Dengue infantil: prevenção e rápida procura médica são essenciais para combate eficaz
Apesar do número de casos, pediatra da Rede D’Or confia no protocolo e afirma: “Estamos muito preparados para superar mais esse desafio”

O Rio de Janeiro está passando por uma nova onda de contaminação por arboviroses, em especial o vírus da dengue, que já registrou 84 mil novos casos nos dois primeiros meses do ano; a doença se espalhou pelo estado em diversos municípios e por todas as faixas etárias. Entretanto, para o pediatra João Henrique Macedo, chefe da UTI pediátrica do Hospital Jutta Batista, as famílias estão mais bem informadas e preparadas para combater o vírus. “Existe ainda mais conhecimento por parte dos pais sobre prevenção e da importância de procurar a emergência o quanto antes. Nós, profissionais, estamos ao lado da população e muito preparados para superar mais esse desafio”, afirma o pediatra, que destaca o protocolo seguido pelos hospitais como parte essencial do processo de tratamento.

O protocolo, que pode ter alterações entre as unidades, segue a base do Ministério da Saúde e foca na detecção precoce, na classificação de risco do paciente – variando entre as classes “A” e “D”, e na orientação médica seguida da liberação. No caso do Hospital Jutta Batista, observa-se uma grande procura por atendimento precoce, antes que o vírus possa evoluir no organismo da criança e gerar casos graves. “A atenção preliminar na emergência pediátrica e a aderência aos protocolos possuem uma resposta muito positiva ao tratamento na maioria dos casos”, enfatiza João Henrique, lembrando que até em casos de maior gravidade a tendência é uma melhora completa do paciente.

Para identificar a contaminação precocemente, é preciso os cuidadores prestarem atenção no comportamento da criança, caso ele fuja do habitual ou apresente intercorrências. Em crianças menores que ainda não se comunicam, deve-se prestar atenção na queda de atividades, bem como a letargia ou cansaço elevado. Já em pacientes mais velhos, é comum a reclamação de dores de cabeça, nos olhos, sonolência e, em alguns casos, o aparecimento de manchas causando irritação. Em ambas situações, o recomendado é procurar a emergência o quanto antes para realização do exame adequado, que varia de acordo com o tempo que os sintomas apareceram. “A doença viral é limitada e tem seus dias determinados, mas saber qual o estágio da doença enfrentando nos permite orientar melhor a família”, explica o profissional.

Atuante também na outra grande onda de casos de dengue, em 2008, João Henrique trata com tranquilidade o aumento no número de casos e é confiante na superação do vírus novamente. “Quem vivenciou de perto da última grande epidemia de dengue consegue perceber a diferença. A existência de preceitos, o maior entendimento do mecanismo de funcionamento da doença, as classificações do Ministério da Saúde; são diversas ações que vêm daquela época e atualmente estão estabelecidas dentro da saúde”, explica o profissional, que destaca: “Podem contar conosco”.

Vacinação é essencial para o futuro

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS) ampliou na última segunda-feira (04) o programa de vacinação infantil contra a dengue, abrangendo, agora, crianças de 10 a 12 anos. A importância da vacinação vai além da prevenção momentânea contra a dengue, porque os efeitos dessa ação dificilmente serão sentidos na atual onda de contaminação. “O benefício imunológico da vacina é inegável, por isso a recomendamos. Mas a grande diferença será observada no próximo ciclo do vírus, é algo para nos preparar ainda mais para o futuro”, finaliza João Henrique Macedo.

Páscoa especial para todos

Arthur Barbé recebeu seus brindes na última sexta-feira.

O Hospital Pediátrico Jutta Batista, em Botafogo, vai deixar a Páscoa dos pequenos pacientes mais doce. As crianças que estão internadas na unidade receberão biscoitos com formato de coelho e diversos brindes interativos, como canecas e ovos estampados, e desenhos de coelhos de páscoa para colorir. “Essas datas são especiais porque temos a oportunidade de fazer algo diferente e transformar o dia dessas pessoas. Sabemos o quanto difícil para uma criança estar no hospital, ainda mais longe da família em datas tão festivas. Tudo é feito para que elas sintam acolhidas e entrem nesse clima especial e comemorativo”, conta Cleyde Vanzillotta, diretora do Hospital. A unidade também preparou surpresas para os funcionários: haverá um cardápio especial no domingo e será sorteada uma deliciosa cesta de chocolates.

Corrida para o bem-estar

 

 

Da Redação

O Hospital Niterói D’Or vai patrocinar, pelo segundo ano consecutivo, a Corrida e Caminhada GAM FÊNIX, que acontecerá na orla de Boa Viagem, na Zona Sul do município. O evento será neste domingo (24), em comemoração ao aniversário do Grupamento Aeromóvel (GAM) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, e contará com percursos de 4 e 8 quilômetros, onde o público geral poderá acompanhar os militares na corrida, além de distâncias curtas para o público infantil.

