Ministério das Comunicações vai enviar mais antenas de emergência da Telebras para atender Defesa Civil e prefeituras no RS
No total, são 83 antenas portáteis da empresa estatal no estado

No total, são 83 antenas portáteis da empresa estatal no estado (Foto: Divulgação)

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, anunciou nesta quinta-feira (9), em Porto Alegre (RS), que foram enviadas mais 50 antenas emergenciais para atender a Defesa Civil e prefeituras no Rio Grande do Sul, com o objetivo de viabilizar a retomada de serviços públicos para a população. Além disso, mais equipamentos podem ser enviados, conforme a demanda das autoridades locais. No total, são 83 antenas portáteis da empresa estatal no estado.

“O Ministério das Comunicações está coordenando uma grande força-tarefa, que envolve todos os atores do setor, para restabelecer a comunicação, pois ela ajuda a salvar vidas. A Telebras está fazendo a sua parte. Já enviou dezenas de antenas que estão servindo conectividade via satélite para hospitais de campanha, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. E vamos mandar mais quantas antenas forem necessárias”, disse Juscelino.

Os aparelhos já estavam sendo utilizados para apoio às equipes de resgate, centros de Comando de Crise, hospitais de campanha e abrigos com internet de banda larga nas regiões atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, e agora serão aplicadas para mais usos.

Nas cidades de Eldorado do Sul e Arroio do Meio, quatro antenas da Telebras, empresa vinculada ao Ministério das Comunicações, são as únicas formas de comunicação existentes para as ações humanitárias.

Três delas estão em Eldorado do Sul, distribuídas entre a secretaria municipal de Saúde, Corpo de Bombeiros e no hospital de campanha do Exército Brasileiro.

Universidades particulares ampliam área da saúde após a pandemia
Mackenzie é eleito o melhor de sua categoria pela quarta vez em pesquisa Datafolha

Publicado inicialmente na Folha de S.Paulo. Leia aqui.

Área da saúde se manteve firme durante a pandemia e viu demanda por profissionais aumentar (Ilustração: Fido Nesti)

O interesse de universitários por carreiras da área da saúde tem se ampliado nos últimos anos, especialmente após a pandemia.

Dados da Educa Insights e da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) mostram que o número de ingressantes em carreiras de saúde nas instituições particulares cresceu cerca de 146% entre 2015 e 2022 —nos cursos em geral, o aumento foi de 76%.

“Há uma maior demanda por profissionais de saúde”, afirma Celso Niskier, diretor-presidente da Abmes. “Naturalmente as universidades tentam acompanhar isso: quem não tem esses cursos busca criá-los.”

Entre as carreiras mais procuradas, Niskier destaca a medicina e a psicologia. “Estudantes do ensino básico também estão sofrendo com questões de saúde mental, e isso abre um mercado ainda maior para esse tipo de profissional”, diz ele.

No caso da medicina, o imbróglio quanto à abertura de novos cursos gera uma demanda reprimida, de acordo com o representante da Abmes. Momentaneamente parado, o tema está em julgamento no STF.

Niskier atribui a falta de vagas em faculdades de medicina no país à imigração de universitários para vizinhos na América do Sul, como a Argentina, onde há 20 mil brasileiros cursando a carreira.

Uma das universidades com interesse em formar médicos é o Mackenzie, que aguarda o processo de tramitação no MEC. A instituição construiu um novo prédio, de 6.300 m², no campus de Alphaville e pretende renovar seu portfólio de opções para graduação, que pode incluir psicologia e fisioterapia.

Hoje, os alunos da unidade cursam direito, administração, ciência da computação ou sistemas de informação.

Dos R$ 42 milhões investidos na construção do prédio, R$ 17 milhões foram destinados a laboratórios para saúde, incluindo instalações voltadas para medicina e enfermarias.

“Há um sonho antigo do Mackenzie de dedicar a área de Alphaville a vocações do campo da saúde”, diz Marco Tullio Vasconcelos, reitor da instituição presbiteriana. A universidade particular foi considerada a melhor de sua categoria na pesquisa Datafolha, com 23% das menções espontâneas.

Segundo Vasconcelos, a quarta vitória seguida no levantamento é fruto da constante modernização tecnológica e estrutural dos campi. Neste ano, foram inaugurados três novos laboratórios na faculdade de engenharia, por exemplo, que pela primeira vez teve mais estudantes ingressantes do que formandos.

Outro fator que explica a popularidade entre as classes A e B —contempladas pela pesquisa— é a proximidade do Mackenzie com o mercado e a indústria, seja institucionalmente, seja através dos professores, muitos dos quais dividem a docência com atuação profissional.

“Temos parcerias com grandes empresas nacionais e estrangeiras, que vêm olhar o que temos e, às vezes, até montam showrooms dentro dos nossos laboratórios”, acrescenta o reitor.

