Profissionais da enfermagem fazem ato por valorização da categoria
Cerca de 150 pessoas participaram de caminhada em Brasília

Da Agência Brasil

Profissionais da enfermagem se reuniram, neste domingo (21), em Brasília, em um ato pela valorização das categorias que atuam no setor. A caminhada encerrou a 84ª Semana Brasileira de Enfermagem, com o objetivo de mostrar a importância do trabalho das equipes multidisciplinares no cuidado em saúde e para a humanização do atendimento à população.

O evento foi organizado pela Associação Brasileira de Enfermagem Seção DF (Aben-DF), Sindicatos dos Enfermeiros do DF (SindEnfermeiro-DF), Sindicato dos Técnicos em Enfermagem (Sindate-DF) e Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF). Cerca de 150 enfermeiros, enfermeiras, técnicos e técnicas e estudantes de enfermagem participaram da caminhada.

Para o SindEnfermeiro-DF, o momento é de celebrar as conquistas acumuladas pela categoria e “renovar as energias para as novas lutas”. Entre elas, estão a cobrança por mais recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e a vigilância pelo pagamento do piso salarial da categoria.

No último dia 12 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei abrindo crédito especial de R$ 7,3 bilhões para o pagamento do novo piso nacional dos trabalhadores da enfermagem. A medida, entretanto, enfrenta resistência de estados e municípios que alegam que os recursos ainda não são suficientes.

Em setembro do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso suspendeu o piso salarial nacional para esclarecimentos sobre o impacto financeiro da lei que instituiu o valor. Na última semana, Barroso liberou o pagamento, após a abertura do crédito especial.

O novo piso para enfermeiros contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é de R$ 4.750, conforme definido pela Lei nº 14.434/2022. Técnicos de enfermagem recebem, no mínimo, 70% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). O piso vale para trabalhadores dos setores público e privado.

Entretanto, na decisão, o ministro entendeu que estados e municípios devem pagar o piso nacional da enfermagem nos limites dos valores que receberem do governo federal. Segundo os estados, o impacto nas contas locais é de R$ 10,5 bilhões e não há recursos para suplementar o pagamento.

No caso da rede privada, diante do risco de demissões, o piso também deve ser pago, mas poderá ser negociado coletivamente entre empresas e sindicatos da categoria. Para os profissionais que trabalham para o governo federal, o piso deverá ser pago integralmente.

Dados do Conselho Federal de Enfermagem contabilizam mais de 2,8 milhões de profissionais do setor no país, incluindo 693,4 mil enfermeiros, 450 mil auxiliares de enfermagem e 1,66 milhão de técnicos de enfermagem, além de cerca de 60 mil parteiras.

Campanha quer ampliar em 5% doação de leite materno no país
Atualmente, 55% dos bebês prematuros recebem leite humano

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (18) a Campanha Nacional de Doação de Leite Humano, com a meta de ampliar em 5%, em 2023, a oferta de leite materno a bebês prematuros ou de baixo peso internados em UTIs e que não podem ser amamentados pelas próprias mães.

Com esse percentual, será possível atender, pelo menos, 60% da demanda por leite humano, o equivalente a 245,7 mil litros. Atualmente, 55% dos bebês prematuros ou de baixo peso recebem leite humano.

Em 2022, foram coletados 234 mil litros de leites, que alimentaram 222 mil recém-nascidos. No total, 197 mil mulheres fizeram doações no período.

Segundo o ministério, o leite humano reduz em até 13% a mortalidade de crianças menores de 5 anos por causas evitáveis. “Um agravante é que os estoques dos bancos de leite costumam cair durante as férias escolares ou de feriados prolongados. Historicamente, os primeiros meses do ano são os que têm o menor número de doações. Por isso, a importância da campanha ser realizada no primeiro semestre. Esta ação não pode se encerrar na campanha”, explicou Sônia Venâncio, coordenadora de Saúde da Criança e do Adolescente do Ministério da Saúde.

A coordenadora acrescentou que o leite humano diminui o tempo de internação dos recém-nascidos prematuros e com baixo peso, risco de infecções nos hospitais e compra de fórmulas infantis. Outra meta é buscar a autossuficiência dos bancos de leite humano do país. Somente o banco do Distrito Federal é autossuficiente.

A campanha marca o Dia Nacional de Doação de Leite Humano, celebrado nesta sexta-feira (19).

