Covid-19: variante Delta avança no Rio de Janeiro
Variante é responsável por 56,6% dos casos na cidade

 

Da Agência Brasil

A vigilância genômica do vírus Sars-CoV-2, causador da covid-19, na cidade do Rio de Janeiro aponta que a variante Delta (B.1 617.2), surgida na Índia, já é responsável por 56,6% dos casos da doença no município.

O anúncio foi feito pelo secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz, em sua conta no Twitter.

Na sexta-feira (13), a prefeitura já havia anunciado que a cidade é o epicentro da variante Delta no Brasil. A análise genômica, que identifica as variantes do novo coronavírus, é feita por amostragem.

Apesar do apelo do secretário para que as pessoas evitem aglomerações e exposições desnecessárias, já que a variante Delta é mais transmissível que as outras, no fim de semana a Secretaria de Ordem Pública interditou duas festas clandestinas, uma com 2 mil pessoas e outra com 600.

Vacinação

Nesta semana, a prefeitura do Rio de Janeiro pretende concluir a aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 na população adulta do município. Após o atraso na entrega de doses na semana passada, que fez com que a imunização inicial fosse suspensa por dois dias, hoje (16) receberão a primeira dose as pessoas de 22 anos.

Seguindo a lógica de imunizar uma idade por dia, a previsão é de que na sexta-feira (20) seja a vez das pessoas com 18 anos. Mulheres devem comparecer aos postos pela manhã e os homens na parte da tarde.

A repescagem será feita todos os dias para pessoas com 30 anos ou mais, pessoas com deficiência e gestantes, puérperas e lactantes com 18 anos ou mais. A prefeitura orienta que quem estiver fora do dia previsto no calendário por idade, se vacine na parte da tarde.

O Ministério da Saúde informou que fará uma “compensação gradual dos quantitativos de vacinas enviados de modo complementar”, para que todos os estados finalizem a imunização “sem que haja benefícios ou prejuízos a suas respectivas populações”.

Segundo a pasta, na semana passada foram entregues 576,1 mil doses ao estado do Rio de Janeiro e no fim de semana mais 308,8 mil. “Desde o começo da campanha contra a covid-19, foram entregues 17,3 milhões de doses ao estado do Rio de Janeiro”, informou o ministério.

A cidade abriu hoje um novo posto de vacinação, no Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal, localizado na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, para reforçar a estrutura da saúde nesse momento com grande público por idades, na faixa dos 22 aos 18 anos.

Iniciativa FIS reunirá especialistas para debater a segurança das atividades rotineiras
O evento terá transmissão pelo YouTube

 

 

Da Redação

A pandemia pela Covid-19 alterou de forma significativa a vida econômica, profissional e principalmente as relações pessoais. Algumas ações culturais como aperto de mãos e abraços começaram a ser mudados com o distanciamento. Mesmo que de forma lenta, a vacinação está avançando no país e expectativas sobre o retorno à normalidade são feitas.

Para debater acerca do assunto, a Iniciativa FIS (Fórum Inovação e Saúde) realizará na próxima segunda-feira, 16 de agosto, às 18h o Webinar com o seguinte tema: Já Podemos retomar com segurança as atividades rotineiras? – O Dilemas da Covid. O painel terá como moderador o presidente da Iniciativa FIS, Dr.Josier Vilar e será totalmente gratuito para o público.

De acordo com Vilar, a ciência ainda tem muitas dúvidas sobre a evolução e controle dessa epidemia. Por isso, ele recomenda cautela e a utilização de medidas já conhecidas como o uso de máscaras e distanciamento social que ainda são essenciais.

“Não devemos criar uma expectativa de dia certo para o retorno as atividades, pois a situação sanitária tem de ser avaliada toda semana. Vamos seguir a ciência dos dados. É o melhor que fazemos pela sociedade e por nossa família”, enfatiza Vilar.

O Secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, afirma que a secretaria faz um acompanhamento muito próximo do cenário epidemiológico, por conta da circulação da variante Delta. Ele ressalta que o mais importante é avançar com o calendário de vacinação e ao mesmo tempo, manter todo o cuidado. “Além disso, não podemos esquecer de manter as medidas de prevenção, como uso de máscaras e álcool em gel, lavagem das mãos e distanciamento social independentemente da variante em circulação”, concluiu.

O Webinar terá exibição no canal de Youtube da Iniciativa FIS. Também estarão presentes nesse bate-papo: a vice-presidente do Sabin Vaccine Institute, Denise Garret; Coordenador Executivo do Centro de Covid no Estado de São Paulo, João Gabbardo e a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen.

