Nexxera, maior plataforma de automação financeira do Brasil, amplia a oferta de crédito em momento de retração da economia
Empresa apresenta sua nova oferta, o Hubly Open, para ampliar o acesso ao crédito com meta de atender 6 mil clientes até o final de 2023

A Nexxera, maior plataforma integrada de serviços financeiros, mercantis e crédito do Brasil, lançou o Hubly Open, um ecossistema de soluções financeiras e comerciais com assinatura mensal, valor fixo e uso ilimitado de serviços, até então cobrados separadamente. A inovação, que amplia a oferta de crédito para empresas de todos os portes em um momento de retração da economia, é capaz de reunir e conectar, em um único ambiente, clientes e toda a cadeia de valor, como fornecedores, instituições financeiras e empresas de diferentes portes e segmentos, facilitando a gestão de informações. Com o Hubly Open, a Nexxera, que já transacionou mais de R$ 51 bilhões em crédito nos últimos cinco anos, pretende, até o final de 2023, conquistar seis mil novos clientes, triplicando o volume transacionado. Para 2024, a projeção é de alcançar 40 mil novos CNPJs como assinantes para o novo serviço.

A primeira etapa de lançamento do Hubly Open já foi liberada para 300 clientes diretos da Nexxera. O serviço tem custo mensal de apenas R$ 2,2 mil e proporciona que empresas de qualquer porte possam ampliar o acesso ao crédito e se conectar a outras organizações de tamanho e segmentos diferentes, reduzindo tempo, custos, processos e estruturas. Com isso, podem melhorar a gestão, e, consequentemente, os resultados e a rentabilidade, além do crescimento do negócio e da base de clientes.

– É uma quebra de paradigma no mercado. Nos modelos anteriores de precificação, só um serviço de integração de rede já custava quase o preço da assinatura. Esse novo modelo de acesso permite que as pequenas e médias empresas também tenham acesso ao crédito, se beneficiem de um sistema de gestão financeira testado, medido e aprovado por milhares de organizações – diz Edson Silva, presidente do Grupo Nexxees, do qual a Nexxera pertence.

Com mais de 30 anos de experiência no mercado e domínio total das dinâmicas de pagamento e cobrança no universo B2B, incluindo as maiores empresas do Brasil, o Hubly Open contempla ainda conteúdos de boas práticas e cases de gestão, sem custo adicional. Edson Silva acredita que “mais do que oferecer ferramentas de apoio à gestão do negócio, é importante munir o empresário de informações estratégicas facilitando o acesso ao crédito para que ele saiba aproveitar as oportunidades, fortalecendo o relacionamento com a sua cadeia de clientes e fornecedores”.

Crédito Inteligente e sustentável

O acesso a diferentes possibilidades para aquisição de crédito é o grande benefício para os assinantes. Ao fazer parte deste ecossistema, a empresa passa também a ter avaliações de risco baseadas em uma visão de futuro e não de passado, como praticado pelo mercado. Isso é possível em função da homologação e conexão do Hubly Open a todo o ecossistema financeiro brasileiro. O recurso auxilia principalmente pequenas e médias empresas que enfrentam um mercado desafiador, com juros muito altos ou negativa na busca por crédito.

Como alternativa, o presidente do Grupo Nexxees explica que o Hubly Open permite “olhar para frente e não para o retrovisor” para avaliação de risco. Bancos e fundos poderão emprestar dinheiro às companhias com risco zero ou controlado. Isso porque terão acesso a informações estratégicas do ecossistema.

Processo de escrituração de duplicatas

Além de contemplar, em uma só assinatura, diversas funcionalidades do dia a dia das empresas e que já se mostram relevantes para outros clientes do Grupo, a Nexxera inovou também ao incluir no Hubly Open novas soluções como o processo de escrituração de duplicatas escriturais (notas fiscais). O serviço é relativamente novo, mas em breve será obrigatório para qualquer empresa. Com essa funcionalidade, as companhias conseguem realizar a escrituração no momento da emissão das notas fiscais, gerando, entre outras coisas, uma economia e segurança jurídica em operações de crédito.

O Hubly Open funciona no formato SaaS (Software as a Service) e possui integração nativa com ERPs e bancos para rodar em diferentes ambientes. Com acesso simples, intuitivo e totalmente automatizado, o serviço terá contratação feita de maneira online e atendimento exclusivo para os assinantes, por meio do portal.

