Bienal do Livro do Rio começa adaptada aos tempos de pandemia

 

Por Carlos Brito, do G1

Livros, palestras, painéis e debates. Os elementos que sempre caracterizaram a Bienal do Livro do Rio estarão de volta a partir desta sexta-feira (3), quando a vigésima edição do evento ocupar dois pavilhões e as áreas externas do Riocentro, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

A pandemia de Covid-19 forçou uma adaptação mundial. Com a Bienal, não será diferente: a expectativa é que, nesta edição, o encontro literário receba um público de 300 mil visitantes – metade da quantidade recebida pela Bienal mais recente, realizada em 2019.

Além da redução de público, o evento também estabeleceu protocolos de segurança para público e participantes: utilização obrigatória de máscaras, apresentação de comprovante de vacinação para pessoas com mais de 12 anos, visitação em dois turnos, totens com álcool em gel espalhados pelo Riocentro e avenidas internas mais largas para aumentar o distanciamento entre os visitantes.

A apresentação dos escritores convidados também vai se adaptar às condições impostas pelo protocolo. Parte deles participará de forma virtual. Na lista de autores, nomes como o português Valter Hugo Mãe, a escritora argentina e especialista em literatura fantástica Mariana Enriquez, os americanos Matt Ruff, Beverly Jenkins, Julia Quinn e Josh Mallerman e talvez o maior nome dos mangás de horror, Junjo Ito.

Como representantes da literatura nacional, estarão no evento Raphael Montes, Nei Lopes, Thalita Rebouças, Luiz Antônio Simas, Tati Bernardi, Conceição Evaristo, Itamar Vieira e Eliane Brum.

Ao todo, 160 expositores irão ocupar um espaço de 100 mil metros quadrados – por conta das medidas de segurança, metade dessa área será montada nas partes externas do Riocentro.

A necessidade de adaptações levou a Bienal a ser realizada em dezembro e não em outubro,

“Tivemos que nos adaptar às regras de segurança e isso exigiu mais tempo. Em uma situação normal, a preparação de um evento como este é feita em dois anos. Desta vez, precisamos preparar tudo em pouco mais de quatro meses”, explicou a diretora da GL Eventos e responsável pela Bienal, Tatiana Zaccaro.

Quando a Bienal será realizada?

A vigésima edição da Bienal do Livro do Rio será realizada entre os dias três e 12 de dezembro – https://bienaldolivro.com.br/programacao/

Onde vai ser?

A Bienal ocupa dois pavilhões e também as áreas externas do Riocentro, na Barra da Tijuca.

Dias e horários

  • Sexta (3): das 9h às 22h;
  • Sábado (4): das 10h às 22h;
  • Domingo (5): das 10h às 22h;
  • Segunda-feira (6): das 9h às 21h;
  • Terça-feira (7): das 9h às 21h;
  • Quarta-feira (8): das 9h às 21h;
  • Quinta-feira (9): das 9h às 21h;
  • Sexta-feira (10): das 9h às 22h;
  • Sábado (11): das 10h às 22h;
  • Domingo (12): das 10h às 22h.

Projeto de lei estabelece piso nacional de enfermagem muito acima da média praticada no país
As diferenças são ainda maiores no que diz respeito aos técnicos de enfermagem

 

Projeto de lei que estabelece o piso vai impor um aumento de custos que coloca em risco a sustentabilidade de hospitais

 

Uma das críticas que têm sido feitas ao projeto de lei 2564, que propõe o estabelecimento de piso salarial para os enfermeiros no valor de R$ 4.750,00 válido em todo o território nacional, é o fato de que ele desconsidera as realidades regionais do mercado de trabalho. O valor proposto está 10% acima da média de salários da categoria praticada no Estado de São Paulo; 17% acima da do Rio de Janeiro. No caso da Paraíba, porém, o piso supera em 131% a média. A seguir vêm Acre (126%) e Pernambuco (114%). Na faixa intermediária estão Amazonas (62%), Minas Gerais (60%), Santa Catarina (57%).

