Sistema Unimed investiu R$ 232 milhões em ações sociais na pandemia
Cooperativas destinaram R$ 75,7 milhões a projetos para comunidades no ano passado, contemplando 15 mil instituições e 19,3 milhões de pessoas

Publicada originalmente no Portal SEGS

A Unimed do Brasil divulgou levantamento sobre iniciativas sociais desenvolvidas por 214 cooperativas médicas que formam o Sistema Unimed e atendem a 18,2 milhões de beneficiários, de um total de 19,5 milhões de todo o sistema. Em 2022, foram investidos R$ 75,7 milhões em ações voltadas para as comunidades nas quais as cooperativas atuam, em todas as regiões do país. De 2020 a 2022, período em que o país sofreu com os efeitos da pandemia de Covid-19, foram empregados R$ 232 milhões em projetos de saúde, educação, capacitação profissional, meio ambiente, ações de voluntariado e assistência social, incentivos a cultura, lazer e esporte.

No ano passado, as iniciativas beneficiaram 15 mil instituições, alcançando público de 19,3 milhões de participantes. O volume total destinado aos projetos externos cresceu 4,34% na comparação com o montante aplicado em 2021. Os maiores investimentos foram alocados em saúde (R$ 15,4 milhões), cultura e lazer (R$ 14,1 milhões), esportes (R$ 10,5 milhões), ações assistenciais, filantrópicas e de voluntariado (R$ 10,1 milhões), além de projetos e campanhas de conscientização ambiental (R$ 7,7 milhões).

“O interesse pela comunidade é um dos princípios do cooperativismo que, no Sistema Unimed, torna-se uma premissa de atuação comprovada na prática. Nossa visão de cuidado com a saúde vai além da medicina e do atendimento aos nossos beneficiários. O investimento social privado é mais uma forma de contribuirmos para o desenvolvimento dos municípios em que estamos presentes”, afirma o presidente da Unimed do Brasil, Omar Abujamra Junior.

Emprego

Conforme o levantamento, em 2022, as Unimeds geraram 4.157 novos empregos diretos. Atualmente, o Sistema Unimed reúne 118 mil médicos cooperados e 143 mil colaboradores atuando em 9 de cada 10 municípios, em todas as regiões do país.

O Anuário 2023 do Sistema OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras comprova que a contribuição das cooperativas para a geração de empregos no país cresceu em 2022. O almanaque apontou que os municípios que contavam com a presença dessas organizações apresentaram, em média, incremento de 28,4 empregos por 10 mil habitantes. Conforme o anuário, as cooperativas de todos os setores econômicos totalizaram mais de 20,5 milhões de cooperados em 2022, o que representa aumento de 9% em relação ao número apurado em 2021, e empregaram mais de 524 mil colaboradores, com crescimento de 6,2% no comparativo entre os anos.

Educação e meio ambiente

O levantamento do Sistema Unimed detalha ainda investimentos em educação formal, capacitação profissional, gestão de cooperativas e cursos de desenvolvimento pessoal, destinados a médicos cooperados e colaboradores, que somaram R$ 61,5 milhões – valor que inclui aportes de instituições parceiras, como o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).

Na área de meio ambiente, foram R$ 23,2 milhões distribuídos entre gestão ambiental, adoção de tecnologias mais limpas, compras “verdes” e certificações. Outro indicador mostra que 51% das 214 cooperativas já monitoram suas emissões de gases de efeito estufa – foco do Programa Carbono Neutro, criado pela Unimed do Brasil para orientar as cooperativas do Sistema Unimed em práticas relacionadas à sustentabilidade do planeta.

