“Gestão e liderança não são a mesma coisa”, alerta especialista em RH
Roberta Perdomo explica como esses dois conceitos considerados sinônimos possuem significados e aplicações totalmente distintos

Roberta Perdomo, especialista em Gestão Estratégica de Pessoas.

Que modelos de lideranças o mundo precisa para enfrentar os desafios globais, sociais, políticos e econômicos que se revelam de forma tão veloz? É a partir dessa inquietação Roberta Perdomo, especialista em Gestão Estratégica de Pessoas, lança o livro Eu não nasci para liderar: o caminho prático para ir além da gestão.

A obra proporciona o aprofundamento de conceitos que, apesar de frequentemente utilizados como sinônimos, não se equivalem: o de gestão e o de liderança. Roberta revela como essa confusão gera resultados inferiores aos que se pode obter, seja no trabalho, com equipes ou na própria vida.

Segundo a autora, liderar é arte ligada ao ser, enquanto gerir é disciplina conectada ao fazer. A falta de entendimento dos termos tem consequências limitadoras aos ambientes corporativos e à visão da própria entrega pessoal de quem “sai fazendo” em vez de “fazer com conhecimento”. Como forma de reverter esse quadro, Roberta traça o perfil de líder que o mundo precisa: autoconsciente, empático, facilitador, presente e com propósito.

Para formar líderes, precisamos ir muito mais profundo nas questões pessoais e relacionais. Ficar só nos frames, ferramentas ou métodos, não formará os líderes que precisamos ver às frente da mudança do mundo. Já temos problemas suficientes para resolver neste planeta, e que não serão resolvidos se continuarmos formando somente bons gestores.
(Eu não nasci para lideraro caminho prático para ir além da gestão, p.18)

Com mais de 15 anos de experiência na área de Recursos Humanos, a especialista auxiliou grandes organizações como Natura &Co, Itaú Unibanco, Scania, RaiaDrogasil e Grupo Tigre a alavancarem resultados. No lançamento, ela compartilha os frutos dessa trajetória ao abordar temas relacionados à autenticidade, medos reais ou imaginários e autonomia, além de disponibilizar atividades auxiliares ao fim de cada capítulo.

“Eu não nasci para liderar: o caminho prático para ir além da gestão” inspira uma atuação mais consciente aos que precisam de uma reviravolta no jeito de liderar e gerir pessoas e organizações. Ao longo das páginas, Roberta Perdomo demonstra que líderes verdadeiramente inspiradores são aqueles capazes de motivar, guiar e empoderar suas equipes, construindo um ambiente de confiança e crescimento mútuo. Um convite para aqueles que desejam se tornar agentes de mudança e promover um impacto positivo que reverbera muito além do ambiente de trabalho.

Ficha técnica

Livro: Eu não nasci para liderar: o caminho prático para ir além da gestão
Autoria: Roberta Perdomo
Editora: Luz de Propósito
ISBN/ASIN: 978-65-981674-4-8
Páginas: 210
Preço: R$ 24,90 (e-book) e R$ 50,00 (físico)
Onde encontrar: Amazon e-bookAmazon físico

Roubo de identidades para fraudes digitais cresce no Brasil, diz FICO
Pesquisa realizada com 1.000 consumidores aponta crescimento da prática, mas também revela confiança do consumidor nos sistemas antifraude

(Foto: reprodução/Blog Vindi)

A FICO, empresa global de softwares de analíticos, apresenta o estudo “Fraude, identidade e banco digital”. A pesquisa traz um retrato do comportamento do consumidor brasileiro em relação a situações de fraude e risco. De acordo com os dados, 5%, ou 8 milhões de brasileiros já foram vítimas de roubo de identidade e fraude, um crescimento de 1,2% em relação à última edição da pesquisa publicada em 2022. Outros 19% afirmam que “provavelmente” (9%) ou “que seja possível” (10%) terem caído nesse tipo de golpe. Fraudes envolvendo o uso da identidade para abertura de uma conta por um golpista é a que mais desperta apreensão entre os brasileiros (34%).