Análise de 1,1 milhão de empresas

O presidente do Grupo Nexxees explica, ainda, que a nova oferta surgiu após a análise, por meio de inteligência artificial e de negócios, do comportamento e das conexões de mais de 1,1 milhão de empresas que transitam dentro do hub da Nexxera. O resultado mostrou que é possível melhorar os resultados das organizações através de uma maior visibilidade e gestão dos seus dados internos.

– Muitas empresas consideram seus resultados e buscam ampliá-los vendendo mais ou lançando novos produtos e acabam deixando de analisar seus dados, às vezes imperceptíveis, mas que corroem as margens. Ao abrir nossas soluções, estamos permitindo que todos usufruam dos benefícios que podemos proporcionar. E a assinatura proporciona um melhor custo-benefício. Mais uma vez, estamos trazendo uma inovação para o mercado – completa Edson Silva.

Economia criativa vai gerar 1 milhão de empregos até 2030
Estudo da CNI aponta concentração de vagas no Sul e Sudeste

Da Agência Brasil

Um milhão de novos empregos serão gerados pela economia criativa até 2030, elevando, em consequência, a atual participação de 3,11% do setor no Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços fabricados no país.

É o que indica levantamento feito pelo Observatório Nacional da Indústria (ONI), núcleo de inteligência e análise de dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A economia criativa emprega hoje 7,4 milhões de trabalhadores no Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o 4º trimestre de 2022. O volume pode subir para 8,4 milhões em 2030.

“Isso está associado a uma necessidade de sobrevivência e inovação na sociedade como um todo. Não só na indústria”, afirmou nesta sexta-feira (1º) à Agência Brasil o gerente-executivo do Observatório, Márcio Guerra. “A gente estima que as profissões que estão relacionadas à economia criativa vão ter um crescimento significativo”, disse.

De acordo com Guerra, o conceito de economia criativa começa a se ampliar um pouco mais, uma vez que é preciso olhar também a necessidade de inovação e criatividade em produção de conteúdos digitais. “Essa cultura digital deve impulsionar essa demanda de forma significativa, nos próximos anos.”

As profissões da economia criativa estão espalhadas por diversos setores, como empreendedorismo, indústria, serviços e setor tecnológico. O gerente analisou que o aumento dos empregos e do dinamismo da economia criativa serão puxados, sobretudo, pela dimensão tecnológica, pela questão do desenvolvimento de produtos digitais.

“Esse eixo deve crescer significativamente, ao lado ainda da economia criativa tradicional, que era circunscrita mais ao empreendedorismo e à produção cultural. Hoje, a produção cultural tem um componente digital muito forte”.

Empregos

Guerra explicou que o aumento do número de empregos projetado para a economia criativa ocorrerá tanto no mercado formal, com carteira assinada, como no informal. “Isso pode ser percebido quando você olha a média salarial. São funções dentro do mercado formal de trabalho que já são valorizadas hoje e tendem a ganhar mais relevância nos próximos anos.”

O levantamento do observatório mostra que os profissionais da economia criativa possuem, em média, 1,8 ano de estudo a mais que os demais e recebem salários 50% maiores do que os profissionais de outras áreas. O salário médio do profissional da economia criativa é R$ 4.018, enquanto dos demais setores fica em torno de R$ 2.691.

Os salários mais altos são encontrados na parte de produção cultural e de criatividade relacionada à tecnologia, incluindo produção de aplicativos, desenvolvimento de softwares (programas de computador), design, desenvolvedores de games (jogos). “Essas profissões ganham mais relevância aos empregos tradicionais. Isso vai fazer com que os salários aumentem anda mais em relação à média da economia brasileira.”

Dentre os estabelecimentos da economia criativa no Brasil, 111,2 mil estão concentrados em micro e pequenas empresas, atrelados à questão do próprio empreendedorismo, sendo 86.917 microempresas e 24.381 pequenas empresas. As médias e grandes empresas juntas representam menos de 6 mil estabelecimentos.

Há uma concentração elevada de empresas de economia criativa no Sudeste (56.222) e no Sul (31.643) do país. Guerra argumentou que dada à dinâmica que tem acontecido na economia como um todo, vê-se um movimento interessante também nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o número de estabelecimentos do setor, atualmente, alcança 2.939, 16.880 e 9.438, respectivamente.

