Unimed Volta Redonda promove capacitação em Libras em parceria com Secretaria da Pessoa com Deficiência
Primeira turma terá aulas até agosto

 

Da Redação

A inclusão ganhou mais um importante capítulo na Unimed Volta Redonda. No último dia 4 de maio, a cooperativa iniciou a primeira turma do curso de Libras voltado para colaboradores, em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência. Com duração de quatro meses, a formação marca o início de uma iniciativa pioneira na região.

A parceria tem como objetivo ampliar a acessibilidade e fortalecer a inclusão, especialmente da comunidade surda. A Unimed Volta Redonda é a primeira empresa da região a formalizar a iniciativa junto à Secretaria.

Para o presidente da cooperativa, Dr. Vitório Moscon Puntel, a iniciativa reforça um dos princípios do cooperativismo: o interesse pela comunidade. “Unir forças em prol de temas como esse é fundamental para construirmos uma sociedade mais inclusiva e acessível. Acreditamos na diversidade e investimos no desenvolvimento das pessoas, pois são elas que impulsionam a transformação e a evolução da nossa sociedade. Com esta iniciativa, a Unimed Volta Redonda também reforça seu compromisso com a responsabilidade social”, afirmou.

A subsecretária da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, Eliete Vasques, destacou a relevância da parceria para ampliar a acessibilidade no município e criar novas oportunidades para pessoas surdas:

“Essa parceria é muito importante porque estamos divulgando a Língua Brasileira de Sinais, apresentando o trabalho realizado pela Secretaria e fortalecendo a acessibilidade para os surdos. Além disso, a iniciativa abre portas para novas oportunidades e para a contratação de pessoas com deficiência. A Unimed é a primeira empresa da região a abrir esse espaço, e acreditamos que essa ação servirá de inspiração para outras empresas”, ressaltou.

O professor do curso de Libras, Ricardo Boaretto, explicou, em Libras, que a iniciativa promove uma troca de conhecimento capaz de transformar o atendimento e ampliar a inclusão.

“Essa parceria gera uma troca de experiências. A Unimed está adquirindo conhecimento para aprofundar ainda mais o atendimento às pessoas surdas, tornando-o mais humanizado e acessível. Quando outras empresas observam esse movimento, também podem se sentir motivadas a participar. É como uma semente que vai sendo plantada e fortalecida, criando uma rede de inclusão e oportunidades”, destacou Ricardo, em Libras.

Inteligência artificial ganha protagonismo na 11ª edição do Onco in Rio
Segundo especialista, IA deve adicionar US$ 8 trilhões ao PIB mundial na próxima década

 

 

Da Redação

A inteligência artificial (IA) foi um dos principais eixos de discussão da 11ª edição do Congresso Internacional Oncologia D’Or – Onco in Rio, realizada entre sexta-feira (27) e sábado (28), no Windsor Oceânico, no Rio de Janeiro. Reunindo especialistas do Brasil e do exterior, o evento destacou inovação, tecnologia e avanços no diagnóstico e tratamento do câncer, além de registrar público recorde, com quase 15 mil inscritos — superando os 11 mil da edição anterior. “O sucesso desta edição do Onco in Rio, com um público ainda maior do que no ano passado, reforça a relevância do encontro como um espaço essencial para o aperfeiçoamento profissional, a troca de conhecimento e o fortalecimento de conexões que impulsionam a oncologia no Brasil”, celebrou o presidente da Oncologia D’Or, Paulo Hoff.

Ao longo dos dois dias, a IA foi apontada como uma transformação irreversível na medicina, com impacto direto na prática clínica, na gestão da saúde e no acesso ao diagnóstico. Durante o segundo dia do congresso, o presidente da Cirion Technologies no Brasil, Gustavo Salomon, destacou que a tecnologia deve ser encarada como aliada dos profissionais. “O profissional não perderá espaço para a IA, mas pode perder para quem souber utilizá-la”, afirmou. Segundo ele, além de revolucionar processos, a IA deve impulsionar a economia global, com estimativa de adicionar cerca de US$ 8 trilhões ao PIB mundial na próxima década.

Na saúde, os efeitos dessa transformação já são concretos. O mercado de imagens médicas, por exemplo, deve crescer de US$ 4 bilhões para US$ 26 bilhões nos próximos anos. Salomon também apresentou aplicações práticas, como sistemas utilizados na China que realizam triagens iniciais e apoiam diagnósticos e decisões terapêuticas, ampliando o acesso em regiões com alta demanda. Em outra frente, avanços na neurologia já permitem que pacientes com síndrome do encarceramento recuperem a comunicação por meio da combinação entre chips cerebrais e IA, inclusive com reprodução da própria voz.

Na radiologia, a IA vem ampliando a capacidade diagnóstica e otimizando o tempo dos especialistas. Rosana Rodrigues, médica radiologista da Rede D’Or e pesquisadora do IDOR, explicou que as ferramentas atuais já atuam na detecção, classificação e quantificação de lesões, além de apoiar o diagnóstico, o prognóstico e a avaliação de resposta ao tratamento. Na prática, sistemas conseguem priorizar exames urgentes, identificar achados críticos e destacar alterações por meio de mapas de calor.

