Conahp 2026 reúne lideranças da saúde para discutir os desafios e o futuro do setor
Programação aborda sustentabilidade, integração entre os segmentos, inovação e caminhos para transformar o sistema de saúde

Edição de 2025 reuniu mais 6 mil congressistas

 

Da Redação

Começa hoje (14) e termina amanhã (15) 0 Conahp 2026, principal congresso de saúde do país, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP). O evento reunirá lideranças, especialistas e representantes de diferentes segmentos para discutir os desafios que pressionam o sistema de saúde e os caminhos para viabilizar as transformações necessárias ao setor. A edição também celebra os 25 anos da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp),

“Os 25 anos da Anahp representam uma trajetória de contribuição para o desenvolvimento da saúde no Brasil. O Conahp faz parte desse compromisso ao reunir lideranças, instituições e especialistas para discutir caminhos capazes de responder aos desafios atuais e futuros do setor. É uma oportunidade de compartilhar experiências e fortalecer o diálogo entre os diferentes elos da cadeia da saúde”, destaca Eduardo Amaro, presidente do Conselho de Administração da Anahp.

A programação abordará temas como sustentabilidade financeira, saúde suplementar, integração público-privada, inteligência artificial, regulação, novas tecnologias, formação e retenção de profissionais e envelhecimento da população. O congresso também discutirá os obstáculos que dificultam avanços em áreas fundamentais, como prevenção, uso de dados, interoperabilidade e integração entre os diferentes agentes da saúde.

“Temos um conjunto de temáticas que há anos reúne o apoio de diferentes segmentos da saúde, mas que avançam muito pouco na prática. Precisamos entender por que isso acontece. O desafio não é apenas saber o que deve ser feito, mas construir as condições para que as mudanças aconteçam. Isso passa pela capacidade de o setor atuar de forma articulada, reconstruir relações de confiança e estabelecer objetivos comuns”, afirma Antônio Britto, diretor-executivo da Anahp.

Os debates ocorrem em um cenário de pressão crescente sobre o sistema, marcado pelo envelhecimento da população, pelo avanço das doenças crônicas, pelos desafios de financiamento e pela necessidade de ampliar o acesso à assistência. Na saúde suplementar, as relações entre operadoras, hospitais e fornecedores também estarão em pauta, com foco no diálogo e na construção de soluções sustentáveis para questões estruturais do setor.

Entre os destaques está a iniciativa Territórios Jornada do Futuro, concebida pela Anahp para apresentar perspectivas sobre a organização do sistema de saúde. A proposta conecta três frentes centrais: a coordenação do cuidado, a integração entre os setores público e privado e a articulação entre os diferentes elos da cadeia da saúde para ampliar o acesso à inovação.

A programação também contemplará os impactos da inteligência artificial na assistência e na gestão, os modelos de cuidado, o valor em saúde, a experiência e a participação do paciente, a segurança e a qualidade assistencial, a sustentabilidade ambiental e o papel das lideranças diante das transformações do setor.

Os debates estão organizados em cinco grandes eixos: Compromissos Setoriais; Tecnologia e Inteligência em Saúde; Financiamento e Sustentabilidade; Pessoas, Trabalho e Liderança; e Legitimidade Social e Impacto.

Especialistas do Brasil e do exterior

O Conahp 2026 contará com a participação de especialistas e lideranças nacionais e internacionais, entre eles Alexandre Kalache, médico-gerontólogo; Ann Somers Hogg, diretora de pesquisa em saúde do Christensen Institute; April Saathoff, do Johns Hopkins; Michelle Schneider, especialista em inteligência artificial; Carlos Nobre, cientista e pesquisador; Gonzalo Vecina, médico e professor; Arthur Aguillar, diretor de Políticas Públicas do IEPS; Bruno Sobral, diretor-executivo da FenaSaúde; e Renato Porto, presidente-executivo da Interfarma, entre outros nomes.

Veja aqui toda a programação.

