Pandemia não pode prejudicar cuidado com a saúde das crianças
Atendimento pediátrico do Niterói D’Or oferece mais de 20 especialidades

 

 

Da Redação

As doenças não esperam a pandemia de COVID-19 passar para se manifestarem. É o alerta do coordenador médico do setor pediátrico do Niterói D’Or, Lucas Berbert. Ainda mais no inverno, é preciso ter atenção com as infecções transmitidas por via respiratória, que costumam ser a principal causa de atendimentos nas emergências pediátricas. Se por um lado o novo coronavírus demonstra ser assintomático na maioria das crianças, há outras doenças respiratórias que exigem atenção aos sintomas para buscar o atendimento médico assim que necessário. Ele cita como exemplo o vírus sincicial respiratório (VSR), que causa bronquiolite e é responsável por quadros de gripe, além de outros como o Influenza A e B.

Infecções, como otites, amigdalites, sinusites, pneumonias e meningites também são comuns nessa época. Também é usual atendimentos por doenças alérgicas em crianças. Alergias respiratórias como rinite alérgica e asma brônquica são exacerbadas nessa época do ano. Lucas explica que a Unidade Pediátrica do Hospital Niterói D’Or está preparada para atender desde casos comuns de doenças em crianças e adolescentes até casos mais graves e complexos. É importante não esperar uma situação se agravar para buscar o atendimento médico. Quanto mais cedo uma doença for diagnosticada, melhor será para o tratamento. “Por se tratar de uma unidade pediátrica, há uma atenção ainda maior para tornar o atendimento acolhedor e humanizado e, com isso, diminuir o impacto do ambiente hospitalar na criança”, destaca Lucas.

Com uma equipe altamente qualificada e em constante atualização junto ao Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), o hospital oferece mais de 20 especialidades de atendimento pediátrico, como cardiologia, ortopedia, neurologia, alergia e imunologia, pneumologia, psiquiatria, entre outras. A unidade conta com dez leitos de unidade de internação, nove na terapia intensiva e oito na emergência. Entre os diferenciais do setor o coordenador cita a equipe de radiologia intervencionista pediátrica, responsável por procedimentos minimamente invasivos, como a realização de biópsias, e a equipe de otorrinolaringologia voltada para a retirada de corpo estranho, que atende em horário comercial.

Cuidados com a retomada da rotina

O coordenador médico do setor pediátrico também alerta que é preciso manter os cuidados de prevenção ao Covid-19. Em muitos locais, já há até a perspectiva da volta às aulas. Para os pais que planejam o retorno dos filhos à escola, Lucas aponta que é fundamental verificar se a escola tem um plano de ação para o retorno às aulas e as medidas implementadas para redução do risco de contaminação.  Ele ainda ressalta que é importante educar as crianças sobre certos cuidados, como a forma correta de higienização das mãos, que deve ter duração mínima de 40 segundos utilizando água e sabão ou de 20 segundos, quando for álcool gel. Toda criança deve ser estimulada a usar máscaras de pano e máscaras extras devem ser colocadas na mochila, já menores de dois anos não devem utilizar. Incorporar o hábito de tossir ou espirrar em lenços descartáveis ou no antebraço, além de evitar tocar olhos, boca e nariz. Outra orientação é a de utilizar sua própria garrafa de água e não beber diretamente do bebedouro.

“Mais importante é que os pais não devem mandar seus filhos à escola com qualquer possibilidade de quadro infeccioso, seja febre, manifestações respiratórias, diarreia, entre outras. Devem mantê-los afastados enquanto se aguarda a conclusão do diagnóstico, com o cuidado de não se estigmatizar o indivíduo, o que posteriormente pode trazer consequências negativas, como bullying entre as crianças”, alerta o coordenador.

Webinar vai debater a Justiça eletrônica em tempo de pandemia
O evento da ANDES terá transmissão pelo Youtube

 

 

Da redação

A Associação Nacional de Desembargadores (ANDES) promove na sexta-feira, às 17h, webinar sobre a Justiça Eletrônica em Tempo de Pandemia com o presidente Marcelo Buhatem, o ex-presidente do TJRJ Sérgio Cavalieri, o procurador do TCE/RJ Felipe Deiab, além da mediação do desembargador Rogério de Oliveira. O evento será transmitido pelo Youtube.

