Presidente e diretor da ABRH-RJ recebem a medalha Pedro Ernesto

O presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ), Paulo Sardinha, e o diretor Isaque Farizel receberam, nesta segunda-feira (28), na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a medalha de mérito Pedro Ernesto.  A cerimônia teve a presença dos diretores da ABRH-RJ e de executivos e empresários, como a presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Angela Costa, o diretor-médico e fundador da Med-Rio Check-up, Gilberto Ururahy, e a sócia-diretora e cofundadora da Be Coaching Brasil, Marie Bendelac Ururahy. Durante a cerimônia, também foram apresentadas moções de congratulações ao superintendente do SESI e diretor Regional do SENAI, Alexandre dos Reis, ao diretor executivo da Amil Dental, Alfieri Casalecchi e ao  diretor-geral de Comunicação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, José Carlos Tedesco.

Para o vereador Marcelino D’Almeida, que propôs à Câmara a entrega das duas medalhas, conferir a principal comenda da cidade do Rio ao Paulo e ao Isaque é, também, uma homenagem a todos os profissionais de RH, que estão entre os que mais são necessários nesse momento de crise, em que o desemprego atinge níveis recordes.

Com mais de 30 anos de experiência na área de gestão de pessoas, Sardinha foi diretor de Recursos Humanos para América Latina da Turbomeca, está no seu segundo mandato à frente da ABRH-RJ e também preside o Conselho Empresarial de Desenvolvimento Humano da ACRJ. Muito emocionado, ele lembrou da sua família, de colegas de trabalho e de momentos da trajetória de sua carreira. Sardinha destacou que a homenagem se tornou ainda mais especial por ser justamente na data em que é celebrado o Dia Nacional do Voluntariado.

“Essa feliz coincidência de datas significa muito para mim, pois a ABRH-RJ é constituída por voluntários. Tudo que foi feito até hoje, todos os projetos como o Congresso Estadual e o ABRH na Praça só acontecem, porque há pessoas que acreditam no valor do trabalho do voluntário”, destacou.  No ano passado, por exemplo, a ABRH-RJ foi responsável pela avaliação e recrutamento dos 450 candidatos que trabalharam como Jovem Aprendiz Desporto (Jade) nas Olimpíadas.

Farizel, que atua há mais de 20 anos no mercado de seguros saúde, recordou da sua atuação na ABRH-RJ, bem como na Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Estado do Rio de Janeiro (ADVBRJ) e na Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio de Janeiro (FCDLRJ). Ele também destacou a importância do trabalho voluntariado, principalmente por ser a representação de um sentimento nobre como a solidariedade.

Os executivos presentes na cerimônia ressaltaram que a homenagem é um reconhecimento ao trabalho da ABRH-RJ. A presidente da ACRJ, Angela Costa, enalteceu a iniciativa da Câmara dos Vereadores, principalmente por valorizar exemplos de lideranças que vêm trabalhando para mudar a realidade atual, sempre acreditando no potencial inquestionável da Cidade Maravilhosa.

“Muito justa e merecida a homenagem feita ao Paulo Sardinha, como um reconhecimento à competência e seriedade do seu trabalho. É uma honra podermos contar com este grande profissional e amigo como presidente do Conselho Empresarial de Desenvolvimento Humano da Associação Comercial do Rio de Janeiro”, disse Angela.

Turismo e Saúde destacam o papel do RH 

Em entrevista ao site da ABRH-RJ, o secretário estadual de Turismo, Nilo Sergio Felix, destacou que a entrega das comendas é um reconhecimento do excelente trabalho da Associação e da importância do RH para o desenvolvimento econômico do Estado. “É fundamental que as empresas do setor continuem investindo em suas estruturas de RH, pois é investindo nos funcionários que o Turismo poderá manter e até melhorar a qualidade dos serviços oferecidos”, afirma Nilo Sergio.

O presidente da TurisRio, Paulo Senise, reforçou as palavras do secretário e relembrou que o Turismo, como todo o segmento que compõe a área de serviço, tem nas pessoas o seu principal ativo. “Por isso é muito importante ver essa homenagem a lideranças do RH. São os profissionais de Recursos Humanos os principais responsáveis pelas soluções de engajamento, motivação e qualificação nas empresas. É preciso reconhecer e apoiar as ações da ABRH-RJ”, defende.

Para o presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin, o reconhecimento do trabalho do presidente da ABRH-RJ atesta o quanto é necessário que as empresas invistam em gestão de pessoas. Para ele, não há como nenhuma organização se manter sustentável se não valorizar o capital humano. “Mais do que nunca o RH desempenha uma função estratégica. Por isso é importante o apoio e reconhecimento à ABRH-RJ, pois é através da gestão de pessoas que as empresas conseguem aproveitar as oportunidades nos momentos de crise”, avalia Balestrin.