Serviço

CONAHP 2026 – Congresso Nacional de Hospitais Privados
Data: 14 e 15 de outubro de 2026
Local: Transamerica Expo Center – São Paulo (SP)
Mais informações: Link

Trocar excelência em liderança deixará hospitais prontos para o futuro
47ª edição do Congresso Mundial de Hospitais se encerrou ontem

Muna Tahlak, presidente da Federação Internacional de Hospitais.

O 47º Congresso Mundial de Hospitais chegou ao fim ontem, no Rio de Janeiro, com uma mensagem motivacional sobre o potencial dos líderes do setor de saúde para melhorar os resultados para suas comunidades locais por meio do conhecimento trocado durante o evento.

O principal evento para líderes globais e tomadores de decisão na comunidade de saúde retornou ao Rio de Janeiro 15 anos sua última edição na Cidade Maravilhosa. Coorganizado pela Federação Internacional de Hospitais (IHF) e pela Federação Brasileira de Hospitais, o tema do encontro foi “aprendizado global, ação local”.

Ao longo de três dias, cerca de 1.300 delegados de mais de 65 países e territórios se reuniram no Windsor Convention & Expo Center para mais de 40 sessões plenárias e paralelas, com mais de 250 palestrantes renomados e 200 apresentações de pôsteres; uma vitrine de 27 inovações em saúde; expositores da indústria;Cerimônia e Jantar de Gala do IHF Awards 2024; e visitas guiadas a hospitais no Rio de Janeiro e São Paulo.

O copresidente do Comitê Científico do Congresso, Graccho Alvim Neto, vice-presidente da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro, se dirigiu aos delegados ao lado de Gilvane Lolato, Gerente Operacional da Organização Nacional de Acreditação (ONA):

“A diversidade de experiência e conhecimento aqui representada ilustrou uma verdade inegável: nenhuma nação, nenhuma instituição pode lidar sozinha com as complexidades da assistência médica moderna. É por meio de nossos esforços coletivos — por meio de parcerias, compartilhamento de conhecimento e apoio mútuo — que podemos realmente impulsionar mudanças significativas. Não se esqueçam de que somos agentes de mudança”, afirmou.

Graccho Alvim Neto e Gilvane Lolato durante a cerimônia de encerramento.

Em um discurso em vídeo aos delegados do Congresso, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, afirmou que discutiu a evolução do papel dos hospitais na prestação de cobertura universal de saúde:

“Com planejamento integrado, os hospitais podem reforçar o papel vital da atenção primária, na prevenção ou no adiamento da necessidade de as pessoas usarem hospitais. Claro, quando as pessoas precisam de hospitais, eles devem ser capazes de fornecer cuidados de alta qualidade, seguros e centrados na pessoa”, destacou.

Carlos Amilcar Salgado, diretor do Departamento de Regulação e Controle de Cuidados, da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, falou sobre a contribuição do Brasil para o futuro do setor de saúde e também as maneiras pelas quais ele se beneficiará:

“Em nome do ministro, agradeço o convite para participar de um evento tão importante para falar sobre acesso e equidade no Brasil e em todos os outros. Ficamos honrados em participar do debate na busca pela solução de enormes problemas. Nossas desigualdades regionais podem ser abordadas por meio das iniciativas discutidas aqui. Precisamos buscar soluções que aliviem os problemas da nossa população em termos de serviços públicos e privados. Precisamos encontrar soluções sustentáveis ​​para o setor”, destacou Carlos na cerimônia de encerramento.

Muna Tahlak, presidente da IHF e presidente e CEO do Hospital Latifa em Dubai, fez um discurso inspirador sobre a força transformadora gerada pela troca de ideias, inovações e boas práticas com outros países e regiões:

“As lições que ficam com cada um de nós serão diferentes. E elas podem ter vindo de qualquer tipo de hospital ou sistema de saúde, e de qualquer lugar do mundo. Este diálogo global tem tanto poder para impulsionar mudanças significativas quando cada um de nós retorna para casa. Estamos vivendo o significado de ‘aprendizado global, ação local’ para nossos pacientes, nossa força de trabalho e nossas comunidades – e para o futuro sustentável dos sistemas de saúde do mundo. Eu me encorajo muito com o pensamento de que todos nós temos algo a aprender, e todos nós também temos algo a ensinar”.

