Lavagem nasal mal realizada pode levar a infecções no ouvido

Vegetação seca de Brasília no inverno do Centro-Oeste (Foto: Reprodução/TV Globo)

Da Redação

O período da seca, marcado pela baixa umidade, chegou em Brasília e com ele o aumento de casos de doenças respiratórias como rinite alérgica e asma. Uma das alternativas para prevenir as doenças de trato respiratório é a lavagem nasal, mas é preciso atenção ao colocar em prática a técnica considerada, por muitos, simples.

A lavagem nasal é considerada uma manobra essencial para uma melhor respiração. Além de promover a limpeza nasal e a fluidificação, o método ajuda na descongestão e prevenção de doenças do trato respiratório. Porém, a lavagem mal-sucedida pode causar infecções e inflamações no ouvido, como a Otite Média Serosa.

A Otite Média Serosa é uma condição na qual ocorre acúmulo de líquidos na orelha média, a câmara do ouvido situada atrás da membrana do tímpano.  De acordo com o otorrinolaringologista do Hospital DF Star, da Rede D’Or, Marcelo Maruyama, é uma condição comum que afeta principalmente crianças. “Esse acúmulo pode causar diversos sintomas como sensação de ouvido tampado, perda de audição, zumbido, sensação de pulsação nos ouvidos e, em alguns casos, até dor. A Otite Média Serosa também pode predispor a infecções de repetição nos ouvidos (otites médias agudas de repetição), pois o líquido parado fica sujeito a contaminações por bactérias patogênicas, que podem gerar inflamação e, consequentemente, dor e febre”, explica.

Segundo Maruyama, a lavagem nasal como causa de Otite Média Serosa tem sido discutida e observada nos consultórios, particularmente com o surgimento de opções no mercado de lavagens nasais com alto volume. “Existem várias evidências de que a lavagem nasal, quando realizada corretamente, pode ser inclusive útil para prevenir a Otite. Mas, ela deve ser feita da maneira correta, particularmente observando a posição da cabeça e a pressão com que a solução entra nas cavidades nasais. A pressão realizada deve ser sempre gentil, mesmo que a solução demore mais para penetrar as narinas. A lavagem nasal, quando realizada de forma inadequada, pode fazer com que o líquido da lavagem penetre as tubas auditivas e chegue às orelhas médias. Na grande maioria dos casos, isso gera apenas um desconforto momentâneo, já que o adequado funcionamento das tubas consegue drenar a solução. Quando as tubas não estão funcionando bem, o líquido da lavagem pode persistir por mais tempo nas orelhas médias. Além disso, se a lavagem nasal carregar patógenos para as orelhas médias, pode ser que o indivíduo venha a ter uma infecção aguda”, explica o médico.

Marcelo Maruyama, otorrinolaringologista do Hospital DF Star.

Durante o período da seca, os casos de otite média aumentam, pois as mucosas respiratórias ficam mais agredidas e sujeitas a inflamações e infecções, que são causas de mau funcionamento das tubas auditivas e acúmulos anormais de líquidos na orelha. “Além disso, trata-se do período em Brasília em que circulam mais viroses respiratórias. Para quem já teve problemas nos ouvidos realizando lavagem nasal, pode ser recomendado que utilizem lavagens com menor volume como, por exemplo, os dispositivos de jato contínuo que também são encontrados facilmente nas farmácias. Se o intuito é apenas aliviar o incômodo com o ressecamento das mucosas, outras opções são os dispositivos em spray ou em gel. Também é importante que após as lavagens a pessoa deixe drenar bem a solução e não assoe com muita força, pelo mesmo motivo que não se deve realizar lavagens com muita pressão. É claro que, igualmente ou talvez mais importante que a hidratação das mucosas com lavagens e umidificação externa, é a hidratação por via oral”, afirma Marcelo Maruyama.

A Otite Média Serosa geralmente se resolve espontaneamente em algumas semanas ou meses. No entanto, em alguns casos, a doença pode persistir por um período mais longo.  Na maior parte dos casos, o tratamento é conservador, objetivando-se a desobstrução da tuba auditiva. Algumas medicações podem ser úteis para fluidificar as secreções, descongestionar o nariz e tratar infecções e alergias das vias respiratórias. Também pode ser indicada fonoterapia, com a realização de exercícios que ajudem a ventilar a orelha média. Porém, o otorrinolaringologista explica que alguns casos falham ao tratamento clínico e deve ser indicado um procedimento cirúrgico, que consiste na realização de uma microperfuração no tímpano, aspiração do líquido retido e inserção de um tubo de ventilação na perfuração.

