SP: quase 800 mil não tomaram a 2ª dose da vacina contra covid-19
Prefeitura reforça a necessidade de completar o ciclo vacinal

 

Da Agência Brasil

A capital paulista tem quase 800 mil pessoas sem a segunda dose da vacina contra a covid-19. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), cerca de 773 mil cidadãos acima de 18 anos, por algum motivo, deixaram de receber a segunda dose da imunização. A secretaria informou que realiza diariamente busca ativa para reforçar a necessidade de completar o ciclo vacinal contra a doença.

A secretaria acrescenta que cerca de 1,8 milhão de pessoas estão aptas a receberem a dose adicional (DA) da vacina.

Até o último sábado (25), a capital paulista contabilizava 23.667.330 doses de vacinas de covid-19 aplicadas, sendo 10.669.929 primeiras doses (D1), 9.902.496 segundas doses (D2), 332.332 doses únicas (DUs) e 2.762.573 doses adicionais (DAs).

A cobertura vacinal da população com mais de 18 anos está em 109,1% para primeira dose e dose única, em 103,1% para segunda dose e dose única e em 29,9% para dose adicional.

Em adolescentes de 12 a 17 anos, foram aplicadas 927.686 (D1), representando uma cobertura vacinal de 109,9%. Também foram aplicadas 716.824 (D2) alcançando 84,9% do público elegível.

Vacinação neste domingo

A cidade de São Paulo retomou hoje (26) campanha de vacinação contra a covid-19, com a primeira dose (D1), segunda dose (D2) e dose adicional (DA).

A imunização ocorre nas farmácias parceiras da Avenida Paulista, nº 2.371 e 266, das 8h às 16h, além do parque Buenos Aires, parque do Guarapiranga, parque do Carmo, parque Villa-Lobos, parque da Independência e parque da Juventude, das 8h às 17h.

Presidente da ADUSESP espera que a Justiça mantenha liminar que derrubou descredenciamento de hospitais pela Unimed Recife
Segundo Renê Patriota, decisão da operadora de suspender os serviços desrespeitou a relação médico-paciente

 

Renê cita que há casos de pacientes que tiveram tratamento de câncer interrompido devido à decisão da Unimed Recife

 

Da Redação

A presidente da Associação de Defesa dos Usuários de Seguros e Planos de Saúde (ADUSEPS), Renê Patriota, espera que a Justiça mantenha a liminar que reverteu a decisão unilateral da Unimed Recife de descredenciar vários hospitais, como o Memorial São José, Esperança Olinda, Esperança Recife e Santa Joana. A decisão do juiz Janduhy Finizola, que considerou o ato abusivo e ordenou o reestabelecimento da rede originalmente vendida nos planos para os consumidores, foi resultado de uma ação cível impetrada pela Associação. Em caso de descumprimento, a Unimed terá de pagar uma multa diária de cinco mil reais. “Espero que a Justiça continue firme com essa decisão, que respeitou o direito do consumidor”, afirma Renê.

Advogada e médica obstetra, Renê critica o descredenciamento tanto do ponto de vista legal quanto do social. O lado mais cruel foi a interrupção de tratamentos que estavam em curso. A decisão da Unimed simplesmente encerrou os serviços, sem permitir que os pacientes continuassem seus tratamentos com os médicos que os acompanhavam. Renê relata que há casos de pacientes que estavam realizando terapias contra câncer, mas também tiveram seus procedimentos encerrados. “Cortaram todos os serviços, sem respeitar a relação médico-paciente”, critica.

Ela observa que a operadora não pode simplesmente ignorar os contratos firmados com os consumidores e excluir os hospitais sem substituir por novas opções. Segundo a presidente, a decisão unilateral expressa a estratégia da operadora de verticalizar o seu serviço, encaminhando os consumidores para a sua rede própria de assistência.  Entretanto, Renê questiona se a rede própria tem capacidade para atender a demanda. Atualmente, a operadora tem mais de 176 mil beneficiários.

Um gargalo apontado por ela é a falta de emergência pediátrica, pois a Unimed possui apenas um hospital materno infantil em Recife. Além disso, a realidade que a presidente tem visto é de emergências lotadas. “A verdade é que os hospitais da Unimed não têm condições de absorver toda essa demanda. Eu tenho passado em frente às emergências e tenho visto pessoas nas calçadas, aguardando atendimento. Isso é um desrespeito com as pessoas”, afirma.

A ADUSEPS também questiona a falta de diálogo entre a operador e os clientes. Segundo a Associação, a Unimed apenas enviou uma carta aos clientes comunicando sobre o fim dos serviços da rede credenciada, sem nem ouvir os consumidores. Porém, relata Renê, ainda há nas rádios propagandas da operadora oferecendo planos de saúde com a rede credenciada. “Eles estão atraindo novos consumidores com serviços que não existem mais. Estão enganando dizendo que vai ter à disposição a rede credenciada”, condena.

