Firjan debate qualidade do fornecimento de energia elétrica

O Sistema FIRJAN realiza nesta terça-feira (11) o seminário “Energia Elétrica, Indústria e Competitividade”, com foco na qualidade do fornecimento. No encontro, será apresentado o estudo “Retrato da Qualidade da Energia no Estado do Rio de Janeiro”. O documento, elaborado pela Federação, aponta e analisa os indicadores de interrupção de todos os municípios fluminenses.

A programação conta com a participação do superintendente de Concessões, Permissões e Autorizações de Transmissão e Distribuição da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Ivo Sechi Nazareno; do presidente da Enel Distribuição Rio, Ramon Castañeda; e do presidente da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), Nelson Leite.

Os consumidores industriais, representados pelo presidente da Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres), Edvaldo Santana, e pelo vice-presidente do Cluster Automotivo do Sul Fluminense, Mauro Barroso, apontarão as melhorias necessárias para a garantia da competitividade das empresas fluminenses. No evento, o Sistema FIRJAN também lançará seu novo site de energia elétrica.

Veja a programação:

9h – Abertura

9h15 – Lançamento do site de energia do Sistema FIRJAN
Estrutura: Ana Thereza Costa – Analista de Estudos de Infraestrutura do Sistema FIRJAN
Serviços e cases: Paulo Furio – Gerente do Instituto SENAI de Tecnologia Ambiental

9h40 – Qualidade da energia nos municípios fluminenses
Tatiana Lauria – Especialista de Estudos de Infraestrutura do Sistema FIRJAN

10h05 – Como tornar a energia um fator de competitividade? – A visão dos consumidores industriais
Abrace – Edvaldo Santana – Presidente
Cluster Automotivo – Mauro Barroso – Vice-presidente

11h10 Como tornar a energia um fator de competitividade? – A visão das instituições de energia
Aneel – Ivo Sechi Nazareno –  Superintendente de Concessões, Permissões e Autorizações de Transmissão e Distribuição
Enel – Ramon Castañeda – Presidente da Enel Distribuição Rio
Abradee – Nelson Leite – Presidente

Serviço

Evento: Seminário Energia Elétrica, Indústria e Competitividade
Data: terça-feira, 11 de julho de 2017
Horário: 9h
Local: sede do Sistema Firjan – Av. Graça Aranha, 1, Centro, Rio de Janeiro

 

Gestão da saúde deve ser estratégica

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Maria Carolina: “É preciso uma gestão integrada da saúde”

Dispor de um plano de saúde é o terceiro maior desejo do brasileiro, atrás apenas da casa própria e da educação. Como resultado, o benefício é um dos mais atrativos nas entrevistas de emprego. Porém, também se tornou um dos principais fatores na folha de despesas das organizações. Hoje, os planos já costumam ser o segundo item de maior custo para o RH. Levantamento da Aon registrou que, em 67% das empresas, o benefício representa aproximadamente 12% da folha de pagamento.

“Se mantivermos o mesmo histórico de crescimento dos últimos anos, ou seja, em patamares acima da inflação, em 2034 o custo com plano de saúde estará representando 27% da folha de pagamento”, prevê a gerente técnica de saúde da Aon, Maria Carolina Pazianotto.

O presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ), Paulo Sardinha, observa que a Reforma da Previdência deve provocar impacto direto na gestão do benefício. A elevação da idade mínima para aposentadoria vai aumentar a presença da terceira idade no mercado de trabalho, parcela esta da população que costuma utilizar mais os serviços de saúde.

Dados da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) apontam que o custo de um paciente idoso é quase três vezes maior que o de um adulto jovem. “A mudança na pirâmide etária do país fará com que a saúde se torne um importante ativo nas organizações. Trabalhar estrategicamente o bem-estar dos funcionários será um diferencial competitivo e fundamental para evitar o crescimento dos custos com os planos de saúde”, avalia Sardinha.

Para evitar o crescimento dos custos médicos, é importante observar as práticas adotadas no mercado antes da tomada de decisão sobre o benefício. “Trabalhar na gestão integrada do programa de saúde, avaliando um desenho de plano que reflita a realidade da empresa, e a atenção que o mercado exige, atrelado à gestão médica dos funcionários, com implementação de programas de qualidade de vida. A composição desta gestão traz resultados consistentes em médio e longo prazo, tornando o programa sustentável e eficaz”, orienta Maria Carolina.

Entretanto, ainda são poucas as empresas brasileiras que proporcionam algum tipo de estratégia de promoção de saúde. Quando há, na maioria dos casos, as ações são realizadas de forma isolada e pontual.

A diretora comercial da Allcare Corretora, Andrea Damásio, observa que ainda existem muitas oportunidades de redução de custo quando são introduzidos no desenho do plano alguns fatores. Ela cita como exemplo mecanismos de cooparticipação dos usuários, limitações de upgrade de produtos, controle e prevenção de doenças, entre outros. “O segredo está em um desenho adequado às necessidades de cada empresa”, orienta.

Há ainda a necessidade de a empresa em conseguir envolver e conscientizar o colaborador sobre o uso equilibrado do benefício. O funcionário desempenha um papel decisivo por meio do autocuidado, ou seja, na promoção de sua saúde, especialmente no momento de crise que traz ameaças para o bem-estar das pessoas. ”O caminho é promover o engajamento dos colaboradores na mudança de comportamento”, afirma Maria Carolina.

