovante de vacinação para o acesso a instituições de ensino de todos os níveis, apesar de observarem queda no número de contaminações e mortes.

“A população reconhece que a vacinação foi fator determinante para o enfrentamento da crise sanitária, e o Brasil é um dos países que se destacam pelo alto índice de cobertura vacinal.  Estamos em cenário de menor gravidade da pandemia, propício ao retorno das atividades econômicas a um ritmo próximo da normalidade, com retomada do emprego”, afirmou Robson Braga de Andrade, presidente da CNI.

Em espaços de lazer e atividade física, como teatros, shoppings, cinemas e academias, o índice de pessoas que afirmaram que manteriam o uso de máscaras é de pouco mais de 40%. Cerca de 17% dos entrevistados disseram que não usam mais o equipamento de proteção individual.

“É precoce dizer que o uso de máscaras continuará a ser um padrão entre os brasileiros, mesmo com o fim da obrigatoriedade. Os índices de contaminação e óbitos por covid-19 estão muito presentes na memória da população. Precisamos continuar a avaliar esse comportamento nos próximos meses”, explicou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

O levantamento mostra ainda que 61% dos entrevistados conheciam alguém que morreu em decorrência de covid-19. Entre as pessoas que responderam à pesquisa, 35% relataram que foram infectadas pelo novo coronavírus – 5% contraíram a doença nos últimos três meses.

Entre os entrevistados, 60% não acreditam que a crise sanitária continue em estágio grave, enquanto os 40% ainda avaliam a pandemia como perigosa. O estudo relata que a grande maioria da população (95%) visitou um supermercado nos últimos três meses; 45% foram ao shopping e 36% viajaram de ônibus ou avião.

A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 5 de abril e entrevistou 2.015 pessoas em todos os estados e no Distrito Federal.

Simpósio vai debater os avanços em cirurgias nas válvulas do coração
Evento terá a transmissão em tempo real de procedimentos na Espanha, França e Brasil

 

Da Redação

Nos dias 6 e 7 de maio, a Cardiologia D’Or vai reunir no Hotel Fairmont, em Copacabana, renomados cardiologistas nacionais e estrangeiros para debater os principais avanços nos tratamentos intervencionistas minimamente invasivos das doenças valvares do coração. O 2º Simpósio Internacional de Intervenção Valvar – VALVE IN RIO também marca a retomada da realização de eventos científicos presenciais da Rede D’Or. Nos últimos dois anos, devido à pandemia, os encontros foram realizados de forma virtual.

Diretora nacional de Cardiologia da Rede D’Or, Olga Ferreira de Souza explica que a área tem produzido nos últimos anos muitos estudos e apresentado novas técnicas de intervenção por cateter das válvulas do coração. “Vamos apresentar avanços bem significativos e recentes que vão ajudar a trazer mais conhecimento, tecnologia e treinamento para os médicos”, afirma.

O envelhecimento da população vem exigindo uma atenção cada vez maior com a saúde do coração. Conforme o avançar da idade, é esperado uma degenaração das quatro válvulas, que garantem a circulação correta do sangue. Um mau funcinamento pode exigir que o coração faça um esforço maior para bombear o sangue. Estudos apontam, por exemplo, que de 3% a 5% da população pode apresentar algum grau de acometimento da válvula aórtica, a partir dos 65 anos.

Segundo Vinicius Esteves, um dos coordenadores do Simpósio, entre os destaques da programação estão os avanços de técnicas na intervenção das válvulas mitral, aórtica e tricúspide. Principalmente em relação a esta última, observa Vinicius, o público poderá conhecer procedimentos que poucas vezes foram realizados no Brasil. Um deles, por exemplo, será o caso de uma cirurgia minimamente invasiva realizada no início deste ano no Vila Nova Star, em São Paulo, nas válvulas tricúspide e mitral de uma paciente de 87 anos. O procedimento reverteu um severo quadro de insuficiência cardíaca na paciente, que já não respondia mais a medicamentos e ainda convive com raro quadro de ter o coração no lado direito do corpo.

“Teremos inclusive transmissões em tempo de real de cirurgias em válvulas tricúspide e mitral realizadas em hospitais da Espanha e França, respectivamente”, revela Vinicius. Ao todo, serão quatro cirurgias transmitidas ao vivo. Os participantes também poderão acompanhar procedimentos realizados no Copa D’Or e no Hospital Esperança Recife. Em paralelo às discussões de casos também haverá um workshop para capacitar os profissionais que realizam a ecocardiografia, exame fundamental para o sucesso de uma cirurgia cardíaca. “Teremos uma verdadeira aula on-line com um especialista italiano e outro grego”, ressalta o coordenador do Simpósio.

