Termina nesta sexta prazo para se inscrever no ‘Enem dos concursos’
Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) já registra mais de 1,7 milhão de inscritos

 

Da Redação

Termina nesta sexta-feira (09) o prazo de inscrições para o Concurso Nacional Unificado, mais conhecido como “Enem dos concursos”. Até o momento, mais de 1,7 milhão de pessoas já se inscreveram. São oferecidas 6.640 vagas para 21 órgãos federais com salários de até R$ 22,9 mil. As provas serão realizadas em 220 cidades do país, em 5 de maio.

Há cargos que exigem formações específicas e outros que estão disponíveis para candidatos graduados em qualquer área de conhecimento. Os salários iniciais vão até R$ 22,9 mil.

Além disso, do total de vagas de cada cargo, 5% serão reservadas para pessoas com deficiência (PCDs) e 20% para pessoas negras. Na Funai, 30% das oportunidades serão destinadas para indígenas.

Para se inscrever no “Enem dos concursos”, o candidato precisa acessar o endereço https://cpnu.cesgranrio.org.br/login e fazer login com a sua conta gov.br.

Após preencher os dados pessoais, o usuário vai selecionar um dos oito blocos temáticos disponíveis e quantos cargos quiser/puder dentro dele, colocando-os em ordem de preferência.

O custo é de R$ 60, para vagas de nível médio, e de R$ 90, para ensino superior.

Klabin registra EBITDA Ajustado de R$ 6,259 bilhões em 2023
O custo caixa total por tonelada sofreu redução de 12% na comparação entre o 4T23 e o 4T22

 

Da Redação

A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens e soluções sustentáveis em embalagens de papel do Brasil, atingiu EBITDA Ajustado de R$ 6,259 bilhões em 2023, redução de 20% no comparativo com 2022 – excluídos efeitos não recorrentes. O EBITDA Ajustado foi de R$ 1,620 bilhão no 4T23, excluindo efeito não recorrente, com destaque para a queda de 12% no custo caixa total por tonelada no comparativo anual, resultado dos esforços da Companhia na busca por eficiências operacionais.

O volume total de vendas, excluindo madeira, totalizou 3,6 milhões de toneladas em 2023. No quarto trimestre do ano passado, o volume total de vendas atingiu 961 mil toneladas, com destaque para alta de 10% no segmento de celulose e 11% de papel-cartão, quando comparados ao quarto trimestre de 2022. O volume de papel-cartão já reflete o ramp-up da Máquina de Papel 28, que iniciou sua operação em junho de 2023. Com isso, a Receita Líquida da Klabin totalizou R$ 18,0 bilhões no ano de 2023 e R$ 4,5 bilhões no 4T23.

O endividamento líquido da Klabin encerrou o ano de 2023 em R$ 20,2 bilhões e a alavancagem líquida, medida pela dívida líquida sobre o EBITDA Ajustado em US$ era de 3,3x, dentro dos parâmetros estabelecidos pela Política de Endividamento Financeiro da Companhia.

O Fluxo de Caixa Livre Ajustado (FCL) somou R$ 3,1 bilhões em 2023, o que representa um FCL Ajustado yield de 13,3%. Ainda no ano passado, a Companhia distribuiu R$ 1,358 bilhão em proventos, equivalente ao dividend yield de 5,8%, comprovando a sua capacidade de geração de valor aos acionistas.

Investimentos

A Klabin investiu R$ 4,307 bilhões em suas operações e em projetos de expansão ao longo de 2023, o que representa redução de 26% em relação a 2022. As atividades de silvicultura receberam R$ 808 milhões; para a continuidade operacional foram aportados R$ 879 milhões; a compra de madeira em pé e expansão florestal totalizou R$ 290 milhões; para os projetos especiais, principalmente os projetos Figueira e Horizonte, foram destinados R$ 785 milhões; além de R$ 7 milhões para as obras preparatórias da troca da caldeira da Unidade Monte Alegre (PR). Os investimentos no Projeto Puma II somaram R$ 1,539 bilhão em 2023, 52% menor comparado a 2022.

Congresso discute mudança na forma de arrecadação das contribuições previdenciárias
Expectativa é de que a Proposta de Emenda à Constituição entre na pauta após o recesso palamentar

 

Da Redação

Enquanto as atenções estavam centradas na aprovação da reforma tributária e ao vai e vem da desoneração da folha, quase duas centenas de deputados federais, apoiados pela CNS – Confederação Nacional de Serviços, fizeram um movimento para dar segurança ao futuro da previdência social do país, dar tratamento igual a todas as empresas em relação aos tributos que incidem sobre a folha salarial e adotar medidas para todos pagarem impostos proporcionais aos seus rendimentos.

PEC 63/2023 – deve tramitar com a volta do recesso parlamentar, sendo analisada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. São signatários da proposta 175 deputados integrantes da Frente Parlamentar para Desoneração da Folha de Pagamentos. Integram deputados de todos os partidos políticos representados no Congresso.

O texto da emenda dá nova redação ao art. 195 da Constituição Federal, para substituir as contribuições sobre a folha de salários e sobre a receita ou faturamento pela contribuição sobre a movimentação ou transmissão de valores e de créditos e direitos de natureza financeira.