Para prevenir não somente a Otite Média Serosa, mas também outras afecções respiratórias neste período de seca, o otorrinolaringologista do Hospital DF Star, Marcelo Maruyama indica que se atente aos hábitos de vida saudáveis, objetivando o bom funcionamento das defesas naturais e do sistema imunológico; manter-se hidratado; usar a técnica adequada para lavar o nariz; higienizar as mãos com frequência; evitar locais aglomerados e sem ventilação; usar máscara como uma barreira adicional de propagação das viroses respiratórias, e consultar um médico regularmente.

Unimed Nacional será homenageada na Câmara Municipal de São Paulo
Iniciativa integra as comemorações da Semana Municipal do Cooperativismo

Luiz Paulo defende o potencial do cooperativismo de transformar a vida das pessoas

 

Da Redação

Em comemoração à Semana Municipal do Cooperativismo, a Unimed Nacional, sexta maior operadora de planos de saúde do Brasil e integrante do Sistema Unimed, a maior cooperativa médica do mundo, será homenageada numa solenidade especial na Câmara Municipal de São Paulo. O evento, que acontece no dia 25 de junho às 19h, é promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, em parceria com o Sistema Ocesp e a presidente da Frencoop Municipal, a vereadora Sandra Santana. Seu principal objetivo é debater o tema na cidade, com foco na geração de renda e o desenvolvimento econômico das cooperativas e dos cooperados da capital paulista.

A solenidade contará com a presença de diretores e superintendentes da Unimed Nacional. O presidente da operadora, Luiz Paulo Tostes Coimbra, ressalta que é uma honra participar dessa solenidade e contribuir para o debate sobre a importância do cooperativismo para o nosso país. “O cooperativismo é um modelo de negócio que se baseia na colaboração, na solidariedade e na gestão democrática. Tem o potencial de transformar a vida das pessoas e construir um futuro mais justo e próspero para todos”, afirma.

2º Fórum Econômico Brasil-Canadá discute desafios para crescimento do comércio internacional
Integração de cadeias produtivas, acordos de comércio e ambiente propício a investimentos, com uma agenda positiva microeconômica, foram alguns dos temas destacados pelos painelistas

O fluxo de comércio entre o Brasil e o Canadá encerrou 2023 em US$ 9,15 bilhões, muito próximo do recorde histórico de 2022, quando ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 10 bilhões, e segue com tendência de alta. E há inúmeras oportunidades a serem exploradas para aumentar e fortalecer o intercâmbio bilateral, principalmente nas áreas de inovação e tecnologia. Esse foi um dos temas discutidos durante 2º Fórum Econômico Brasil-Canadá, realizado em 10 de junho pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), que também abordou um possível Acordo de Livre Comércio Mercosul e Canadá, inteligência artificial, ESG (Environment, Social and Governance) e transição energética.

“Precisamos avançar na integração de cadeias produtivas, com o aumento das exportações de urânio de Caetité (Bahia), por exemplo, e com isso entrar nas rotas tecnológicas em desenvolvimento do Canadá para a fabricação de pequenos reatores nucleares, uma das soluções para a transição energética”, defendeu Carlos França, embaixador do Brasil no Canadá, durante o evento.

Terceiro maior parceiro comercial do Canadá, atrás dos Estados Unidos e do México, o Brasil assume papel cada vez mais importante e estratégico para o país, na visão de Emmanuel Kamarianakis, embaixador do Canadá no Brasil, que também falou durante o Fórum.

Emmanuel Kamarianakis, embaixador do Canadá no Brasil (Foto: Diego Frois)

“Esperamos seguir adiante com outros contratos de comércio, além daqueles fechados por meio da Embraer, que poderão ser também impulsionados via Mercosul”, disse, ao ressaltar a importância do alto nível de investimentos dos dois lados para o fortalecimento das relações bilaterais. De acordo com Kamarianakis, os investimentos do Canadá no Brasil totalizam cerca de 80 bilhões de dólares canadenses.

Economia

Keynote speaker do evento, o economista Marcos Lisboa, ex-presidente do Insper, abordou as particularidades do Brasil, como a alta volatilidade, e a necessidade de o setor produtivo e os investidores darem mais atenção aos chamados riscos de cauda.

“É um país marcado por 26 anos de crescimento na faixa de 3% do PIB (Produto Interno Bruto), mas que amargou 14 anos de quedas significativas. É um país onde o gasto público não pode ser cortado por uma questão constitucional e isso é muito difícil de explicar para os investidores. No máximo, é possível controlar a sua evolução”, pontuou.