Matéria publicada na coluna Gestão de Pessoas, da ABRH-RJ

Programa de fomento prevê investimento em mídias digitais

Com cinco editais que totalizam R$ 8,6 milhões, o Ministério da Cultura lançou hoje (7), em Brasília, o Programa Nacional de Fomento do Audiovisual. De acordo com o ministério, pela primeira vez, serão contemplados projetos para canais web e aplicativos, além de festivais e mostras de audiovisual. As inscrições começam nesta sexta-feira (7), a partir da meia-noite, e poderão ser feitas até 21 de agosto. O objetivo é enriquecer e modernizar os editais já conhecidos, como os de curta metragem, com o incentivo à produção de novas mídias. “O jovem hoje se comunica pela internet. Você é produtor e distribuidor do conteúdo que prepara”, disse a secretária de Audiovisual da pasta, Mariana Ribas.

Segundo a secretária, o refinamento exigiu reflexão, para preservar um “dos grandes legados”, e não “somente repetir” os antigos entendimentos. “Temos que identificar quais as vocações do mercado, entender o que o jovem deseja.”

Peça que tem sobressaído no meio audiovisual, o canal web gratuito é contemplado em um edital específico, o juventude vlogueira. Na categoria, serão selecionadas 16 propostas de tema livre. O interessado, que deve ter entre 18 e 29 anos, poderá concorrer mesmo se já tiver outros canais, mas a proposta apresentada tem de ser original. Cada escolhido receberá R$ 50 mil e terá que abastecer o canal com, no mínimo, dois vídeos por mês, com duração de 5 a 15 minutos.

“O interessante da cultura digital é exatamente poder criar nichos, diversidade, mas cada um ter seu foco. Tem um mundo de feministas que estão indo por essa linha e se destacam. Você pode ter, em paralelo, os canais dos gamers [jogadores] que fazem vídeos sobre jogos. É falar sobre a sua área, de forma bastante específica. A gente quer ver essa diversidade de temáticas nos editais e dar essa possibilidade a quem ainda não tem sustentabilidade neste mercado“, afirmou a coordenadora de Novas Mídias na secretaria, Lina Távora, mestre em cinema.

Iniciantes na área do audiovisual poderão pleitear tutoria de profissionais do ramo. O treinamento é previsto no edital de desenvolvimento de roteiros, que dará R$ 40 mil a cada um dos 12 projetos selecionados.

Afinado com a robustez digital, o edital App pra Cultura destinará R$ 20 mil para cada um dos 40 aplicativos e jogos eletrônicos dedicados à difusão desse ramo. A regra é que metade deles crie exclusivamente conteúdo relacionado a cinema.

Participação feminina

Sucesso, segundo Lina, de políticas afirmativas para a equidade de gênero, o edital Carmen Santos busca assegurar a participação de mulheres no meio cinematográfico. Essa modalidade e a de temática e público livres subsidiarão 30 obras de curta metragem. Serão disponibilizados R$ 80 mil a cada projeto.

Pela primeira vez, o Ministério da Cultura distribuirá também recursos para mostras e festivais. O incentivo ocorre após a criação de um programa nacional relacionado à área. O edital é dividido em três modalidades, que distribuem diferentes faixas de recursos a partir do critério de experiência. Nenhum novato poderá concorrer, já que o nível mínimo é de duas edições já realizadas.

De acordo com Mariana, prioritários para o ministério, os editais foram elaborados no fim do ano passado. Ela admitiu a dificuldade de captação de recursos hoje em dia. “A gente está passando por um momento bastante complicado, os projetos têm tido bastante dificuldade para ser desenvolvidos, e os produtores têm nos procurado.”

“A gente sabe que nunca [a quantia de recursos] é suficiente, e não conseguimos atender todas as demandas”, ressaltou.

Todos os editais do programa já podem ser consultados no site do ministério.

Comércio e serviços devem consumir até R$ 1,2 bilhão de contas inativas do FGTS

Os trabalhadores com direito aos saques do último lote de retirada das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que começarão a ser pagos amanhã (8) pela Caixa Econômica Federal (CEF) devem utilizar até R$ 1,2 bilhão dos recursos no comércio e nos serviços.

Esta estimativa foi feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com base na projeção da CEF que o total dos pagamentos vão atingir R$ 3,5 bilhões.

Uma pesquisa dessas entidades em 12 capitais, mostrou que 21% dos novos beneficiários pretendem usar o dinheiro na liquidação de dívidas em atraso, enquanto 20% planejam pagar pelo menos uma parte dos débitos vencidos. Entre os consultados, 21% declaram que vão utilizar o resgate para as despesas diárias e 22% vão guardar na poupança. Uma parcela bem menor, de 7%, pretende gastar com viagens.

Aplicações entre os que já sacaram

Entre os trabalhadores já contemplados nas fases anteriores, 38% planejam quitar dívidas atrasadas e 39% pretendem reservar o dinheiro para os gastos no dia a dia. Um total de 6% empregou o dinheiro na regularização de parte de dívidas em atraso; 12% optaram pela poupança e 7% anteciparam o pagamento de prestações de crediário, casa e carro.

A pesquisa mostra ainda que mais da metade dos consumidores (54%) não têm direito aos saques e 10% desconhecem se têm este direito.

O levantamento foi feito nas seguintes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Participaram 800 entrevistados com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro foi estimada em, no máximo, 3,5 pontos percentuais, a uma margem de confiança de 95%.