Governo retoma programa de fortalecimento da agroecologia
EcoForte incentiva produção sustentável de alimentos saudáveis

Da Agência Brasil

O governo federal anunciou a retomada do Programa de Fortalecimento das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica, o EcoForte. A iniciativa, criada inicialmente em 2013, incentiva a produção sustentável de alimentos saudáveis. O compromisso  foi firmado na noite dessa segunda-feira (20), na cerimônia de abertura do 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia, no Rio de Janeiro. 

O EcoForte é uma parceria entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Banco do Brasil (FBB). O acordo foi assinado pelos ministros do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo. Também há recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O programa, que visa fortalecer a agroecologia e a produção orgânica, busca novos modelos de desenvolvimento econômico, alinhados aos princípios de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental. Além de ser um impulso para a agricultura sustentável, o EcoForte contribui para práticas que combatam a fome, a pobreza e as desigualdades.

“Precisamos de uma mudança na agricultura. Uma mudança agroecológica. O meio ambiente está reclamando forte, por isso temos que ter outra cultura. Uma cultura orgânica”, disse o ministro Teixeira.

Comissão nacional

Outra medida anunciada durante o congresso no Rio de Janeiro é a instalação da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. O colegiado atuará como órgão consultivo e tomador de decisão, reunindo representantes de diversos setores para promover a integração de políticas e ações em prol da agroecologia e da produção orgânica no país.

De acordo com o governo, além de efeitos domésticos, a retomada do EcoForte e a criação da Comissão de Agroecologia consolidam o país como referência global na busca por um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo.

O encontro

Congresso Brasileiro de Agroecologia reúne até quinta-feira (23) autoridades, pesquisadores, professores, estudantes, técnicos e agricultores familiares, além de representantes de povos e comunidades tradicionais, indígenas e ativistas de movimentos sociais. O evento propicia diálogo entre governo e sociedade civil, incluindo temas relacionados à retomada da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO).

Mercosul

Também nesta semana, o Rio de Janeiro sedia outro evento relacionado à agricultura familiar e à produção de alimentos, a Reunião Especializada em Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf).

A reunião discutirá, até quinta-feira (23), recomendação feita aos países-membros do bloco que visa a elaboração, o fortalecimento e a ampliação de políticas públicas de agroecologia e para a transição agroecológica, em linha com as diretrizes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que prioriza a transformação para sistemas agroalimentares mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis. São presenças confirmadas delegações da Colômbia, do Uruguai, Paraguai, Chile e da Argentina.

Aliança Global é essencial para política dos biocombustíveis que precisam de políticas públicas específicas para se desenvolverem
*Por Marcela Rodrigues e Isabela Morbach

   

Marcela Rodrigues (esquerda) é engenheira ambiental, e Isabella Morbach é advogada.

 

O Brasil produz e utiliza biocombustíveis há 40 anos e vem gradativamente ampliando a sua utilização. Segundo o Balanço Energético Nacional, em 2022 as biomassas (cana, lenha, lixívia entre outras) responderam por 31,4% da oferta de energia interna do Brasil. O crescimento desse setor tem oferecido benefícios importantes como a criação de empregos, geração de renda regional e estímulo para a redução de parte das emissões de gases do efeito estufa vindos de transportes rodoviários. Para se ter uma ideia, apenas os biocombustíveis líquidos geraram 4% do total de energias para transportes em 2022. Para além do uso da madeira e da cana, os resíduos agroindustriais e biomassas com ciclos de crescimento curtos e de baixo custo complementam a oferta de biocombustíveis.

Mas mesmo com a participação significativa, a valorização dos biocombustíveis e o potencial de crescimento na matriz energética nacional, algumas fontes de bioenergia ainda são desvalorizadas e associadas a subdesenvolvimento

Uma explicação para a desvalorização dessas fontes em âmbito nacional é a carência de políticas específicas para o seu desenvolvimento, como acontece no caso do etanol e do biodiesel, além da existência de legislações que excluem ou não englobam as particularidades de todas os biocombustíveis. É necessário replicar políticas públicas específicas, como aquelas desenvolvidas para estimular o aumento de produção do etanol e biodiesel nos anos 70, diante da crise do Petróleo. O PróAlcool (Programa Brasileiro de Álcool) é um exemplo de política que ajudou a alcançar o potencial de produção de biocombustíveis atual.