Moda

No campo do empreendedorismo, a categoria moda reúne o maior número de estabelecimentos (45.874), seguida por publicidade e serviços empresariais (20.871), serviços de tecnologia da informação (11.712), desenvolvimento de software e jogos digitais (9.771) e atividades artesanais (8.398). “A concentração em micro e pequenas empresas, geralmente, é puxada por artesanato e moda. É onde você tem mais gente trabalhando, na ótica da economia criativa.”

Guerra destacou, por outro lado, que não é difícil se encontrar hoje, nas grandes capitais, artesanatos realizadas com tecnologia 3D, por exemplo. “Você começa a ter tecnologias transformando essas profissões que tinham caráter manual e que, agora, têm tendência a serem mais tecnológicas”. Também o uso de softwares começa a se disseminar entre as pequenas empresas, visando a criação de novas peças.

O levantamento aponta que o uso de Inteligência Artificial (IA), aliada à automação, por exemplo, pode servir para acelerar processos criativos. De acordo com o Índice de Desenvolvimento do Potencial da Economia Criativa, as cidades brasileiras com maior potencial de emprego na indústria criativa são Florianópolis, Vitória, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Na indústria criativa, a sondagem aponta que os setores que devem liderar a criação de empregos são publicidade e serviços empresariais, desenvolvimento de softwares e serviços de tecnologia da informação (TI), arquitetura, cinema, rádio e TV e design.

Política nacional

Desde o ano passado, está tramitando no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2.732/2022 que cria a Política Nacional de Desenvolvimento da Economia Criativa. O projeto prevê, entre outras medidas, parceria entre empresas e universidades para qualificação profissional; desenvolvimento de infraestrutura para as dinâmicas econômicas dos setores criativos; promoção e fortalecimento de ecossistemas de inovação em territórios criativos para o desenvolvimento local e regional.

Márcio Guerra avaliou, entretanto, que diante das prioridades atuais do governo federal, a discussão sobre esse projeto deverá ficar para segundo plano, embora o tema seja de importância para o fortalecimento da economia. “Mas vai chegar”, afirmou. O projeto coloca em evidência o setor da economia criativa, regula melhor essa atividade, torna mais clara a questão de parcerias entre universidades e empresas, aborda investimento em infraestrutura, com fundos mais destinados ao setor, bem como políticas públicas.

Após alta no PIB, analistas apontam força do consumo interno
Juros altos e taxa de investimento são vistos como desafios

Da Agência Brasil

O crescimento de 0,9% da economia brasileira no segundo trimestre deste ano ante os três meses anteriores deu sinais da força do consumo interno, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Eles apontam sinais positivos e desafios após conhecerem dados do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, divulgados nesta quinta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O professor Ecio Costa, do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), minimizou o recuo de 0,9% da agropecuária no segundo trimestre, em relação aos três primeiros meses do ano. Ele atribui o resultado ao comportamento sazonal da safra da soja, concentrada no começo do ano.

Para Costa, os resultados mostram que a principal máquina da economia brasileira é o setor de serviços, que cresceu 0,6% no trimestre. “Representa mais de 70% do PIB e quando cresce, puxa a economia”, aponta.

Demanda na indústria

Sobre o comportamento da indústria, que apresentou avanço de 0,9% no trimestre, o professor da UFPE explica que é um desempenho relacionado à produção encomendada para o consumo de fim de ano, que é fabricada meses antes. Ele aponta ainda iniciativas do governo como subsídios ao consumo, que aquecem a produção industrial.

“Você tem o Bolsa Família com valor mais elevado, incentivos que foram dados como para aquisição de veículos, por exemplo”, cita Costa, que faz uma ressalva: “o custo do crédito ainda está bem elevado”.

O professor de economia destaca também que “a indústria ainda está muito distante do seu maior patamar da série histórica, que aconteceu em 2013. A indústria precisa se recuperar e, talvez, a reforma tributária venha ajudar nesse sentido”.

Crescimento projetado

Para o restante do ano, Costa acredita em mais crescimento. “O setor de serviços termina sendo puxado pelo consumo no segundo semestre, e as indústrias também produzem mais no segundo semestre. Em geral, quando a gente observa a série histórica [do IBGE], o segundo semestre é melhor que o primeiro, então se já tivemos um desempenho positivo, deve haver um crescimento importante para a economia brasileira em 2023”, prevê.

Um fator negativo apresentado pelo professor na divulgação do IBGE é a taxa de investimentos (17,2%), que caiu na comparação com o ano passado (18,3%). “A economia cresce de maneira sustentável com mais investimento. O Brasil está com patamar baixo de investimento”, lamenta.