Adelvânio Francisco Morato, Presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), ecoou o sentimento de Tahlak e compartilhou seu orgulho pela entrega bem-sucedida do Congresso:

“Encerramos este congresso com a certeza de que os laços criados aqui, as ideias discutidas e as soluções compartilhadas reverberarão por muito tempo, impactando positivamente o atendimento hospitalar em todos os cantos do mundo. Saímos daqui mais fortes, mais unidos e mais determinados a transformar a assistência médica, oferecendo atendimento de excelência a todos que precisam”.

Morato, então, entregou cerimonialmente as tarefas de anfitrião do 48º Congresso Mundial de Hospitais para Genebra (Suíça), que será realizado de 10 a 13 de novembro. A IHF organizará o Congresso de 2025 em colaboração com o Hospital Universitário de Genebra e o Cantão de Genebra.

Ao aceitar as funções, Anne-Geneviève Bütikofer, Diretora da H+ Swiss Hospital Association; Alain Kolly, Diretor-Geral Interino dos Hospitais Universitários de Genebra; e Ronald Lavater, CEO da IHF, sediada em Genebra, receberam um símbolo de Morato em uma entrega cerimonial. Kolly deu uma prévia da visão de Genebra para a próxima edição:

“No ano que vem, pela primeira vez, o IHF World Hospital Congress será realizado em Genebra, e a HUG terá o privilégio de sediar este prestigioso evento. Aguardamos ansiosamente a oportunidade de compartilhar nossa expertise com todos vocês e estamos animados para organizar visitas às nossas instalações durante o congresso. Este evento proporcionará inúmeras oportunidades de conexão com hospitais na Suíça e na Europa, bem como com líderes no setor de saúde. Genebra abriga 40 organizações internacionais, cerca de 750 460 ONGs e as representações permanentes de 181 estados, incluindo a Suíça. Este ecossistema único faz de Genebra um local excepcional no cenário global”, destacou Kolly.

Além do programa científico do Congresso, houveram vários eventos de destaque.

* Anúncio dos vencedores em cada uma das sete categorias de prestígio do IHF Awards 2024 em uma cerimônia de premiação e jantar de gala: https://ihf-fih.org/press-and-media/international-hospital-federation-announces-winners-of-ihf-awards-2024/

* Premiação das melhores apresentações de pôster, conforme julgado pelo comitê, bem como os prêmios de pôster favorito do público, conforme votado pelos delegados do Congresso: https://ihf-fih.org/news-insights/winners-of-best-poster-awards-at-the-world-hospital-congress-2024-announced/

* O Geneva Sustainability Centre do IHF lançou seu programa de Certificação de Sustentabilidade em Saúde, desenvolvido em conjunto com a Joint Commission International. https://ihf-fih.org/press-and-media/geneva-sustainability-centre-in-collaboration-with-joint-commission-international-launches-new-healthcare-sustainability-certification/

Instituto Qualisa de Gestão passa a integrar a maior iniciativa voluntária de sustentabilidade corporativa do mundo

(Ilsutração: Freepik)

O IQG acaba de ingressar no Pacto Global da ONU no Brasil, iniciativa da Nações Unidas (ONU) para mobilizar a comunidade empresarial na adoção e promoção, em suas práticas de negócios, de Dez Princípios universalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. Com a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Pacto Global também assumiu a missão de engajar o setor privado nesta nova agenda.

O IQG, como participante do Pacto Global da ONU, tem a responsabilidade de contribuir para o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Desde 2015, o IQG integrou nas suas estratégias o desenvolvimento de ações para garantir a Saúde Sustentável no sistema de saúde brasileiro.

A saúde humana está intrinsecamente ligada ao ar que respiramos, à água que bebemos e aos alimentos que comemos. Um planeta saudável é essencial para promover a saúde humana. O Pacto Global das Nações Unidas fortalece orientações na disciplina da saúde planetária.

Como uma iniciativa especial do Secretário-Geral da ONU, o Pacto Global das Nações Unidas é uma convocação para que as empresas de todo o mundo alinhem suas operações e estratégias a dez princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção. Lançado em 2000, o Pacto Global orienta e apoia a comunidade empresarial global no avanço das metas e valores da ONU por meio de práticas corporativas responsáveis.