A perspectiva de consolidar o trabalho remoto no Judiciário após a pandemia não é vista de forma positiva pelo desembargador Marcelo Buhatem. Recém-eleito presidente da Associação Nacional dos Desembargadores (Andes), Marcelo avalia que o “olho no olho” é fundamental para garantir que as partes conheçam quem vai decidir o rumo do processo, bem como a liturgia do julgamento.

O presidente da Andes explica que a Justiça apresenta uma ritualística própria, que é fundamental para preservar direitos e garantias processuais. Ele cita como exemplo o contato direto da defesa com o réu, que fica impossibilitado em julgamentos virtuais e observa que a própria dinâmica da audiência é afetada.

Ministério da Saúde financiará pesquisas em terapias avançadas
Podem participar pesquisadores de instituições com foro no país

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde lançou ontem (3) chamada pública para seleção de pesquisas em terapias avançadas. A pasta vai disponibilizar R$ 47,2 milhões para financiar estudos no desenvolvimento de tecnologia nacional em terapia celular, terapia gênica e tecido artificial, áreas de interesse do Sistema Único de Saúde .

A chamada ocorre em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), fundação pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Podem participar pesquisadores vinculados a Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) com foro no Brasil.

As propostas devem ser apresentadas até o dia 17 de setembro, por meio da Plataforma Carlos Chagas, do CNPq, e o resultado final será divulgado até o dia 30 de novembro no site da fundação.

De acordo com o Ministério da Saúde, na prática, as terapias avançadas têm o objetivo de tratar, prevenir ou até mesmo diagnosticar uma doença e representam uma promessa terapêutica para enfermidades complexas e sem alternativas médicas disponíveis. São usados produtos biológicos obtidos a partir de células e tecidos humanos que foram submetidos a um processo de fabricação, além dos produtos de terapia gênica.

A pasta informou ainda que está prevista, para este ano, a contratação de duas pesquisas que envolvem o tratamento com células-tronco para o tratamento de covid-19 e a compreensão sobre a evolução e dispersão do novo coronavírus no Brasil. Ao todo, o Ministério da Saúde deve investir R$ 71,4 milhões para fomentar as pesquisas, no âmbito do Programa Genomas Brasil.

Produção industrial cresce 8,9% de maio para junho
Indústria ainda não conseguiu recuperar perdas causadas pela pandemia

Da Agência Brasil

A produção industrial brasileira cresceu 8,9% em junho deste ano, na comparação com maio. Essa é a segunda alta consecutiva do indicador, que já havia registrado expansão de 8,2% em maio. Foi também foi a maior taxa de crescimento desde junho de 2018 (12,5%).

Apesar disso, a indústria brasileira ainda não conseguiu recuperar totalmente as perdas sofridas em março e abril, causadas pela pandemia da covid-19, quando o setor caiu 26,6%.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje (4), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da alta de maio para junho, a produção apresentou queda de 9% na comparação com junho de 2019. Houve ainda recuos de 10,9% no acumulado do ano e de 5,6% no acumulado de 12 meses.

A alta de 8,9% na passagem de maio para junho foi puxada por 24 das 26 atividades industriais pesquisadas, em especial pela produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, que teve um crescimento de 70% no mês.

“Esse setor acumulou expansão de 495,2% em dois meses consecutivos de crescimento na produção, mas ainda assim está 53,7% abaixo do patamar de fevereiro”, disse o gerente da pesquisa, André Macedo.

Motocicletas

Outros equipamentos de transporte também tiveram destaque, com alta de 141,9%, puxados principalmente pela produção de motocicletas.

Por outro lado, as atividades com queda na produção foram a indústria alimentícia e a produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, ambas com recuo de 1,8% na produção.

“A indústria alimentícia tem uma dinâmica diferente do restante do setor industrial, por conta de suas características relacionadas ao abastecimento. Ela vinha de resultados positivos, quando a indústria, de forma geral, estava em queda. Os crescimentos nos meses anteriores, combinados com uma queda no açúcar, resultaram no recuo registrado em junho. Alimentos, porém, têm um saldo positivo, diferente da média da indústria”, explicou Macedo.

Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, a maior alta foi observada nos bens de consumo duráveis (82,2%). Os bens de consumo semi e não duráveis cresceram 6,4%, os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo, subiram 13,1% e os bens intermediários – insumos industrializados usados no setor produtivo – tiveram alta de 4,9%.