Também impulsionados pela pandemia, os cursos EAD têm se expandido dentro das instituições. O Mackenzie tem cerca de 4.500 alunos distribuídos entre 15 opções de graduação a distância, entre licenciaturas e tecnólogos.

A maioria das pessoas que optam pelo EAD, diz Vasconcelos, são mais velhas, já têm emprego e estão cursando a segunda graduação. No presencial, predominam os estudantes com idade entre 17 e 26 anos.

Elizabeth Guedes, presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) e membro do Conselho Nacional de Educação, chama atenção para o interesse de pequenas faculdades em oferecer apenas ensino a distância.

Ela critica as instituições que produzem conteúdo online sem base em um projeto pedagógico. “Eu acho que esse modelo tem perna curta, porque o que vence no final é a qualidade.”

Gasto de empresas com plano de saúde não vai quebrar ninguém, diz Appy
Secretário extraordinário da Reforma Tributária diz que 'estão criando tempestade em copo d'água' nas discussões sobre o tema

Publicado inicialmente pela Folha de S.Paulo. Leia aqui.

O secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, em audiência no Senado (Foto: Agência Senado)

O secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, rechaçou, nesta sexta-feira (26), as críticas de alguns empresários sobre trecho da proposta que impede as empresas de aproveitarem o crédito do imposto pago nas despesas com plano de saúde.

“Quando eu pago o meu funcionário e ele compra um plano de saúde, ele vai ser tributado. [Quando] uma empresa do Simples contrata um plano de saúde para os seus funcionários, ela vai ser tributada e não vai ter crédito. Aí, uma empresa do regime regular contrata um plano de saúde e recebe o crédito. Por que eu tenho que desonerar o consumo de plano de saúde? Quem se beneficia do plano de saúde é o empregado e a família do empregado”, disse Appy em evento organizado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).

“Por que eu tenho que desonerar quando o plano de saúde é contratado por uma empresa do lucro real ou presumido e não desonero quando é contratado por uma empresa do Simples e não desonero quando é contratado pela pessoa física?”, acrescentou.

O secretário abordou o tema após ser questionado por um dos executivos que estavam na plateia de que a não utilização do crédito nesse caso causaria impactos na áreas saúde e maior pressão no SUS (Sistema Único de Saúde).

A reforma tributária tem como base a criação de um modelo de tributação chamado de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que incide de forma não cumulativa, gerando um crédito para a próxima empresa na cadeia de produção. A empresa pode descontar o que já foi pago e recolher o imposto sobre a diferença.

Mas, no caso dos planos de saúde, as empresas não poderão aproveitar esse crédito, assim como gastos com seguro de vida.

Essa exclusão gerou críticas de vários executivos e é vista como uma das mais polêmicas do projeto de lei que regulamenta a reforma tributária apresentado pelo Ministério da Fazenda nesta semana.

Appy argumenta que a decisão de uma empresa de ofertar plano de saúde aos seus funcionários representa uma remuneração indireta; ou seja, sem ligação direta com a atividade da empresa.

Os tributos pagos na contratação de seguro contra acidente de trabalho, por outro lado, poderão ser abatidos no recolhimento da empresa, uma vez que têm a ver com a atividade exercida por ela.

“[Esse impedimento] não vai quebrar ninguém, vou ser bem claro aqui. Se hoje tem alguma distorção que gera uma vantagem competitiva para o plano coletivo, em detrimento do plano individual, essa distorção vai deixar de existir; esse é o princípio da neutralidade […] tenho certeza absoluta de que todo mundo vai continuar tendo direito ao plano de saúde”, disse Appy. Segundo ele, os críticos da medida “estão criando uma tempestade em um copo d’água”.

De acordo com a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), a impossibilidade de as empresas aproveitarem o crédito do imposto pago nas despesas com plano de saúde atrapalha o setor. “A gente está indo em sentido contrário do mundo. O mundo ou isenta ou coloca alíquota zero no plano de saúde quando se fala em IVA”, diz Gustavo Ribeiro, presidente da associação.

“O absurdo é que uma reforma tributária que visa desburocratizar, numa área tão sensível como é a área de saúde vem burocratizando e onerando mais. O norte deveria ser facilitar a vida do cidadão”, acrescenta.

Os planos de saúde, por sua vez, serão tributados em regime específico. A base de cálculo será uma espécie de margem, obtida a partir da diferença entre prêmios e contraprestações pagas pelos usuários e os gastos com cobertura.

A alíquota será a mesma aplicada aos serviços de saúde, equivalente a 40% da cobrança de referência. O governo estimou uma alíquota média de 26,5% —se confirmada, a alíquota reduzida ficaria em 10,6%.

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) entregou ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (24) a primeira proposta de regulamentação da reforma tributária (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

Imposto Seletivo

Ainda no evento desta sexta, Appy disse que o imposto seletivo, que incide sobre produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, tem natureza extrafiscal e não arrecadatória.