Na opinião de Lisboa, o crescimento econômico do país está atrelado a uma agenda microeconômica, composta por regras claras para o mercado de crédito, acesso a capitais, mudanças legislativas e governança das agências reguladoras, por exemplo. “Os países crescem graças a grandes ideias, à inovação, que permite melhorias nos processos, à tecnologia e gestão, desde que as regras do jogo sejam adequadas”, resumiu.

“Luzes da Coreia – Festival de Lanternas de Jinju” atrai milhares de visitantes em sua primeira semana no Museu de Arte Contemporânea
Com curadoria da jornalista Ana Claudia Guimarães, mostra é a maior sobre a Coreia do Sul já realizada no Brasil

 

A tradição coreana das lanternas surgiu como uma tática militar para avistar os inimigos na escuridão da noite

 

Da Redação

Em pouco mais de uma semana desde a sua estreia no Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, a exposição “Luzes da Coreia – Festival de Lanternas de Jinju” já desponta com uma das melhores do ano no Brasil. Com curadoria da jornalista Ana Cláudia Guimarães, a maior exposição de arte da Coreia do Sul já realizada no Brasil  tem encantado milhares de pessoas mostrando elementos tradicionais da cultura coreana. A mostra permanece em cartaz até 25 de agosto.

Organizada pelo do Centro Cultural Coreano no Brasil e pela prefeitura de Jinju, além de patrocínio da prefeitura de Niterói e realização da Scuola di Cultura, a exposição leva o público a uma viagem até a Ásia, para conhecer uma das mais populares tradições culturais coreanas a partir da experiência imersiva com instalações em site specific. As milenares lanternas coloridas de seda dialogam com elementos cenográficos contemporâneos, transportando os visitantes à famosa cidade de Jinju, que desde 2003 sedia um dos mais tradicionais festivais culturais do país.

Um dos pontos altos da exposição são os túneis coloridos formados por 1200 lanternas de seda originais da cidade de Jinju. No final dos túneis, o público encontra uma enorme lua em 3D, além de instalações, fotos e vídeos da cidade e do Festival Jinju Namgang Yudeung, mostrando a unidade entre a tradição e a contemporaneidade. Além das lanternas, estarão expostos os Hanboks (traje tradicional coreano). A exposição também conta com a presença do mascote de Jinju, a lontra Hamo, de 3 metros de altura.

Segundo a curadora,  a exposição “Luzes da Coreia – Festival de Lanternas de Jinju” cria uma ponte luminosa que une passado e presente e nos conecta a uma cultura milenar por meio de delicadas lanternas, produzidas manualmente. “As curvas e formas do MAC projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer geram um rico diálogo entre culturas e tempos tão distintos e nos transpõe a essa festividade. Hoje, as luzes representam um momento de celebração num país cuja riqueza cultural tem encantado o mundo”, diz a Ana Cláudia.

A tradição das lanternas de seda começou na 1ª Batalha da Fortaleza de Jinjuseong, durante a Guerra Imjin (1592-1598), entre 3.800 soldados do Exército Suseong (Coreia), que protegiam o castelo, e 20.000 soldados japoneses. Os coreanos usaram a lanterna no Rio Namgang em uma noite escura para avistar os japoneses, impedindo-os de cruzar o rio. Além de tática militar, as lanternas também foram usadas para enviar recados aos familiares fora da fortaleza. Mais tarde, a população da cidade de Jinju começou a lançar as luzes no Rio Namgang para homenagear as almas dos soldados que se sacrificaram, como símbolo de resistência.

As lanternas também se tornaram a base do Festival Jinju Namgang Yudeung, que é conhecido internacionalmente e todo ano reúne mais de 2 milhões de pessoas. A festividade foi designada pelo Ministério da Cultura, Esportes e Turismo como o festival representativo da Coreia e ainda foi selecionada como um festival de luxo global de desenvolvimento da Coreia por 5 anos consecutivos.

 

 

SERVIÇO  | ‘LUZES DA COREIA – FESTIVAL DE LANTERNAS DE JINJU’

Até 25 de agosto

Local: Museu de Arte Contemporânea – MAC Niterói (Mirante da Boa Viagem, s/nº, Boa Viagem, Niterói – RJ)

Horários: Terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h30)

Preços ingressos: R$16,00 (Inteira); R$8,00 (Meia-entrada)

Gratuidade às quartas-feiras. Gratuidade para quem vai de bicicleta e para moradores de Niterói. Veja mais sobre a política de ingressos aqui: http://culturaniteroi.com.br/macniteroi/visitacao
Ingressos à venda na bilheteria do museu e pelo Sympla.