Presidente do STF e ministro discutem sobre judicialização da saúde
Marcelo Queiroga disse que judicialização onera sistema público

 

Da Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se reuniu na quinta-feira (04) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para tratar sobre a judicialização da saúde.

Em julho, Fux determinou que o governo federal garanta o fornecimento do medicamento Zolgensma para uma criança com Amiotrofia Muscular Espinhal Tipo 2 (AME). O remédio custa cerca de R$ 2 milhões no Brasil. Acompanhado do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, Queiroga entregou memorais com o posicionamento do Ministério da Saúde sobre os remédios para doenças raras.

De acordo com o ministro da Saúde, a judicialização da saúde inverte prioridades e onera o sistema público de saúde.

“São medicamentos de altíssimo custo. É uma pauta sensível, nós nos sensibilizamos com essas crianças, com seus familiares, mas nós temos que ter a certeza de estar oferecendo uma politica pública que traga resultados, que sejam capazes de melhorar a vida dessas crianças”, afirmou.

Em entrevista após a reunião, Queiroga também defendeu a portaria do Ministério do Trabalho que impede demissão de quem não tomou vacina contra a covid-19. O objetivo é impedir demissões, segundo o ministro.

“Penso que é neste sentido que o Ministério da Saúde se manifesta. O Ministério da Saúde historicamente pugnou pela defesa do emprego. Então, nós achamos muito drástico demitir pessoas porque elas não quiseram se vacinar”, afirmou.

Pfizer: comprimido antiviral reduz risco de covid-19 grave em 89%
Anúncio foi feito hoje pela farmacêutica

 

Da Agência Brasil

Um teste do comprimido antiviral experimental contra covid-19, da Pfizer, foi interrompido antes do previsto depois que se demonstrou que o remédio diminui em 89% as chances de hospitalização ou morte em adultos com risco de desenvolver a doença de forma grave, anunciou a empresa nesta sexta-feira (5).

Os resultados parecem superar os do comprimido molnupiravir, da MSD, que no mês passado mostrou diminuir à metade metade a probabilidade de hospitalização ou morte de pacientes de covid-19 também com risco alto de desenvolverem uma doença grave.

Nenhuma das empresas disponibilizou os dados completos dos testes.

A Pfizer disse que pretende apresentar resultados provisórios do teste de seu comprimido – que é administrado juntamente com um antiviral mais antigo chamado ritonavir – à Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) como parte da solicitação de uso emergencial que fez em outubro.

O tratamento combinado, que terá o nome comercial Paxlovid, consiste em três comprimidos administrados duas vezes por dia.

A análise planejada de 1.219 pacientes do estudo da Pfizer analisou hospitalizações ou mortes de pessoas diagnosticadas com covid-19 de branda a moderada, com pelo menos um fator de risco de desenvolvimento da doença de forma grave, como obesidade ou idade avançada.

A farmacêutica informou ainda que 0,8% dos que receberam o medicamento três dias depois do surgimento de sintomas foram hospitalizados, e que nenhum havia morrido depois de 28 dias de tratamento.

Reino Unido aprova pílula antiviral para tratamento da covid-19
País é o primeiro a liberar o tratamento

 

Da Agência Brasil

O órgão regulador de medicamentos britânico anunciou nesta quinta-feira (4) que aprovou uma pílula antiviral contra a covid-19, desenvolvida conjuntamente pela farmacêutica MSD e pela Ridgeback Biotherapeutics. O Reino Unido torna-se o primeiro país a liberar um tratamento que tem o potencial de mudar o curso da pandemia.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) recomendou que o produto, chamado molnupiravir, seja usado o mais rapidamente possível após um diagnóstico positivo de covid-19 e cinco dias após o início dos sintomas.

Este é o primeiro tratamento antiviral por via oral contra a doença a ser aprovado, e o aval britânico acontece antes de uma potencial luz verde de órgãos reguladores dnos Estados Unidos. Conselheiros da agência norte-americana se reunirão neste mês para discutir se o molnupiravir deve ser aprovado.