Se por um lado vemos esse número de roubo de identidade crescer, por outro percebemos que 62% dos brasileiros dizem ser “improvável” terem sido vítimas (31%) ou “com certeza” não foram expostos a esse tipo de ação (31%).

Segundo o estudo, a proteção contra fraude continua a ser um diferencial competitivo para os bancos. Para 35% dos brasileiros, ter ciência dos esforços das instituições financeiras para mitigar riscos pode ser decisivo na abertura de uma nova conta bancária. Já para 75% dos entrevistados, o combate à fraude está entre os três principais pontos avaliados para a tomada de decisão.

Luis Silvestre, consultor de negócios da FICO, explica que o mercado antifraude é extremamente dinâmico. “A cada nova tecnologia desenvolvida para combater fraudes, há um fraudador testando novas formas de burlar o sistema. O uso de ferramentas que contribuam para o mapeamento da fraude em tempo real, como comunicação instantânea com os consumidores e novas formas de entendimento sobre o perfil comportamental de clientes são grandes aliados nos processos de combate à fraude”, diz.

Verificação de identidades e experiência do cliente

Perceber os sinais de fraude de identidade ou mesmo compras suspeitas exige que, cada vez mais, os processos de verificação sejam ágeis e seguros. Contudo, entre as opções de validação nenhuma atende plenamente aos desejos dos consumidores. O estudo revela que as formas de verificação são bem difusas, mas para 46% das pessoas o escaneamento da digital é o mais utilizado e 61% das pessoas acreditam que o método seja seguro. O escaneamento facial vem logo em seguida, com 43% da preferência e 60% com uma boa percepção de segurança.

“Para minimizar riscos é preciso confirmar e validar que a pessoa que está fazendo a transação digital no sistema financeiro é de fato quem ela diz que é. Promover uma experiência positiva junto ao cliente com o menor atrito possível é indispensável”, revela Silvestre. Que complementa, “se a experiência de verificação de identidade for ruim, há uma grande chance de o cliente abandonar a solicitação e/ou serviço”.

De fato, cerca de 35% afirmam ter reduzido ou parado de usar uma conta devido às verificações de identidade difíceis ou demoradas. Outros 33% seguiram o mesmo caminho com cartões de crédito.

Os brasileiros sinalizaram um aumento nos processos de verificação. De acordo com o estudo, as verificações de identidade para compras on-line foram 62% mais frequentes do que em relação a 2022. Já para conta bancária, esse número é de 59%.

Fraudes pessoais crescem no Brasil

Para conseguir mais crédito ou benefícios no mercado, o brasileiro está predisposto a inflar informações de renda. A fraude pessoal, como é conhecida esse tipo de enviesamento de informações, é considerada uma ação normal para 44% dos entrevistados. O financiamento de imóveis e o financiamento de veículos são os que aparecem com maior percentual para a prática, com 25% e 23%, respectivamente. Em comparação a pesquisa anterior, esse formato de fraude cresceu 3%.

A pesquisa “Fraude, identidade e banco digital” foi realizada de forma on-line com 1.000 adultos brasileiros em novembro de 2023, e conduzida por empresa especializada. Além do Brasil, a pesquisa foi aplicada em outros 12 países, entre eles, México, Canadá, Colômbia, Índia, Filipinas, Espanha, Reino Unido e EUA, totalizando 13 mil entrevistas em nível global.

Bem-estar no trabalho e plano de carreira: entenda a importância de um ambiente voltado a pessoas
Saiba como programas de saúde mental, treinamentos constantes e investimentos em ambientes de trabalho refletem no crescimento profissional

 

Djane Michele Schreiber, gerente de gestão de pessoas da Huvispan Têxtil.

De acordo com pesquisa, estar em um ambiente de trabalho saudável e com perspectivas de crescimento é essencial para quase metade dos colaboradores. Cerca de 56% dos brasileiros consideram importante um ambiente que promova a saúde física e mental dos colaboradores, além de proporcionar crescimento interno.

