BioParque do Rio, antigo Jardim Zoológico, é inaugurado
Complexo, de 60 mil metros quadrados, abre ao público na segunda-feira

 

Da Agência Brasil

Foi inaugurado hoje (18) o BioParque do Rio, o antigo Jardim Zoológico, na Quinta da Boa Vista, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. No parque, que abre as portas ao público na segunda-feira (22), será possível observar mais de mil animais de 140 espécies, espalhados por uma área de visitação de 60 mil metros quadrados.

“A sensação, quando a gente entra aqui, é que de fato está num parque de primeiro mundo. É muito bom confirmar que o Rio é capaz de entregar à população e àqueles que nos visitam um espaço com tanta qualidade. Que alegria poder estar aqui hoje”, disse o prefeito Eduardo Paes, durante a inauguração.

Entre as principais atrações do BioParque estão áreas como a Ilha dos Primatas, a Savana Africana, a Vila dos Répteis, o Jardim de Burle Marx e a Alameda Macaco Tião. O visitante irá ver de perto o leão Simba, o tigre William, a elefanta Koala e o casal de hipopótamos Bocão e Tim, além de araras azuis, jacarés-do-papo-amarelo e muitas outras espécies.

Segundo a prefeitura, os ambientes passaram por uma reformulação completa para garantir condições de bem-estar aos animais em recintos adequados a cada um.

O parque é uma concessão ao grupo Cataratas feita pela prefeitura do Rio de Janeiro em 2016. “Quero dizer para o grupo Cataratas e para aqueles que acreditam na parceria do setor privado com o público que nós vamos fazer muito mais no Rio, é só o início. Essa concessão é um orgulho, tenho certeza que a população da cidade vai poder desfrutar desse espaço”, afirmou Paes.

“Hoje é um dia histórico. O zoológico do Rio, há exatos 76 anos, em 18 de março de 1945, foi inaugurado. Foi o primeiro zoológico do Brasil. O que estamos fazendo aqui hoje é dando um novo salto: 76 anos depois, estamos inaugurando aqui um novo conceito de zoológico, um centro de conservação da biodiversidade”, disse Pablo Morbis, presidente do grupo Cataratas, que no Rio administra ainda o AquaRio, o Centro de Visitantes Paineiras e o acesso ao Cristo Redentor.

O  BioParque do Rio funcionará, diariamente, das 9h às 17h.  A venda de ingressos avulsos começará no dia 22 e ocorrerá exclusivamente pelo site. A entrada custa R$ R$ 39,75, com meia a R$ 19,87. Quem quiser aderir ao programa de sócio anual, garantindo acesso ilimitado ao parque pelo período de um ano, vai pagar um valor único de R$ 80, podendo incluir até sete dependentes por R$ 60 cada.

Rede D’Or patrocina site em homenagem ao bairro da Glória
Projeto vai ao encontro da restauração do prédio da Beneficência Portuguesa e inauguração do Glória D’Or

 

O antigo Hospital da Beneficência Portuguesa é um dos prédios históricos registrados no portal

 

Da Redação

A história da Rede D’Or São Luiz com o bairro da Glória vai ganhar mais um bonito capítulo a partir do dia 21 de março. Será lançado o site Ó Glória! (www.ogloria.art.br). Produzido pela Inspirações Ilimitadas e patrocinado pela Rede D’Or, o site celebra a memória de um dos mais tradicionais e antigos bairros do Rio de Janeiro. A página reúne fotos inéditas, textos, depoimentos em vídeo, mapas, que contam a história de um dos primeiros espaços a serem ocupados na cidade. Para o gerente de marketing do Grupo, Rafael Werneck, é uma honra contribuir com o bairro em que o grupo inaugurou, em agosto do ano passado, o Glória D’Or, que possui a maior emergência da Rede no Rio.

“Colaborar com a preservação e restauração do patrimônio cultural é um dos compromissos da política de patrocínio da Rede D’Or São Luiz. O site Ó Glória é complementar à iniciativa de restauração e modernização do edifício da Beneficência Portuguesa, localizado nas ruas Santo Amaro e Benjamin Constant, que há mais de dois séculos, marca a paisagem monumental da cidade”, afirma.