Apesar dos avanços, a especialista ressaltou que a incorporação plena da IA ainda enfrenta desafios, especialmente devido ao caráter “estreito” da maioria das soluções atuais, voltadas para tarefas específicas. Como tendência, destacou o avanço de modelos multimodais, capazes de integrar dados de imagem com informações clínicas, laboratoriais e patológicas, aproximando a medicina de precisão. Entre os exemplos nacionais, foram apresentados projetos do IDOR já aplicados na Rede D’Or, incluindo ferramentas aprovadas pela Anvisa para análise de doenças pulmonares e soluções que identificam pacientes com suspeita de câncer que não retornaram para acompanhamento, contribuindo para diagnósticos mais precoces.

Além da inteligência artificial, o congresso abordou avanços relevantes em diferentes áreas da oncologia. No câncer de mama, o coordenador da Oncogenética da Oncologia D’Or, Rodrigo Guindalini, destacou a importância da personalização no rastreamento, levando em conta fatores como predisposição genética, densidade mamária, histórico familiar e estilo de vida. Estudos recentes com scores de risco poligênico também foram apresentados como ferramentas promissoras para aumentar a precisão das estratégias de detecção precoce.

Outro destaque foi a evolução dos conjugados anticorpo-fármaco (ADCs), que vêm ganhando espaço por combinarem características da imunoterapia, da terapia-alvo e da quimioterapia tradicional, permitindo maior precisão no combate às células tumorais.

O manejo da dor oncológica também esteve em pauta, com ênfase na necessidade de abordagens individualizadas. A especialista em medicina da dor Mariana Junqueira ressaltou que o tratamento deve considerar os diferentes mecanismos da dor — como neuropática, inflamatória ou relacionada ao próprio tratamento — e combinar terapias farmacológicas, procedimentos intervencionistas e estratégias não medicamentosas. Segundo ela, o modelo tradicional da escada analgésica da Organização Mundial da Saúde foi superado, dando lugar a abordagens mais dinâmicas, com uso criterioso de opioides, novas classes de medicamentos e intervenções precoces.

O evento também abriu espaço para discussões sobre aspectos humanos e emocionais do cuidado oncológico. A oncologista Clarissa Baldotto destacou a importância de integrar a família no processo de cuidado, respeitando a autonomia do paciente e adaptando a comunicação aos diferentes perfis familiares. Já a psicóloga Erika Pallattino abordou o impacto emocional da prática oncológica sobre os profissionais de saúde, ressaltando que o luto faz parte da rotina e precisa ser reconhecido e acolhido.

Um dos momentos mais emocionantes do congresso foi a participação da jornalista Lilian Ribeiro, no primeiro dia do evento. Diagnosticada com câncer de mama há quatro anos, ela compartilhou sua experiência como paciente, destacando o impacto do diagnóstico, o papel fundamental da família e a importância de um cuidado que enxergue o indivíduo além da doença. Sua fala reforçou a dimensão humana da oncologia e emocionou o público ao evidenciar a importância do acolhimento, da comunicação e do cuidado integral ao longo de toda a jornada do paciente.

Centro de Mama do Hospital Quinta D’Or completa 10 anos
Unidade realizou mais de 77 mil exames. Quando diagnosticado precocemente, câncer de mama tem chance de cura de 95%

 

Da Redação

O Centro de Mama do Hospital Quinta D’Or completa 10 anos consolidado como uma referência no diagnóstico rápido e integrado do câncer de mama. Ao longo da última década, o serviço realizou aproximadamente 77 mil exames, oferecendo um modelo de atendimento inovador que reúne tecnologia, agilidade e acompanhamento multidisciplinar.

O espaço foi criado para reduzir o tempo entre a investigação e a confirmação do diagnóstico. No mesmo dia, a paciente pode realizar mamografia e ultrassonografia com o mesmo médico, que elabora um laudo conclusivo integrado. Em muitos casos, a biópsia também é realizada no mesmo dia, permitindo acelerar significativamente a definição do diagnóstico. A unidade abriga ainda o serviço de Diagnóstico Expresso, que possibilita concluir a investigação do câncer de mama — incluindo a biópsia — em até 24 horas. Os resultados dos exames anatomopatológicos ficam prontos em até dois dias úteis.

O processo tradicional de investigação do câncer de mama — desde a percepção de um primeiro sintoma até a confirmação da doença — costuma levar entre quatro e seis semanas. No Centro de Mama do Quinta D’Or, o objetivo é encurtar esse percurso. “Nosso centro reúne o que há de mais moderno em prevenção por imagem da mama e, com essa abordagem, o diagnóstico acontece no menor tempo possível, com o suporte de uma equipe multidisciplinar”, destaca a mastologista Ellyete Canella, coordenadora médica do Centro de Mama.

