O Hospital Unimed Volta Redonda utiliza, há quase dois anos, uma ferramenta de Inteligência Artificial integrada ao prontuário eletrônico. O sistema, chamado NoHarm, analisa as prescrições de forma automática e contínua e sinaliza, em tempo real, situações que merecem atenção do farmacêutico.
Em quase dois anos de uso, mais de 437 mil prescrições passaram pela análise da ferramenta. Somente de janeiro a agosto de 2026, foram 160.036, uma média de 20 mil prescrições por mês.
“A inovação faz parte da trajetória da Unimed Volta Redonda. Ao levar a Inteligência Artificial para a Farmácia Clínica, damos mais um passo para fortalecer a segurança do paciente, apoiando nossas equipes com informação em tempo real e qualificando a assistência prestada. A ferramenta não substitui o olhar clínico do farmacêutico. Pelo contrário, amplia nossa capacidade de análise e favorece uma atuação mais precoce, assertiva e individualizada, sempre com foco na segurança do paciente”, afirma a diretora do Hospital Unimed Volta Redonda, Isis Rosemeri Lassarote.
Com a ferramenta, a Farmácia Clínica, que acompanha diretamente o tratamento dos pacientes, reduziu o tempo dedicado à triagem das prescrições e passou a atuar de forma mais preventiva. A implantação também incluiu a capacitação dos farmacêuticos para interpretar e priorizar as sinalizações, além da definição de indicadores clínicos e operacionais para acompanhar os resultados ao longo do tempo.
Ser inadimplente afeta severamente o humor daqueles que veem suas dívidas crescerem exponencialmente. Não é à toa que para milhões de brasileiros, a pressão financeira também interfere no sono e na autoestima, aspectos que podem repercutir na maneira de se relacionar.
Uma pesquisa da Serasa, realizada em parceria com o Instituto Opinion Box em agosto de 2026, aponta que 89% dos entrevistados já tiveram a saúde mental afetada por problemas financeiros. O levantamento mostra como a instabilidade econômica pode ultrapassar o orçamento doméstico e alcançar outras dimensões da vida, incluindo a esfera afetiva.
Nesse cenário, o dinheiro também se torna um tema importante nas conversas sobre relacionamentos. A preocupação com o futuro, os diferentes padrões de consumo e as expectativas sobre o estilo de vida podem gerar conflitos entre parceiros, especialmente quando há desequilíbrio entre as condições financeiras de cada um ou dificuldade para falar abertamente sobre o assunto.
Para Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, a falta de dinheiro causa frustrações que, na maioria dos casos, impactam os relacionamentos. “A liberdade financeira proporciona menos estresse, mais conforto e, consequentemente, melhora a qualidade de vida. Dinheiro pode até não comprar felicidade, mas a falta dele com certeza traz aborrecimento”, destaca.
Entre jovens da Geração Z, ficar sozinha é melhor que ter insegurança financeira
A discussão também abre espaço para refletir sobre a maneira como diferentes gerações encaram dinheiro, independência e compromisso amoroso. Em pesquisa realizada pelo MeuPatrocínio, constatou-se que 87,6% das Sugar Babies da Geração Z têm como principal critério na escolha de um relacionamento a saúde financeira do parceiro. A pesquisa foi feita com 1.698 usuárias, que afirmam preferir ficar sozinhas a ter um relacionamento em que precisarão se preocupar com as finanças.
Enquanto algumas pessoas priorizam a construção conjunta de patrimônio e a divisão de despesas, outras valorizam a complementaridade financeira e acordos mais definidos sobre o estilo de vida que desejam manter. Assim, falar sobre dinheiro deixa de ser necessariamente um tabu e passa a integrar as conversas sobre compatibilidade, limites e planos para o futuro.
