Lote de 754 mil doses da CoronaVac vai reforçar vacinação de crianças
Vacinas passam por controle de qualidade e serão entregues aos estados

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde recebeu hoje (11) 754 mil doses da CoronaVac para reforçar a vacinação contra a covid-19. A entrega faz parte de um contrato aditivo firmado com o Instituto Butantan e, de acordo com a pasta, um novo aditivo deve ser assinado nos próximos dias, garantindo a compra de 2,6 milhões de doses no total.

De acordo com o ministério, as doses já entregues estão sob análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde e serão distribuídas nos próximos dias.

As primeiras doses devem ser usadas para dar continuidade à imunização de crianças de 3 a 11 anos. Segundo a pasta, as doses de vacina serão distribuídas de maneira isonômica, conforme solicitação de cada ente federativo e do cálculo de público-alvo.

Média móvel de mortes

O ministério informou que, nesta quinta-feira, o país registrou a maior queda na média móvel de mortes por covid-19 desde 17 de novembro de 2022. Para manter a tendência de queda, a pasta reitera a importância das doses de reforço, inclusive para crianças, “garantindo uma proteção mais efetiva contra o coronavírus”.

“Todos os imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no Brasil são seguros e têm sua eficácia comprovada”, reforçou.

Vinhos e espumantes brasileiros batem recorde de exportações
Espumantes são carro-chefe do Brasil e vinhos finos conquistam cada vez mais premiações internacionais

Maior produtor de espumantes da América Latina, o Brasil vem sendo reconhecido também pelos vinhos finos.  Com qualidade testada pela crítica e em diversos concursos internacionais, os produtos brasileiros estão conquistando cada vez mais consumidores ao redor do mundo. Nos últimos dois anos, o país teve recorde nas vendas externas desses produtos. Em 2021, foram exportados US$ 12,3 milhões, 53% a mais que 2020. De janeiro a novembro deste ano, o setor de vitivinicultura já alcançou US$ 12,7 milhões. Muito desse avanço é fruto do apoio que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) oferece ao setor por meio do Projeto Setorial Wines Of Brazil, realizado em parceria com a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra). Cerca de 48,5% do total exportado pelo Brasil nesse ano recebeu apoio do Projeto, que visa promover internacionalmente os vinhos e espumantes produzidos no País. 

Wines Of Brazil atende hoje 24 vinícolas brasileiras, das quais 16 já atuam no mercado internacional. Neste ano, as exportações apoiadas pelo Projeto alcançaram mais de 30 destinos diferentes. Os Estados Unidos são o principal destino dos espumantes. Já os vinhos finos têm a Inglaterra como o principal comprador externo e os vinhos de mesa tem sua demanda concentrada em países da América Latina. A China também vem se consolidando como um grande consumidor dos vinhos e espumantes do Brasil.  

O gerente do Projeto na Uvibra, Rafael Romagna, cita que a pandemia está entre alguns dos fatores que influenciaram na ascensão do mercado nacional. Ele explica que, apesar de todos os desafios que a COVID-19 trouxe, o consumo de vinho neste período cresceu muito e a demanda tanto nacional quanto internacional pelos vinhos e espumantes brasileiros também aumentou. Além disso, as ativações promocionais desenvolvidas pelo Projeto, aliadas ao desenvolvimento de tecnologias que permitiram a ampliação das áreas e regiões produtivas no País, proporcionaram resultados positivos. 

O Brasil conta hoje com mais de 1,1 mil vinícolas. A principal região produtora é a região Sul, responsável por 90% da produção nacional. Recentemente, Altos de Pinto Bandeira – RS foi reconhecida como Denominação de Origem (DO), a única exclusiva para espumantes do Hemisfério Sul. Mas vinícolas do Sudeste, do Centro-Oeste e do Nordeste também vem apresentando produtos de alta qualidade. Em novembro deste ano, a região do Vale do São Francisco recebeu o reconhecimento de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência (IP) para vinhos finos, nobres, espumantes naturais e moscatel.  

Qualidade e reconhecimento  

Em 2022, vinícolas participantes do Wines of Brazil receberam mais de 390 prêmios internacionais. Somente em dois concursos londrinos – o International Wine Challenge e o The Wine Spirits Show – foram mais de 100 premiações. Nos últimos 10 anos, o setor somou mais 3 mil medalhas conquistadas no exterior. Segundo a gestora do Projeto na ApexBrasil, Rafaela Albuquerque, o período é o mesmo em que a inovação no sistema produtivo chegou, com apoio da Embrapa, promovendo aumento da produção e da qualidade dos produtos.  

“Estamos orgulhosos de ver nossos produtos com qualidade pelo mundo. Com o Projeto, promovemos a imagem do setor, os atributos de qualidade da produção, levamos informações sobre as regiões produtoras brasileiras e facilitamos a participação das empresas produtoras e exportadoras de vinhos nos grandes eventos internacionais, como a ProWine e outros. Em todas as feiras que essas empresas participam o Wines of Brazil está presente com o branding, com a identidade visual, e isso traz uma coesão estratégica para o nosso posicionamento internacional”, explica Albuquerque. 

Cases de sucesso 

A vinícola brasileira Salton líder na comercialização de espumantes nacionais e  participante do Projeto Wines Of Brazil, tem mais de 100 anos de história e é uma das pioneiras da região de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Em 2021, a empresa teve recorde de exportações: foram mais de 1,5 milhão de garrafas vendidas. Para o gerente de comércio exterior da empresa, César Baldasso, o Projeto tem sido fundamental na construção da imagem do setor no exterior. “A participação em feiras em grupo é a melhor forma de mostrar a força das nossas vinícolas, mostrar qualidade e que não estamos sozinhos, que existe essa cultura produtiva aqui no Brasil”, afirma.  Nos últimos três anos, a empresa ganhou mais de 300 prêmios. Neste ano, o produto da empresa ficou entre os top 10 melhores do mundo em um dos concursos mais concorridos da França, o Effervescents Du Monde.  

