Perinatal retoma curso presencial de gestantes
Maternidade registra aumento de 7% no número de nascimentos

 

Da Redação

Depois de dois anos apenas com atividades virtuais, a Maternidade Perinatal retoma a realização presencial do curso de Gestantes. A primeira edição será realizada no dia 21 de maio, às 8h, no auditório do Copa Star, em Copacabana. O retorno do encontro presencial vem em ótimo momento, pois a Maternidade registrou um aumento de 7% do número de nascimentos nos primeiros meses deste ano, em comparação com 2021.

Muitas dúvidas rondam a cabeça dessas futuras mamães durante os nove meses de gestação. O curso vai esclarecer as indagações e fazer com que a gravidez seja a mais tranquila possível para os pais e para os bebês. A enfermeira Sandra Mara Menezes vai dar orientações fundamentais para uma gestação segura. Temas como os tipos de parto, os cuidados com a higiene do bebê, dicas para facilitar a amamentação e vacinação serão abordados no encontro.

Sandra destaca é normal que haja dúvidas ao longo da gravidez, pois são várias mudanças que ocorrem na mulher e uma enorme quantidade de informação que elas recebem. Ela também avalia que o retorno do evento presencial torna o momento mais íntimo, o que deve ajudar as mamães a exporem suas dúvidas. “Em muitos casos, elas acham que são dúvidas bobas e não compartilham essas questões nem com o próprio médico. Então o curso é planejado justamente para abordar as perguntas que costumam gerar incertezas”, explica a enfermeira.

Serviço

Curso de Gestantes

Inscrições pelo e-mail: https://forms.gle/mfDrcqTdnZe771Bz7 (vagas limitadas)

Data: 21 de maio / Hora: 8h

Local: Rua Figueiredo de Magalhães, 598 – 2º andar – Copacabana

Presidente da CNU vai apresentar retrato da rede própria da Unimed na Hospitalar
Sistema de cooperativas registrou, desde 2015, crescimento de 205% nos recursos próprios

 

Luiz Paulo vai falar na Hospitalar sobre o cenário atual e perspectivas do Sistema Unimed

 

Da Redação

O presidente da Central Nacional Unimed (CNU), Luiz Paulo Tostes Coimbra, fala, na quarta-feira (18), na Feira Hospitalar, um dos maiores eventos do mercado de saúde que ocorre em São Paulo, sobre Hospitais e Serviços de Saúde em Grandes Sistemas Assistenciais Nacionais. Coimbra apresentará um retrato da rede própria do Sistema Unimed, que, nos últimos seis anos, registrou um crescimento de 205%. O investimento em recursos próprios faz parte da estratégia da Unimed para garantir a qualidade de atendimento, melhorar a gestão de saúde dos pacientes, bem como ser mais competitiva, com ganho de escala e poder de negociação com fornecedores.

A estratégia da Unimed aumenta e diversifica a oferta de serviços aos clientes, como Centros de Diagnósticos, que saltou de 118 para 223; laboratórios, de 94 para 179; hospitais, de 112 para 142 e unidades de quimioterapia, de 54 para 100. Responsável pela operação nacional dos planos da marca Unimed, Coimbra também vai relatar as estratégias adotadas pela CNU para recuperar as perdas provocadas pela pandemia, bem como de redução de custos. Apesar do cenário econômico desfavorável, com taxa de desemprego e inflação elevadas, a cooperativa fechou 2021 com uma receita de R$ 9,2 bilhões, o que representou um crescimento de 12%, em comparação com o ano anterior. O presidente da cooperativa se orgulha dos direcionadores que a CNU tem focado visando a expansão da atuação e ampliação do portfólio com recursos próprios ou parcerias estratégicas, além de uma gestão mais eficiente, que em 2021, proporcionou um impacto positivo de R$ 515 milhões na operação.

A 27ª edição da Feira Hospitalar também terá um estande institucional integrado, representado por suas cinco entidades de atuação nacional: Unimed do Brasil, Central Nacional Unimed, Unimed Participações, Seguros Unimed e Faculdade Unimed.

Além de um ponto de encontro das cooperativas do Sistema Unimed, o estande estará aberto para receber a todos os visitantes da feira que estejam interessados em conhecer a cartela de produtos oferecidos pelas operações nacionais.

Anvisa prorroga por 1 ano uso emergencial de vacinas contra a covid-19
Nesse prazo, empresas terão que pedir o registro sanitário definitivo

 

Da Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu hoje (12) pela prorrogação por 1 ano da validade das autorizações de uso emergencial de medicamentos e vacinas contra a covid-19. Nesse prazo, as empresas terão que pedir o registro sanitário definitivo.

