Saúde Inovadora – Unimed Nacional do Futuro
Primeira edição do Unimed Nacional do Futuro reúne mais de 700 colaboradores para fomentar a cultura da inovação na cooperativa

Matéria publicada no Blog do Corretor.

Por Unimed Nacional

Oxigenação da cultura, impulsionamento da inovação e inspiração e capacitação das pessoas. Esses foram os resultados da primeira edição do Unimed Nacional do Futuro, evento que aconteceu de 6 a 10 de novembro, em São Paulo, e cujo objetivo foi promover o tema da inovação num ambiente de troca e aprendizado para os colaboradores da Unimed Nacional (UN) conectando-os com o futuro da saúde.

A cooperativa, 6a maior operadora de planos de saúde do país, ofereceu diversas atividades aos mais de 700 inscritos no evento. Entre elas, palestras, painéis, apresentações de cases, oficinas e visitas a hubs de inovação.

Uma das visitas aconteceu no InovaHC, hub de inovação do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo (USP). O In.cube, por exemplo, programa de apoio à inovação em saúde do hub, está recebendo um aporte de R$1,3 milhões da UN para fomentar parcerias com startups. Atualmente, 16 projetos foram selecionados e estão em fase de incubação. Outras imersões aconteceram no hub Braskem Cazoolo Lab e no Cubo, do Itaú.

Na terça-feira, 7, ao longo da programação do dia, houve a palestra de Rodrigo Murta: “Inteligência artificial e a arte de gptear”. Com quase uma década de trabalho com inteligência artificial, Murta é cofundador e CEO da Looqbox, uma startup inovadora que facilita a busca de informações dentro das organizações por meio da utilização de linguagem natural.

Ao longo da semana, em meio às mais de 25 atividades propostas, aconteceu um painel sobre “Como gerar inovação a partir de megatendências” e uma oficina de “Construção prática de protótipos”.

Para estimular a participação dos colaboradores, a presença nas atividades, a apresentação de conteúdo e o engajamento na TáAqui, plataforma da Unimed Nacional para o público interno, contavam pontos que foram convertidos em unicashes, programa de cashback da cooperativa.

“Faz parte do nosso DNA investir em tecnologia, digitalização e inovação”, afirma Luiz Paulo Tostes Coimbra, presidente da Unimed Nacional. “Eventos como esse, que será anual, são fundamentais para fomentarmos essa cultura dentro da cooperativa.”

Desde 2020, a UN possui um núcleo de inovação denominado Célula Tronko, que atua com foco em novos modelos de negócios; transformação digital e eficiência operacional; e cultura de inovação e empreendedorismo corporativo. Alinhada com o propósito inovador, a Unimed Nacional foi a primeira operadora de saúde a fechar parceria com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups).

Bebês e gestantes precisam de comidas leves e mais líquido no calor
Inchaço nas pernas é um dos problemas, sobretudo no fim da gravidez

Da Agência Brasil

Na gestação, a temperatura corporal da mulher aumenta aproximadamente meio grau e, em dias mais quentes, isso pode causar grande incômodo para a futura mamãe, pois o calor excessivo provoca inchaço e pode deixá-la mais cansada, principalmente no último trimestre da gravidez. O alerta é da médica Célia Regina Silva, vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro.

Em um quadro de temperaturas elevadas, como as que o Brasil vive no momento, Célia Regina disse que é essencial tomar bastante água e manter uma alimentação saudável, incluindo refeições  mais frias, como saladas e frutas.

“
Geralmente, o inchaço é causado pela compressão do útero sobre os vasos responsáveis pelo retorno do sangue das pernas ao coração. A circulação é ainda mais prejudicada quando esses vasos são dilatados pelo calor. Para prevenir o problema, as gestantes precisam alterar as posições corporais durante o dia. Se as pernas estiverem muito inchadas, é recomendável deixá-las elevadas por um tempo.” Para a mulher que trabalha em pé ou sentada, a médica aconselha não ficar parada mais do que uma hora.

Também vice-presidente da associação, o obstetra Renato Sá ressaltou que, no caso da gestante de risco habitual, que não tem comorbidades, a preocupação é com a hidratação, que tem que ser a adequada, porque as mulheres grávidas têm dificuldade para controlar a pressão. “Todo mundo já viu grávidas desmaiando, especialmente em condições de calor”, disse o médico. Por isso, é preciso que elas mantenham uma hidratação melhor.

