Impacto bilionário na economia carioca: Hotel Nacional registra alta durante evento de música na cidade
Com projeção de R$ 3,3 bilhões em movimentação turística, o evento musical aquece a rede hoteleira

 

Da Redação

O festival Rock in Rio 2026 tem previsão de injetar R$ 3,3 bilhões na economia carioca, movimentando o turismo e aquecendo a rede hoteleira da capital fluminense. Com a chegada de milhares de visitantes para os dias de shows, a procura por hospedagem ganha ritmo acelerado nas semanas que antecedem o evento. No Hotel Nacional, em São Conrado, o ritmo de reservas aponta para uma procura expressiva ao longo de toda a programação.  

Marcada por uma intensa movimentação na cidade, a temporada de grandes eventos evidencia também uma mudança gradual no comportamento de quem visita a capital. Para quem viaja atrás de grandes apresentações mas valoriza o descanso após a maratona de shows, a estrutura assinada por Oscar Niemeyer atrai justamente por oferecer um contraponto à agitação urbana, permitindo que o público alie a intensidade da programação cultural a um ambiente de total resguardo. 

No Hotel Nacional, já observamos um ritmo intenso de reservas e a expectativa é alcançar ocupação máxima durante os dias do festival. Esse cenário reforça o Rio de Janeiro como destino para grandes eventos e o papel da hospitalidade em proporcionar uma experiência completa ao visitante”, diz o Gerente Geral Maurício Júnior.

O hotel funciona como uma base estratégica. A combinação entre a arquitetura modernista, o acesso facilitado aos principais trajetos da cidade e a oferta integrada de lazer e gastronomia explica a alta procura do público que aterrissa no Rio. O endereço garante o resguardo e a tranquilidade necessários para equilibrar a energia de um grande acontecimento com o conforto no dia a dia da hospedagem.

Vai Turismo leva debate sobre políticas públicas para o desenvolvimento regional ao Encontro Fluminense FBHA
Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC apresentou iniciativa que reúne propostas do setor para fortalecer a competitividade e a sustentabilidade dos destinos turísticos brasileiros

 

Da Redação

O papel das políticas públicas na construção de um turismo mais competitivo, sustentável e capaz de gerar desenvolvimento para os territórios esteve entre os destaques do Encontro Fluminense FBHA – Integração do Turismo Regional, realizado no último dia 04, no Hotel Sesc Alpina, em Teresópolis (RJ). Representando o Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a especialista em turismo Vanessa Paganelli conduziu a palestra Vai Turismo: Políticas Públicas para um Turismo Sustentável e Competitivo, apresentando a iniciativa da CNC voltada à construção de propostas para o fortalecimento do setor.

Promovido pela Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), o encontro reuniu empresários, gestores, profissionais e lideranças ligadas a hotelaria, gastronomia e turismo para discutir temas estratégicos como inteligência artificial, reforma tributária, segurança dos alimentos, qualificação profissional e desenvolvimento regional.

Durante a apresentação, Paganelli destacou que o turismo está diretamente relacionado às decisões públicas, muitas vezes de forma imperceptível para quem viaja. Ela explicou que fatores como acessibilidade, conectividade, mobilidade, segurança, informação e preservação dos destinos influenciam toda a experiência turística.

Ela também ressaltou que as políticas públicas repercutem em toda a cadeia produtiva do turismo, beneficiando turistas, empresas, trabalhadores e moradores. Entre os efeitos apontados, estão a melhoria da infraestrutura e dos serviços, a ampliação das oportunidades de emprego e renda, a valorização da identidade local e a melhoria da qualidade de vida das comunidades anfitriãs.

“Cada território possui vocações e desafios próprios. Por isso, o Vai Turismo parte da escuta das lideranças locais para construir propostas que reflitam a realidade de cada região. Esse diálogo é fundamental para consolidar o turismo como uma política de Estado e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento regional”, enfatizou Paganelli.