No modelo de relacionamento sugar, as expectativas financeiras e afetivas podem ser discutidas de forma explícita desde o início. A proposta é baseada na construção de acordos consensuais entre adultos, com transparência sobre interesses e expectativas. “Pode soar clichê, mas o amor sozinho não coloca comida na mesa. Mulheres determinadas sabem o seu valor e não aceitam estar com alguém que não possa oferecer uma vida confortável”, finaliza Bittencourt.
O que você faz quando sente sua pele envelhecendo? Para muitos brasileiros, essa é hora daquele “glow-up” que está engavetado há anos. Cada vez mais conscientes da rotina de cuidados com a pele, oito em cada dez (80%) consumidores afirmam que sempre verificam os ingredientes ao comprar um novo produto de beleza, segundo o relatório inédito “POWER Index” da LYMA e The Future Laboratory.
E não é só isso. O aparecimento de rugas, linhas de expressão, olheiras e queda gradual do colágeno tem sido uma motivação para agir e começar a rotina de “skin care”. No entanto, o consumo agora pede cautela e orientação profissional, desde a escolha dos ativos até o planejamento dos resultados esperados.
Segundo a especialista em ‘biomedicina estética’ Jéssica Magalhães, com mais de uma década de experiência no setor e que já assinou o cuidado de personalidades como Tarsilla Alvarindo, Val Benvindo e Najara (NBlack), o consumo de skincare atual pede atenção e avaliação individualizada. Para aqueles que querem esticar as rotinas de cuidado até o fim do ano, a orientação é entender quais tratamentos focar para uma pele mais viçosa, sem cair nos mitos da internet.
“Procure sempre se afastar de tratamentos que vão garantir tudo em tempo recorde. A pele não é um guinness book, precisa de tempo, método e avaliação daquilo que o consumidor final deseja. É mais viço? Skinbooster. É flacidez? Bioestimulador de colágeno. São manchas ou textura irregular? Peelings, microagulhamento e lasers. O planejamento tem sido essencial para garantir não só o resultado esperado, como o tempo de resposta hábil da pele. E como estamos observando no consultório, cada vez mais pacientes vêm se informando sobre ativos e seus potenciais para devolver o brilho”, explica.
Quem for começar as rotinas de skincare para aquele “glow” de final de ano, Jéssica orienta um calendário trimestral, que pode variar entre os protocolos de hidratação injetável com skinbooster, cujas marcas somem em até 48 horas, ou até tratamentos com peelings químicos superficiais e lasers não-ablativos leves, que exigem de dois a cinco dias para a regeneração total da pele.
“Devemos lembrar sempre que as orientações não substituem a avaliação individual com o paciente. Quando pensamos em uma preparação para o fim do ano, o ideal é dividir os cuidados por etapas. No primeiro mês, o foco deve ser o fortalecimento da barreira cutânea e a renovação celular suave. Em casa, vale investir em ativos como ácido hialurônico para hidratar, niacinamida para acalmar e uniformizar, e vitamina C pela manhã para potencializar a proteção contra o estresse oxidativo. É o momento de preparar o terreno”, orienta.
No segundo e terceiro meses, Jéssica orienta que o foco passe a ser o estímulo da renovação e a entrega do brilho imediato. Na rotina caseira, entram ativos como retinol ou alfa-hidroxiácidos suaves à noite e antioxidantes pela manhã. Já em consultório, é a fase de combinar intervenções pontuais, como peelings superficiais e lasers não-ablativos para ajustar textura e manchas, finalizando com a hidratação injetável via skinbooster para garantir o viço profundo sem vermelhidão.
“É hora de tirar da gaveta aquela rotina de cuidados que sempre dissemos que faria, mas não tinha tempo. Avaliar os produtos ‘beauty’ e seus ativos é uma realidade por parte do consumidor, no entanto, a orientação profissional é indispensável. Quem já vai começar os preparativos para as festas do fim de ano, não esqueça de avaliar o período do resguardo indicado para cada protocolo. Assim, evitamos vermelhidão e sensibilidade, ou quem sabe, algum efeito rebote”, conclui.
