Startup EVOLV e Opy Health exploram a combinação entre Inteligência Artificial, Internet das coisas e redes privadas no 9° Fórum InfraFM Hospitais
Empresas apresentaram o case de sucesso com tecnologias para limpeza sob demanda, monitoramento de Facilities e manutenção hospitalar

A startup EVOLV e a Opy Health, concessionária que opera os serviços não clínicos do Hospital Delphina Aziz, em Manaus, apresentaram o case de sucesso “Limpeza sob demanda, monitoramento de Facilities e manutenção hospitalar por tecnologias IoT e IA”, no 9° Fórum InfraFM Hospitais, que aconteceu nos dias 30 e 31 de agosto. O projeto promove a conectividade nos processos básicos de estruturas hospitalares, desde as tradicionais rondas sequenciais de limpeza, que podem ser otimizadas com base nos dados obtidos por pequenos sensores de infravermelho que monitoram o fluxo de pessoas em ambientes em tempo real, até sistemas inteligentes de monitoramento da saúde de equipamentos, auxiliando na manutenção preditiva.

Na ocasião, os palestrantes abordaram ainda o futuro do Facilities Management (FM) com o avanço das tecnologias e como é possível planejar a implementação da Inteligência Artificial (IA). O CEO da EVOLV, empresa especializada em soluções de IoT e IA para o mercado de Facilities e Manutenção, Leandro Simões, e a coordenadora de Serviços Hospitalares da Opy Health, Cristiane Souza de Carvalho Silva, foram palestrantes do evento. De acordo com Cristiane, a tecnologia possibilita mais agilidade, produtividade, qualidade e diminuição de custos. “O nosso objetivo principal é aumentar a qualidade do serviço e, consequentemente, a satisfação dos usuários, que está totalmente alinhado com o Jeito Opy de Ser e Fazer”, afirma.

Para Simões, participar de um fórum especializado no setor de Saúde, debater soluções para um público específico é gratificante. “Apresentar nosso case da Opy Health, que inclusive já foi vencedor do Prêmio Referências da Saúde de 2022, mostra o nosso diferencial no mercado”, complementa.

O Fórum Infra FM Hospitais contou com a presença de 180 participantes e trouxe insights sobre estratégias utilizadas pelo setor para otimizar o uso de energia, água e outros recursos.

6 dicas para controlar a compulsão alimentar

O transtorno de compulsão alimentar é uma doença mental caracterizada por episódios em que a pessoa consome grandes quantidades de alimentos, muitas vezes até o ponto de desconforto físico. Não é uma escolha, é uma doença, e, como tal, necessita de tratamento. Embora não haja uma “cura” definitiva, há várias estratégias que podem ajudar a controlar este comportamento. Uma das mais notáveis é o consumo equilibrado de proteínas, que pode ajudar na saciedade e controle da necessidade de comer.

Priscila Gontijo, nutricionista da Puravida, destaca que o primeiro passo é entender o motivo pelo qual acontece o descontrole. “Da próxima vez que você atacar a geladeira, pense no que está sentindo. É fome? É tédio? É tristeza? É uma mania? Somente identificando a emoção por trás é possível começar o processo de controle”, explica ela.

Um estudo do “Journal of Clinical Nutrition” sugere que um consumo adequado de proteínas ajuda a promover a saciedade e controlar a compulsão alimentar. “As proteínas têm um efeito térmico maior que carboidratos e gorduras, o que significa que seu corpo gasta mais energia para digerir. Isso pode contribuir para uma sensação mais prolongada de saciedade”, diz a nutricionista.

Nesse quadro, a profissional de saúde aponta seis dicas para tentar controlar a compulsão:

Evite comer de 3 em 3 horas: espere a fome chegar para se alimentar, mas não passe longos períodos sem comer. A dica é criar um cronograma com café da manhã, almoço e jantar, além dos lanches intermediários.

Alimentos ricos em fibras: frutas, verduras e hortaliças são ricas em fibras e podem ajudar na sensação de saciedade. Isso acontece porque a ingestão amplia a saciedade, reduzindo a vontade e o volume dos alimentos consumidos.

Hidrate-se: beber água não só mantém seu corpo saudável, mas também pode ajudar a controlar a fome. A ingestão também é uma forma de amenizar a sensação de vazio no estômago que o paciente compulsivo pode sentir com mais frequência. Caso o paciente tenha dificuldade, uma solução pode ser as águas saborizadas ou sucos.

Evite alimentos industrializados: esses produtos são geralmente ricos em açúcares e gorduras, e pobres em fibras, contribuindo para o aumento do ciclo da fome.

Pratique atividades físicas: além dos benefícios para a saúde física, o exercício libera endorfinas, que ajudam a manter a saúde mental.

Atenção à saúde mental: muitas vezes, a compulsão alimentar é um sintoma de outros problemas como ansiedade, tristeza ou depressão. É fundamental procurar ajuda profissional para um diagnóstico e tratamento adequados.