As diferenças em relação às médias salariais são ainda maiores no que diz respeito aos técnicos de enfermagem, para os quais o projeto prevê um piso nacional de R$ 3.325,00. A discrepância então vai de 40% acima da média em São Paulo a186% na Paraíba. A unificação do piso nesse patamar vai ter um impacto enorme nos custos dos estabelecimentos e pode comprometer o funcionamento dos hospitais públicos e privados, em especial os beneficentes e os estabelecimentos de pequeno e médio porte.

Na semana passada, o Senado aprovou o projeto de lei que institui o piso salarial nacional do Enfermeiro, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteira. De acordo com o texto,  fica estabelecido o piso de R$ 4.750,00 para os enfermeiros, de R $3.325,00 para técnicos e de R$ 2.375,00 os demais. O projeto ainda precisa ser votado pela Câmara dos Deputados.

Covid-19: 90% dos adultos brasileiros já tomaram a 1ª dose da vacina
Ao todo, 159,3 milhões iniciaram o ciclo vacinal contra a doença

 

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou hoje (2) que o número de pessoas aptas a receberem o imunizante corresponde a 177 milhões de brasileiros. Ao todo, 159,3 milhões tomaram a primeira dose da vacina. Até o momento, mais de 372,5 milhões de doses foram distribuídas aos 26 estados e Distrito Federal.

O Brasil atingiu nesta quinta-feira a marca de 90% do público-alvo, ou seja, adultos com mais de 18 anos vacinados com a primeira dose de algum dos imunizantes contra a covid-19. Ao todo, 159,3 milhões de brasileiros iniciaram o ciclo vacinal contra a doença e 79,03% completaram o esquema com as duas doses ou dose única, de acordo com dados divulgados pelo ministério.

O país também registrou queda de 92,57% na média de óbitos desde o pico da pandemia, registrado em 19 de abril deste ano.

Novas doses

Em novembro, o governo federal comprou mais de 550 milhões de doses de imunizantes. A expectativa do Ministério da Saúde é que mais de 354 milhões de doses sejam utilizadas como reforço em 2022.

Até o momento, 14,1 milhões de pessoas estão com a imunização reforçada com a dose adicional ou de reforço. Cerca de 13,7 milhões de brasileiros entre 12 e 17 anos já tomaram a primeira dose da vacina e 3,4 milhões estão completamente vacinados com as duas doses da Pfizer.

Economia brasileira cai 0,1% no terceiro trimestre deste ano
Queda foi puxada pelo setor agropecuário

 

Da Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, recuou 0,1% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. O PIB, no período, somou R$ 2,2 trilhões. Os dados foram divulgados hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, no entanto, houve uma alta de 4%. O PIB também acumula alta no período de 12 meses (3,9%).

Na passagem do segundo para o terceiro trimestre deste ano, a queda foi puxada pelo setor agropecuário, que teve perdas de 8%. Segundo a pesquisadora Rebeca Palis, do IBGE, o resultado foi influenciado pelo encerramento da safra de soja, que fica mais concentrada no primeiro semestre do ano.

“Como ela é a principal commodity brasileira, a produção agrícola tende a ser menor a partir do segundo semestre. Além disso, a agropecuária vem de uma base de comparação alta, já que foi a atividade que mais cresceu no período de pandemia e, para este ano, as perspectivas não foram tão positivas, em ano de bienalidade negativa para o café e com a ocorrência de fatores climáticos adversos na época do plantio de alguns grãos”, afirma a pesquisadora.

A indústria manteve-se estável no período. Por outro lado, a alta de 1,1% do setor de serviços evitou um recuo maior do PIB no terceiro trimestre. A construção cresceu 3,9% e evitou uma queda da indústria.

A alta dos serviços foi puxada por outras atividades de serviços (4,4%), informação e comunicação (2,4%), transporte, armazenagem e correio (1,2%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,8%). As atividades imobiliárias mantiveram-se estáveis, enquanto atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados e comércio tiveram quedas de 0,5% e 0,4%, respectivamente.

Sob a ótica da demanda, a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, caiu 0,1%. O consumo das famílias cresceu 0,9%, enquanto o consumo do governo subiu 0,8%.

No setor externo, houve quedas nas exportações (-9,8%) e importações (-8,3%) de bens e serviços.

O IBGE também divulgou uma revisão do desempenho do PIB em 2020. A taxa de queda de 4,1%, informada anteriormente, foi corrigida para um decréscimo de 3,9%.