Começa hoje (14) e termina amanhã (15) 0 Conahp 2026, principal congresso de saúde do país, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP). O evento reunirá lideranças, especialistas e representantes de diferentes segmentos para discutir os desafios que pressionam o sistema de saúde e os caminhos para viabilizar as transformações necessárias ao setor. A edição também celebra os 25 anos da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp),
“Os 25 anos da Anahp representam uma trajetória de contribuição para o desenvolvimento da saúde no Brasil. O Conahp faz parte desse compromisso ao reunir lideranças, instituições e especialistas para discutir caminhos capazes de responder aos desafios atuais e futuros do setor. É uma oportunidade de compartilhar experiências e fortalecer o diálogo entre os diferentes elos da cadeia da saúde”, destaca Eduardo Amaro, presidente do Conselho de Administração da Anahp.
A programação abordará temas como sustentabilidade financeira, saúde suplementar, integração público-privada, inteligência artificial, regulação, novas tecnologias, formação e retenção de profissionais e envelhecimento da população. O congresso também discutirá os obstáculos que dificultam avanços em áreas fundamentais, como prevenção, uso de dados, interoperabilidade e integração entre os diferentes agentes da saúde.
“Temos um conjunto de temáticas que há anos reúne o apoio de diferentes segmentos da saúde, mas que avançam muito pouco na prática. Precisamos entender por que isso acontece. O desafio não é apenas saber o que deve ser feito, mas construir as condições para que as mudanças aconteçam. Isso passa pela capacidade de o setor atuar de forma articulada, reconstruir relações de confiança e estabelecer objetivos comuns”, afirma Antônio Britto, diretor-executivo da Anahp.
Os debates ocorrem em um cenário de pressão crescente sobre o sistema, marcado pelo envelhecimento da população, pelo avanço das doenças crônicas, pelos desafios de financiamento e pela necessidade de ampliar o acesso à assistência. Na saúde suplementar, as relações entre operadoras, hospitais e fornecedores também estarão em pauta, com foco no diálogo e na construção de soluções sustentáveis para questões estruturais do setor.
Entre os destaques está a iniciativa Territórios Jornada do Futuro, concebida pela Anahp para apresentar perspectivas sobre a organização do sistema de saúde. A proposta conecta três frentes centrais: a coordenação do cuidado, a integração entre os setores público e privado e a articulação entre os diferentes elos da cadeia da saúde para ampliar o acesso à inovação.
A programação também contemplará os impactos da inteligência artificial na assistência e na gestão, os modelos de cuidado, o valor em saúde, a experiência e a participação do paciente, a segurança e a qualidade assistencial, a sustentabilidade ambiental e o papel das lideranças diante das transformações do setor.
Os debates estão organizados em cinco grandes eixos: Compromissos Setoriais; Tecnologia e Inteligência em Saúde; Financiamento e Sustentabilidade; Pessoas, Trabalho e Liderança; e Legitimidade Social e Impacto.
Especialistas do Brasil e do exterior
O Conahp 2026 contará com a participação de especialistas e lideranças nacionais e internacionais, entre eles Alexandre Kalache, médico-gerontólogo; Ann Somers Hogg, diretora de pesquisa em saúde do Christensen Institute; April Saathoff, do Johns Hopkins; Michelle Schneider, especialista em inteligência artificial; Carlos Nobre, cientista e pesquisador; Gonzalo Vecina, médico e professor; Arthur Aguillar, diretor de Políticas Públicas do IEPS; Bruno Sobral, diretor-executivo da FenaSaúde; e Renato Porto, presidente-executivo da Interfarma, entre outros nomes.
CONAHP 2026 – Congresso Nacional de Hospitais Privados
Data: 14 e 15 de outubro de 2026
Local: Transamerica Expo Center – São Paulo (SP)
Mais informações: Link