2º Simpósio Internacional de Intervenção Valvar – VALVE IN RIO

Dias: 06 e 07 de maio
Local: Hotel Fairmont – Av. Atlântica, 4240 – Copacabana – Rio de Janeiro

Inscrições: https://www.valveinrio.com/

Pesquisa traça perfil de consumidores que emergiram na pandemia
Levantamento aponta público com novos valores e visões de mundo diferentes sobre trabalho, saúde, meio ambiente e educação

 

Da Redação

Após um ano de entrevistas, com 125 mil pessoas em dez países, incluindo o Brasil, a consultoria de gestão estratégica Oliver Wyman concluiu uma pesquisa (The New People Shaping Our Future) que identificou oito perfis comportamentais comuns em 58% (72.500) dos consumidores entrevistados.

Esses arquétipos que emergiram da pandemia de Covid-19, têm novos valores e visões de mundo diferentes sobre trabalho, saúde, meio ambiente e educação, além de outras formas de se relacionar com as finanças pessoais e o mundo digital. São pessoas que desejam novas experiências com produtos e serviços e estão definindo tendências de um mercado consumidor mundial estimado em trilhões de dólares.

Esses novos consumidores são conhecidos como Investidores de mente coletiva, Cidadãos do metaverso, Novos adeptos digitais, Nativos virtuais, Apocalípticos climáticos, Exploradores psicodélicos, Protagonistas do bem-estar e Trabalhadores que se reinventam, e foram identificados na pesquisa realizada no Brasil, Estados Unidos, México, Alemanha, França, Itália, Espanha, Reino Unido, Austrália e China com pessoas de 18 a 65 anos.

O perfil de cada consumidor e os produtos e serviços mais desejados por eles:

1.Citizens of the metaverse (Cidadãos do Metaverso)

Os Citizens of the metaverse representam 13% dos 72.500 e são aqueles que estão dispostos e prontos para mergulhar no mundo metaverso (que integra os mundos real e virtual por meios de diversas tecnologias como realidade virtual, realidade aumentada e hologramas). 70% deles pagariam por esses serviços digitais para se socializar, jogar e trabalhar. A maioria (82%) usa o ambiente virtual para jogar videogames quase três vez mais que a média da população em geral.

No Brasil, foram feitas cerca de 1.000 entrevistas, com pessoas de 18 a 65 anos, vivendo em áreas urbanas (91%), com ensino superior (42%) e casados (54%). Quando se analisa isoladamente o perfil do brasileiro, a maioria (74%) dos Cidadãos do metaverso estão dispostos a pagar por tecnologias que integram os mundos real e virtual. Os jogos e a socialização são os principais interesses das pessoas no metaverso.

  1. Virtual native (Nativos digitais)

Representam 5% dos 72.500 e são trabalhadores que tiveram experiências de trabalho remoto desde o início da pandemia. A Pandemia permitiu que eles adaptassem o seu ambiente profissional a seus hábitos específicos, tornando-os agora menos dispostos a sacrificarem a sua rotina e o conforto do trabalho remoto.

94% deles sentem que a sua carreira mudou depois da pandemia e 60% tem desenvolvido novas habilidades. Mais de 50% disseram que houve uma mudança também nas relações com seus colegas de trabalho e na sua conexão com a cultura da empresa. Outros 68% declararam que pediriam demissão ou procurariam outro emprego se tiverem que trabalhar no escritório em tempo integral.

No Brasil, mais de 60% dos nativos digitais indicaram o aumento salarial como o melhor incentivo para ficar no emprego; mais de 30% consideraram jornadas flexíveis e promoções os principais fatores determinantes no trabalho.

3.New collars (Trabalhadores que se reinventam)

Os New collars representam 23% dos 72.500. São trabalhadores atuais ou antigos que aprenderam novas habilidades durante a pandemia para que pudessem encontrar empregos melhores. 97% ficariam no emprego atual se tivessem aumento de sálario, melhor equilíbrio entre a vida profissional e pessoa e mais flexibilidade.

Entre os New collars brasileiros entrevistados, 59% vêem o aumento salarial como a melhor forma de engajamento no trabalho.

4.Psychedelic explorer (Exploradores psicodélicos)

Representam 15% dos 72.500 e são aquelas pessoas dispostas a experimentar novos tratamentos de saúde mental e física em ambientes clínicos e recreativos. Segundo o estudo, elas são curiosas e de mente aberta, e lideram a tarefa de desestigmatizar a saúde mental e experimentar opções alternativas. Eles se tornarão conhecidos como as vanguardas de transformar a percepção ultrapassada do viajante hippie dos anos 60, tornando a exploração psicodélica cada vez mais popular.

60% estariam abertos a novas experiências para tartar da saúde mental (num ambiente clínico e controlado), e 83% já testaram pelo menos um método. Entre as novas experiências estão tratamentos com plantas medicinais e fitoterapia, hipnose e reflexologia (técnica de massagem) em complemento à medicina tradicional.