“A compulsão alimentar é uma batalha diária, mas com o apoio adequado, é possível virar o jogo”, conclui Priscila Gontijo. O tratamento adequado pode incluir ajuda de profissionais como clínicos gerais, nutrólogos, psiquiatras e endocrinologistas.

Distrito Federal investiga 42 casos suspeitos para febre maculosa
Saúde registra 104 casos notificados da doença este ano

Da Agência Brasil

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal investiga 42 casos suspeitos de febre maculosa. Ao todo, a pasta registra 104 casos notificados da doença este ano, sendo que 62 foram descartados.

Em nota, a secretaria destacou que, para que os casos possam ser confirmados ou descartados, é necessário que sejam feitas duas coletas de exames, com duas semanas de intervalo entre elas, o que causa demora na avaliação.

“Salientamos, no entanto, que o DF não é uma área endêmica e não possui casos confirmados da doença há 20 anos”, diz a secretaria em nota.

A doença

A febre maculosa é causada pela picada de carrapatos infectados com a bactéria Rickettsia rickettssi quando o artrópode permanece aderido ao hospedeiro por um período de 4 a 6 horas.

De acordo com classificação da Secretaria de Saúde, é uma doença infecciosa febril aguda de gravidade variável, podendo manifestar desde quadros leves até formas graves da doença.

Os casos suspeitos devem ser notificados de forma compulsória às autoridades locais. O registro precisa ser feito por meio da Ficha de Investigação de Febre Maculosa do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Transmissão

No Brasil, os principais vetores são os carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. sculptum, conhecido como carrapato estrela; A. aureolatum e A. ovale. Entretanto, potencialmente, qualquer espécie de carrapato pode albergar a bactéria causadora da febre maculosa, incluindo o carrapato de cachorro, por exemplo.

Os sintomas incluem febre; dor de cabeça intensa; náuseas e vômitos; diarreia e dor abdominal; dor muscular constante; inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e na sola dos pés; gangrena nos dedos e orelhas; paralisia dos membros, que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões, causando parada respiratória.

Prevenção

Dentre as orientações para prevenção da doença está o uso de roupas claras, para ajudar a identificar o carrapato, uma vez que ele é escuro; o uso de calças, botas e blusas com mangas compridas ao caminhar em áreas arborizadas e gramadas; evitar andar em locais com grama ou vegetação alta; o uso de repelentes contra insetos; verificar se você e seus animais de estimação estão com carrapatos.

Caso encontre um carrapato aderido ao corpo, a secretaria pede que ele seja removido com uma pinça. “Não aperte ou esmague o carrapato, mas puxe com cuidado e firmeza. Depois de remover o carrapato inteiro, lave a área da mordida com álcool ou sabão e água. Quanto mais rápido retirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença. Após a utilização, coloque todas as peças de roupas em água fervente para a retirada dos insetos”, recomenda.

Tratamento

O tratamento oportuno da febre maculosa é considerado essencial para evitar formas mais graves da doença. “Assim que surgirem os primeiros sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para avaliação médica. O tratamento é feito com antibiótico específico. Em determinados casos, pode ser necessária a internação da pessoa”, destacou a secretaria.

O tratamento é empregado por um período de 7 dias, devendo ser mantido por 3 dias após o término da febre. A falta ou demora no tratamento da febre maculosa pode agravar o caso, podendo levar ao óbito.

Só vacinação pode manter febre amarela longe das cidades
Doença, em sua forma silvestre, não pode ser erradicada

Da Agência Brasil

Antes que sanitaristas como Vital Brazil e Oswaldo Cruz liderassem mudanças no cenário da saúde pública no Brasil, no final do século 19 e início do século 20, o país tinha uma fama assustadora no exterior: “Túmulo de estrangeiros”. O motivo era a enorme quantidade de doenças infecciosas que incidiam de forma epidêmica sobre sua população, causando milhares de vítimas.

Entre elas, uma das mais temidas era a febre amarela urbana, arbovirose cuja letalidade ainda hoje pode beirar os 50% em casos graves. Somente na capital federal da época, o Rio de Janeiro, a doença matava mais de mil pessoas por ano no início do século 20.

Os esforços para combater essa doença incluíram uma caça aos mosquitos e fizeram com que ela fosse eliminada em 1942. O que trouxe maior resultado para manter essa conquista, porém, foi a vacinação, desenvolvida em 1937 e disponível no calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que completa 50 anos em 18 de setembro. A indicação para as aplicações é aos 9 meses e aos 4 anos de idade. Acima dos 5 anos, a recomendação é de apenas uma dose.

A vacina contra a febre amarela utilizada pela rede pública é produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e também pela farmacêutica Sanofi Pasteur, que fornece tanto para o PNI quanto para as clínicas privadas. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, as duas têm perfis de segurança e eficácia semelhantes, estimados em mais de 95% para maiores de 2 anos.

