Novos rumos da Amil
Renato Manso é nomeado CEO da empresa. Após passagem pela Assim Saúde, ele retorna a empresa onde foi executivo por anos

Após passagem por outras operadoras, Renato Manso retorna a empresa onde foi executivo por anos

Da Redação

Executivos do setor de saúde estão otimistas quanto ao futuro da Amil. Tem sido muito bem recebido pelo setor as decisões do novo proprietário da operadora, José Seripieri Júnior, como a nomeação de Renato Manso para CEO da empresa. Manso traz consigo vasta experiência no mercado de saúde suplementar, inclusive dentro da própria Amil, onde foi executivo por anos na época em que o fundador, Edson Bueno, era o presidente. Ele foi um dos principais profissionais de confiança do Edson e esteve presente desde os primeiros anos da operadora até o período em que foi líder de mercado e atraiu os olhares de investimentos norte-americanos.

José Seripieri (foto) almeja um modelo de gestão semelhante à época do Edson Bueno


Júnior, como é chamado entre os amigos, tem demonstrado muita confiança no projeto de recolocar a empresa como protagonista do mercado de saúde suplementar. Para isso, ele planeja justamente uma gestão nos moldes da época do Edson. A escolha por Manso como CEO reforça essa estratégia, pois é um profissional respeitado no setor e que conhece muito bem a empresa.

Quem tem conversado com Júnior, diz que ele avalia que a Amil começou a perder mercado justamente quando parou de priorizar o acolhimento do beneficiário e uma gestão pautada na valorização dos recursos humanos, no apoio ao médicos e na inovação. Atualmente, ela é a quarta maior operadora do país, com cerca de 2,7 milhões de beneficiários.

Estudo identifica mudanças que desafiam empresas a reter talentos em 2024
Especialista em carreira aponta que transformação do mercado de trabalho traz impacto nas estratégias corporativas

Da Redação

Em 2024, a retenção de talentos se tornou um dos maiores desafios para os líderes empresariais devido aos índices alarmantes de desengajamento. O estudo Talent Trends 2023 revelou mudanças profundas na cultura do mercado de trabalho, impactando diretamente as estratégias de retenção de talentos das empresas.

Carlos Aldan, CEO do Grupo Kronberg, ressalta que essas descobertas refletem as novas direções e prioridades dos profissionais, influenciando as estratégias corporativas. Segundo Aldan, a lealdade dos colaboradores passou por uma transformação radical. “Hoje, 98% dos entrevistados, mesmo empregados, estão receptivos a novas oportunidades profissionais. Isso sinaliza uma verdadeira revolução cultural no ambiente de trabalho, exigindo uma revisão das abordagens empresariais para atrair e reter talentos nesse novo contexto profissional”, afirma.

Segundo Aldan, nos últimos três anos, houve  uma metamorfose significativa no mercado de trabalho, pois as pessoas não buscam apenas salários competitivos, mas também flexibilidade, planos de carreira claros e um ambiente que valorize tanto suas metas profissionais quanto pessoais. O estudo aponta que sete em cada dez profissionais priorizam o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, superando o sucesso estritamente profissional. Esta mudança cultural, abordada na pesquisa, transcende todas as faixas etárias, países e setores, indicando uma mudança duradoura na dinâmica do trabalho.

Para o CEO, a adaptação e a compreensão das novas nuances do mercado são vitais para as empresas. “Estratégias mais maleáveis, direcionadas ao bem-estar e aos objetivos individuais dos colaboradores, se destacam como diferenciais para a retenção de talentos e para a promoção de um ambiente de trabalho onde o engajamento está atrelado, entre outros, à realização pessoal. Estar à frente dessas mudanças é fundamental para construir equipes resilientes e impulsionar o sucesso corporativo”, diz.

Economia circular: Danfoss Brasil introduz a remanufatura em sua estratégia de logística reversa

Danfoss, multinacional dinamarquesa líder em fornecimento de tecnologias e soluções para setores como refrigeração, ar condicionado, aquecimento, automação industrial e hidráulica móbil, lança no Brasil o Projeto Reman. Alinhado às ambições ESG da empresa, busca promover o conceito de economia circular por meio da remanufatura de produtos do segmento de hidráulica móbil da Danfoss Power Solutions no Brasil.

