Audiência sobre greve da enfermagem no Rio termina sem acordo
Enfermeiros, auxiliares e técnicos protestaram em frente ao TRT-RJ

Da Agência Brasil

A audiência de conciliação entre enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem e os hospitais e casas de saúde do Rio de Janeiro terminou sem acordo na manhã desta segunda-feira (13). As categorias estão em greve por tempo indeterminado pelo cumprimento do piso nacional da enfermagem e realizaram um protesto na Avenida Presidente Antônio Carlos, em frente à sede do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ).

“Não vai ter arrego. Se você não paga o piso, você não vai ter sossego”, gritavam os manifestantes, que também traziam faixas e cartazes defendendo o piso, que foi aprovado pelo Congresso Nacional, porém suspenso pelo Supremo Tribunal Federal após ação ajuizada pela Confederação Nacional de Saúde, que reúne 90 sindicatos que representam hospitais, clínicas e empresas privadas do setor da saúde.

A lei aprovada no Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República estabelece que os enfermeiros devem receber pelo menos R$ 4.750 por mês; os técnicos de enfermagem, no mínimo R$ 3.325; e auxiliares de enfermagem e parteiras, R$ 2.375.

Nova audiência

Diante da falta de consenso, o presidente da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic) do TRT-RJ, desembargador Cesar Marques Carvalho, determinou a realização de uma nova audiência na próxima sexta-feira (17), às 10h.

Participaram da audiência o Sindicato dos Hospitais Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Município do Rio de Janeiro, as empresas Vivo Rio e RioSaúde e o Município do Rio de Janeiro.

Os representantes dos trabalhadores também pedem reajuste salarial, por causa da perda do poder de compra com a inflação dos últimos anos, e cobram que o direito de greve seja respeitado, sem que os trabalhadores em greve sofram assédio. Uma proposta formal das categorias com essas demandas deve ser juntada aos autos em um prazo de 24 horas, segundo O TRT-RJ.

Já os sindicatos patronais acusam a paralisação de ser abusiva e responsável por graves riscos à saúde da população. As empresas e o município do Rio lembram ainda que a lei que determina o piso da enfermagem foi suspensa por decisão do STF.

O desembargador que presidiu a audiência determinou que, ao longo desta semana, sejam assegurados os serviços essenciais à população, com, no mínimo, 60% de trabalhadores por plantão. O magistrado fixou multa diária de R$ 50 mil caso haja descumprimento.

As categorias de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem marcaram uma nova manifestação, em frente ao Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na próxima quarta-feira (13).

Saúde reforça importância de completar ciclo vacinal contra a covid-19
Quinta dose bivalente já está disponível a idosos e imunossuprimidos

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde reforçou a importância de completar o ciclo vacinal contra a covid-19. De acordo com a pasta, quem está com doses atrasadas pode ir a qualquer momento a um posto, com o cartão de vacinação.

No mês passado, o governo federal lançou o Movimento Nacional pela Vacinação, campanha que objetiva retomar o alto índice de cobertura vacinal no país.

Na primeira etapa, será aplicada a dose bivalente do imunizante, direcionada ao grupo prioritário de idosos acima de 70 anos, pessoas com imunossupressão, indígenas e quilombolas.

No entanto, o cidadão que ainda não completou o ciclo vacinal primário, com duas doses, ou não recebeu a terceira e quarta doses de reforço, também pode procurar unidades de saúde para ser imunizado. A vacinação desse grupo é realizada com vacina monovalente.

Segundo o ministério, a imunização completa é fundamental para manter a memória imunológica contra a covid-19.

De acordo com estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com 1,5 mil pessoas, após seis meses de imunização com a segunda dose, os anticorpos caíram entre os pesquisados. Com reforço na imunização, houve aumento considerável da proteção contra o coronavírus.

Vacina bivalente

Para tomar a vacina bivalente contra a covid-19, que previne contra as variantes mais perigosas do vírus, é necessário ter completado o ciclo vacinal de quatro doses, respeitando um intervalo de quatro meses desde a última recebida.

Em março, o governo pretende expandir a dose bivalente para toda a população acima de 12 anos de idade.

Prejuízo de operadoras de saúde e baixo crescimento no número de beneficiários colocam em risco a saúde suplementar
Desafios do setor serão debatidos em evento virtual do InLags

 

Paulo Marcos avalia que sustentabilidade da saúde suplementar está em risco

 

Da Redação

 

Na próxima quarta-feira (15) será realizada mais uma edição do Diálogos InLags, dessa vez para debater o futuro da saúde suplementar no Brasil, expondo os desafios frequentes da área e as necessidades crescentes, como a modernização e a volta da confiança de investidores. Conselheiro do Instituto Latino Americano de Gestão de Saúde (InLags) e moderador do evento, Paulo Marcos Senra, aponta que o cenário atual, marcado pelo prejuízo declarado das operadoras de saúde no último ano; a falta de crescimento de clientes em relação ao crescimento populacional e o aumento de empregados terceirizados e microempreendedores individuais nas empresas, colocam em risco a sustentabilidade do setor.

