Piso nacional de enfermagem preocupa pequenos hospitais
Projeto de Lei pode provocar aumento de mais de 100% na média salarial em diversos estados

 

Presidente da FBH teme que muitos hospitais fechem as portas

 

Da Redação

Estudo da Federação Brasileira de Hospitais mostra que as regiões Norte e Nordeste serão as que mais vão sentir o impacto do piso nacional de enfermagem. O levantamento foi enviado à deputada federal Carmem Zanotto, que coordena o Grupo de Trabalho responsável por avaliar os efeitos do Projeto de Lei que estabelece o piso. Segundo o estudo, o salário de R$ 4.750 proposto para enfermeiros representa um aumento na média salarial que varia, dependendo do estado, de 40% a 131%, no Nordeste, e de 40% a 126%, no Norte. O salário de R$ 3.325 para técnicos de enfermagem significará uma elevação que pode oscilar de 123% a 186% e de 98% a 173%, respectivamente. O presidente da FBH, Adelvânio Francisco Morato, defende que é preciso considerar as diferenças regionais, sob pena de onerar de forma desproporcional os pequenos hospitais localizados, principalmente, no interior do país.  “Muitos vão fechar, o que vai aumentar a desigualdade regional na oferta de serviços de saúde”, avalia.

 

Como a guerra na Ucrânia afeta companhias aéreas e a Embraer
Para a fabricante brasileira de aeronaves, as sanções da comunidade internacional aos russos podem afetar o acesso ao titânio

 

Por Stella Fontes, do Valor Econômico

Embora a guerra na Ucrânia não tenha afetado os voos das companhias aéreas brasileiras até o momento, Embraer, Latam, Gol e Azul monitoram de perto seus desdobramentos, que podem ter impacto relevante nos custos e operações do setor. Para a fabricante brasileira de aeronaves, as sanções da comunidade internacional aos russos podem afetar o acesso ao titânio, metal leve usado na fabricação de aeronaves e seus motores.

A VSMPO-Avisma, controlada pela estatal Rostec, tem o monopólio da produção de titânio e peças forjadas com o metal na Rússia. E é importante fornecedora da indústria aeronáutica mundial. Assim como Embraer, Boeing e Airus dependem em boa parte do titânio russo. Um embargo à Rússia, portanto, poderia atingir diretamente as maiores fabricantes de aeronaves no mundo.

Segundo a agência Reuters, a VSMPO-Avisma responde por 25% da oferta global de titânio. Especificamente no mercado aeronáutico, essa participação subiria a 50%, segundo consultorias internacionais. Procurada, a Embraer informou que avalia a cadeia de suprimentos de titânio de forma constante, como faz com outros materiais. “Neste momento, o fornecimento de titânio não preocupa a Embraer, já que a empresa mantém alto nível de estoque deste material”, disse em nota.

Em postagem no LinkedIn há dois dias, o presidente da Latam Brasil, Jerome Cadier, enumerou potenciais impactos da guerra para as companhias aéreas e destacou que a pressão sobre os custos é “inegável”, citando também o titânio. “Infelizmente na situação em que está o setor, estes aumentos vão impactar os preços das passagens. É uma pena, especialmente em um momento no qual o que mais queremos é voltar a voar”, escreveu.

Na avaliação do executivo, a guerra na Ucrânia pode afetar o mercado de capitais e a disponibilidade de crédito e preço e oferta de commodities relevantes para a indústria, incluindo o metal. “Além disto, precisamos utilizar a #flexibilidade para replanejar o que adquirimos durante a crise. Comentei isto com vocês: aquele horizonte de longo prazo não existe mais. Temos de reagir rápido no curto prazo e ajustar a oferta em função destes custos. Muito trabalho pela frente! Que o bom senso, #respeito à vida e às fronteiras impere neste momento!”, acrescentou.

Em nota, a Latam informou que não voa para a Ucrânia e, até o momento, seus voos não foram afetados pelo fechamento do espaço aéreo em diferentes países.

A Gol, por sua vez, informou que não opera voos para a Ucrânia e reforçou posicionamento recente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que já alertava para potenciais impactos do câmbio e do petróleo nos custos do setor aéreo.