A remanufatura, além de reduzir custos, é um aspecto chave da economia circular por ser um processo industrial de reconstrução do produto em que reaproveitam-se os componentes e materiais que oferecem condições técnicas e tem como objetivo a confecção de um equipamento com as mesmas características e funcionalidades do produto original, dando um novo ciclo para algo que poderia ser descartado.

Nesse sentido, a Danfoss Power Solutions, ao introduzir no Brasil o Projeto Reman, busca avançar na agenda estratégica ESG em que a remanufatura pode ser benéfica para todos os envolvidos no ciclo de vida do produto, desde fornecedores de componentes até fabricantes e consumidores. “A Danfoss é um grupo industrial global que há muito baseia seu trabalho no uso eficiente de recursos. A remanufatura é uma forma de implementarmos a logística reversa otimizando o uso de energia, minimizando o desperdício e ampliarmos o ciclo de vida de um produto”, afirma Marcelo Schumacher, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Danfoss Power Solutions LAM.

O Projeto Reman busca estabelecer o processo de remanufatura junto a parceiros estratégicos estabelecidos na rede de Distribuidores da Danfoss, objetivamente, isto significa que o distribuidor passa a ser uma extensão da fabricante, identificado como REMAN AUTHORIZED CENTER. Atualmente o projeto piloto dessa iniciativa acontece exclusivamente no Brasil, por meio do Distribuidor Mecanizza, inicialmente focado nas bombas S90 aplicadas no mercado de cana.

Tendência Mundial

De acordo com Schumacher, nos últimos anos, a remanufatura na indústria de hidráulica móbil no mundo aumentou mais de 50%, o que revela uma necessidade crescente dos usuários finais que desejam soluções de qualidade OEM que minimizem tempo de inatividade e custos.

“Os clientes reconhecem que os produtos remanufaturados resultam em menor tempo de inatividade da máquina e menor custo total, embora os termos sejam frequentemente trocados, remanufaturado não significa reparado. A Danfoss emprega processos de remanufatura adaptados dos comprovados métodos de fabricação OEM da empresa, garantindo que os clientes recebam produtos que atendam as especificações originais”, finaliza o executivo.

Governança: o G da sigla ESG merece sua atenção
Por Emanuel Pessoa

*Emanuel Pessoa é advogado especialista em Política Econômica Internacional, Negociação de Contratos, Inovação e Internacionalização de Empresas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ações ESG vêm ganhando força. Prova disso são os investimentos na pauta, que até 2025 devem chegar aos US$ 53 trilhões, de acordo com a pesquisa ESG Radar 2023. O dado aponta um crescimento significativo em iniciativas ambientais, sociais e de governança corporativa dentro das empresas nos próximos anos, resultado de uma demanda dos investidores, que consideram o desempenho da sigla um ponto determinante para a escolha das aplicações.

Em contrapartida, de acordo com outra pesquisa desenvolvida pela consultoria e auditoria Deloitte, entre fevereiro e março deste ano, a conciliação entre essas aplicações e resultados futuros é um dos maiores desafios enfrentados pelas lideranças. Aliar a execução das pautas à expectativa de finalidades lucrativas ainda é um grande desafio para as empresas.

Muitas vezes, companhias interessadas em promover mudanças sociais ou de consumo podem se ver em situação econômica desvantajosa, tornando-se incapazes de agir como desejavam.

Outros obstáculos estão, também, enraizados no próprio ambiente corporativo. Por um lado, temos a falta de mão de obra qualificada para criar e executar políticas e regras de governança. Por outro, o forte número de empresas sem administração profissional separada da figura dos sócios – um reflexo do domínio de empresas familiares e individuais no volume dos CNPJs.

Duas das três frentes da sigla chamam mais a atenção dos consumidores: a preservação do meio ambiente e as questões sociais, já a governança é um tema mais restrito a investidores, uma vez que, na visão de fora, ela apenas visa mitigar o conflito de interesses entre os sócios e os administradores de uma empresa. Mas é a Governança Corporativa que analisa investimentos e políticas ambientais e sociais à luz de uma análise entre retorno e risco. Desta forma, é o G que permite a efetivação consistente e de longo prazo do E e do S. Merece nossa atenção.