Paulo Marcos relata que os planos têm registrado um crescimento discreto do número de beneficiários perto da expansão populacional e tampouco consegue alcançar o pico de 53 milhões em 2014. Além disso, o aumento dos microempreendedores individuais, MEI’s, e de empregados terceirizados, também faz com que menos empregados possuam acesso aos planos de saúde diretamente pela empresa, algo que gerava uma constância na área.

Clemente Nobrega será o palestrante do webinar

Outro fator preocupante, segundo o executivo, é a falta de mudanças no setor, que não está acompanhando a evolução tecnológica e social que a sociedade vem passando nos últimos anos: “As seguradoras de plano de saúde praticam ações do século passado, assinar documentos físicos, passar por filas no laboratório, esperar por consultas. Em um mundo que existe PIX, que transfere dinheiro imediato, sem papel, sem cópia, na saúde você depende de tanto trâmite e burocracia. O Brasil e o mundo mudaram tanto, as questões sociais mudaram, então por que a saúde suplementar seria a única a não mudar?”, questiona.

Estas questões vão estar no cerne da discussão do webinar, que também vai debater quais os caminhos que a saúde suplementar poderá seguir para sua continuidade. Entretanto, para Paulo, a não-evolução junto à medicina pode custar caro: “Tudo na vida tem um ciclo, e a saúde suplementar já cumpriu os 50 anos do ciclo. Existe uma teoria que diz que todo segmento ou produto que não cresce para atender ao crescimento da população, tende a desaparecer com o tempo”, afirma. Além do próprio Paulo Marcos, também irá participar da webinar o físico e pesquisador de inovação Clemente Nobrega. O evento começará às 18h e será transmitido pelo Youtube. As inscrições são gratuitas através do link https://www.sympla.com.br/evento-online/dialogos-inlags-a-saude-suplementar-tem-futuro/1909922

Prejuízo de operadoras de saúde e baixo crescimento no número de beneficiários colocam em risco a saúde suplementar
Desafios do setor serão debatidos em evento virtual do InLags

Da Redação

Paulo Marcos avalia que sustentabilidade da saúde suplementar está em risco

Na próxima quarta-feira (15) será realizada mais uma edição do Diálogos InLags, dessa vez para debater o futuro da saúde suplementar no Brasil, expondo os desafios frequentes da área e as necessidades crescentes, como a modernização e a volta da confiança de investidores. Conselheiro do Instituto Latino Americano de Gestão de Saúde (InLags) e moderador do evento, Paulo Marcos Senra, aponta que o cenário atual, marcado pelo prejuízo declarado das operadoras de saúde no último ano; a falta de crescimento de clientes em relação ao crescimento populacional e o aumento de empregados terceirizados e microempreendedores individuais nas empresas, colocam em risco a sustentabilidade do setor.

Paulo Marcos relata que os planos têm registrado um crescimento discreto do número de beneficiários perto da expansão populacional e tampouco consegue alcançar o pico de 53 milhões em 2014. Além disso, o aumento dos microempreendedores individuais, MEI’s, e de empregados terceirizados, também faz com que menos empregados possuam acesso aos planos de saúde diretamente pela empresa, algo que gerava uma constância na área.

Outro fator preocupante, segundo o executivo, é a falta de mudanças no setor, que não está acompanhando a evolução tecnológica e social que a sociedade vem passando nos últimos anos: “As seguradoras de plano de saúde praticam ações do século passado, assinar documentos físicos, passar por filas no laboratório, esperar por consultas. Em um mundo que existe PIX, que transfere dinheiro imediato, sem papel, sem cópia, na saúde você depende de tanto trâmite e burocracia. O Brasil e o mundo mudaram tanto, as questões sociais mudaram, então por que a saúde suplementar seria a única a não mudar?”, questiona.

Clemente Nobrega será o palestrante do webinar

Estas questões vão estar no cerne da discussão do webinar, que também vai debater quais os caminhos que a saúde suplementar poderá seguir para sua continuidade. Entretanto, para Paulo, a não-evolução junto à medicina pode custar caro: “Tudo na vida tem um ciclo, e a saúde suplementar já cumpriu os 50 anos do ciclo. Existe uma teoria que diz que todo segmento ou produto que não cresce para atender ao crescimento da população, tende a desaparecer com o tempo”, afirma. Além do próprio Paulo Marcos, também irá participar da webinar o físico e pesquisador de inovação Clemente Nobrega. O evento começará às 18h e será transmitido pelo Youtube. As inscrições são gratuitas através do link https://www.sympla.com.br/evento-online/dialogos-inlags-a-saude-suplementar-tem-futuro/1909922.