A Med-Rio Check-Up implantou e a se adequou à Lei Geral de Proteção de Dados, antecipando em um ano o ingresso da lei que protege dados sensíveis. No fim de abril, o governo federal adiou a entrada em vigor da Lei Geral da Proteção dos Dados Pessoais (LGPD), de agosto deste ano para maio de 2021. A LGPD rege como os órgãos estatais e as empresas devem tratar os dados e informações pessoais dos cidadãos brasileiros, inclusive os que são coletados pelo uso de internet ou das redes sociais.
Líder brasileira em medicina preventiva, a Med-Rio Check-up realizou, desde 1990, mais de 150 mil check-ups médicos em executivos, homens e mulheres, das maiores empresas do país. A partir de uma equipe médica multidisciplinar, com 12 especialidades, complementados com exames de imagens de ponta, métodos gráficos e análises laboratoriais, em 24 horas úteis após os check-ups, os clientes recebem em seus celulares, a partir do download do aplicativo exclusivo, os resultados.
A Med-Rio agrega uma equipe médica de ponta, constituída por vários professores universitários, utilizando equipamentos de alta tecnologia e modernizados constantemente, apresenta um laboratório para as análises clínicas com excelência no mercado e, permanentemente investe em inovação. Tudo em um ambiente moderno, confortável e seguro. Cada detalhe da prestação de serviço é observado com lupa, desde o café da manhã que é organizado pelo consagrado chef Roland Villard, até os vestiários que foram organizados por um hotel cinco estrelas. Assim, a empresa, constantemente, investe na segurança e na satisfação do cliente, oferecendo uma estrutura que não deve em nada às grandes clínicas dos principais centros urbanos do mundo.
Para evitar o crescimento dos litígios provocado pela epidemia do novo coronavírus, empresas, clientes e Judiciário devem buscar uma forma de incrementar a mediação. Essa foi a tese defendida por especialistas durante debate online na TV ConJur.
Participaram da discussão o desembargador Cesar Cury, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro; Pedro Benedito Batista Jr. médico e diretor-executivo da Prevent Senior; Pablo Meneses, vice-presidente de Operações e Relacionamento da Qualicorp; e Paulo Sardinha, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). A mediação foi feita por Carlos Tedesco, jornalista da EuroCom.
O pano de fundo foi o aumento das disputas levadas ao Judiciário durante a situação de calamidade, assim como a previsão de crescimento dos litígios depois que a epidemia passar.
11 milhões
O desembargador Cesar Cury deu uma ideia do cenário no TJ-RJ: a corte já tem mais de 11 milhões de processos. “São esperados novos pedidos de recuperação judicial em torno de 60%. Os processos em relações de família também aumentaram muito, assim como as tutelas de urgência. A média tá em torno de 60%, alguns setores com um pouco mais, outros com um pouco menos”, afirma.
Ele acredita, no entanto, que com medidas de conciliação e mediação é possível diminuir o número de litígios. “De uns anos para cá, vimos uma convergência de discursos [entre as partes dos processos e o Judiciário] e um encontro de pontos em comum para tratar dessa super judicialização”.
Paulo Sardinha também comentou a necessidade de diminuir as disputas judiciais. De acordo com ele, a judicialização não é boa para ninguém e apenas as saídas negociadas serão capazes de gerar reequilíbrio entre as partes.
“Se entregarmos nossas discussões à Justiça, teremos um longo e penoso caminho que não irá atender a ninguém na sociedade. Devemos trabalhar com a renegociação, em todas as áreas — negociação e mediação. Teremos que olhar para a mediação com muito carinho, para reconstruir as relações que se romperam”, diz.
Planos de saúde
As operadoras de planos de saúde também viram de perto o aumento no número de ações. Os litígios, segundo Pablo Meneses, fizeram com que muitas empresas do setor adotassem mecanismos para ouvir melhor os clientes.
“Estamos tentando diminuir as disputas por meios alternativos de resolução de conflitos, criando canais internos. Se nosso cliente tem algum problema, ele entra em contato conosco. Também temos uma ouvidoria, que funciona como canal recursal. Além disso, buscamos corrigir nossos erros. As organizações erram, mas podem errar uma vez, não devem repetir o erro”.
Ainda de acordo com ele, evitar a judicialização é melhor para a empresa e para o cliente. “É necessário buscar a conversa. A organização precisa observar seus erros e dar ao cliente o que lhe é de direito. Por outro lado, se não for responsabilidade da empresa, é necessário ver que ela tem razão”, afirma.
Pedro Benedito diz que o aumento dos processos parte da percepção, por parte dos clientes, de que eles não estão sendo corretamente assistidos e que suas necessidades não estão sendo atendidas.
“Mais de 80% dos pacientes que procuram a judicialização não tiveram contato com os profissionais da empresa ou buscaram apenas vias de suporte. É preciso utilizar a tecnologia como forma de adequar a proximidade com o paciente. A proximidade das operadoras, das associações e do Judiciário é uma necessidade clara”, diz.