O Brasil é o país com a maior rede de bancos de leite humano do mundo, com 227 unidades e 240 postos de coleta distribuídos por todos os estados, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além de coletar, processar e distribuir leite, os bancos e postos oferecem assistência a mulheres na prática do aleitamento materno.

Como doar leite materno

O Ministério da Saúde reforça que qualquer quantidade de leite pode ser doada. Um pote de 200 ml, por exemplo, serve para alimentar até dez bebês prematuros ou com baixo peso. Toda mulher que está amamentando é uma potencial doadora. É preciso estar em condição saudável e não estar tomando medicação que interfira na amamentação.

Para saber a localização de um banco de leite humano, basta ligar para o número 136 ou acessar o site da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.

Saúde incorpora ao SUS dois medicamentos contra anemia
Remédios devem estar disponíveis no sistema público em até 180 dias

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) dois medicamentos para tratamento da anemia. A previsão é que a ferripolimaltose e a carboximaltose férrica estejam disponíveis no sistema público de saúde em até 180 dias.

Segundo a pasta, a ferripolimaltose é indicada para o tratamento da anemia por deficiência de ferro e intolerância ao sulfato ferroso, enquanto a carboximaltose férrica é indicada para adultos com anemia por deficiência de ferro e intolerância ou contraindicação aos sais orais de ferro.

A anemia é uma doença que causa a redução da concentração de hemoglobina, proteína responsável por transportar o oxigênio pelo sangue. Crianças, gestantes, lactantes, meninas adolescentes e mulheres adultas em fase de reprodução são os grupos mais afetados.

“O Ministério da Saúde reforça que somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios para tratamento”, destacou a pasta.

Unimed Nacional desenvolve programa para melhorar gestão da rede de atendimento Unimed
Programa fortalece a qualidade assistencial do Sistema Unimed, presente em 90% do território nacional

Da Redação

Equilibrar os custos assistenciais, sem prejuízo para a qualidade do atendimento, é um dos principais desafios da saúde suplementar. Em 2022, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o setor registrou um aumento de custos em torno de R$ 8 bilhões em comparação com o ano anterior. Para o presidente da Unimed Nacional, Luiz Paulo Tostes Coimbra, é preciso que o setor busque soluções em conjunto, que visem a sustentabilidade da saúde suplementar. Ele cita como exemplo o Programa de Qualificação da Rede do Sistema Unimed (PQRS).

Sexta maior operadora de saúde do país, a Unimed Nacional atua na gestão assistencial direta de cerca de 2 milhões de clientes de sua carteira, e de mais 2,6 milhões de beneficiários de outras Unimeds, localizados em uma das cidades consideradas sua área de atuação – Salvador, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Itabuna e Ilhéus, na Bahia; Luziânia (GO); São Luís (MA); Brasília (DF); São Paulo e ABC (SP).

Como o core business da cooperativa são planos de saúde para grandes empresas nacionais e multinacionais espalhadas pelo território nacional, aproximadamente 1,3 milhão dos seus clientes também são atendidos por outras Unimeds.

Essa troca de atendimento que há entre o Sistema Unimed é chamada Intercâmbio Nacional. E para garantir que os clientes da Unimed Nacional tenham um padrão de qualidade assistencial em todas as Unimeds que buscarem por atendimento, desenvolveu o Programa de Qualificação de Rede para o Sistema Unimed (PQRS).

O objetivo do programa é compartilhar os dados assistenciais dos clientes da cooperativa nacional e, em parceria com as Unimeds, propor a adequação/otimização dos custos e o aprimoramento da qualidade do atendimento.

Luiz Paulo enfatiza que as iniciativas são pensadas caso a caso, considerando a realidade de cada Unimed e que são questões pertinentes ao setor saúde. Por isso, ele acredita que a abrangência do Sistema Unimed ajude com que o programa tenha reflexos no setor, de uma forma geral. “O objetivo final do PQRS é justamente melhorar a gestão da saúde suplementar, e pretendemos usar a força do cooperativismo para isso”, afirma o presidente.

Para 2023, após implementação e consolidação no ano passado, a expectativa é de que se dê um novo passo, adotando soluções disruptivas e bonificando as cooperativas que cumprirem os índices de performance estabelecidos. “O PQRS veio para fortalecer a sustentabilidade do Sistema Unimed, por meio de uma análise criteriosa de cenário e buscando, em conjunto, estabelecer iniciativas que promovam a eficácia assistencial para os clientes.”, ressalta Luiz Paulo.