“Sobre este triste momento, informamos que nossas associadas não operam voos que tenham como destino final da região do conflito e acompanhamos com atenção os impactos nas cotações do dólar e do petróleo, que podem aumentar ainda mais os custos”, informou a associação.

Procurada, a Azul informou em nota que “suas operações seguem dentro da normalidade e sem nenhum impacto”. “Um eventual efeito no valor das passagens vai depender do impacto da guerra sobre custos como dólar ou petróleo, que são monitorados constantemente pela companhia”, acrescentou.

Na sexta-feira, as ações PN da Azul recuaram 2,95% na B3, para R$ 25,29. Os papéis da Gol encerraram o dia a R$ 17,28 cada, baixa de 0,97%. As ações ON da Embraer subiram 0,9%, para R$ 17,60. Já as ações da Latam recuaram 4% na bolsa chilena, para 269,88 pesos chilenos.

Cade aprova venda da Osklen sem restrições
Alpargatas responde por 60% das ações

 

Da Redação

A Alpargatas comunicou ao mercado nessa sexta-feira (25) que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a venda de sua participação na Osklen para a Dass Nordeste.

Em nota publicada, a dona de marcas como Havaianas informou que a alienação total de sua participação na Osklen, correspondente a 60% do capital social da empresa, foi “aprovada sem qualquer restrição”. A venda será concluída no dia 11 de março. Nesta semana, a Alpargatas também realizou sua oferta subsequente (follow-on) na B3, em distribuição pública primária de 37,5 milhões ações ordinárias e de 57,5 milhões de ações preferenciais.

A operação teve coordenação do Itaú BBA S.A. (coordenador líder), juntamente com Bank of America, J.P. Morgan S.A., Bradesco BBI S.A. e Citi (coordenadores da oferta). Foi o sétimo follow-on realizado na B3 neste ano. Segundo a empresa, o fechamento da operação ainda está sujeito ao cumprimento de outras condições.

Ambev e Zé Delivery se unem para apoiar ambulantes e catadores neste Carnaval
Com o cancelamento das festas de rua, os parceiros vão receber um auxílio financeiro e terão acesso a bolsas de estudo para cursos de profissionalização

 

Da Redação

Pelo segundo ano consecutivo, o carnaval de rua foi cancelado. Mas, se depender da Ambev e do Zé Delivery, os parceiros que sempre estiveram ao seu lado para fazer a festa acontecer, não ficarão na mão. Assim como em 2021, ambulantes e catadores vão receber um auxílio financeiro para apoiá-los neste período sem festas.

“Entendemos nosso papel enquanto uma companhia brasileira em apoiar nosso ecossistema nessa jornada, olhando para um futuro mais próspero em que todos tenham razões para brindar. O auxílio financeiro dá um fôlego neste período de carnaval a parceiros fundamentais que sempre estiveram ao nosso lado para fazer as festas de rua acontecer. Os cursos são uma das formas que encontramos de abrir novos caminhos para as pessoas a médio e longo prazo”, comenta Carla Crippa, VP de Relações Corporativas da Ambev no Brasil.

Cada profissional receberá no mínimo R$ 150 de auxílio. Além desta quantia, a cada pedido feito pelos consumidores no app Zé Delivery em todo o Brasil, de 27 de fevereiro a 05 de março, mais 5 reais serão doados para a ação. Ao final do período, o valor arrecadado será dividido igualmente pelo número de cadastrados. Ao todo, serão destinados R$ 5 milhões para a iniciativa. Os ambulantes devem fazer seu cadastro na plataforma. Já com os catadores, a ação será viabilizada pela Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), que mobilizará as cooperativas locais selecionadas para cadastro e pagamento a catadores cooperados e avulsos.

Além do apoio financeiro, ambulantes e catadores terão acesso a 3 mil bolsas de estudo para cursos de profissionalização em diversas áreas, escolhidas pelos próprios alunos, na plataforma de ensino online eduK. O objetivo é dar acesso à qualificação para que possam ter fontes alternativas de renda e/ou se profissionalizar em suas áreas de interesse. As bolsas ficarão disponíveis por três meses.

No total, a expectativa é que 23 mil pessoas sejam impactadas. As inscrições abrem dia 25 de fevereiro e vão até 05 de março. Serão beneficiados profissionais de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Olinda (PE), Florianópolis (SC) e Brasília (DF).