Iniciado em 2017, o processo de restauração da Beneficência e construção do novo hospital contribuiu para revitalização da área, bem como situou o bairro como referência em medicina de ponta. Uma equipe de engenheiros e arquitetos trabalhou por três anos para concluir o projeto, que exigiu um estudo detalhado, pois passou pelo crivo do Instituto do Patrimônio Histórico Municipal e teve que ser aprovado pela prefeitura. Mais de 1.000 fotos compuseram o levantamento de itens como escadas monumentais, pilares de granito, balaústres de louça, pisos de mármore, grandes vitrais e obras de arte.

As modernas instalações da emergência trazem um contraponto à arquitetura clássica que marcam os prédios históricos. Com capacidade para 20 mil atendimentos mensais, a unidade está preparada para atender casos de média e alta complexidade, dispondo de tecnologia de última geração e uma equipe altamente qualificada. O complexo hospitalar ainda vai abrigar um centro integrado de assistência, ensino, pesquisa e inovação.

O apoio a projetos que valorizem a Cidade Maravilhosa ratifica também a origem da própria Rede D’Or. Fundada há mais de 40 anos, a trajetória da empresa se confunde com a história da medicina no Rio. Atualmente, são 16 hospitais à disposição do carioca e que mostram que o vínculo não é apenas com um bairro ou uma região, mas com todo o município. “Mesmo com a expansão para outros estados, a empresa nunca esqueceu a sua origem e sempre manteve o Rio como prioridade”, destaca Werneck.

Viagem virtual

Compõe o rico conteúdo do site um mapa interativo indicando 150 bens culturais preservados e tombados e abas com a evolução urbana do bairro, seus principais arquitetos e paisagistas percorrendo 400 anos de história. O público também poderá percorrer a memória da Glória através das 50 iconografias históricas; 100 fotos atuais feitas especialmente para o site, 16 vídeos depoimentos de especialistas; e uma exposição com 35 imagens inéditas do fotógrafo Cesar Duarte. Outra atração é acompanhar o voo de pássaro mostrando um dia no bairro.

Empatia organizacional impõe desafios e mudança de cultura às empresas
Estabelecer o diálogo é fundamental para o sucesso da organização

 

Marie alerta que funcionários desengajados acabam sobrecarregando os colegas

 

Da Redação

A valorização do indivíduo e de suas ideias – em contraponto à supervalorização do capital e da tecnologia – ganha importância cada vez maior nas empresas. Como gerar engajamento em um ambiente altamente competitivo, com prazos apertados, metas difíceis de cumprir e pressão diária por resultados? A comunicação empática passa a ter papel-chave neste cenário. Lidar com desafios exige capacidade de diálogo, de se expressar de forma clara e, sobretudo, de ouvir o outro com atenção.

A empatia organizacional torna-se possível com uma gestão de pessoas focada nas aptidões humanas, levando em conta seus sentimentos e necessidades. Com um ambiente que favoreça a cooperação e os diálogos construtivos. As organizações buscam pessoas engajadas, que trabalhem com adesão aos propósitos da empresa. O objetivo é harmonizar as necessidades do indivíduo com as da empresa. Um jogo de ganha-ganha.
Neste caso, a empatia organizacional é um diferencial na gestão de negócios, pois consegue identificar perfis certos para liderança, além de antecipar conflitos e reter talentos. É também o caminho para uma comunicação de grande alcance e clareza no ambiente corporativo.

Sem engajamento, colaboradores correm o risco de não sair do modo automático, não colocam energia no que fazem ou – o que é pior – fazem apenas por submissão, de má vontade. Sem estímulo, podem até deixar de cumprir suas tarefas.  Especialista em empatia e Comunicação Não-Violenta, Marie Bendelac Ururahy explica que as empresas pagam um preço alto pelo desengajamento de seus colaboradores.

“Elas deixam de crescer e não alcançam metas de produtividade e de lucros. Esse ambiente de baixa adesão vem acompanhado de estresse. Funcionários desengajados, muitas vezes, não levam a cabo suas tarefas e acabam sobrecarregando os colegas. Tudo isso pode levar a doenças, desequilíbrio, desgaste emocional. Uns fazem pouco, outros fazem demais”, alerta.

Marie explica que o desafio é trazer mais equilíbrio para cada estrutura, cada equipe, com pessoas que aderem a um propósito bem definido. “É fundamental ter confiança em uma diretoria. É como um time de atletas de alta performance. Precisam estar bem alinhados, em sintonia, com uma comunicação clara. Todos precisam ser capazes de compreender qual o papel do outro e se apoiarem mutuamente, em vez de julgar. Daí a importância da empatia organizacional”, acrescenta a especialista.