Críticas à imprensa local

Renê também aponta a sua crítica à imprensa local. Segundo a presidente da ADUSESP, é inadmissível a falta de cobertura dos veículos de imprensa de Recife sobre uma questão que afeta milhares de pessoas. Ela avalia que o fato de a Unimed ser uma anunciante de peso tem refletido na falta de matérias sobre o caso. “O direito à informação tem que prevalecer. O que está ocorrendo é uma vergonha”, ressalta.

FBH lança nova edição do Manual do Gestor Hospitalar
A publicação está disponível no site da Federação

 

 

Da Redação

A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) lançou a 3ª edição do Manual do Gestor Hospitalar, que traz informações estratégicas e técnicas para orientar os gestores hospitalares na tomada decisões à frente de suas instituições. A nova edição foi apresentada pela primeira vez durante o Encontro de Gestores Hospitalares de Goiás, promovido pela Associação dos Hospitais do Estado de Goiás (AHEG), em Goiânia.

O presidente da FBH, Adelvânio Francisco Morato, destaca que a elaboração do Manual consolida um trabalho que teve início há pouco mais de três anos, quando a entidade traçou a meta de realizar um amplo processo de qualificação, que permitisse levar conhecimento e soluções práticas às gestões dos hospitais de todo país. “O objetivo era superar o cenário heterogêneo e oferecer a esses gestores, que enfrentam as mais diversas dificuldades, um suporte maior de capacitação para que pudessem melhorar as gestões dos estabelecimentos que gerenciam”, afirma Morato.

A produção da 3ª edição também incluiu um vasto conteúdo resultado da participação de Morato nos eventos da Federação Internacional de Hospitais (IHF). No início deste ano, o presidente da FBH se tornou membro do Conselho Administrativo da entidade internacional. A obra está organizada em 10 capítulos, que abordam temas focados em três temáticas: transformações digitais na saúde; pessoas no centro das transformações do sistema; e conceito integrado de saúde. O Manual está disponível no site da Federação – https://www.fbh.com.br/.

OMS pede cancelamento de festas de Natal devido ao avanço da Ômicron
"Evento cancelado é melhor que vida cancelada", diz diretor

 

Da Agência Brasil

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu às famílias que repensem o Natal face ao rápido avanço da variante Ômicron. “Um evento cancelado é melhor que uma vida cancelada”, afirmou o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Ele alertou para as aglomerações durante a época festiva que se aproxima, lembrando que elas podem levar a um “aumento de casos, à sobrecarga dos sistemas de saúda e a mais mortes” por covid-19.

“Todos nós queremos voltar ao normal. A forma mais rápida de conseguir passa pela tomada de decisões difíceis, por líderes, para defender a todos. Em alguns casos vai significar cancelar ou adiar eventos”, explicou Ghebreyesus em entrevista coletiva nessa segunda-feira.

“Um evento cancelado é melhor do que uma vida cancelada. É melhor cancelar agora e celebrar depois do que celebrar agora e lamentar depois”, afirmou.

Adhanom explicou que atualmente existem evidências de que esta nova variante está se dispersando significativamente, mais rápido” do que a estirpe anterior, a Delta, causando infeções em pessoas já vacinadas ou que se recuperaram da covid-19.

“É mais provável que as pessoas vacinadas ou recuperadas da covid-19 possam ser infectadas ou reinfectadas”, disse Tedros.

Dessa forma, a OMS considera “insensato” concluir que a Ômicron é uma variante “mais branda”. “É insensato pensar que esta é uma variante branda, que não causará doenças graves, porque com os números aumentando, todos os sistemas de saúde estarão sob pressão”, disse Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS. A organização deu, no entanto, alguma esperança ao considerar que a pandemia, que já causou mais de 5,6 milhões de mortes em todo o mundo, poderá acabar em 2022, se 70% da população mundial estiverem vacinados até meados do próximo ano.

“Nós esperamos que essa doença passe a ser relativamente branda, que seja facilmente prevenida, que seja facilmente tratada”, disse Mike Ryan, principal especialista em emergências da OMS. “Se conseguirmos manter a transmissão do vírus ao mínimo, poderemos acabar com a pandemia”, declarou.

Tedros também afirmou que a China – país onde o vírus SARS-CoV-2 foi detectado pela primeira vez – deve fornecer mais dados relacionados à origem da covid-19 para ajudar na futura política de combate a pandemias.

“Precisamos continuar até conhecer as origens, precisamos de nos esforçar mais porque devemos aprender com o que aconteceu para fazer melhor no futuro”, disse o diretor-geral da OMS.

“2022 deve ser o ano em que acabaremos com a pandemia”, acrescentou.