Já no mercado externo a valorização é crescente. Na União Europeia, o consumo de pellets, um tipo de combustível sólido produzido a partir de materiais orgânicos, atingiu 24,5 milhões de toneladas em 2021 – um aumento de 18% em relação ao ano anterior – com os setores residencial e comercial (aquecimento de espaços) representando dois terços (66,1%) desse consumo. A indústria e as utilidades (vapor e energia) representaram os restantes 33,9%. A chegada do inverno no hemisfério norte em um cenário de volatilidade de preços e de incerteza de abastecimento de fontes fósseis demonstra a existência da grande demanda e do potencial comercial de exportação de combustíveis de biomassa.

E é pensando no crescimento da demanda internacional que há de se elogiar o lançamento, durante o encontro do G20 em 2023, da Aliança Global para Biocombustíveis, iniciativa que reúne 19 países incluindo Brasil, Estados Unidos e Índia (os três principais produtores de biocombustíveis do mundo) e 12 organizações internacionais. A iniciativa inclui diversas medidas de fomento à produção sustentável e ao uso de biocombustíveis no mundo como a adoção de 20% de mistura de etanol na gasolina, a fabricação de automóveis flex e o desenvolvimento e produção de biocombustíveis de segunda geração.

A Aliança Global para Biocombustíveis é uma oportunidade histórica para a consolidação de uma cooperação entre países em nível governamental, acadêmico, tecnológico e empresarial, através da produção sustentável de biocombustíveis e da recuperação da produtividade de áreas já degradadas. De acordo com dados da Agência Internacional de Energia, a produção global de biocombustíveis sustentáveis precisa triplicar até 2030 para que o mundo possa alcançar emissões líquidas zero até 2050. As metas de aumento da participação de biocombustíveis aumentarão ainda mais o consumo mundial e a necessidade de ampliação do número de fornecedores.

É preciso pensar nos biocombustíveis como um dos meios estratégicos para a redução de emissões de gases do efeito estufa no Brasil. É importante olharmos também para o controle dos usos da terra, tecnologias de captura e armazenamento de carbono, entre outras soluções. Nessa diversidade de soluções, os biocombustíveis são parte da cadeia sustentável e a criação de uma aliança que fortalece o setor oferecerá diversos benefícios a nível mundial, além de criar um ambiente favorável para a criação de novas políticas públicas e criação de regras específicas para cada um dos biocombustíveis utilizados.

*Marcela Rodrigues é Engenheira Ambiental, assessora legislativa e pesquisadora do Laboratório de Energia e Ambiente da UnB

*Isabela Morbach é advogada, doutora em Planejamento Energético, Counsel do Campo Mello Advogados in cooperation with DLA Piper e diretora da CCS Brasil

Moss detalha na COP28 aplicações de inteligência artificial para combater a crise climática
Em sua terceira participação no maior fórum global de discussão da agenda climática, climatech brasileira faz três palestras sobre os desafios do mercado de carbono brasileiro e como a tecnologia pode dar escala para que o Brasil alcance seu potencial

A proteção da Amazônia e a agenda global de combate às mudanças climáticas têm muito a ganhar com o avanço das aplicações de inteligência artificial (IA) e novas metodologias para o desenvolvimento de projetos de geração de créditos de carbono. Essa é a principal mensagem da participação da Moss, climatech brasileira, na COP28 — 28ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas —, que acontece entre os próximos dias 30 de novembro e 12 de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Em sua terceira participação consecutiva neste que é o maior fórum global de discussão de soluções para a crise climática, a Moss terá dois de seus executivos como conferencistas. Na primeira das duas palestras que fará no evento, a COO da Moss, Cláudia Backes, abordará como a automação dos processos utilizando tecnologia nos permitirá ganhar agilidade para desenvolver projetos de geração de créditos de carbono, no dia 3 de dezembro. A executiva vai detalhar os desafios atuais com dados de desmatamento e trazer uma visão geral do mercado atual no Brasil, além de exemplificar, como a Moss aplica data lake e algoritmo para rodar o Moss Forest e quais são os resultados.