Com a resolução aprovada hoje, a Anvisa pretende manter o padrão atual no fornecimento de vacinas e medicamentos contra a covid-19. A autorização para uso emergencial de vacinas se deu com a necessidade de uma resposta rápida ao contágio da covid-19 e o aumento no número de casos e mortes no país.

A decisão da agência foi necessária, uma vez que as autorizações de uso emergencial perderam a validade com o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), declarado pelo Ministério da Saúde em abril. As vacinas da Pfizer, da Johnson & Jonhson (Janssen) e da AstraZeneca já tiveram seus registros definitivos aprovados pela agência.

A resolução aprovada hoje pela Diretoria Colegiada também trouxe algumas mudanças para os novos pedidos de autorização de uso emergencial. Entre os principais pontos, está a necessidade de os fabricantes dos medicamentos ou vacinas de terem Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) emitido pela Anvisa, além da obrigação das empresas detentoras de autorização de notificar os eventos adversos graves em até 72 horas da ocorrência.

Metade dos pacientes com covid têm sequelas que podem passar de um ano
Fadiga está entre as principais queixas, diz estudo da Fiocruz Minas

 

Da Agência Brasil

Metade das pessoas diagnosticadas com covid-19 apresentam sequelas que podem perdurar por mais de um ano, revela estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Minas. Pesquisadores da instituição identificaram 23 sintomas após o término da infecção aguda. Cansaço extremo, insônia e dificuldade em realizar atividades rotineiras estão entre as queixas relatadas pacientes.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Transactions of The Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene. O estudo acompanhou durante 14 meses, 646 pacientes que tiveram a infecção em 2020 e 2021 e verificou que 324 deles (50,2%) tiveram sintomas pós-infecção, caracterizando o que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica de covid longa.

A fadiga, que é caracterizada por cansaço extremo e dificuldade para realizar atividades rotineiras, foi relatada por 115 pessoas, ou seja, 35,6% dos pacientes acompanhados. Outras sequelas relatadas foram tosse persistente (34%), dificuldade para respirar (26,5%), perda do olfato ou paladar (20,1%), dores de cabeça frequentes (17,3%) e trombose (6,2%). Foram constatados ainda transtornos como insônia, relatada por 8% dos pacientes acompanhados, ansiedade (7,1%) e tontura (5,6%).

De acordo com a pesquisadora Rafaella Fortini, que coordena o estudo, todos os sintomas relatados começaram após a infecção aguda. Muitos dos sintomas persistiram durante os 14 meses, com algumas exceções, como a trombose, da qual os pacientes se recuperaram em um período de cinco meses, por terem sido devidamente tratados por meio intervenções médicas adequadas.

A pesquisa constatou que a presença de sete comorbidades, como hipertensão arterial crônica, diabetes, cardiopatias, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal crônica e tabagismo ou alcoolismo, levou à infecção aguda mais grave e aumentou a chance de ocorrência de sequelas.

As sequelas foram constatadas em pacientes que tiveram desde a forma mais leve ou assintomática até a mais grave de covid-19. Na forma grave, de um total de 260 pacientes, 86, ou seja, 33,1%, tiveram sintomas duradouros. Entre os 57 diagnosticados com a forma moderada da doença, 43, isto é, 75,4%, manifestaram sequelas e, dos 329 pacientes com a forma leve, 198 (59,3%) apresentaram sintomas meses após o término da infecção aguda.

Rafaella Fortini ressalta que é importante buscar os serviços de saúde para o tratamento da covid longa, até mesmo no caso de sequelas mais leves, que também podem interferir na qualidade de vida.

A pesquisa acompanhou pacientes atendidos no pronto-socorro do Hospital da Baleia e Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, ambos referência para covid-19 em Belo Horizonte. Os pacientes procuraram atendimento entre abril de 2020 e março de 2021.

Todos foram testados e tiveram diagnóstico positivo para a doença. Dos 646 pacientes acompanhados, apenas cinco haviam sido vacinados e, destes, três tiveram a covid longa. A idade dos participantes variou entre 18 e 91 anos; sendo que 53,9% eram do sexo feminino.

O monitoramento dos sintomas e sequelas remanescentes foi feito por meio de entrevistas realizadas uma vez por mês, presencialmente, ou por meio de uma plataforma virtual, no decorrer de 14 meses após diagnóstico confirmatório, no período compreendido entre março de 2020 a novembro de 2021.