O escritor Nelson Rodrigues registrou em diversas crônicas sua paixão pelo Fluminense. Autor de textos e peças teatrais célebres, talvez nem ele conseguisse prever até onde chegaria o amor pelo time futebol, que provoca reações inexplicáveis. Foi o que se viu no Hospital de Campanha Lagoa-Barra. Internado desde o dia 14 de maio, vindo da UPA de Jacarepaguá, Anselmo Corado do Cea, 59 anos, chegou em estado grave e já no primeiro dia precisou ser entubado.
Torcedor do Fluminense, ele foi mantido na ventilação mecânica desde então e submetido, no último dia três, a traqueostomia. Ele começou a apresentar melhora progressiva. E, neste sábado (20), enquanto era levado pela equipe médica para um banho de sol no solário, o médico Rafael Pottes, por saber que ambos compartilham a mesma paixão pelo Tricolor das Laranjeiras, revelou que ele só acordou quando foi comentado que o Fred havia retornando ao Fluminense. Em vídeo que registrou o passeio, Anselmo repete o gesto que eternizou as comemorações do artilheiro, quando jogava corações para a torcida tricolor. Se ainda fosse vivo, Nelson Rodrigues poderia relembrar uma de suas célebres frases para comentar essa bela história. “Pode-se identificar um Tricolor entre milhares, entre milhões. Ele se distingue dos demais por uma irradiação específica e deslumbradora.”
O vídeo foi enviado à família e o irmão do paciente postou em uma rede social, marcando o time do Fluminense e o próprio Fred. O atacante viu a publicação e, não só a replicou, como enviou uma mensagem carinhosa ao paciente que é muito querido por todos no hospital. E, neste domingo, dando mais uma prova do excelente processo de recuperação, foi retirada a traqueostomia. “Nossa expectativa é de que logo ele possa retornar para casa e poder voltar acompanhar os jogos do Fluminense e vibrar com os gols do Fred”, destaca o diretor da unidade, Werner Scheinpflug.
Montado em um terreno do governo do Estado do Rio ao lado do 23º Batalhão da Polícia Militar, o Hospital de Campanha Lagoa-Barra é resultado de um investimento total de R$ 55 milhões e é voltado exclusivamente para atender pacientes com Covid-19 que são encaminhados pela Secretaria Estadual de Saúde. A Rede D’Or, também responsável pela construção e gestão da unidade, arcou com R$ 35 milhões e R$ 20 milhões foram custeados pela Bradesco Seguros, Lojas Americanas, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e Banco Safra em partes iguais.
Um dos graves problemas diante de um quadro de pandemia é o colapso do sistema de saúde. Com o alto número de pacientes, faltam leitos, equipamentos e profissionais para atender toda a demanda. Uma melhor gestão do ambiente de emergência dentro de um hospital, realizando uma avaliação mais rápida e eficaz do quadro do paciente, pode ajudar nesse cenário. Pensando nessa questão, a startup Caren fechou uma parceria com Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para desenvolver um sistema de triagem online que está sendo implementado na emergência do Hospital de Clínicas.
“ferramenta funciona da seguinte forma: ao chegar na emergência, o paciente responde a um questionário online de triagem. Após o término, ele recebe uma nota de urgência, com a possibilidade de estar ou não com a Covid-19 e espera ser chamado. O gestor médico vai estar na outra ponta da plataforma e receberá as informações do paciente, entendendo melhor seu estado de saúde e podendo assim avaliar a prioridade no atendimento. O sistema otimiza o trabalho dos profissionais porque com a Caren é necessário apenas de uma pessoa para a tomada de decisão e encaminhamento dos pacientes. “A identificação de casos suspeitos e prioridades é feita automaticamente pelo sistema e vários pacientes podem responder a triagem simultaneamente, o que gera um enorme ganho de eficiência”, destaca Thiago Bonfim, CEO da Caren.
O sistema de triagem online desenvolvido para o HC teve uma grande colaboração do corpo médico do Hospital e do time de tecnologia da Unicamp e foi pensado para que a interação ocorra dentro da área de emergência. É um sistema de triagem que separa pacientes suspeitos de pacientes saudáveis e que gera uma fila por ordem de prioridade, de forma automática.
A Caren já atua junto às Secretarias de Saúde nos municípios de Campos dos Goytacazes, Resende e São João de Meriti, no Rio de Janeiro. Recentemente, a startup lançou uma plataforma de autoavaliação gratuita de Coronavírus – www.coronavirus.caren.app/ – que interage direto com o usuário final, sendo a primeira ação B2C (business to consumer) da empresa. Em menos de 1 mês, foram quase 3 milhões de acessos.
Seguindo os parâmetros do Ministério da Saúde, a ferramenta online utiliza um chatbot, programa de inteligência artificial que se comunica através de mensagens de texto, para coletar as informações dos usuários, através de perguntas e respostas. Os dados recolhidos são tratados a partir do que determina o Ministério da Saúde. Ao final do teste, o internauta pode entender melhor o estado de saúde e saber se deve ou não procurar por um atendimento clínico.