Com mais de 21 mil participantes distribuídos em 65 redes locais, reúne 18 mil empresas e 3.800 organizações não-empresariais baseadas em 101 países, sendo a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, com abrangência e engajamento em 162 países. Para mais informações, siga @globalcompact nas mídias sociais e visite nosso website em www.unglobalcompact.org

Ao integrar o Pacto Global nos comprometemos a reportar anualmente o nosso progresso em relação aos Dez Princípios.  Assim, a iniciativa estimula a evolução constante das práticas internas de sustentabilidade. As empresas que quiserem fazer parte, podem encontrar mais informações em www.pactoglobal.org.br

O Pacto Global da ONU no Brasil foi criado em 2003, e hoje é a segunda maior rede local do mundo, com mais de 1.900 participantes. Os mais de 50 projetos conduzidos no país abrangem, principalmente, os temas: Água e Saneamento, Alimentos e Agricultura, Energia e Clima, Direitos Humanos e Trabalho, Anticorrupção, Engajamento e Comunicação. Para mais informações, siga @pactoglobalonubr nas mídias sociais e visite nosso website em www.pactoglobal.org.br

Haddad vai propor mudanças no formato de pisos de Saúde e Educação
Ministro assegurou que limites de crescimento real não trarão perdas

Da Agência Brasil

Diante do descolamento dos pisos das pastas de Saúde e Educação dos demais gastos do novo arcabouço fiscal, a equipe econômica do governo federal pretende propor, no Orçamento do próximo ano, mudanças no formato dos gastos mínimos para as duas áreas, disse nesta terça-feira (11) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O ministro afirmou que levará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugestões de novas fórmulas de cálculo na elaboração do Orçamento Geral da União do próximo ano, que terá de ser enviado ao Congresso até 30 de agosto.

“Vamos levar algumas propostas para o presidente, que pode aceitar ou não, dependendo da avaliação que ele fizer”, declarou o ministro em relação a uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo que apontou que o governo pretende limitar a 2,5% o crescimento real (acima da inflação) dos pisos para a saúde e a educação.

Apesar da mudança dos cálculos, Haddad descartou o risco de perda de recursos para as duas áreas. “Não se trata disso, ninguém tem perda”, garantiu o ministro.

A mudança tem o objetivo de evitar o colapso do novo arcabouço fiscal porque os pisos para a Saúde e a Educação cresceriam mais que os gastos discricionários (não obrigatórios) dos ministérios nos próximos anos. O próprio Tesouro Nacional estima que o espaço para as despesas livres do governo será comprimido ano a ano, até se extinguir em 2030, caso as regras para os limites mínimos de Saúde e Educação não sejam alteradas.

Pelas contas do Tesouro, de 2025 a 2033, o governo terá R$ 504 bilhões a menos para gastos discricionários, que incluem os investimentos (obras e compra de equipamentos). “São vários cenários que estão sendo discutidos pelas áreas técnicas, mas nenhum foi levado ainda à consideração do presidente”, disse Haddad.

Descompasso

O descompasso ocorre porque, enquanto os pisos mínimos para a Saúde e a Educação são calculados com base num percentual das receitas, os demais gastos do arcabouço fiscal obedecem ao limite de 70% do crescimento real (acima da inflação) da receita no ano anterior. Com o fim do teto federal de gastos, no ano passado, os pisos voltaram a ser 15% da receita corrente líquida para a saúde e 18% da receita líquida de impostos para a educação.

No ano passado, durante as discussões do novo arcabouço fiscal, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, defendeu uma reavaliação do cálculo dos pisos mínimos no Orçamento de 2025. “Entendemos que há critérios que podem ser melhores que a mera indexação [em relação às receitas]”, disse Ceron na época.

Também no ano passado, Haddad tinha dito que a equipe econômica pretendia incluir uma regra de transição no arcabouço fiscal, mas a proposta não foi levada adiante na elaboração nem na discussão do novo marco para as contas públicas.