As aplicações de inteligência artificial são o assunto da palestra “IA para ação climática: Como podemos salvar a Amazônia com tecnologia”. Nessa apresentação, agendada para 4 de dezembro, Backes mostrará como a IA pode ser usada para estruturação de dados relacionados à floresta e para otimização de processos, de forma a evitar que inconsistências na padronização e apresentação de dados para projetos. A COO vai apresentar o modelo da Moss de aplicação de IA e machine learning usado no desenvolvimento de projetos de carbono.

Também falando da dinâmica de geração de créditos de carbono, o diretor técnico da Moss, Daniel Horle, fará a palestra “O futuro do carbono: Novas metodologias para projetos de conservação de alta qualidade”, parte do painel “Descarbonização e sustentabilidade” da COP28, no dia 5 de dezembro. Na sua apresentação, Horle vai tratar de pontos como custos e falta de acessibilidade, além de possíveis soluções para os projetos ganharem escala.

“Em mais uma edição da COP28, estamos comprometidos em fomentar o diálogo e promover avanços na agenda, ressaltando nosso protagonismo no desenvolvimento de soluções inovadoras e impactantes para desafios ambientais globais”, afirma Luis Adaime, CEO e fundador da Moss.

A climatech atua hoje fortemente no desenvolvimento de projetos para reduzir o desmatamento e impactar positivamente o desenvolvimento socioeconômico local.

A programação completa da COP28 está no site https://www.cop28.com/.

Os segredos empresariais de Mauricio de Sousa
Livro "Crie de manhã, administre à tarde", que revela a jornada e os valores do criador da Turma da Mônica, terá sessão de autógrafos no dia 25 de novembro, na Livraria Drummond

Mauricio de Sousa, criador de Turma da Mônica.

No livro “Crie de manhã, administre à tarde – Os segredos empresariais por trás do gênio”, Mauricio de Sousa relata sua jornada, dificuldades e sucessos como empreendedor e como o equilíbrio entre seu gênio criativo e habilidade nos negócios o tornou parte de um legado na cultura brasileira. Escrito em parceria com Renata Sturm e Guther Faggion, a obra revela uma série de valores essenciais para quem deseja obter êxito em seu negócio.

A sessão de autógrafos com os três autores será realizada no dia 25 de novembro, a partir das 16 horas, na Livraria Drummond – Av. Paulista 2073 – Conjunto Nacional, Loja 153 – Consolação – São Paulo -SP. Serão distribuídas 50 senhas a partir da abertura da Livraria Drummond, as 10 horas, no dia 25 de novembro, dia do evento. Uma senha por livro adquirido.

Quando se faz uma pesquisa unindo a palavra “negócios” com Mauricio de Sousa, não há muito conteúdo disponível. Existem alguns números e uma porção de falas que especulam, mas não revelam o lado de um Mauricio pouco conhecido: o empreendedor.

Poucos negócios no Brasil conseguiram ser tão longevos e ainda deixam um legado suficientemente grande a se perpetuar por diversas gerações. A Mauricio de Sousa Produções (MSP) sobreviveu a três constituições, dezenas de planos econômicos, sete mudanças de moeda, uma ditadura, 21 presidentes e uma infinidade de instabilidades políticas.  Mais que sobreviver, expandiu e se consolidou entre os líderes mundiais do mercado de produção de quadrinhos, sendo um dos maiores estúdios em atividade no planeta.

“Crie de manhã, administre à tarde – Os segredos empresariais por trás do gênio” levará o leitor a conhecer o criativo e empreendedor Mauricio de Sousa.

SERVIÇO

Título: “Crie de manhã, administre à tarde – Os segredos empresariais por trás do gênio”

Categoria: não ficção, negócios

Editora: Maquinaria Editorial

Páginas: 256

Preço de capa: R$ 69,90

Sessão de autógrafos

25 de novembro de 2023

A partir das 16 horas

Livraria Drummond

Av. Paulista 2073 – Conjunto Nacional, Loja 153 – Consolação – São Paulo – SP

Serão distribuídas 50 senhas a partir da abertura da Livraria Drummond, as 10 horas, no dia 25 de novembro, dia do evento. Uma senha por livro adquirido.