No momento atual, em que os brasileiros enfrentam temperaturas muito elevadas, existem dois problemas: excesso de calor e baixa umidade do ar. A tendência é a pessoa desidratar bem mais. “E isso é para gestantes e para todo mundo.”

Comorbidades

Tem é preciso ter atenção as gestantes que têm comorbidades, entre as quais, a questão da pressão arterial e pré-eclampsia. “Porque aí não é só a questão da hidratação, mas como ela vai ser feita e qual repercussão que o calor pode ter na pressão arterial da grávida”, destacou Renato Sá. Esta pode ser uma situação em que a grávida precisa consultar o médico do pré-natal para saber se terá que mudar alguma coisa em sua conduta.

Segundo o médico, outro ponto nevrálgico é que mulheres grávidas têm tendência maior à infecção urinária. Ele advertiu que a baixa hidratação aumenta o rico de infecção urinária e que isso pode ser muito grave para uma gestante, levando até a uma infecção generalizada, ou septicemia. “A mulher precisa de um cuidado maior ainda em relação à hidratação, que todo mundo pode ter, mas por esse ponto específico da infecção urinária”, acrescentou.

As mulheres que já tiveram o bebê, as lactantes, precisam de mais hidratação ainda, porque 90% do leite materno é água. “Se ela não beber bastante líquido, não conseguirá produzir leite adequadamente”. No caso do bebê, percebe-se que o controle de temperatura é muito frágil e ele desidrata com muita facilidade. Basicamente, a nutrição e alimentação de um bebê é leite materno. Por isso, a lactante tem que ter uma produção bem adequada para suprir tanto as necessidades nutricionais quanto de hidratação da criança, explicou Renato Sá.

O médico não recomenda que se tome refrigerante em vez de água. “Isso não é interessante, porque, no caso da grávida, por exemplo, ela pode ter diabetes gestacional. E há a situação calórica, às vezes também de sucos. Não é o mais adequado. O mais adequado é água mesmo. A recomendação é hidratar, preferencialmente com água”.

As grávidas e lactantes devem evitar também bebidas com cafeína. “Não estão proibidas, mas devem ser evitadas”. A orientação do obstetra é hidratação, preferencialmente com água. Se ela quiser uma fruta, o ideal é que coma, em vez de fazer suco, que tem mais caloria.”

Crianças

De acordo com a médica Tania Sih, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o principal problema que as temperaturas elevadas podem provocar nos bebês e crianças é a hipertermia, quando o corpo fica com temperatura mais elevada do que normal.

Quando a família não tem aparelho de ar condicionado, a orientação é manter janelas e portas abertas para que o ar circule, ou ventilador de teto. “Quanto mais o ar circula, melhor”. Em segundo lugar, crianças e adultos têm que se hidratar. Mesmo que o menor não peça, devem ser oferecidos a ele líquidos a cada 15 ou 20 minutos, recomendou a pediatra.

“Se for dar algum alimento à criança, de preferência, não dê nada seco, como galinha assada, por exemplo, porque seca a garganta. A comida deve ser mais molhada”. Segundo Tania, uma boa opção são frutas com bastante líquido, como melancia. “E vá alternando água e sucos com alimentos mais líquidos.”

Creme no corpo

Também é aconselhável hidratar a pele da criança. “Eu deixaria a criança, de preferência, só de fraldinha, de pé descalço, só de camiseta. E não esquecer de passar um creme hidratante. Importante também é a criança não ir para a rua, mas ficar dentro de casa, “com janela aberta, ar-condicionado ou ventilador de teto ligado.”

Para a médica, não há problema em tomar gelados, como sorvetes. Para evitar que o nariz seque muito, pelo menos quatro vezes por dia, os pais devem usar soro fisiológico ou borrifar um spray de higiene nasal sem corticoides no nariz da criança. Os lábios devem receber manteiga de cacau. E não se deve esquecer de quando for aplicar o creme hidratante, aplicar também na orelha, na parte externa que encontra o cabelo, para evitar rachaduras e infecções.

Tania Sih recomendou ainda que as mães passem a mão úmida na cabeça dos filhos, de modo a umedecer o couro cabeludo. “A criança tem que estar com creme hidratante no corpo, sem esquecer a orelha, com manteiga de cacau nos lábios e tomar líquidos para que a boca fique úmida por dentro, e o nariz tem que estar hidratado com qualquer sorinho fisiológico de conta-gotas ou de spray“, reforçou.