“Ele é desenhado para ser extrafiscal; as pessoas não entenderam isso. Sessenta por cento da arrecadação do imposto seletivo, que é federal, vai para estados e municípios. Quem é que vai querer usar, com fins arrecadatórios, o imposto do qual ele tem o ônus de cobrar e fica com 40% da arrecadação? Não faz sentido querer usar o imposto seletivo para fins arrecadatórios”, afirmou.

O governo incluiu no escopo desse tributo a aquisição de veículos, aeronaves e embarcações. Para o Executivo, a inclusão se justifica porque eles são “emissores de poluentes que causam danos ao meio ambiente e ao homem”.

Empresários, porém, temem que o imposto incida mais de uma vez sobre um mesmo bem ao longo da cadeia produtiva, gerando possível cumulatividade. O moderador do evento da Amcham, por exemplo, questionou Appy sobre a possibilidade de o aço utilizado na produção de um veículo ser alvo do imposto, assim como a venda do próprio veículo.

“A incidência é monofásica, agora mineral é uma coisa, carro é outra. Quem colocou os minerais na base do imposto seletivo foi o Congresso Nacional. Foi o Senado Federal e foi mantido na Câmara dos Deputados. Não foi o governo que colocou isso, nunca defendemos isso”, disse o secretário.

Atendimento personalizado em laboratórios é chave para experiência mais humanizada
Fleury e Lavoisier são os laboratórios favoritos dos paulistanos, mostra pesquisa Datafolha

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Fleury e Lavoisier ficam em primeiro lugar na categoria “laboratórios de análise” do prêmio O Melhor de São Paulo (Ilustração: Fido Nesti)

Laboratórios de análise buscam humanizar a jornada de saúde dos pacientes com a oferta de produtos, serviços e ações personalizadas, que vão além dos exames diagnósticos.

“Uma abordagem mais individualizada significa considerar não apenas os resultados dos testes, mas também as características únicas de cada paciente”, diz Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica).

Para melhorar a experiência de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) durante os atendimentos, o Lavoisier inaugurou uma sala especial, projetada com iluminações e cores suaves, com o objetivo de reduzir a carga sensorial do ambiente.

O laboratório oferece também uma cartilha aos pacientes com autismo, que explica todo o processo da coleta de sangue em forma de história em quadrinhos.

Segundo Aline Giovanetti, diretora regional de diagnósticos da Dasa, responsável pelos laboratórios Lavoisier, Delboni Auriemo e Salomão Zoppi, entre outros, a previsibilidade ajuda a tranquilizar os pacientes durante o exame.

“Todo o fluxo e o processo foram pensados com especialistas para ajudar a minimizar os impactos desse atendimento. As respostas têm sido muito positivas”, afirma.

No Fleury, as gestantes recebem atendimento personalizado durante todo o período da gravidez. Além dos exames laboratoriais e de imagem, comuns do pré-natal, o laboratório disponibiliza um serviço de consultoria domiciliar aos casais que estão esperando bebê.

“Nós vamos até a casa dos pais treiná-los em diversos conhecimentos, desde a troca de fraldas, banho, alimentação, primeiros cuidados e adaptação da casa para a chegada do novo bebê”, explica Patrícia Maeda, presidente da unidade de negócios B2C (negócios direto com os clientes) do grupo Fleury.

Segundo Maeda, o laboratório quer criar serviços que ajudem os clientes em novos momentos da vida. “A marca Fleury não é uma marca como no passado, de exames laboratoriais. Hoje ela é uma marca de medicina e saúde”, afirma.

Os laboratórios Fleury e Lavoisier foram eleitos pelo público paulistano como os melhores de São Paulo, com 18% e 16% das respostas na pesquisa Datafolha, respectivamente.

Ainda neste ano, o Fleury planeja lançar uma ferramenta digital de agendamento e interação com os clientes.

“Estamos sempre muito atualizados, tanto em relação às tecnologias e disponibilização de novos serviços, quanto ao acolhimento e satisfação do cliente. Essas duas características são cruciais para esse reconhecimento e valorização em relação à escolha da marca”, diz Maeda.

No grupo Dasa, as ferramentas de relacionamento com os pacientes ajudam a driblar a baixa adesão à realização de exames, com o envio de lembretes de consulta personalizados a pacientes de grupos específicos —como mulheres acima dos 40 anos, diabéticos e cardiopatas.

Giovanetti afirma que 20% das mulheres comparecem para colocar os cuidados em dia após o contato do
laboratório.

No caso dos cardiopatas, 18% retornam para fazer os exames de rotina. A ação permite que doenças graves sejam detectadas de forma precoce e, consequentemente, que o tratamento seja iniciado com antecedência.

“Estamos no dia a dia do paulistano com muita excelência, qualidade e tradição. Somos uma marca que tem intimidade com o público. Nossos colaboradores conseguem desenvolver essa proximidade”, afirma
Giovanetti.