Diretor geral da unidade, Bruno Queiroz ressalta que é sempre muito bom poder apoiar iniciativas que impactam positivamente a cidade, como é o caso da Corrida. Além de celebrar uma instituição que desempenha um trabalho sério e fundamental para a população, o evento ainda promove o convívio social, bem como a saúde física e mental. “Também é uma oportunidade de estarmos mais próximo dos niteroienses, participando de uma ação que dissemina a prática de atividades físicas, algo fundamental para o nosso bem-estar”, destaca.

Cirurgia pioneira na troca de válvula do coração é destaque de seminário que começou hoje no Rio de Janeiro
Realizado no Hospital São Luiz Itaim, em São Paulo, procedimento foi o primeiro a ser realizado na América Latina. Valve in Rio chega a sua 4ª edição

Vinícius Esteves, Cleverson Zukowski e Olga Souza, coordenadores da 4ª edição do VALVE IN RIO (Foto: EuroCom)

Da Redação

Acontece entre hoje e amanhã (sexta-feira), no Hotel Fairmont, em Copacabana, a 4ª edição do VALVE IN RIO. Promovido pela Cardiologia D’Or, o evento reúne renomados cardiologistas nacionais e estrangeiros para debater os principais avanços nos tratamentos intervencionistas minimamente invasivos das doenças valvares do coração. São mais de 100 palestrantes, incluindo 22 médicos da Europa e das Américas do Norte e do Sul. Presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Heitor Vieira Assad esteve presente na abertura e destacou a importância desse evento para a medicina do estado. “O evento é de extrema relevância, pois reúne profissionais de reconhecida robustez de conhecimento. Isso mostra a pujança da Rede D’Or e a importância do Rio de Janeiro”, afirma o médico.

O envelhecimento da população vem exigindo uma atenção cada vez maior com a saúde do coração. Conforme o avançar da idade, é esperada uma degeneração das quatro válvulas, que garantem a circulação correta do sangue. Um mau funcionamento pode exigir que o coração faça um esforço maior para bombear o sangue. Estudos apontam, por exemplo, que de 3% a 5% da população pode apresentar algum grau de acometimento da válvula aórtica, a partir dos 65 anos.

Segundo Vinicius Esteves, um dos coordenadores do Simpósio, entre os destaques da programação estão os avanços de técnicas na intervenção da válvula tricúspide. Considerada por anos como a “válvula esquecida”, por não ter tido tanta atenção em estudos e pesquisas como a mitral e a aórtica, a tricúspide tem sido abordada em novos procedimentos cirúrgicos. Um dos destaques da programação será justamente a apresentação de uma cirurgia pioneira de troca de válvula tricúspide por cateter. O procedimento, realizado em fevereiro deste ano no Hospital São Luiz Itaim, em São Paulo, abre novos horizontes para pacientes idosos que desenvolvem insuficiência tricúspide. É o caso de uma paciente de 79 anos, a primeira a passar pela cirurgia. Responsável pelo procedimento, Esteves explica que, sem a intervenção, as perspectivas da paciente eram bem reduzidas. “Chegaria um momento em que os medicamentos não teriam mais efeito e, muito provavelmente, sofreria um quadro de insuficiência cardíaca irreversível”, relata. A expectativa é que retome rotinas que antes eram impeditivas, como sair para andar.

Evento receberá 22 palestrantes estrangeiros (Foto: EuroCom)

A cirurgia também é um exemplo dos avanços em procedimentos minimamente invasivos. O cateter é introduzido através de um pequeno furo preferencialmente na veia jugular direita, localizada na região do pescoço, e serve de veículo para transportar até o coração o dispositivo que será implantado no coração. “É uma técnica tão eficaz e segura quanto a cirurgia convencional, mas bem menos agressiva”, diz o coordenador do evento.

Presidente da Cardiologia D’Or, Olga Souza ressalta que, em paralelo às mesas, também haverá workshops para capacitar os profissionais que realizam a ecocardiografia, exame fundamental para o sucesso de uma cirurgia cardíaca, bem como de enfermagem em intervenção estrutural. “Teremos espaço para que os participantes dos seminários e workshops possam se atualizar discutindo casos concretos com alguns dos melhores profissionais do mundo”, celebra.

VALVE IN RIO

Dias: 14 e 15 de março
Local: Hotel Fairmont – Av. Atlântica, 4240 – Copacabana – Rio de Janeiro
Inscrições: https://www.valveinrio.com/