A médica enfatizou que é bom a criança ficar só com a fralda, pezinhos descalços, correndo dentro de casa à vontade, sem sair lá fora, porque “ali o mormaço é muito mais forte”. Estes seriam os principais cuidados a serem tomados em situações de temperatura muito elevada, além dos alimentos que se transformam em água com facilidade, como melancia e frutas. “E bastante suco e água”. A temperatura dos líquidos pode ser gelada, sem problema nenhum, reiterou.

Caminho para a excelência em salvar vidas
Hospital Copa D’Or recebe prêmio internacional por uso de Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO); em pouco mais de dois anos, 24 pacientes já utilizaram o dispositivo

O Centro ECLS (Suporte de Vida Extracorpóreo) do Hospital Copa D’Or recebeu da Organização de Suporte de Vida Extracorpóreo (ELSO) o prêmio Silver Level ELSO Award Recipient. O certificado premia os hospitais que se caracterizam por adotarem processos que promovem excelência no cuidado dos pacientes que utilizam a Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO) como tratamento para doenças cardíacas ou pulmonares. Desde agosto de 2021, quando foi classificado como Centro de ECMO pela ELSO, o Copa D’Or já utilizou o dispositivo em 24 pacientes: 14 para auxílio pulmonar, e outros 10 para suporte cardíaco. Em 2024, o hospital será o terceiro no Brasil e o primeiro no Rio de Janeiro a alcançar o certificado Silver.

O suporte respiratório é utilizado em pessoas com doença ou falência pulmonar que necessitem de auxílio que vá além da ventilação mecânica. Nesses casos de refratariedade, a ECMO funciona puxando o sangue do paciente, oxigenando através da membrana e devolvendo ele ao corpo para as veias, agindo como um “pulmão externo”. Em casos de falência cardíaca, a ECMO drena o sangue, oxigena-o e devolve para dentro de uma artéria, dando suporte hemodinâmico ao doente.

O dispositivo funciona como suporte essencial em casos de pacientes que aguardam por transplante ou por recuperação do órgão doente. Para decidir utilizar o dispositivo, é necessário avaliar se ele servirá como uma dessas pontes. No caso de pacientes com doenças pulmonares, como pneumonia ou asma, a ECMO é utilizada até que o órgão se recupere completamente e possa voltar a trabalhar sem auxílio. Já em pacientes com órgão em estado terminal, a ECMO funciona como ponte até o transplante, proporcionando que o doente possa aguardar mais tempo pelo órgão. Em casos de inviabilidade de recuperação do órgão acometido e ausência de perspectiva de transplante, a terapia não é aplicada.

O prêmio Silver, conquistado pela equipe do Copa D’Or, é o primeiro passo no caminho da excelência; a ELSO também premia as categorias Gold e Platinum, níveis de excelência progressivos. Até a última premiação, o Brasil tinha apenas um hospital com algum nível de certificação ELSO. A partir de 2024, serão apenas três hospitais no país inteiro, sendo o Copa D’Or o único do Rio de Janeiro. Diretora do programa ECMO do hospital, Dra. Luciana Tagliari reforça a importância desse reconhecimento: “O prêmio reflete o resultado do  trabalho dedicado de uma grande equipe e qualifica ainda mais os programas de  transplante de pulmão e de coração do Hospital Copa D’Or”.

Inteligência Artificial no SUS será tema de palestra global sobre câncer

Segunda maior causa de mortes no mundo, o câncer tira a vida de mais de 10 milhões de pessoas anualmente segundo dados da OMS, ficando atrás apenas dos problemas cardiovasculares. Para conscientizar sobre o inevitável aumento no número de casos e promover soluções, a London Global Cancer Week, patrocinada pelo Institute of Cancer Research, em Londres, vai reunir os principais oncologistas e pesquisadores do mundo para debates e palestras no mês de novembro. O evento contará com a participação do brasileiro Daniel Herchenhorn, coordenador científico do Oncologia D’Or, que vai apresentar, à distância, dados inéditos sobre o uso da Inteligência Artificial no Sistema Único de Saúde brasileiro.
Amanhã (14 de novembro) o oncologista apresentará dados que refletem a desigualdade no diagnóstico e tratamento da doença de próstata no Brasil, refletindo no diagnóstico tardio e nos diferentes tratamentos ofertados. Os dados de mais de 700 mil pacientes estão sendo coletados e tabelados por Inteligência Artifical de forma a facilitar sua leitura e permitir um estudo mais detalhado sobre como mudar o cenário no país e no mundo. “A ideia é que, no futuro, possamos analisar esses dados em outros tumores e assim consigamos debater como resolver essa desigualdade”, destaca Herchenhorn.
Daniel Herchenhorn, do Oncologia D’Or.