Doença não vai desaparecer

Apesar do sucesso no caso da febre amarela urbana, a doença em sua forma silvestre não pode ser erradicada. O vírus causador da febre amarela não depende dos seres humanos para continuar existindo – ele infecta primatas e outros mamíferos em florestas, onde é transmitido pelo mosquito Haemagogus sabethes. Esses mosquitos também picam humanos que entram nas matas, e o risco é que, com o retorno dessas pessoas às cidades, elas sejam picadas por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que podem fazer o vírus voltar a circular em áreas urbanas.

A coordenadora da Assessoria Clínica de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Lurdinha Maia, ressalta que, por esse motivo, é preciso que a cobertura vacinal contra a doença seja mantida em todo o país, uma vez que o ecoturismo, a pesca, o desmatamento e outros fatores têm aumentado o contato entre o ser humano e os mosquitos que transmitem a febre amarela silvestre.

“O Brasil é um país endêmico. Isso significa que a gente não vai acabar com a febre amarela. Ela está nas matas. Em 1942, a gente acabou com a febre amarela urbana, mas ainda é um risco, principalmente porque hoje há muitas entradas nas matas”, afirma.

“Anteriormente, o Programa Nacional de Imunizações preconizava a vacinação em vários estados e dizia que não era obrigatório no Nordeste. Mas, o PNI já atualizou o calendário de vacinação e todo o Brasil tem a recomendação de ser vacinado contra a febre amarela.”

Ser um país endêmico faz com que alguns países só permitam a entrada de viajantes brasileiros que apresentem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), com registro de dose aplicada no mínimo dez dias antes da viagem.

Hemorragias

O vírus da febre amarela demora de três a seis dias incubado no corpo. Quando a infecção gera sintomas, os mais comuns são febre, dores musculares com dor lombar proeminente, dor de cabeça, perda de apetite, náusea ou vômito. A maioria das pessoas melhora em até quatro dias.

Uma pequena parte dos pacientes, porém, evolui para um segundo estágio da doença, 24 horas após essa melhora. A febre alta retorna, e a infecção afeta o fígado e os rins. Por isso, um sintoma comum nessa fase é a icterícia (“amarelamento” da pele e dos olhos), urina escura e dores abdominais com vômitos.

A letalidade entre esses pacientes é elevada, e metade dos que apresentam essas complicações morre em até dez dias. A doença evolui até causar hemorragias graves, com sangramentos a partir da boca, nariz, olhos ou estômago.

Uma dificuldade para os serviços de saúde é diagnosticar a febre amarela em seus estágios iniciais. É comum que seja confundida com malária, leptospirose, hepatite viral, ou outras febres hemorrágicas, como a dengue.

Por todos esses motivos, a infectologista Eliana Bicudo destaca que a doença é uma ameaça de saúde pública grave, e que a vacinação precisa ser objeto de atenção da população.

“Qualquer pessoa não imunizada está ameaçada pela febre amarela, porque ela tem alta letalidade. Um número bem grande de pacientes vem a óbito.”

Contraindicações

A vacina da febre amarela é eficaz e segura, mas utiliza a tecnologia do vírus atenuado, o que significa que restringe seu uso às pessoas com boa capacidade imunológica. O Ministério da Saúde contraindica essa vacina para: crianças menores de 9 meses de idade; mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade; pessoas com alergia grave ao ovo; pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350; pessoas em tratamento com quimioterapia/ radioterapia; e pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).

Caso essas pessoas vivam ou precisem se deslocar para áreas de maior risco de transmissão, é necessário que profissionais de saúde façam uma avaliação de risco-benefício, uma vez que as complicações ao adoecer podem ser ainda mais graves. Essa avaliação também deve ser feita para a vacinação de pessoas com 60 anos ou mais contra a doença.

“A vacina de febre amarela é um exemplo clássico de como uma vacina pode controlar uma doença. Esse é um dado histórico. Até 2017, a gente entendia que a febre amarela no Brasil estava restrita a algumas regiões. Mas tivemos alguns surtos relacionados à febre amarela silvestre associados a parques na periferia de São Paulo. Ao entrarem naqueles parques, os homens contraíram a febre amarela”, descreve a infectologista.

“A partir desse evento, a gente entende que o Brasil é um país endêmico e que a imunização não deve ser só em áreas como o Centro-Oeste ou a região amazônica. O Programa Nacional de Imunizações incluiu para todo o Brasil a vacina da febre amarela no primeiro ano de vida.”

Além da vacinação, a prevenção da febre amarela deve contar com os esforços para conter outras arboviroses, como a dengue e a zika. Deve-se evitar que água parada fique exposta em lugares públicos, casas e estabelecimentos empresariais, para que os mosquitos vetores desses vírus não a utilizem como criadouro.