Feira do Estudante oferece 7 mil vagas para estagiários em São Paulo

A Feira do Estudante do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) foi aberta hoje (25) na capital paulista e prossegue até domingo (27), oferecendo sete mil vagas para estágiários e aprendizes. É a 21ª edição do maior evento da América Latina voltado para a inclusão e capacitação profissional de jovens.

Ao todo serão realizadas 100 palestras com especialistas de vários segmentos, expositores e atrações artísticas, no Pavilhão da Bienal do Parque do Ibirapuera, das 9h às 19h, com entrada gratuita.

A feira vai oferecer diversas atividades e entretenimento também. A Fábrica de Cultura e a Catavento Cultural vão promover atrações com música e aulas de dança. Em uma arena, jogos poderão ser testados pelos visitantes. Também haverá atividades de ginástica..

Para os interessados em ciência, o Sesi e o Senai levarão a unidade móvel de nanotecnologia e vários experimentos.

Pela primeira vez no evento será promovido um hackathon, uma batalha de desenvolvedores de tecnologia pela criação de um aplicativo.A atividade vai ocupar um espaço de 100m².

A programação completa está no site do CIEE.

CNS alerta que greve dos caminhoneiros afeta serviços de saúde

A Confederação Nacional de Saúde encaminhou ao site um comunicado sobre o impacto da greve dos caminhoneiros nos serviços de saúde. Segue abaixo.

A Confederação Nacional de Saúde demonstra profunda preocupação com o impacto da greve dos caminhoneiros nos serviços de saúde. A CNS solicita que os manifestantes permitam o acesso dos veículos que transportam materiais médicos prioritários. A Confederação não se opõe a nenhuma manifestação. Entretanto, alerta que, caso esse apelo não conte com a compreensão dos senhores, os problemas no abastecimento de insumos essenciais irão aumentar. Tais problemas já estão afetando diretamente a viabilidade dos atendimentos hospitalares inclusive aqueles de urgência e emergência. Com a atual situação, já se começa a registrar falta de gás medicinal, material anestésico, medicamentos, insumos para tratamento de água, entre outros produtos vitais para a manutenção dos serviços, bem como para a segurança dos pacientes. É imprescindível que a reivindicação dos manifestantes não coloque em risco a saúde do cidadão.

Tércio Egon Paulo Kasten, presidente da CNS.

Relatório do Banco Mundial aponta dificuldades e desafios das mulheres no mercado de trabalho

A advogada Paula Tavares, especializada em Gênero pelo Banco Mundial, apresentou, no último dia 18, no Grupo de Pesquisas em Direito, Gênero e Identidade (GDPG)  da Escola de Direito de São Paulo (FGV Direito SP) os resultados da pesquisa “Women, Business and The Law 2018” formulada pelo Banco Mundial, que analisa o marco legal e regulatório que afeta a capacidade econômica e o empreendedorismo das mulheres.

No caso brasileiro, apesar de somar mais da metade da população, as mulheres compõem 43% da força de trabalho, ocupam tão somente 37,8% dos cargos gerenciais e, em relação à representação política, perfazem apenas 10,5% do corpo político. E, apesar de ter mais qualificação que os homens, o salário das mulheres equivale a 25% menos.

Ligia Paula Pires Pinto Sica, coordenadora do GDPG, destacou que a sub-representação feminina ainda piora quando se avança na cúpula de decisão das empresas. Ela cita pesquisa que coordenou na própria FGV Direito SP, a qual concluiu que, nos últimos 20 anos, o percentual de cargos de comando nas empresas variou entre 7% e 12%, expressos em cargos de diretoria, presidência ou conselho de administração ocupados pelas mulheres. Paula Tavares citou pesquisa do FGV-GPDG que corrobora dados também trazidos pelo Banco Mundial.

“As políticas de licença maternidade e paternidade influenciam bastante no custo gerado pela gravidez. Há leis muito mais avançadas do que o Brasil nesse tema – a exemplo de Portugal, França, Islândia e Japão”.

Para as pesquisadoras, sem uma intervenção consistente do Estado, por meio da adoção de políticas públicas que incentivem a inserção e a melhor qualificação das mulheres em todos os ambientes.

Pesquisa da CNI mostra que 76% das indústrias investiram em 2017

Em queda desde 2014, os investimentos da indústria brasileira voltaram a crescer em 2017, e a previsão é que a trajetória positiva continue em 2018. Esse é o resultado de pesquisa divulgada hoje (23) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o levantamento, 76% das empresas fizeram algum tipo de investimento durante o ano passado, o maior percentual desde 2015 – dado que confirma o fim da recessão. Além disso, 81% das grandes indústrias afirmaram que pretendem fazer algum tipo de incremento em 2018 – o maior percentual desde 2014.

O resultado poderia ser ainda mais expressivo se o setor industrial tivesse contado com mais crédito bancário. Segundo a pesquisa, 75% dos investimentos feitos no ano passado foram custeados pelo capital próprio das empresas.

A participação dos financiamentos de bancos de desenvolvimento caiu para 10% em 2017, o menor percentual desde 2010, início da série histórica. Na avaliação da CNI, a falta de financiamento em longo prazo limitou os investimentos.

Mesmo assim, apenas 6% das grandes empresas cancelaram planos de incrementos em 2017. Na avaliação do gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, o quadro “confirma a retomada gradual da economia”. A pesquisa foi feita com 632 empresas de grande porte, com 250 ou mais empregados, entre os dias 24 de janeiro e 19 de março.

Investimentos

Máquinas e equipamentos foram a principal aquisição dos industriais em 2017, seguida da compra de novas tecnologias. A preocupação com a concorrência, voltada sobretudo para o reaquecimento do mercado interno, levou os empresários, segundo a CNI, a privilegiar a inovação de processos e produtos.

Ainda sob reflexo da crise, apenas 22% das empresas investiram no aumento da capacidade de produção. “A capacidade ociosa da indústria ainda é grande”, justificou Castelo Branco.

Para 2018, 81% das empresas afirmaram que têm planos de investimento, boa parte deles voltada para novos projetos. Como em 2017, a compra de máquinas e equipamentos continuará sendo o principal item, seguido das novas tecnologias digitais e de automação. A CNI observa que a recente valorização do dólar, contida pelo Banco Central esta semana, e, sobretudo, as incertezas sobre as eleições podem alterar os planos otimistas dos empresários.