Estão abertas as inscrições para o VII Congresso Internacional Oncologia D’Or

Estão abertas as inscrições para o VII Congresso Internacional Oncologia D’Or, que acontecerá nos dias 22 e 23 de novembro, no Windsor Oceânico, no Rio de Janeiro. Com o tema “Envelhecimento, Tecnologia e Inovação”, o evento reunirá palestrantes nacionais e internacionais, que irão discutir avanços recentes no diagnóstico e no tratamento das diferentes apresentações do câncer. A última edição registrou a presença de mais de 3,5 mil pessoas, entre médicos, profissionais de saúde e estudantes.

O coordenador Científico do Congresso, Daniel Herchenhorn, explica que a questão do envelhecimento é urgente dentro do campo da oncologia, pois estudos mostram que 70% dos casos de câncer incidem em pessoas com mais de 60 anos. No caso do Brasil, que vem registrando um salto no aumento da longevidade, a expectativa é de crescimento acentuado no número de casos de câncer nos próximos anos.

“É necessário discutir as melhores opções de diagnóstico e tratamento, para que possamos estar preparados para esse cenário. Infelizmente, pacientes idosos não são adequadamente representados em estudos clínicos, devendo ser abordados de forma mais individualizada e sempre acompanhados por uma equipe multidisciplinar”, avalia Herchenhorn.

Tecnologia e Inovação, e suas contribuições para diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes, completam os destaques desta edição do Congresso, que contará com a participação efetiva do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e do Open DOR na construção da programação.

A cada ano, o congresso vem crescendo na quantidade de temas abordados e no número de participantes. Todos os esforços são voltados para garantir que os congressistas tenham contato com os principais estudos que norteiam a oncologia mundial. No ano passado, o evento contou com mais de 300 palestrantes, incluindo 10 convidados internacionais, distribuídos em 21 módulos temáticos, que ocuparam dois andares e nove salas com palestras simultâneas. As inscrições podem ser feitas no site http://congressooncologiador.com.br/home/.

Hábitos de vida são fatores de risco para o câncer, alerta especialista

Segundo estudos, cerca de 50% das pessoas vivas hoje desenvolverão algum tipo de câncer ao longo da vida. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, somente em 2018, 9,6 milhões de pessoas tenham morrido em decorrência de algum tipo de câncer. Para além das novidades em tratamento e diagnóstico, é possível alterar esse cenário com mudança nos hábitos de vida das pessoas. É o que afirma a oncologista da Oncologia D’Or Rafaela Coelho Pozzobon. “A incidência de muitas doenças está relacionada aos hábitos de vida. A falta de uma alimentação saudável, o sedentarismo e o consumo de álcool e de cigarro são, por exemplo, fatores de risco de diversas complicações cardiovasculares. Mas isso também se aplica ao câncer”, alerta.

Ela cita o exemplo do tabagismo, que é a principal causa do câncer de pulmão, justamente o de maior incidência no mundo. “Há estudos que apontam que pelo menos 80% das mortes por câncer de pulmão são causadas pelo fumo”, destaca Rafaela. Ela também menciona uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e da Harvard University, indicando que cerca de 27% dos casos atualmente diagnosticados poderiam ser evitados com um estilo de vida mais saudável.

Estima-se, por exemplo, que o consumo de tabaco e álcool seja responsável por três em cada quatro casos de câncer de cabeça e pescoço. O consumo elevado de bebidas alcoólicas também é associado ao risco de desenvolver tumores no esôfago e fígado. O risco está diretamente relacionado à quantidade de álcool ingerida diariamente, sendo os cânceres de fígado, esôfago e orofaringe comprovadamente associados ao hábito.

Já a obesidade pode influenciar o surgimento do câncer de mama por alterar a quantidade de estrogênio produzido pelo organismo. Para os homens, o excesso de peso pode diminuir a produção do hormônio testosterona, o que pode influenciar no surgimento do câncer de próstata. E o aumento na produção de insulina causado pela obesidade pode estar relacionado ao aparecimento do câncer de cólon e reto.

“Isso significa dizer que ao adotarmos hábitos de vida saudáveis, além de melhorarmos a nossa qualidade de vida, reduzimos a chance do surgimento de vários tipos de câncer. É uma forma de prevenção que só depende da pessoa, ao contrário dos fatores genéticos e hereditários, sobre os quais não se tem qualquer controle”, observa a oncologista.

Ir ao médico regularmente, bem como realizar check-ups e exames preventivos periodicamente, explica Rafaela, também desempenham um importante papel na prevenção, pois mantém a pessoa atualizada sobre a sua saúde, e aumentam as chances de diagnóstico na fase inicial da doença. No caso das mulheres, a oncologista destaca a importância da ida anual ao ginecologista, de realizar o Papanicolau, além da vacinação contra o HPV. “São fatores fundamentais na prevenção no câncer ginecológico”, afirma.