No País, o turismo representa 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Somente na última temporada, o setor movimentou mais de R$ 218 bilhões, recebeu 9,3 milhões de turistas em 2025 e gerou aproximadamente 99,9 mil vagas de emprego, no período de junho de 2025 a junho de 2026, com recorde histórico de 2,44 milhões de vínculos formais, segundo o governo federal.

Vai Turismo nasceu da construção coletiva

Ao apresentar o histórico da iniciativa, Paganelli enfatizou que o programa Vai Turismo – Rumo ao Futuro foi criado em 2020 e 2021, em um dos períodos mais desafiadores para o setor turístico, com a proposta de construir, de forma colaborativa e participativa, caminhos para a retomada e o crescimento sustentável da atividade no Brasil.

A iniciativa, conduzida pela CNC por meio do Cetur, produz diagnósticos, escutas regionais, debates e propostas voltadas à formulação de políticas públicas de longo prazo. O objetivo é contribuir para a transformação do turismo em política de Estado, aumentando a competitividade dos destinos e fortalecendo sua capacidade de gerar emprego, renda e desenvolvimento.

No primeiro ciclo do programa Vai Turismo, entre 2022 e 2026, foram mobilizados cerca de 1.800 profissionais, 320 instituições e representantes das 27 unidades da Federação, resultando na elaboração de 28 documentos de propostas para governos estaduais e federal, com 359 propostas de políticas públicas recomendadas.

Para o ciclo 2027-2030, a mobilização foi ampliada. O processo incorporou os aprendizados da primeira etapa, utilizou um banco nacional de boas práticas e promoveu 55 oficinas, reunindo 1.373 representantes dos setores público e privado e aproximadamente 830 instituições em todo o País.

Durante a exposição, também foi destacado o papel da CNC na representação empresarial – incluindo Sindicatos, Federações, Sesc e Senac –, na produção de conhecimento e na defesa de políticas de desenvolvimento sustentável do turismo brasileiro.

Agenda estratégica do Sistema CNC-Sesc-Senac propõe novo ciclo de desenvolvimento para o turismo brasileiro
Documento reúne propostas para ampliar a competitividade do turismo e consolidar políticas públicas capazes de posicionar o Brasil entre os principais destinos turísticos do mundo

 

Da Redação

O turismo brasileiro ganhou espaço no centro do debate sobre o futuro do desenvolvimento econômico nacional durante a Agenda dos Presidenciáveis 2026, realizada no dia 8 de julho, no Centro Empresarial CNC, em Brasília. Na ocasião, o Sistema CNC-Sesc-Senac entregou aos pré-candidatos à Presidência da República o documento Políticas Públicas de Turismo – Propostas e Recomendações (leia a íntegra do documento aqui), publicação que reúne uma agenda estruturada para orientar a formulação de políticas públicas capazes de fortalecer o turismo como vetor estratégico de crescimento econômico, geração de empregos, desenvolvimento regional e atração de investimentos.

A entrega integra a Agenda dos Presidenciáveis 2026, iniciativa do Sistema CNC-Sesc-Senac que consolida propostas do setor terciário para contribuir com a construção dos programas de governo dos futuros candidatos à Presidência da República.

As propostas do Sistema CNC-Sesc-Senac evidencia que o turismo deve ocupar posição estratégica nas políticas públicas nacionais. A publicação parte da compreensão de que investir na atividade significa impulsionar cadeias produtivas, fortalecer pequenos negócios, promover inclusão social, preservar patrimônios culturais e ambientais e estimular o desenvolvimento equilibrado das diferentes regiões brasileiras.

O documento é resultado de um amplo processo colaborativo conduzido pela CNC, por meio do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), envolvendo empresários, especialistas, gestores públicos, representantes da academia e entidades nacionais ligadas ao turismo.

As recomendações foram construídas a partir da escuta das diferentes realidades regionais, considerando vocações econômicas, potencialidades e desafios específicos dos destinos brasileiros. A metodologia incorporou referências internacionais, estudos técnicos e conceitos alinhados ao modelo de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), utilizado como referência para elevar a competitividade do turismo nacional.