Medalha Pedro Ernesto

A comenda, criada em 1980, é a principal homenagem que o Rio de Janeiro presta a quem mais se destaca na sociedade brasileira ou internacional. Recebeu esse nome em reconhecimento ao trabalho do prefeito Pedro Ernesto, e por isso sua figura é estampada nas duas Medalhas que fazem parte do Conjunto.

Encceja registra 1,57 milhão de inscritos para a edição 2017

O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) registrou 1.573.862 inscritos para a edição de 2017, segundo balanço divulgado hoje (29) pelo Ministério da Educação. Direcionado a jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de concluir estudos em idade própria, o exame será aplicado no dia 22 de outubro em 564 municípios localizados em todas as unidades federativas.

A participação é permitida para pessoas com, no mínimo, 15 anos de idade, para quem busca a certificação do ensino fundamental; e 18 anos para quem quer concluir ensino médio. Segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho, esses exames têm “grande importância social”, ao possibilitar que os cidadãos busquem cursos profissionais ou empregos de melhor qualidade. “Além disso, representa a possibilidade de dar mais dignidade e respeito à pessoa humana. Na prática, significa inclusão social”, completou.

No caso do ensino fundamental, foram registradas 301.583 inscrições. Desse total, cerca de 71,6 mil têm entre 31 e 40 anos; 152.290 são mulheres; e 149.293 são homens. Ainda segundo o balanço, 132.263 candidatos se autodeclararam pardos; 117.592, brancos; 34.433, pretos; 4.994, amarelos; 2.114, indígenas; e 10.187 não quiseram se autodeclarar.

Para o ensino médio foram 1.272.279 inscrições. Desse total, 387.697 têm entre 23 e 30 anos. “O número de mulheres que se inscrevem (637.281) continua sendo maior, na comparação com os homens (634.998)”, explicou a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini.

Ainda segundo o balanço relativo ao ensino médio, 556.132 candidatos se autodeclararam pardos; 494.138 se declararam brancos; 150.489, pretos; 24.465, amarelos; 7.657, indígenas; e 39.398 optaram por não se autodeclarar.

Tendo por base dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, a secretária executiva do MEC, Maria Helena Castro, disse que, do total da população brasileira, 55% com idade entre 15 e 55 anos não têm curso fundamental completo. Por isso, acrescentou, “apesar de os números apresentados hoje serem significativos, podem ser melhorados”, afirmou.

O estado que registrou o maior número de inscritos para a obtenção de certificado de ensino médio foi São Paulo (233.056), seguido de Minas Gerais (123.626); do Paraná (119.963); Rio de Janeiro (117.024); e Rio Grande do Sul (105.747). São Paulo foi também o estado com mais inscritos para o ensino fundamental (50.487), seguido do Rio Grande do Sul (33.642); Paraná (30.639); de Minas Gerais (29.107); e do Rio de Janeiro (19.942).

Pessoas privadas de liberdade e jovens que cumprem medida socioeducativa poderão fazer o Encceja nos dias 24 e 25 de outubro. Para brasileiros residentes no exterior, a prova será no dia 10 de setembro. Residentes no exterior, privados de liberdade ou que cumprem medidas socioeducativas, farão os exames entre 11 e 22 de setembro. Segundo a presidente do Inep, o MEC tem recebido pedidos de muitas embaixadas para ampliar o número de países onde o exame é aplicado. “Estamos totalmente à disposição”, disse ela.

O exame consiste em quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma proposta de redação. Para obter o certificado ou declaração de proficiência, o participante deve completar, no mínimo, 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento.

Até o ano passado, os estudantes com mais de 18 anos poderiam usar o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para receber o diploma do ensino médio. Agora, a certificação será feita exclusivamente pelo Encceja.

Confiança da Indústria avança 1,4 ponto em agosto

O Índice de Confiança da Indústria avançou 1,4 ponto em agosto, totalizando 92,2 pontos, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado hoje (29) em São Paulo. Houve alta da confiança em 11 dos 19 segmentos industriais avaliados.

O Índice da Situação Atual subiu 1,6 ponto para 90,0 pontos, o maior valor desde maio de 2014. Contribuiu para o resultado a melhor percepção sobre o nível dos estoques. A parcela de empresas que avaliam os estoques como excessivos caiu de 12,1% em julho para 10,8% em agosto, o menor percentual desde fevereiro de 2014.

Aumentou também o percentual de empresas que consideram o nível de estoques insuficiente: de 3,3% para 3,6% entre julho e agosto. Na avaliação da FGV, após piora consecutiva por quatro meses, as empresas continuam com estoques industriais indesejados em agosto.