Para 55% dos Psychedelic explorer as novas experiências são para melhorar a saúde mental, e para 45% a saúde física.

No Brasil, a maioria (70%) dos Psychedelic explorer estão em busca de melhorar a saúde mental e 40% a saúde física.

5.Climate catalyst (Apocalípticos climáticos)

Representam 13% da população analisada. São aqueles que não acreditam que as empresas e o governo estão tomando as medidas adequadas para lidar com as mudanças climáticas e acabam se tornando ativistas defendendo as suas causas. Para eles, o tempo é curto e a inação é catastroficamente inaceitável. 58% acreditam que os líderes não progrediram nesse tema nos últimos cinco anos, e 82% estão dispostos a pagar mais por produtos e serviços sustentáveis.

A maioria (74%) atribui ao governo federal a responsabilidade de impedir as mudanças climáticas; 62% citaram as empresas. Ainda segundo o levantamento internacional, 53% afirmam que cada indivíduo também é responsável por cuidar do planeta e impedir as mudanças climáticas provocadas pelo homem.

Quando se avalia a posição dos brasileiros em relação ao tema, a pesquisa Consumer Sentiment da Oliver Wyman, realizada em 2021 com 1 mil pessoas, mostrou que para as participantes cada pessoa também é responsável por cuidar do planeta. 42% afirmaram que impedir as mudanças climáticas provocadas pelo homem é uma responsabilidade individual.

Para os entrevistados, nos 10 países, o que os levaram a pensar mais sobre as mudanças climáticas foram os ensinamentos sobre as mudanças e os impactos negativos na sua vida pessoal, na comunidade e no planeta.

  1. Hivemind investor (Investidores de mente coletiva)

Os Hivemind investor que representa 10% dos 72.500 dos perfis analisados, são aquelas pessoas que estão desmitificando as finanças e reinventando o mundo dos investimentos no varejo. As mídias sociais têm forte influência sobre as suas decisões de investimentos. 82% indicaram que as mídias sociais os ensinaram sobre estratégias de investimento, e 53% não estariam investindo se não fossem as redes sociais.

“No Brasil, esse movimento ainda é pequeno, quando comparado a mercados mais maduros, como o Estados Unidos em que esses investidores já mostraram seu poder de influência no mercado como o episódio das ações do GameStop no início de 2021. À medida que crescem os números de pessoas influenciadas por conteúdos das redes sociais, podem haver mais episódios coordenados pelo pequenos investidores de varejo”, diz Marina Gontijo, diretora de serviços financeiro da Oliver Wyman.

  1. Wellness protagonist (Protagonistas do bem-estar)

Essas pessoas mudaram seus estilos de vida para privilegiar todo o espectro de seu bem-estar. Os protagonistas do bem-estar, que representam 21% da população analisada, praticam mais exercícios em casa, vão mais a consulta presencial e são mais propensos a se envolverem em causas para uma vida mais saudável.

Ainda segundo a pesquisa, 62% das pessoas com esse perfil são motivadas para usar aplicativos e dispositivos para rastrear as suas atividades e 58% compartilhariam dados em troca de insights mais aprofundados sobre sua saúde. E ainda, são mais abertos às ofertas de produtos e serviços de saúde e bem-estar.

  1. Digital bloomer (Novos adeptos digitais)

Os bloomers digitais (12% dos 72.500 participantes), sentindo-se excluídos dos avanços tecnológicos em sua idade, os ‘bloomers’ floresceram durante a pandemia. São individuos com mais de 45 anos que entraram no ecossistema digital desde o início da pandemia. Eles migraram do analógico para o digital e adotaram uma variedade de comportamentos que são novos para eles, incluindo fazer compras e fazer transações bancárias on-line e conectar-se com entes queridos por chamadas de vídeo.

63% afirmaram que usam mais serviços digitais, 61% estão mais confortáveis as plataformas e 57% gostam das experiências que tiveram. Outros 52% acreditam que as organizações adaptaram e criaram novas soluções digitais para atendê-los como resultado da pandemia.

Amostra da pesquisa

125 mil entrevistados, de 18 a 65 anos, em 10 países (Brasil, Estados Unidos, México, Alemanha, França, Itália, Espanha, Reino Unido, Austrália e China.

  • 60% são homens e 40% são mulheres
  • 70% vivem em áreas urbanas e 70% têm graduação

Perfil dos brasileiros entrevistados

  • Entrevista com 1.000 brasileiros/as de 18 a 65 anos
  • 47% homens e 53% mulheres (54% são casados e 34% solteiros)
  • 91% vivem em áreas urbanas e 42% têm ensino superior

Acesse aqui para conhecer íntegra da pesquisa The New People Shaping Our Future