Serviço:

Webinar: Já Podemos retomar com segurança as atividades rotineiras? – O Dilemas da Covid

Data: 16/08/2021

Horário: 18h

Link de acesso: https://bitlybr.com/VzHYA

Qualicorp compra Grupo Elo e assina contratos comerciais com Unimed
Empresa pagou R$ 129,5 milhões pelo grupo composto pelas seguradoras Elo e APM

 

Por Felipe Laurence, do Valor Econômico

A Qualicorp anunciou na manhã desta quinta-feira que adquiriu o Grupo Elo, composto pelas seguradoras Elo e APM, por R$ 129,5 milhões. Com isso, a empresa adiciona ao seu portfólio cerca de 52 mil novas vidas nos segmentos coletivo por adesão e empresarial, sendo 42 mil em saúde e 10 mil em dental.

De acordo com a companhia, o Grupo Elo tem tíquete médio de saúde de aproximadamente R$ 730 e tem atuação nacional, mas se concentrando no Distrito Federal, com foco nas operadoras Seguros Unimed, Bradesco e Amil.

“A aquisição do Grupo Elo fortalece a posição da Qualicorp como principal ‘player’ na comercialização e administração de planos de saúde com atuação relevante em todo o território nacional”, diz a empresa.

Além disso, a Qualicorp firmou acordos comerciais com a Seguros Unimed e a Central Nacional Unimed (CNU), no valor total de R$ 45 milhões, onde a empresa poderá voltar a comercializar os produtos da Seguros Unimed e CNU nas suas áreas de atuação.

“A assinatura dos acordos com a Seguros Unimed e a CNU representam um importante marco no relacionamento comercial entre a Qualicorp e o sistema Unimed, um dos mais relevantes parceiros comerciais da companhia e um dos principais ‘players’ na saúde suplementar no Brasil”, comentam.

Ocupação de leitos de UTI covid-19 não passa de 80% em nenhum estado
É o melhor nível para o indicador desde outubro de 2020, diz Fiocruz

 

Da Agência Brasil

Pela primeira vez desde outubro de 2020, nenhum estado brasileiro está com mais de 80% dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para covid-19 ocupados no Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi divulgada hoje (11) pelo Boletim Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, o país vive o melhor momento para a ocupação de leitos desde que o indicador passou a ser monitorado pelo boletim, em julho do ano passado. Na análise desta semana, eles voltam a destacar que a vacinação tem feito grande diferença para a redução dos casos graves da doença e pedem que o acesso aos imunizantes seja ampliado e acelerado.

“Merece destaque a observação de que o cenário de melhora das taxas de ocupação de leitos de UTI para adultos no SUS já convive, sem prejuízos, com a redução significativa de leitos destinados à covid-19 em muitos estados e no Distrito Federal. O gerenciamento desse processo, ainda que exija monitoramento cuidadoso da pandemia, é desejável frente aos desafios postos para o sistema de saúde pelo represamento de demandas por diferentes condições de saúde no decorrer da pandemia”, recomenda o estudo.

O boletim recomenda que seja mantido o alerta quanto à possibilidade de variante Delta trazer reveses a esse quadro de melhora. Apesar do cenário favorável, o texto pondera que, “considerando que ainda são altos os níveis de transmissão do vírus, casos e óbitos, é também importante combinar a vacinação com o uso de máscaras e distanciamento físico, para manutenção e avanços nos resultados positivos na direção do controle da pandemia”.

Zona de alerta

Quando mais de 80% das vagas de UTI estão ocupadas, o boletim diz que a assistência aos casos graves de covid-19 está na zona de alerta crítico. O Brasil chegou a ter 25 unidades federativas nessa situação simultaneamente, em 15 de março, quando a pandemia estava no pior momento no país.

No boletim divulgado hoje, com dados reunidos na segunda-feira (9), 21 estados e o Distrito Federal estão fora da zona de alerta, com taxas de ocupação para covid-19 inferiores a 60%. Já na zona de alerta intermediário, com entre 60% e 80% de ocupação, estão Goiás (78%), Mato Grosso (79%), Rio de Janeiro (67%), Rondônia (64%) e Roraima (70%).

No caso dos dois estados da Região Norte, que antes estavam fora da zona de alerta, a Fiocruz avalia que a elevação da taxa se deve à redução de leitos de UTI covid-19 para adultos no SUS, “provavelmente em um processo de gerenciamento de leitos frente à queda na demanda, e não ao aumento de leitos ocupados”.

Entre as capitais, Goiânia (92%) e Rio de Janeiro (97%) estão com taxas de ocupação na zona de alerta crítico, situação que se mantém há semanas. Por outro lado, 19 capitais estão fora da zona de alerta: Rio Branco (12%), Manaus (54%), Belém (44%), Macapá (29%), Palmas (53%), Teresina (39%), Fortaleza (53%), Natal (34%), João Pessoa (19%), Recife (39%), Maceió (25%), Aracaju (43%), Salvador (38%), Belo Horizonte (57%), Vitória (36%), São Paulo (43%), Florianópolis (31%), Porto Alegre (59%) e Brasília (59%). As demais estão na zona de alerta intermediário.