
Da Redação
No domingo (18), em homenagem ao Dia Médico, a Rede D’Or São Luiz promove um show online dos Paralamas do Sucesso. A apresentação será transmitida pelo canal da empresa no YouTube, às 19h.

Da Redação
No domingo (18), em homenagem ao Dia Médico, a Rede D’Or São Luiz promove um show online dos Paralamas do Sucesso. A apresentação será transmitida pelo canal da empresa no YouTube, às 19h.
Da Redação
A medicina intensiva não será mais a mesma após a pandemia. Essa é uma certeza entre os médicos que estão na linha de frente no combate ao Covid-19. Seja pela visibilidade que a especialidade teve com essa crise de saúde mundial, pela forma como impactou na relação entre médico e paciente, pela incorporação de tecnologia para diminuir a sensação de isolamento dos internados, bem como pela experiência direta no tratamento da própria doença. A pandemia trouxe um enorme aprendizado que será discutido no I Simpósio Internacional de Medicina Intensiva da Rede D’Or São Luiz que acontece no dia 31 de outubro. O evento será gratuito e inteiramente virtual.
“A proposta do simpósio é reunir especialistas do mundo inteiro para compartilhar experiências e avaliar o que aprendemos ao longo desses meses. Sem dúvida nenhuma, os médicos intensivistas têm um papel muito importante no cuidado dos pacientes com Covid que necessitam de internação na UTI. É uma situação nunca antes vivida e que trouxe desafio e provocou mudanças”, destaca Thiago Gomes Romano, coordenador científico do evento ao lado do Fabio Miranda e do Fabio Maia.
Serão cinco palestrantes internacionais. Entre eles o professor de medicina intensiva na Université libre de Bruxelles e intensivista do Hospital Universitário Erasme, em Bruxelas, Jean-Louis Vincent, que colocará em discussão quais serão as mudanças nos cuidados intensivos. No auge da crise na Europa, ele publicou um artigo sobre o desafio de lidar com a enorme escassez de leitos agudos. No texto, ele observa que é preciso desenvolver regras de triagem para garantir que leitos de UTI e equipamentos salva-vidas sejam reservados para aqueles que terão maior probabilidade de se beneficiar e sobreviver com uma boa qualidade de vida.
A pandemia humanizou ainda mais a medicina. Esse é um dos principais efeitos para o Thiago, que também é coordenador médico da UTI oncológica do Hospital São Luiz Itaim e do Hospital Vila Nova Star. Em tempos em que os avanços tecnológicos costumam maior destaque, a relação entre equipe médica e paciente e seus familiares ganhou uma enorme visibilidade. O isolamento dos pacientes, bem como o medo que os próprios profissionais de saúde sentiram de se contaminar, contribuíram para estreitar os laços dessa relação.
“Para quem está internado em uma UTI, são os médicos e enfermeiros a única forma de contato humano. Essa aproximação permitiu compartilhar angústias e gerou uma maior empatia”, destaca. E ao mesmo tempo que era preciso aprender a lidar com esse paciente com Covid-19, também foi necessário lidar com as famílias, que viviam sob tensão e a dúvida. Tudo isso trouxe ensinamentos que serão amplamente discutidos na mesa sobre cuidado centrado no paciente e bioética em pandemias.
Experiências da Rede
Outro ponto importante do Seminário serão as experiências da própria Rede D’Or. Maior rede hospitalar privada do país e que atendeu ao longo desses meses mais de 50 mil pacientes por Covid-19. No momento de pico da pandemia, chegou a registrar mias de 2 mil pacientes internados. Nomes como o do próprio Thiago Gomes, da cardiologista intensivista Ludhmila Hajjar e do hematologista Eduardo Rego estão confirmados. “Hoje, nós respondemos por mais de 30% de todas as UTIs certificadas pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Nós investimos continuamente em qualificação e em tecnologia. Com isso, garantimos a segurança dos nossos pacientes e aumentamos as chances de salvar vidas. Acredito que temos muito a contribuir nesse debate”, afirma o vice-presidente médico, Leandro Reis.
SERVIÇO
I Simpósio Internacional de Medicina Intensiva
Dia: 30 de outubro – Horário: Das 8h30 às 19h
Evento online
Inscrição gratuita pelo http://utirededor.simposio.digital/