A publicação também demonstra que políticas públicas consistentes exigem planejamento de longo prazo, coordenação entre diferentes níveis de governo e integração entre iniciativa privada e poder público. Por isso, as propostas procuram transformar demandas históricas do setor em recomendações estruturadas, capazes de produzir impactos permanentes sobre a economia e a qualidade dos destinos turísticos brasileiros.

“As propostas entregues aos pré-candidatos representam uma construção coletiva que reúne a visão do setor produtivo, especialistas e gestores de todo o País. Nosso objetivo é contribuir para que o turismo seja tratado como uma política de Estado, com planejamento de longo prazo, segurança jurídica e ações capazes de ampliar a competitividade dos destinos brasileiros, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico”, afirma o diretor da CNC responsável pelo Cetur, Alexandre Sampaio.

Ao longo da publicação, a mensagem institucional da CNC ressalta que o turismo deve ser compreendido como atividade econômica e como política de desenvolvimento nacional. O documento destaca que o fortalecimento do setor depende da construção de uma agenda permanente entre governos, iniciativa privada e sociedade, capaz de garantir continuidade às ações estratégicas independentemente dos ciclos políticos.

As propostas chegam em um momento considerado especialmente favorável para o turismo brasileiro. Segundo o estudo elaborado pela CNC, o setor encerrou 2025 com o melhor desempenho dos últimos 14 anos, consolidando uma trajetória consistente de recuperação e crescimento após os impactos da pandemia.

As atividades turísticas passaram a representar aproximadamente 8,1% do Produto Interno Bruto nacional, enquanto o Índice de Atividades Turísticas (Iatur), divulgado pelo IBGE, registrou crescimento de 4,6% em relação ao ano anterior, alcançando o maior nível da série histórica. O resultado marcou o quinto ano consecutivo de expansão do setor.

Outro indicador destacado é o recorde histórico de visitantes internacionais. Em 2025, o Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas estrangeiros, alta de 37% em relação ao ano anterior. O fluxo internacional gerou US$ 7,9 bilhões em receita cambial, também o maior resultado já registrado pelo País.

O turismo doméstico igualmente apresentou desempenho expressivo. Os aeroportos brasileiros movimentaram 129,6 milhões de passageiros, dos quais 101,2 milhões em voos domésticos, o maior volume da história da aviação nacional.

No mercado de trabalho, o setor respondeu pela geração de 99,9 mil vagas em 2025, com expectativa de criação de outras 92 mil em 2026. Somente na alta temporada, a projeção é de abertura de 87,6 mil empregos formais temporários, principalmente nos segmentos de alimentação, transporte e hospedagem.

Diante desse cenário, o documento defende que o turismo reúna condições para assumir protagonismo ainda maior na estratégia de desenvolvimento nacional, desde que sejam superados gargalos históricos relacionados à infraestrutura, conectividade, qualificação profissional, inovação, segurança, sustentabilidade e governança.

Agenda para o turismo do futuro

As propostas nacionais apresentadas pelo Sistema CNC-Sesc-Senac foram organizadas em 23 recomendações distribuídas em nove eixos estruturantes, considerados essenciais para elevar a competitividade dos destinos brasileiros e alinhar o País às melhores práticas internacionais. As diretrizes contemplam acessibilidade, criatividade, governança, inovação, marketing, mobilidade, segurança, sustentabilidade e tecnologia, formando uma agenda integrada voltada ao desenvolvimento do turismo de forma permanente.

Fluke cria operação dedicada ao varejo e projeta dobrar participação no canal em dois anos
Companhia prevê abertura de 500 novos pontos de venda em 2026 e futura expansão para home centers e lojas de departamento

Da Redação

A Fluke iniciou uma nova estratégia de expansão no varejo brasileiro ao estruturar um canal de revenda dedicado a pequenos e médios lojistas. A iniciativa busca atender uma demanda já identificada de cerca de mil revendedores interessados em comercializar a marca e faz parte do plano da companhia para ampliar sua presença no varejo físico e digital, dobrando a participação do canal nos próximos dois anos.