Para ampliar a capacidade de atendimento, a unidade acaba de adquirir um novo aparelho de ultrassonografia, aumentando o número de vagas disponíveis para exames de mama. A meta futura é ampliar o conceito de cuidado integrado e oferecer no mesmo espaço todos os exames preventivos voltados à saúde da mulher.

Diagnóstico rápido reduz ansiedade e acelera o tratamento

“Sabemos que a espera pelo agendamento dos exames é angustiante para quem deseja saber o real estado de sua saúde. O diagnóstico rápido, além de agilizar o início do tratamento, também reduz a ansiedade da paciente, o que impacta diretamente em sua qualidade de vida”, observa a médica.

Integrado à estrutura hospitalar do Quinta D’Or, o centro permite que as pacientes tenham acesso a uma linha de cuidado completa, desde o diagnóstico até o início do tratamento, quando necessário. No combate ao câncer, o tempo é um fator decisivo. Quando detectado precocemente, o câncer de mama pode alcançar até 95% de chance de cura. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer, o Brasil registra cerca de 73,6 mil novos casos da doença por ano, sendo o tipo de câncer mais frequente entre mulheres no país.

Mamografia é essencial para detecção precoce

A coordenadora do serviço alerta que muitas mulheres ainda acreditam que o autoexame é suficiente para identificar o câncer de mama. No entanto, quando um nódulo é percebido apenas pelo toque, a doença geralmente já não está em sua fase inicial.

“A mamografia é o exame mais indicado para detectar precocemente alterações nas mamas. Somente a biópsia permite confirmar se uma lesão é maligna ou benigna”, explica. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que mulheres a partir dos 40 anos realizem mamografia anualmente, embora as orientações possam variar quando há histórico familiar da doença.

Além do rastreamento regular, hábitos saudáveis também desempenham papel importante na prevenção. Alimentação equilibrada, prática de atividade física e controle do peso corporal podem ajudar a evitar até 30% dos casos de câncer de mama. Por outro lado, fatores como consumo excessivo de álcool, excesso de peso — especialmente após a menopausa —, uso prolongado de contraceptivos hormonais e terapia de reposição hormonal podem aumentar o risco da doença.

Congresso Internacional Oncologia D’Or chega à sua décima primeira edição
Evolução no uso de IA no tratamento oncológico será um dos destaques do Onco in Rio

 

Da Redação

O Congresso Internacional Oncologia D’Or – Onco in Rio – abordará tecnologia e inovação em diagnóstico e tratamento do câncer, em sua décima primeira edição. Temas como inteligência artificial em terapia celular e radioterapia serão destaques na programação. O evento acontecerá nos dias 27 e 28 de março, no Windsor Oceânico, no Rio de Janeiro.

Considerado o maior congresso de oncologia no país, o Onco in Rio já conta com mais de 12 mil inscritos, superando o recorde alcançado no ano passado, de mais de 11 mil. Para isso, a programação também está voltada para a atualização multidisciplinar. “Um dos nossos diferenciais é a participação de profissionais de diversas áreas da saúde, pois proporciona um olhar integral sobre o cuidado do paciente oncológico”, ressalta o presidente da Oncologia D’Or, o Prof. Dr. Paulo M. Hoff.

A programação será dividida em módulos temáticos e reunirá centenas de palestrantes, incluindo convidados internacionais, como os norte-americanos Kelly Hunt e Mihir Desai. Responsável por estudos clínicos que mudaram o padrão de tratamento do câncer de mama, Hunt também é chefe do Departamento de Oncologia Cirúrgica de Mama do The University of Texas MD Anderson Cancer Center. Desai é uma das principais referências mundiais em cirurgia robótica, laparoscópica e endourológica.

Outro destaque será o painel de pesquisa clínica. No ano passado, a Oncologia D’Or fechou parceria com a Next Oncology para promover inovações no tratamento do câncer, com a realização de testes clínicos de fase 1 de potenciais agentes anticancerígenos. “Vamos aproveitar a oportunidade para apresentar os primeiros estudos que têm sido desenvolvidos”, revela Hoff.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra mais de 700 mil novos casos de câncer por ano. Projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que esse número continuará crescendo, podendo alcançar cerca de 1,15 milhão de novos diagnósticos anuais até 2050. Diante desse cenário, a constante atualização científica torna-se essencial para garantir precisão e inovação no cuidado oncológico. Com esse compromisso, a Oncologia D’Or promove seus congressos anuais, reunindo especialistas nacionais e internacionais para compartilhar conhecimentos e discutir avanços em diagnóstico e tratamento, contribuindo para a evolução contínua da oncologia no país.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo site do congresso.

Serviço

XI Congresso Internacional Oncologia D’Or – Onco in Rio
Quando: 27 e 28 de março
Onde: Windsor Oceânico – R. Martinho de Mesquita, 129 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Informações: Home – XI Congresso Internacional Oncologia D’Or – Onco in Rio