O medicamento, que receberá o nome comercial de Lagevrio no Reino Unido, tem sido observado de perto. Dados mostraram, no mês passado, que ele reduz à metade as chances de morrer ou ser hospitalizado por causa do novo coronavírus, para aqueles com risco maior de desenvolver formas graves da covid-19 quando recebem o medicamento no início.

O governo britânico disse que o Serviço Nacional de Saúde (NHS) do país irá confirmar, no devido tempo, como o medicamento será aplicado em pacientes.

No mês passado, o Reino Unido fechou acordo com a MSD para garantir 480 mil tratamentos com o molnupiravir.

Em comunicado separado, a MSD afirmou que espera produzir 10 milhões de unidades até o final deste ano, com 20 milhões a serem produzidos em 2022.

Iniciativa FIS realizará webinar sobre o 5G na saúde
O evento será transmitido ao vivo no Youtube

 

 

Da Redação

A partir da elaboração e do uso da primeira geração de internet móvel, mudou-se completamente o funcionamento dos celulares. Com o 3G e o surgimento dos smartphones apareceram funcionalidades que antes não tinham no celular. O 4G possibilitou uma velocidade maior de transferência de dados e, também de acessibilidade, já a tão esperada quinta geração de Internet promete revolucionar a maneira de transmissão de dados, e assim, impactando ainda mais alguns setores como a Saúde.

Com a expectativa e a necessidade de debater sobre o tema, principalmente para o setor da Saúde,a Iniciativa FIS fará na próxima quarta-feira (29/09), às 18h, o Webinar 5G e o Impacto na Saúde do Brasil. O painel será totalmente gratuito para o público e terá a mediação do presidente da Iniciativa FIS, Dr. Josier Vilar.

Sobre a relevância do tema, o Dr. Josier Vilar acredita que o mundo digital possa gerar uma acessibilidade na Saúde: – “Uma grande oportunidade de discutirmos a conexão da saúde brasileira ao mundo digital, que permita o acesso de todos os brasileiros a uma medicina de qualidade sem deixar de lado a humanidade necessária”, ressalta.

Na enorme capacidade de movimentar dados gigantescos e com velocidade, o 5G vai refletir em informações de mais qualidade e em tempo real, são essas as expectativas do diretor Global de Princing & Market Acess na IQVIA, André Ballalai. Ele completa que com essa tecnologia vai resultar num maior acesso de maneira geográfica dos dados de Saúde, principalmente em regiões que tenham pouco acesso a infraestrutura de saúde.

Para o chefe da Disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia da FMUSP, Dr. Chao Lung Wen, vê uma telemedicina cada vez mais fundida no dia-a-dia da medicina e formando até 2025 a Medicina Conectada: – “Embora muitos digam que a Telemedicina é a medicina à distância, eu diria que a Medicina Conectada será a Medicina Sem Distância. Isto significa que os pacientes, independentemente de onde estejam, poderão ser continuamente acompanhados pelos seus serviços médicos e de saúde. A relação médico e paciente poderá ser muito melhor com a Medicina Conectada”, conta.

O Webinar terá exibição no canal do Youtube da Iniciativa FIS com tradução simultânea para o espanhol. Também estarão presentes nesse encontro: o diretor Global de Princing & Market Acess na IQVIA, André Ballalai, o chefe da Disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia da FMUSP, Dr. Chao Lung Wen, o Deputado Federal pelo Estado do Espírito Santo, Felipe Rigoni, o presidente da Fundação Adib Jatene, Dr. Roberto Botelho e o Diretor de Tecnologia da Nokia na América Latina, Wilson Cardoso.

Serviço:

Webinar:

Data: 29/09/2021

Horário: 18h

Link de acesso: https://www.youtube.com/watch?v=FXLsJFBJoLc