Também na lista francesa entre os 10 melhores do mundo está o espumante da Cooperativa Garibaldi, que representa mais de 350 famílias de agricultores e tem o selo de sustentabilidade do Governo Federal. A Garibaldi participa ativamente de eventos internacionais e, neste ano, bateu recorde nas exportações, com aumento de 150%. Segundo a agente internacional da Cooperativa, Mari Balsan, 99% das vendas internacionais da empresa se deram com o apoio da ApexBrasil. Da lista de 70 premiações que a Garibaldi recebeu nesse ano, Balsan cita o Best Sparkling Wine in the South Cone, no Chile, para o espumante Moscatel, e a medalha de ouro do VG brut rosé, no Prêmio Especial Brasil do Citadelles du Vin, na França. 

O sabor da brasilidade  

Enjoy the fresh side of life” é a campanha do Projeto Wines Of Brasil porque o frescor é uma das principais características dos produtos brasileiros. “Damos ênfase na palavra fresh que tem duplo sentido: a novidade do Brasil estar tendo reconhecimento mundial e o frescor presente em nossos vinhos”, explica Romagna. O especialista e diretor de Ensino da Associação Brasileira de Sommelier do Rio Grande do Sul (ABS-RS), Maurício Roloff, também cita a leveza e a flexibilidade como tradutora do espírito alegre do Brasil nos sabores que diferenciam os produtos nacionais no mundo. Roloff explica que nos últimos 20 anos a curva de qualidade dos vinhos brasileiros deu um salto, e que o setor de vitivinicultura brasileiro hoje vive o seu melhor momento. “Quem ainda tem preconceitos com os produtos nacionais precisa se atualizar”, conclui. 

Para as festas de fim de ano, o especialista sugere alguns destaques. Na lista dos espumantes, indica o Cave Geisse blanc de blanc, o Amitié Cuvée Brut e o Moscatel da cooperativa Aurora. De vinhos finos, a dica é o branco Alvarinho, da vinícola Tenuta Foppa e Ambrosi, e o tinto Miolo lote 43. Já para o brinde especial da virada do ano, o especialista sugere o Casa Valduga 130. 

Sobre a ApexBrasil 

A ApexBrasil atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos, apoiando atualmente cerca de 15 mil empresas em 80 setores da economia brasileira. Também já atendeu mais de 1, 3 mil investidores e mais de 118 projetos no valor de US$ 23 bilhões em investimentos anunciados no Brasil. 

Salário mínimo sobe para R$ 1.302 em 1º de janeiro
Novo valor está em medida provisória no Diário Oficial de hoje

 

Da Agência Brasil

A partir de 1º de janeiro de 2023, o salário mínimo, que atualmente é de R$ 1.212, será de R$ 1.302.

O valor atualizado está em uma medida provisória publicada nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República explicou que valor considera uma variação da inflação de 5,81%, acrescida de ganho real de cerca de 1,5%.

“O valor de R$ 1.302,00 se refere ao salário mínimo nacional. O valor é aplicável a todos os trabalhadores, do setor público e privado, como também para as aposentadorias e pensões”, acrescenta a nota.

Por se tratar de medida provisória, o texto terá de ser analisado por deputados e senadores. O mesmo novo valor para o salário mínimo já estava previsto no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2023, que foi enviado ao Congresso Nacional em agosto.

Confiança da indústria cai pelo terceiro mês seguido em dezembro
Mesmo com recuo, setor tem leve otimismo com economia

 

Da Agência Brasil

Pelo terceiro mês consecutivo, a avaliação da indústria sobre o cenário atual e dos próximos meses apresentou leve piora. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu de 51,7 pontos em novembro para 50,8 pontos em dezembro.

Apesar do recuo, o setor tem leve otimismo, porque valores acima de 50 pontos indicam confiança. Em nota, a CNI informou que ainda há confiança do empresário industrial, mas que ela é restrita e pouco intensa.

O índice de dezembro está abaixo da média histórica, de 54,3 pontos. Conforme a CNI, isso se deve à composição do indicador. O Índice de Condições Atuais, que mede o cenário atual em relação aos últimos seis meses, recuou de 53,2 pontos para 50,3 pontos, indicando que o empresário industrial deixou de ver melhora nas condições atuais.

Em relação à economia, o indicador ficou em 48,4 pontos em novembro, abaixo da linha divisória de 50 pontos. Em novembro, o Índice de Confiança na Economia Brasileira tinha ficado em 52,9 pontos. A avaliação é que a economia está pior hoje do que há seis meses.

Expectativas

O Índice de Expectativas, que mede as perspectivas da indústria para os próximos seis meses, manteve-se estável em 51 pontos em dezembro. Segundo a CNI, o indicador mostra otimismo moderado.

Os componentes do indicador mostram trajetórias divergentes. Segundo a CNI, o empresário industrial avalia, de forma distinta, as expectativas para a sua empresa e para a economia como um todo.

O Índice de Expectativas para a própria empresa, que mede as percepções do empresário para o próprio negócio nos próximos seis meses, subiu de 53,6 para 54,1 pontos. No entanto, o Índice de Expectativas para a Economia Brasileira caiu de 45,9 para 44,8 pontos.