Crise fez empresa olhar para ‘burnout’
Pandemia levou empresas a darem mais atenção ao ‘burnout’, diz especialista

 

Por Gabriel Vasconcelos, do Valor Econômico

A pandemia trouxe à reboque um aumento das ocorrências de transtornos psicológicos e doenças ocupacionais. Reunidos ontem em painel do evento Rio Innovation Week, médicos e psicólogos lamentaram o pico de enfermidades mentais, mas disseram que o fenômeno levou empresas a reconhecer esses problemas e adotarem políticas de prevenção ou tratamento de casos.

“Seja por conveniência ou por convicção, as empresas agora precisam atuar e se fazerem presentes no enfrentamento de doenças causadas por pressões emocionais”, diz Andrea Destri, especialista em recursos humanos e presidente da Friendsbee, plataforma on-line de saúde mental em empresas. Ela disse que a pressão sobre as empresas vem não só pela explosão do número de casos, como também por vias institucionais. Em 1º de janeiro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu a síndrome de “burnout” ou síndrome do esgotamento profissional entre as doenças ocupacionais da Classificação Internacional de Doenças (CID).

Na prática, passam a valer os mesmos direitos trabalhistas e previdenciários assegurados no caso de outras doenças relacionadas ao emprego, como as lesões por esforço repetitivo e outras com repercussões mais evidentes sobre o corpo. “Esse reconhecimento ajudou os [setores de] RH a colocar a prevenção e o tratamento em pauta nas empresas.”


Para Andrea, a pandemia escancarou a necessidade de as empresas irem além dos benefícios e medidas de contingências e modificarem os modelos de trabalho. “Desde 1930, convivemos com o mesmo jeito de fazer a gestão de pessoas, agora é preciso migrar para as relações humanizadas”, afirma.

Em São Paulo, 80% dos casos de covid-19 são causados pela Ômicron
Das 105 amostras analisadas, 85 foram causadas pela nova cepa

 

Da Agência Brasil

Dados do Instituto Butantan mostram que 80,95% dos diagnósticos de covid-19 na capital paulista são causados pela variante Ômicron. Das 105 amostras analisadas pelo Instituto, 20 (19,4%) foram positivas para variante Delta e 85 (80,95%), para a Ômicron.

Segundo a prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem intensificado as ações de monitoramento e disponibilizado testes rápidos de covid-19 para pacientes com sintomas gripais.

A secretaria orienta que os indivíduos mantenham as medidas de etiqueta respiratória, como uso de máscaras e álcool em gel, cobrir a boca e nariz quando tossir ou espirrar e lavar as mãos imediatamente após contato com secreções respiratórias.

INPC sobe 0,73% em dezembro e fecha o ano em 10,16%, diz IBGE
Resultado ficou 0,11 p.p abaixo do registrado no mês anterior

 

Da Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,73% em dezembro, mesma variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou 0,11 ponto percentual abaixo do registrado no mês anterior (0,84%). Em 2021, o INPC fechou o ano com alta de 10,16%, acima dos 5,45% registrados em 2020.

Após a variação negativa registrada em novembro (-0,03%), os produtos alimentícios tiveram alta de 0,76% em dezembro. Já os não alimentícios tiveram variação menor que a do mês anterior, passando de 1,11% em novembro para 0,72% em dezembro.

O INPC abrange as famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Ômicron deve infectar mais da metade da Europa em 6 a 8 meses
Informação é do diretor da OMS para o continente, Hans Kluge

 

Da Agência Brasil

Mais da metade da população europeia deve ser infectada pela variante Ômicron do coronavírus nas próximas seis a oito semanas, disse nesta terça-feira (11) o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o continente.

A Europa registrou mais de 7 milhões de novos casos de covid-19 na primeira semana de 2022, mais que o dobro do número notificado no período de duas semanas, disse o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, em entrevista.

“Nesse ritmo, o Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde prevê que mais de 50% da população da região serão infectados com a nova cepa nas próximas seis a oito semanas”, afirmou Kluge.