Da Redação
Ao longo dos quatro meses de funcionamento, o Hospital de Campanha Parque dos Atletas atendeu 621 vidas. Cerca de 90% delas precisaram, em algum momento, do serviço na unidade de terapia intensiva, 199 ficaram no respirador mecânico e 104 precisaram da unidade de diálise. Foram realizadas 660 tomografias e 657 ecocardiogramas. Esses números explicitam como foi desafiante o trabalho de toda a equipe. Inaugurado em 11 de maio, a unidade foi planejada para funcionar por quatro meses, justamente para contribuir na gestão de saúde pública no momento mais grave da pandemia. Inicialmente, idealizado com 150 leitos de enfermaria e 50 de UTI, a alta demanda para pacientes mais graves, exigiu uma readequação, transformando outros 50 leitos de enfermaria em UTI.
“Foi uma enorme responsabilidade, mas também foi um trabalho extremamente gratificante poder fazer a diferença na vida de centenas de pessoas. Sem dúvida nenhuma, o sucesso do hospital foi devido ao engajamento dos colaboradores. Isso foi preponderante para o nível de excelência no atendimento proporcionado”, conta a diretora executiva da unidade, Martha Savedra, que ainda destaca a expertise da Rede D’Or São Luiz na gestão hospitalar para o sucesso da iniciativa. Isso proporcionou agilidade e garantiu a manutenção diária na qualidade do atendimento, exatamente igual ao oferecido nos hospitais da rede”, afirma.
Voltado para atender exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o hospital recebeu pacientes transferidos de 106 unidades públicas de saúde e de 27 municípios do Estado. Os dois últimos pacientes receberam alta nessa segunda-feira (07) e puderam aproveitar o feriado com suas famílias. A atenção com o bem estar de cada um dos pacientes foi, desde início, além do cuidado médico. O zelo está expresso em ações desenvolvidas como o projeto “Conectando Corações”, que permitia ao paciente receber visitas virtuais dos familiares através de vídeo chamadas. A celebração a cada alta também demonstrava o carinho da equipe com cada história que por ali passou.
“Lembro muito bem da felicidade do paciente que recebeu a primeira alta. Um senhor de 59 anos, que havia sido internado no dia 15 de maio, transferido da UPA de Campo Grande, e recebeu alta no dia 18 do mesmo mês. Foi muito gratificante ver a sua alegria”, revela a diretora médica Isabel Cristina Nascimento, que esteve à frente das ações de humanização e do cuidado centrado na pessoa.
O painel “A Minha Biografia” foi anexado em alguns dos leitos do Hospital de Campanha com objetivo de mostrar para os times assistenciais as preferências e detalhes pessoais de cada um dos pacientes. O propósito sempre foi individualizar a relação entre os profissionais e a pessoa foco do cuidado, além buscar desfechos e caminhos que de fato importavam para os pacientes. Também com o objetivo de melhorar o bem estar do paciente, foi proporcionado, durante a recuperação, o contato com o sol, em passeios organizados e acompanhados pela equipe da unidade. O sol faz-se necessário por uma série de aspectos terapêuticos. Após longos períodos dentro de uma tenda, predominantemente branca, com os bipes dos equipamentos médicos e o tráfego dos times assistenciais pelos salões, imersos nas suas atividades de cuidado, redescobrir que ainda há vida fora do Hospital de Campanha se tornou algo fundamental.
A montagem e gestão da unidade também foi um verdadeiro desafio. A inauguração precisou ser antecipada devido à necessidade de leitos na época. A Rede D’Or liderou a construção e operação do Hospital. O investimento total foi de R$ 62 milhões provenientes exclusivamente da iniciativa privada. A unidade foi custeada pelo Movimento União Rio, Rede D’Or, Stone Pagamentos, Mubadala, Qualicorp, SulAmérica Seguros, Vale, Banco BV, Shell e Aqui! Card Soluções de Pagamentos.
O hospital fez parte de uma série de ações desenvolvidas pela Rede D’Or em apoio ao Sistema Público de Saúde no combate à pandemia. O Grupo também construção e gestão do hospital de campanha Lagoa Barra, bem como da ativação de leitos definitivos no Hospital São Francisco na Providência de Deus e no Hospital do Fundão, entre outros projetos. “São exemplos do compromisso da Rede D’Or com a sociedade brasileira e seu empenho em apoiar o poder público em uma situação tão grave”, destaca o vice-presidente médico da Rede D’Or, Leandro Reis Tavares
Montado em um terreno do Poder Público, no Parque dos Atletas, na Zona Oeste do Rio, a unidade operou com 200 leitos, sendo 100 de UTI e 100 de enfermaria, e contou com uma estrutura similar aos dos melhores hospitais privados, com tomografia digital, radiologia convencional, aparelhos de ultrassom e ecocardiograma e laboratório de patologia clínica.

Da Redação
A Rede D’Or São Luiz recebe nesta quinta-feira o certificado Top Perfomer da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), pelo desempenho de suas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Este selo é concedido às UTIs que apresentam alta eficiência, registrando menor mortalidade e consumo de recursos materiais e humanos em relação às demais. As UTIs da Rede representam 32% do total de unidades certificadas pela AMIB.