Os fundamentos da proposta estão em estudo produzidos pela CNS os quais podem ser conhecidos aqui

– A Confederação Nacional de Serviços tem agenda clara em defesa dos interesses da sociedade e tem trazido evidências muito objetivas quanto à relevância de dar sustentabilidade através de emprego, garantia de renda e recuperação econômica das empresas, representadas ou não pela instituição, diz Luigi Nese, presidente da CNS.

Exportação de energia a países vizinhos produz ganho de R$ 888 milhões
Valor permite diminuir impactos na tarifa dos consumidores brasileiros

Da Agência Brasil

O Brasil exportou 844 megawatts médios de energia elétrica para a Argentina e Uruguai em 2023. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), esse foi o maior volume de toda a história do país.

Pelos cálculos da instituição, o benefício para o Brasil chegou a R$ 888 milhões, dinheiro que permite reduzir o custo de produção nas hidrelétricas e ainda diminui os impactos na tarifa dos consumidores brasileiros, que são proporcionais ao total exportado.

O presidente do Conselho de Administração da CCEE, Alexandre Ramos, disse à Agência Brasil, que esse volume exportado foi feito em duas fases entre janeiro e dezembro de 2023. Uma delas corresponde à exportação da energia obtida por geração de centrais termelétricas de 354 megawatts médios, dos quais 86% foram para a Argentina e 14% para o Uruguai. Segundo Ramos, a operação gerou um benefício de R$ 106 milhões, revertidos nas tarifas pagas pelos consumidores, por meio das contas bandeira definida entre as cores vermelha, amarela e verde.

“A possibilidade de geradoras brasileiras exportarem energia para outros países, no caso aqui, Argentina e Uruguai, permite a reversão de ganhos para o setor e obviamente essa reversão de ganhos recai como benefício aos consumidores de energia elétrica do mercado cativo”, disse.

A outra parte é referente à energia hidráulica, que tem a reversão por meio da redução do valor pago pelas usinas hidrelétricas no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE). “Parte desses valores é revertida para os consumidores, principalmente em relação às usinas que participam do regime de cotas”, afirmou Ramos, completando que a exportação deste tipo de energia atingiu 490 megawatts médios, tendo 77% para a Argentina e o restante para o Uruguai. “Gerando um benefício para o MRE em torno de R$ 782 milhões”, concluiu.

A água em excesso nos reservatórios é utilizada para a geração de energia. O excesso Ramos destacou que a procura dos mercados argentino e uruguaio coincidiu com um cenário bastante positivo para o Brasil, a partir dos reservatórios que se recuperaram no período úmido.

As energias renováveis produzidas pelas usinas eólicas e solares contribuíram para a formação desse cenário mais favorável à exportação do excedente. No entanto, a prioridade é atender o sistema brasileiro. Conforme o presidente, não há previsão de exportação neste início de ano por causa do calor que deve aumentar a demanda do consumidor brasileiro por energia.

Ramos comentou que a exportação para os dois países vizinhos não é uma questão de preferência, mas de viabilidade na operação. “Primeiro que para exportar tem que ter uma necessidade de demanda do outro lado da fronteira. É uma questão de oferta e demanda e obviamente tem que ter condições físicas, os sistemas de transmissão e de medição devidamente adequados para que essa exportação ou importação e faça”, observou.

Segundo a CCEE, a negociação com os países vizinhos foi facilitada pela implantação do procedimento competitivo para a Exportação de Vertimento Turbinável (EVT), que comercializa energia elétrica produzida a partir da água que seria liberada pelas comportas dos geradores hídricos, um procedimento comum em cenários hidrológicos favoráveis, como o atual. A operação foi lançada em outubro de 2022, com base na Portaria Normativa nº 49/2022 do Ministério de Minas e Energia (MME).

“No invés de pagar em função de necessidade de importação de energia térmica para completar o consórcio do MRE no caso de deficiência de geração hídrica acaba tendo a possibilidade de reduzir através desse benefício da exportação de energia resultante de vertimento turbinável de geração hídrica esse valor”, acrescentou.

Ramos explicou que o recorde alcançado em 2023 leva em consideração a base das exportações registradas pelo setor elétrico nos anos anteriores, mas em condições totalmente distintas das que foram estabelecidas pela portaria nº 49.

“Existe a necessidade, e a gente já está trabalhando junto ao Ministério de Minas e Energia no aprimoramento das regras de importação e exportação. Nos últimos dois, três meses foi grande o volume de empresas comercializadoras que requereram a outorga de importar e exportar energia em função exatamente da organização dos critérios da portaria 49”, adiantou o presidente.

Antes das novas regras de importação e exportação de energia, a negociação era por meio de um tipo de negociação de escambo, com o volume devolvido quando o país destinatário tivesse excedente para devolver a energia comercializada. Para cada operação era editada uma portaria específica para aquela operação.

CCEE

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica é uma associação civil sem fins lucrativos, que tem a responsabilidade de viabilizar a compra e a venda de eletricidade no país, além de assegurar que esse insumo essencial chegue à população e aos setores produtivos do Brasil.

“Desde 1999, reúne geradores, distribuidores, comercializadores e consumidores em um único propósito: desenvolver mercados eficientes, inovadores e sustentáveis em benefício da sociedade. Em suas operações, que envolvem tanto o ambiente de contratação livre como o regulado, líquida anualmente mais de R$ 150 bilhões”, informou a Câmara.