Para alcançar o engajamento e satisfação dos colaboradores, é essencial que as empresas compreendam suas necessidades além do aspecto financeiro. Uma pesquisa da Page Outsourcing revelou que os brasileiros sentem falta de informações claras sobre planos de carreira e acreditam que as promoções devem ser baseadas no mérito do colaborador.

Djane Michele Schreiber, gerente de gestão de pessoas da Huvispan Têxtil, empresa catarinense de tinturaria e acabamento para o setor têxtil, explica que  o plano de carreira inclui metas como promoções, ajustes salariais e treinamentos, sendo essencial para guiar o crescimento dos colaboradores. “Investir no desenvolvimento de colaboradores é uma estratégia que é benéfica para ambos os lados, além de fortalecer a equipe atual, você estará preparando a empresa para enfrentar desafios futuros e crescer de forma sustentável. Ao adotar uma abordagem proativa para o desenvolvimento de colaboradores, a empresa se destaca como um empregador de escolha, atraindo talentos e mantendo uma equipe altamente capacitada. Isso, por sua vez, impulsiona a inovação e o crescimento dos negócios”, afirma a gestora.

Empresa catarinense investe no colaborador

Um exemplo de empresa que busca investir cada vez mais no quesito bem-estar, qualidade de vida e crescimento profissional é a Huvispan Têxtil. A empresa se destaca pela variedade de iniciativas dedicadas ao avanço profissional de seus colaboradores.

“Desde 2022 implementamos o ‘Programa de Saúde Mental’, que tem como intuito proporcionar atendimento psicológico interno e acessível, além do ‘Programa de Desenvolvimento de Líderes’, que existe há seis anos e visa capacitar líderes por meio de coaching individual e em grupo”, relata Djane Schreiber.

A profissional destaca que a valorização do crescimento interno é evidente no recrutamento e promoções dos colaboradores, sendo uma prioridade da empresa. “Anualmente estamos lançando incentivos internos diferentes, que possuem o intuito de desenvolver talentos internos. Neste ano retomamos a aplicação da Avaliação de Desempenho e o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), através de um sistema, facilitando o acesso de todos, proporcionando feedback construtivo e oportunidades de crescimento a todos os colaboradores.  Em conjunto com esse processo, a empresa lançou a Trilha de Carreira Huvispan, trazendo clareza das perspectivas de crescimento de carreira de cada colaborador. A empresa também realiza pesquisas referentes ao ambiente de trabalho, oferece treinamentos regulares e prioriza a promoção interna como parte de sua abordagem”, finaliza Djane.

Novos rumos da Amil
Renato Manso é nomeado CEO da empresa. Após passagem pela Assim Saúde, ele retorna a empresa onde foi executivo por anos

Após passagem por outras operadoras, Renato Manso retorna a empresa onde foi executivo por anos

Da Redação

Executivos do setor de saúde estão otimistas quanto ao futuro da Amil. Tem sido muito bem recebido pelo setor as decisões do novo proprietário da operadora, José Seripieri Júnior, como a nomeação de Renato Manso para CEO da empresa. Manso traz consigo vasta experiência no mercado de saúde suplementar, inclusive dentro da própria Amil, onde foi executivo por anos na época em que o fundador, Edson Bueno, era o presidente. Ele foi um dos principais profissionais de confiança do Edson e esteve presente desde os primeiros anos da operadora até o período em que foi líder de mercado e atraiu os olhares de investimentos norte-americanos.

José Seripieri (foto) almeja um modelo de gestão semelhante à época do Edson Bueno


Júnior, como é chamado entre os amigos, tem demonstrado muita confiança no projeto de recolocar a empresa como protagonista do mercado de saúde suplementar. Para isso, ele planeja justamente uma gestão nos moldes da época do Edson. A escolha por Manso como CEO reforça essa estratégia, pois é um profissional respeitado no setor e que conhece muito bem a empresa.

Quem tem conversado com Júnior, diz que ele avalia que a Amil começou a perder mercado justamente quando parou de priorizar o acolhimento do beneficiário e uma gestão pautada na valorização dos recursos humanos, no apoio ao médicos e na inovação. Atualmente, ela é a quarta maior operadora do país, com cerca de 2,7 milhões de beneficiários.