Para Mauricio Andrade Weiss, professor de economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Brasil mostrou uma mudança no perfil de crescimento do PIB. Enquanto o primeiro trimestre foi puxado pela agricultura, o segundo teve participação mais marcante dos serviços, e não apenas os serviços relacionados com o agro, como transporte e armazenamento da produção agrícola.

“Agora a parte de serviços está mais ampliada para uma diversidade maior de setores. É um bom sinal para o país, indica uma sustentabilidade maior do investimento comparado ao que a gente tinha no primeiro trimestre”, considera.

Políticas públicas

O professor da UFRGS aponta que a chamada PEC da Transição, iniciativa do então governo de transição aprovada pelo Congresso no fim do ano passado para abrir espaço no orçamento para financiar programas do governo, foi um dos fatores que têm possibilitado o crescimento do PIB em 2023.

“Você tem uma ampliação do Bolsa Família, a retomada do Minha Casa, Minha Vida, aumento da renda dos aposentados, aumento real do salário mínimo, todos esses programas auxiliam na renda. Os efeitos não tinham sido observados no primeiro trimestre, mas foram sentidos nesse segundo trimestre”, pontua.

Para o ano de 2023, Weiss acredita em um crescimento da economia perto de 3%. Ele cita o corte na taxa de juros, iniciado em agosto, e o programa Desenrola, que permite a renegociação de dívidas, como medidas que começarão a ser sentidas no fim do ano. Na visão dele, o cenário é de “otimismo, com uma taxa de crescimento continuada”.

O economista Bruno Sobral, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), enxerga dados positivos no comportamento do PIB no segundo trimestre, como um crescimento de serviços ligados a áreas produtivas da economia. Programas de transferência de renda também foram avaliados como tendo uma influência positiva para a economia, melhorando o mercado de trabalho e impulsionando o consumo das famílias.

Desafio na indústria

Porém, Sobral ressalta desafios importantes. Um deles é relacionado ao setor industrial, que teve o crescimento puxado principalmente pela indústria extrativa (1,8%), relacionada ao petróleo, gás e mineração. Para o professor, a indústria de transformação (fábricas que transformam matéria-prima em um produto final ou intermediário) fica devendo, de forma recorrente, a ponto de o setor como um todo não ter conseguido ainda atingir o ponto máximo da série histórica do IBGE, que foi em 2013.

“É fundamental ter políticas de desenvolvimento econômico de uma maneira mais concreta, um plano de reindustrialização”, aponta. “Pensando essa recuperação para setores de inovação, setores que fortaleçam complexos econômicos estratégicos, de alta produtividade”.

Uma situação que se entrelaça com a baixa taxa de investimento no país. “Pensando a taxa de investimento como algo que possa fortalecer as infraestruturas, as bases fundamentais para a recuperação econômica”, destaca.

Outro desafio sinalizado pelo economista da Uerj, que estima um crescimento do PIB perto ou até maior que 3% em 2023, é o nível alto de juros, que impulsiona a inadimplência. “Ainda há um problema de inadimplência, um desafio para obtenção de crédito. Se superado, o crescimento seria ainda maior”.

Governo anuncia R$ 66 bilhões para apoiar inovação tecnológica
“É o menor juro da história. Juro nominal de 4%”, diz Geraldo Alckmin

Da Agência Brasil

O governo federal anunciou hoje (31) a abertura de linhas de financiamento para inovação com juros – em valores atuais de 4% ao ano – 2% mais o índice da taxa referencial (TR). Ao todo serão disponibilizados para investimentos em pesquisa e desenvolvimento R$ 66 bilhões, que incluem recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desse montante, R$ 16 bilhões serão distribuídos por editais e não precisarão ser devolvidos. Para os valores concedidos como financiamento, o prazo de pagamento é de 16 anos, com possibilidade de até quatro anos de carência.

Juros baixos

“É o menor juro da história. Juro nominal de 4%”, enfatizou o vice-presidente e ministro Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (foto).

Atualmente, as linhas de crédito do BNDES oferecem juros para inovação com taxas entre 13% a 15%. A Finep tem opções com juros de 9%.

Os recursos devem começar a ser liberados no final do mês. Entre os tipos de projeto que podem ser contemplados estão os relacionados ao uso de inteligência artificial, ao desenvolvimento de combustíveis sustentáveis para aviação, à digitalização da economia, ao hidrogênio verde e ao desenvolvimento de formas de mobilidade sustentáveis.