Além de mentora e coach de empresas, Marie é criadora do Método Conecta, um programa com aulas e exercícios práticos sobre empatia e CNV, que oferece ferramentas para a construção de relações mais saudáveis e harmoniosas. “O Método é aplicado nas empresas com o estímulo à curiosidade. São dois desafios: o primeiro é dedicar tempo ao diálogo e ouvir o outro. Isso demanda tempo e energia. O segundo é manter esse diálogo de forma construtiva. A superação desses desafios passa por uma comunicação eficiente, baseada na escuta empática”, diz Marie.

Segundo Marie, apesar dos avanços, a maioria das empresas ainda engatinha quando se trata de usar as ferramentas da CNV e da empatia.  “Mudar cultura exige intenção, motivação. É preciso enxergar algum benefício. As lideranças estão tentando fazer o melhor diante dos desafios, com os recursos de que dispõem. Mas isso demanda tempo, energia e investimentos. O mais fácil é não fazer – ficar na inércia”.

Na busca da empatia organizacional, o Método Conecta consiste de três passos básicos.

  1. Curiosidade: mudar o mindset das empresas, desenvolver a arte de fazer perguntas para compreender o outro.
  2. Empatizar: tentar entender como o outro se sente e quais suas necessidades. É como aprender um novo idioma. As empresas não dominam esse vocabulário.
  3. Checar: verificar se o que você entendeu é realmente o que o outro quer dizer. Ou seja, capturar a mensagem em toda a sua extensão. Demonstrar interesse pelas ideias do outro faz toda a diferença.

Marie conclui lembrando que é necessário mudar a cultura nas empresas para fazer a diferença. Desenvolver a capacidade de influenciar, mas sem manipular.  O modo autoritário de gerenciar pessoas está com os dias contados. Ele não tem a menor chance de promover engajamento. Hoje, até 75% da força de trabalho reside em uma nova geração, formada em sua maioria por millenials.  “Esses jovens são movidos pela força do propósito, eles precisam ver sentido no que fazem. Querem espaço para que suas ideias sejam ouvidas e aproveitadas. Cultivam autonomia, liberdade e propósito. Caso contrário, não permanecem nas empresas”, afirma.

Papa Francisco deixa o Iraque após visita de três dias
Foi a primeira visita de um chefe de Estado do Vaticano ao país

 

Da Agência Brasil

O papa Francisco deixou hoje (8) o Iraque, após a primeira visita de um chefe de Estado do Vaticano ao país. Não foram registrados incidentes em territórios marcados pela guerra, informaram os repórteres da AFP.

Desde sexta-feira (5) o papa percorreu o Iraque, tendo passado por Bagdá, Mossul, Qaragosh, Ur e Erbil.

O chefe de Estado do Vaticano defendeu uma das mais antigas comunidades cristãs do mundo perante o aiatolá Ali Sistani, referência religiosa dos muçulmanos xiitas do Iraque.

“O Iraque vai continuar para sempre comigo, no meu coração”, disse nesse domingo o papa Francisco, de 84 anos, perante milhares de fiéis que se juntaram num estádio de Erbil, Curdistão iraquiano, para uma cerimónia religiosa.

Os cristãos no Iraque são atualmente 01% da população, depois de terem constituído cerca de 06% dos habitantes do país, há duas décadas.

A viagem foi o primeiro deslocamento de Francisco ao estrangeiro nos últimos 15 meses.

Devido à pandemia de covid-19 e com exceção da missa de Erbil, ele só se encontrou com algumas centenas de pessoas ao longo da viagem.

O papa percorreu 1.445 quilômetros em território iraquiano, a maior parte do tempo de avião ou de helicóptero sobrevoando zonas onde se encontram células clandestinas de grupos de extremistas islâmicos.

Quando se dirigiu ao país, o chefe da Igreja Católica disse que o “terrorismo abusa da religião”, apelou à paz e à unidade no Oriente Médio e lamentou a saída de cristãos da região, obrigados a procurar refúgio em outros países.

Francisco participou de uma cerimónia ecuménica, com diversas confissões de religiosos do Iraque.

A missa ocorreu em Ur, a cidade natal do patriarca Abraão.