Startup EVOLV e Opy Health exploram a combinação entre Inteligência Artificial, Internet das coisas e redes privadas no 9° Fórum InfraFM Hospitais
Empresas apresentaram o case de sucesso com tecnologias para limpeza sob demanda, monitoramento de Facilities e manutenção hospitalar

A startup EVOLV e a Opy Health, concessionária que opera os serviços não clínicos do Hospital Delphina Aziz, em Manaus, apresentaram o case de sucesso “Limpeza sob demanda, monitoramento de Facilities e manutenção hospitalar por tecnologias IoT e IA”, no 9° Fórum InfraFM Hospitais, que aconteceu nos dias 30 e 31 de agosto. O projeto promove a conectividade nos processos básicos de estruturas hospitalares, desde as tradicionais rondas sequenciais de limpeza, que podem ser otimizadas com base nos dados obtidos por pequenos sensores de infravermelho que monitoram o fluxo de pessoas em ambientes em tempo real, até sistemas inteligentes de monitoramento da saúde de equipamentos, auxiliando na manutenção preditiva.

Na ocasião, os palestrantes abordaram ainda o futuro do Facilities Management (FM) com o avanço das tecnologias e como é possível planejar a implementação da Inteligência Artificial (IA). O CEO da EVOLV, empresa especializada em soluções de IoT e IA para o mercado de Facilities e Manutenção, Leandro Simões, e a coordenadora de Serviços Hospitalares da Opy Health, Cristiane Souza de Carvalho Silva, foram palestrantes do evento. De acordo com Cristiane, a tecnologia possibilita mais agilidade, produtividade, qualidade e diminuição de custos. “O nosso objetivo principal é aumentar a qualidade do serviço e, consequentemente, a satisfação dos usuários, que está totalmente alinhado com o Jeito Opy de Ser e Fazer”, afirma.

Para Simões, participar de um fórum especializado no setor de Saúde, debater soluções para um público específico é gratificante. “Apresentar nosso case da Opy Health, que inclusive já foi vencedor do Prêmio Referências da Saúde de 2022, mostra o nosso diferencial no mercado”, complementa.

O Fórum Infra FM Hospitais contou com a presença de 180 participantes e trouxe insights sobre estratégias utilizadas pelo setor para otimizar o uso de energia, água e outros recursos.

6 dicas para controlar a compulsão alimentar

O transtorno de compulsão alimentar é uma doença mental caracterizada por episódios em que a pessoa consome grandes quantidades de alimentos, muitas vezes até o ponto de desconforto físico. Não é uma escolha, é uma doença, e, como tal, necessita de tratamento. Embora não haja uma “cura” definitiva, há várias estratégias que podem ajudar a controlar este comportamento. Uma das mais notáveis é o consumo equilibrado de proteínas, que pode ajudar na saciedade e controle da necessidade de comer.

Priscila Gontijo, nutricionista da Puravida, destaca que o primeiro passo é entender o motivo pelo qual acontece o descontrole. “Da próxima vez que você atacar a geladeira, pense no que está sentindo. É fome? É tédio? É tristeza? É uma mania? Somente identificando a emoção por trás é possível começar o processo de controle”, explica ela.

Um estudo do “Journal of Clinical Nutrition” sugere que um consumo adequado de proteínas ajuda a promover a saciedade e controlar a compulsão alimentar. “As proteínas têm um efeito térmico maior que carboidratos e gorduras, o que significa que seu corpo gasta mais energia para digerir. Isso pode contribuir para uma sensação mais prolongada de saciedade”, diz a nutricionista.

Nesse quadro, a profissional de saúde aponta seis dicas para tentar controlar a compulsão:

Evite comer de 3 em 3 horas: espere a fome chegar para se alimentar, mas não passe longos períodos sem comer. A dica é criar um cronograma com café da manhã, almoço e jantar, além dos lanches intermediários.

Alimentos ricos em fibras: frutas, verduras e hortaliças são ricas em fibras e podem ajudar na sensação de saciedade. Isso acontece porque a ingestão amplia a saciedade, reduzindo a vontade e o volume dos alimentos consumidos.

Hidrate-se: beber água não só mantém seu corpo saudável, mas também pode ajudar a controlar a fome. A ingestão também é uma forma de amenizar a sensação de vazio no estômago que o paciente compulsivo pode sentir com mais frequência. Caso o paciente tenha dificuldade, uma solução pode ser as águas saborizadas ou sucos.