O Índice de Expectativas aumentou 1,0 ponto e foi para 94,4 pontos. Contribuíram as melhores perspectivas para a produção nos três meses seguintes. O levantamento registrou alta na proporção de empresas prevendo produção maior de 29,1% para 34,2%. Aquelas que estimam produção menor passaram de 17,7% para 20,2% do total. Com o resultado, o indicador de produção prevista avançou 2,9 pontos, para 96,3 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada recuou 0,6 ponto percentual em agosto para 74,1%, nível próximo ao de junho e inferior à média no ano, de 74,5%.

Casa da Moeda: economistas não acreditam que privatização traga risco de fraude

A Casa da Moeda é uma fábrica de dinheiro e não decide política monetária. Essa é a conclusão de economistas consultados pela Agência Brasil, que identificam como um erro o temor de que a privatização da empresa fabricante de notas do Real e de passaportes traga risco de fraudes.

Uma das opiniões é da professora de Economia do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (Coppead) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Margarida Gutierrez, para quem existe uma interpretação equivocada entre produzir dinheiro e determinar a quantidade a ser emitida.

“As pessoas confundem o que é Banco Central e o que é Casa da Moeda. Casa da Moeda é uma fábrica que emite o que o Banco Central manda. Isso vale para qualquer Banco Central do mundo”, disse. “O controle disso não passa pelo capital da empresa, se é um capital estatal ou privado. O fato de ser pública significa que os governos podem mandar emitir moeda? Não”.

Para o professor do programa de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mauro Rochlin, o risco de ocorrer fraude seria o mesmo se a empresa fosse estatal, mas ele ponderou que caberá ao governo manter a vigilância.

“Sendo o setor privado o produtor, obviamente que o cliente, no caso o estado brasileiro, terá que exigir uma série de garantias de que a operação vai ser absolutamente segura”, disse, completando que é o Banco Central quem decide a quantidade de dinheiro a ser fabricada. “Quem faz política monetária é o Banco Central”.

Contas públicas

Na visão da professora Margarida Gutierrez, a privatização da Casa da Moeda não deve ser vista como forma de equilibrar as contas públicas e para suprir uma necessidade de caixa do governo, mas sim pelo lado da eficiência.

“A separação entre o Estado e as suas empresas públicas no Brasil não existe. Os estados e os governos usam as suas empresas para fazer o que querem. Então, acabam sendo empresas, mal gerenciadas, que não perseguem metas, que não buscam eficiência e isso se traduz para a sociedade em serviços de pior qualidade e preços mais altos”, disse.

Segundo ela, na hora de definir o contrato o governo terá que incluir o tipo de controle que fará na sua relação com o fornecedor, que poderia ser uma gráfica estrangeira, como americanas e britânicas, que já atendem a outros países nas demandas por moedas. “A gente está falando de uma mercadoria apenas e o fornecedor tem que garantir ao governo as condições que ele exigir”, afirmou.

Mauro Rochlin contou que os países que não têm Casa da Moeda contratam o fornecedor após uma licitação internacional. Várias gráficas que produzem papel moeda, selos, passaportes e documentos se candidatam para oferecer o serviço. “O edital estabelece certas exigências de controle, de monitoramento, de qualidade, de reserva e os países definem os seus fornecedores”, afirmou, avaliando, que, mesmo na emissão dos passaportes brasileiros, que, atualmente, são produzidos pela Casa da Moeda, não haveria riscos de fraudes.

Apontando uma situação extrema, o professor lembrou que, mesmo não sendo sede de uma empresa privada que fornecia moeda para o governo britânico, a Alemanha nazista procurou falsificar a moeda inglesa durante a Segunda Guerra Mundial. “Ainda assim, por uma questão bélica, a Alemanha buscou imprimir e despejar moeda inglesa no mercado e, dessa maneira, sabotar a economia inglesa”, informou.

O professor de Economia e Finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), no Rio de Janeiro, Ricardo Macedo, afirmou que, em alguns países da América Latina, o dinheiro também é produzido por uma empresa privada. Nos Estados Unidos, a fabricação de dinheiro em papel e das moedas é em empresas diferentes, embora a de moedas metálicas seja pública. ” Hoje, com tecnologias que se tem podemos criar mecanismos que evitam a falsificação com códigos garantidos pelo Banco Central”, opinou.

Macedo disse que, nas grandes economias em que o sistema é privado, não se tem notícia de problemas. “Nos Estados Unidos, o sistema é misto. A emissão do papel moeda é terceirizada, agora, da moeda metálica, não. Quem faz é o Banco Central”, contou. “Isso é para ter um certo controle de custos. O Banco Central americano tem muita reserva em ouro e prata e pode utilizar aquilo ali para cunhar moeda metálica. O papel moeda gera um custo adicional que não é interessante manter”.