Rafaela também observa que estimular hábitos saudáveis torna-se ainda mais urgente com o aumento da longevidade. Ainda segundo a OMS, a expectativa é que, em 2025, os casos de câncer aumentem em até 50% no país, principalmente pelo crescimento e pelo envelhecimento da população. “É uma questão que precisa estar na pauta do país, devido ao impacto na saúde”, alerta.

Paulinho Moska canta Raul Seixas para pacientes com câncer

O cantor e ator Paulinho Moska fará, no dia 02 de maio, às 14h, um pocket show na clínica da Oncologia D’Or, na Tijuca. Ele vai brindar pacientes, familiares e funcionários com a performance de canções do musical “Merlin e Arthur, um Sonho de Liberdade”. O espetáculo, em cartaz no Teatro Riachuelo, que recria a lenda do Rei Arthur, do mago Merlin e dos Cavaleiros da Távola Redonda, marca a estreia de Moska no teatro musical, fazendo o monarca britânico.

A apresentação faz parte do projeto “Tocado por Você”, que busca levar apoio e solidariedade através da música às pessoas que lidam com o desafio do tratamento contra o câncer. O repertório do espetáculo é composto por composições de Raul Seixas, como “Maluco Beleza”, “Mosca na Sopa” e “Metamorfose Ambulante”.

A iniciativa, da Oncologia D’Or, recebe inscrições de músicos voluntários, amadores ou profissionais, interessados em doar música como forma de apoio e carinho. A ideia é que você compartilhe um pouco do seu talento com quem está em tratamento na sala de quimioterapia. A música tem o poder de fazer aflorar as emoções, e trazer conforto para quem mais precisa. Se você tem algum talento musical, ou conhece alguém que queira participar, basta se inscrever na página www.oncologiador.com.br/portal/tocado-por-voce/.

Oncologista alerta sobre os perigos do câncer do colo de útero

Em janeiro, a cor verde piscina ganha destaque como parte da campanha internacional de conscientização das mulheres sobre a prevenção do câncer de colo do útero. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama e do cólon. Todo ano, surgem 16 mil novos casos e 5 mil mulheres morrem vítimas da doença no Brasil. Também é a quarta causa de morte por câncer de mulheres no país.

A oncologista da Oncologia D’Or Maria Del Pilar Estevez Diz observa que apesar da incidência da doença e das campanhas de conscientização ainda há muitas mulheres que desconhecem o que causa a doença e, assim, ignoram as formas de prevenção. A principal causa de câncer de colo do útero é a infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano). “A infecção por este vírus é uma doença sexualmente transmissível, que acomete grande número de adultos em algum momento de suas vidas. A persistência do HPV, por longos períodos de tempo, estimula o surgimento de alterações no DNA das células, podendo ser responsável pelo aparecimento do câncer”.

Ela alerta que a doença tem o desenvolvimento lento e, na fase inicial, costuma não apresentar sintomas. Por isso, é importante consultar o médico ginecologista periodicamente e realizar os exames de rotina anualmente. Quando diagnosticada em fase inicial, o sucesso do tratamento chega a 90%. “A melhor forma de detectar precocemente o câncer de colo de útero é indo anualmente ao ginecologista e fazendo os exames de rotina”, explica Pilar, observando que, em estágio avançado, o câncer pode provocar sangramento e corrimento vaginal, bem como dor na pelve ou durante as relações sexuais.

O uso de preservativo durante a relação sexual, a vacinação contra o HPV, em conjunto com os exames preventivos (como o Papanicolaou) são importantes ferramentas na prevenção da doença. “Todas as mulheres, mesmo as vacinadas, devem fazer o exame preventivo periodicamente (a partir do início da vida sexual), pois o diagnóstico precoce do câncer é a chave para maior chance de cura”, destaca Pilar.

Tratamento

As opções de tratamento para o câncer de colo de útero variam conforme o estágio do tumor. Pode ser utilizada a cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação entre elas. “A cirurgia é muito importante, mas ela está limitada para os estágios iniciais, ou seja, menos de 20% dos casos poderão ser tratados exclusivamente com a cirurgia”, afirma a oncologista.

Entretanto, Pilar observa que a maioria das pacientes com câncer do colo do útero no Brasil não é candidata à cirurgia por se encontrar normalmente em um estágio mais avançado da doença. “A quimioterapia e a radioterapia são o tratamento padrão para o câncer do colo do útero avançado, e é o que tem os melhores resultados em termo de sobrevida global”.

Porém, há os efeitos colaterais que os tratamentos provocam. A paciente tem que lidar com náuseas, vômitos, dificuldade para urinar, disfunção sexual e até infertilidade. “Não é um tratamento simples, e costuma ser bastante desgastante para a mulher. Por isso é importante adotar as medidas de prevenção e estar em dia com as visitas ao ginecologista”, destaca Pilar.