Evite alimentos industrializados: esses produtos são geralmente ricos em açúcares e gorduras, e pobres em fibras, contribuindo para o aumento do ciclo da fome.

Pratique atividades físicas: além dos benefícios para a saúde física, o exercício libera endorfinas, que ajudam a manter a saúde mental.

Atenção à saúde mental: muitas vezes, a compulsão alimentar é um sintoma de outros problemas como ansiedade, tristeza ou depressão. É fundamental procurar ajuda profissional para um diagnóstico e tratamento adequados.

“A compulsão alimentar é uma batalha diária, mas com o apoio adequado, é possível virar o jogo”, conclui Priscila Gontijo. O tratamento adequado pode incluir ajuda de profissionais como clínicos gerais, nutrólogos, psiquiatras e endocrinologistas.

Distrito Federal investiga 42 casos suspeitos para febre maculosa
Saúde registra 104 casos notificados da doença este ano

Da Agência Brasil

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal investiga 42 casos suspeitos de febre maculosa. Ao todo, a pasta registra 104 casos notificados da doença este ano, sendo que 62 foram descartados.

Em nota, a secretaria destacou que, para que os casos possam ser confirmados ou descartados, é necessário que sejam feitas duas coletas de exames, com duas semanas de intervalo entre elas, o que causa demora na avaliação.

“Salientamos, no entanto, que o DF não é uma área endêmica e não possui casos confirmados da doença há 20 anos”, diz a secretaria em nota.

A doença

A febre maculosa é causada pela picada de carrapatos infectados com a bactéria Rickettsia rickettssi quando o artrópode permanece aderido ao hospedeiro por um período de 4 a 6 horas.

De acordo com classificação da Secretaria de Saúde, é uma doença infecciosa febril aguda de gravidade variável, podendo manifestar desde quadros leves até formas graves da doença.

Os casos suspeitos devem ser notificados de forma compulsória às autoridades locais. O registro precisa ser feito por meio da Ficha de Investigação de Febre Maculosa do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Transmissão

No Brasil, os principais vetores são os carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. sculptum, conhecido como carrapato estrela; A. aureolatum e A. ovale. Entretanto, potencialmente, qualquer espécie de carrapato pode albergar a bactéria causadora da febre maculosa, incluindo o carrapato de cachorro, por exemplo.

Os sintomas incluem febre; dor de cabeça intensa; náuseas e vômitos; diarreia e dor abdominal; dor muscular constante; inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e na sola dos pés; gangrena nos dedos e orelhas; paralisia dos membros, que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões, causando parada respiratória.

Prevenção

Dentre as orientações para prevenção da doença está o uso de roupas claras, para ajudar a identificar o carrapato, uma vez que ele é escuro; o uso de calças, botas e blusas com mangas compridas ao caminhar em áreas arborizadas e gramadas; evitar andar em locais com grama ou vegetação alta; o uso de repelentes contra insetos; verificar se você e seus animais de estimação estão com carrapatos.

Caso encontre um carrapato aderido ao corpo, a secretaria pede que ele seja removido com uma pinça. “Não aperte ou esmague o carrapato, mas puxe com cuidado e firmeza. Depois de remover o carrapato inteiro, lave a área da mordida com álcool ou sabão e água. Quanto mais rápido retirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença. Após a utilização, coloque todas as peças de roupas em água fervente para a retirada dos insetos”, recomenda.

Tratamento

O tratamento oportuno da febre maculosa é considerado essencial para evitar formas mais graves da doença. “Assim que surgirem os primeiros sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para avaliação médica. O tratamento é feito com antibiótico específico. Em determinados casos, pode ser necessária a internação da pessoa”, destacou a secretaria.

O tratamento é empregado por um período de 7 dias, devendo ser mantido por 3 dias após o término da febre. A falta ou demora no tratamento da febre maculosa pode agravar o caso, podendo levar ao óbito.