Embora os produtos de varejo da empresa já estivessem disponíveis ao consumidor final em lojas físicas, e-commerce e marketplaces como Amazon e Mercado Livre, os pequenos e médios lojistas enfrentavam dificuldades para acessar condições comerciais competitivas para revenda. Isso ocorria porque os produtos eram adquiridos majoritariamente por meio de distribuidores especializados no segmento industrial, modelo que restringia a capilaridade do varejo para a Fluke e limitava a comercialização de seus equipamentos em termos de preço e margem para esses pequenos comerciantes.

A retomada do foco no varejo faz parte de uma estratégia mais ampla da companhia, que é líder mundial em ferramentas de teste e medição profissionais, para ampliar sua capilaridade no Brasil. O movimento ganhou impulso a partir do crescimento das vendas digitais e da parceria direta com a Amazon, que reforçou o potencial de expansão da marca além dos canais industriais tradicionais.

A decisão acompanha o desempenho do varejo brasileiro, que encerrou 2025 com alta de 1,6%, segundo dados do IBGE, e apresentou um crescimento de 1,2% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Mastercard Spendingpulse.

De acordo com o Gerente Nacional de Vendas para o Varejo da Fluke Brasil, Rodrigo Garavelli, a empresa só precisava desenhar a melhor estrutura para suportar esse movimento. “Identificamos uma demanda relevante de lojistas que reconhecem o valor da marca e desejam ampliar sua oferta de produtos profissionais. O que faltava era uma estrutura comercial adequada para atender esse público de forma competitiva e sustentável. Com esse novo modelo, conseguimos aproximar a Fluke de um universo muito maior de revendedores”, afirma.

Expansão com capilaridade nacional

Para viabilizar a expansão, a Fluke escolheu o Grupo OVD como parceiro estratégico na fase inicial da operação. Com atuação nacional, cerca de 65 mil clientes ativos e uma força comercial composta por aproximadamente 900 representantes, a distribuidora atacadista de ferramentas e equipamentos será responsável por ampliar rapidamente a capilaridade da operação em todo o país.

O portfólio disponível para revenda reúne um pull restrito de itens de varejo, com foco em quatro produtos principais. O modelo não é exclusivo, de modo que outros distribuidores podem operá-lo desde que cumpram os critérios definidos pela Fluke. Já os produtos voltados à indústria permanecem com os distribuidores especializados, que dispõem de equipe técnica, demonstrações de equipamentos e estrutura de estoque.

A nova estrutura também estabelece diretrizes comerciais específicas para o varejo, criando maior previsibilidade de preços e condições competitivas entre lojas físicas, distribuidores e marketplaces.

Segundo Garavelli, o varejo representa uma importante frente de crescimento para a Fluke no Brasil. “Nossa expectativa é ampliar significativamente a presença da marca nos pontos de venda e fortalecer o relacionamento com lojistas que buscam produtos reconhecidos por qualidade, segurança e confiabilidade”, ressalta o executivo.

Meta de crescimento e novas frentes de atuação

A expectativa da companhia é abrir 500 novos pontos de venda já em 2026 e dobrar o tamanho da operação de varejo em até dois anos, ampliando a presença em lojas físicas de regiões onde hoje é encontrada somente no ambiente digital. Para os lojistas, a operação oferece acesso a um portfólio dedicado de produtos de varejo em condições comerciais que tornam a revenda mais competitiva e atrativa.

Em uma segunda fase, a companhia pretende expandir sua presença para home centers e lojas de departamento, ampliando a exposição da marca e aproximando seus produtos de um público mais amplo.

“A expansão do varejo tem potencial para impulsionar todo o ecossistema de negócios da Fluke no país. Quanto maior a presença da marca nos pontos de venda, maior o interesse por nossos equipamentos e, como consequência, na disseminação de tecnologias que ajudam profissionais a trabalhar com mais precisão, segurança e eficiência”, conclui Garavelli.