CNC destaca esclarecimento da Receita Federal sobre isenções fiscais das entidades sindicais
Norma publicada em 23 de fevereiro confirma que redução de benefícios prevista na LC nº 224/2025 não se aplica às isenções de IRPJ, CSLL e Cofins

 

Da Redação

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informa que, em 23 de fevereiro de 2026, a Receita Federal do Brasil (RFB) publicou a Instrução Normativa nº 2.307/2026, que consolida entendimento essencial para o setor sindical patronal. A norma esclarece oficialmente que as isenções de IRPJ, CSLL e Cofins concedidas às entidades sindicais não sofrerão a redução linear de 10% prevista na Lei Complementar (LC) nº 224/2025.

A LC nº 224/2025 havia determinado a diminuição de diversos incentivos fiscais federais a partir de 2026, o que gerou apreensão quanto à possibilidade de essa regra alcançar também as isenções historicamente aplicadas às associações civis sem fins lucrativos que atuam como entidades sindicais.

Com a nova instrução normativa, a Receita Federal dá caráter formal ao entendimento de que as entidades que atendem aos requisitos do art. 15 da Lei nº 9.532/1997 permanecem integralmente resguardadas, sem qualquer redução nos benefícios referentes ao IRPJ, à CSLL e à Cofins.

A RFB também reafirma que não há alteração na sistemática de recolhimento do PIS incidente sobre a folha de salários das entidades.

Segurança jurídica reforçada

Embora a Receita já tivesse abordado o tema anteriormente em seu material de “perguntas e respostas”, a publicação de uma norma específica elimina dúvidas e reforça a segurança jurídica para o setor. Agora, o entendimento passa a valer de forma oficial no âmbito administrativo, trazendo previsibilidade e estabilidade para o planejamento das entidades sindicais.

Exigências legais continuam em vigor

A CNC destaca que, apesar da manutenção das isenções, permanece vigente a necessidade de cumprimento integral dos requisitos legais estabelecidos no art. 15 da Lei nº 9.532/1997.

Por isso, recomenda-se que as entidades:

– mantenham verificação periódica de sua conformidade fiscal;

– assegurem o atendimento contínuo às exigências legais aplicáveis;

– mantenham documentação atualizada para fazer jus às isenções.

Ao comunicar sobre esse posicionamento oficial da Receita Federal, a Confederação reforça o seu compromisso em orientar o Sistema Comércio e acompanhar de perto temas que impactam a sustentabilidade e o ambiente regulatório das entidades sindicais.

Âncora Consórcios expande operação no Sul com novo escritório em Porto Alegre
Companhia reestrutura a nova unidade, com foco em tecnologia, equipe e relacionamento com clientes da região

 

Da Redação

A Âncora Consórcios abriu um novo escritório em Porto Alegre (RS).  A iniciativa reforça o movimento de crescimento com em escala, fortalecimento da operação regional e maior proximidade com parceiros e clientes da região. De acordo com o Diretor Executivo Comercial da Âncora Consórcios, Márcio Massani, a região Sul é estratégica para o crescimento da companhia. “Estar fisicamente em Porto Alegre nos permite acelerar decisões, aprofundar o relacionamento com nossos clientes e fortalecer nossa atuação regional, oferecendo soluções cada vez mais alinhadas às suas expectativas”, afirma o executivo.

A capital gaúcha foi escolhida por seu papel relevante como polo econômico no sul do Brasil, com forte presença empresarial. Segundo levantamento da Prefeitura de Porto Alegre, em janeiro de 2025 houve um aumento de 52% no registro de novas empresas no município, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse dinamismo econômico, aliado à diversidade de setores e à relevância logística da cidade, torna Porto Alegre uma região estratégica para o plano de expansão sustentável da Âncora.

Experiência do cliente e eficiência operacional

O mercado de consórcios é marcado por relacionamentos de longo prazo e múltiplos pontos de contato, por isso a Âncora priorizou investimentos para oferecer a melhor jornada para os clientes gaúchos. Assim, o local do novo escritório foi reestruturado, com a implementação de tecnologias e formação da equipe: “A filial conta com infraestrutura tecnológica voltada à gestão de consórcios, análise de dados e integração com parceiros, garantindo mais eficiência operacional e uma experiência aprimorada para clientes e representantes”, explica Massani.

“A falta de integração entre digital, telefone, parceiros e atendimento presencial pode gerar ruídos, retrabalho e perda de confiança”, reforça o executivo. “A adoção de uma estratégia omnichannel integrada, com dados unificados, comunicação alinhada e processos padronizados, contribui para reduzir dessas fricções, elevar a satisfação do cliente e fortalecer o relacionamento ao longo de todo o contrato.”

Expansão regional e visão de longo prazo

Com a abertura do escritório em Porto Alegre, a empresa avança em seu plano de crescimento sustentável, combinando expansão regional e fortalecimento de parcerias estratégicas. A iniciativa também reforça a visão de longo prazo da empresa, baseada na proximidade com o cliente, na excelência operacional e na construção de relações duradouras em mercados relevantes.

“Vivemos um momento de crescimento acelerado e consolidação. Estar fisicamente presente na capital gaúcha reforça o compromisso da Âncora com a região e representa mais um passo para nos posicionarmos como a principal referência nacional em consórcios. Esse movimento também gera valor para clientes, parceiros, colaboradores, sociedade e investidores”, finaliza Massani.

 

CNC: juros altos travam o varejo e avaliação do empresário sobre o momento econômico cai 6,1% em um ano
Primeira edição do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de 2026 revela empreendedores menos satisfeitos, mas otimistas com um futuro de redução da Selic

 

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgado nesta sexta-feira (30), revela que o varejo brasileiro inicia 2026 sob o peso do restritivo cenário monetário. Embora o índice geral apresente sinais de recuperação mensal, a percepção dos comerciantes sobre as condições atuais da economia e do setor registrou queda de 6,1% em janeiro, quando comparada ao mesmo período do ano passado.

O principal detrator desse resultado é o indicador específico das condições atuais da economia, que despencou 8,1% na base anual. Segundo a análise técnica da CNC, esse movimento é reflexo direto do patamar elevado das taxas de juros, que encarece o crédito e desestimula o consumo de bens de maior valor agregado.

“O ciclo de endividamento e inadimplência do consumidor tem efeito no bolso das famílias brasileiras e no planejamento do investimento por parte do empresário. Precisamos fazer um esforço para ter taxas de juros menores, devolvendo poder de compra ao trabalhador, e assim avançarmos em 2026 com a nova reforma tributária e o período de eleições sem o aperto monetário que diminuiu a confiança do comerciante nos últimos meses”, avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

O impacto dos juros e a “espera estratégica”

O ciclo de alta da Selic afetou de forma mais severa o segmento de bens duráveis – como eletrônicos, eletrodomésticos e veículos –, que registrou o maior recuo anual na percepção atual do comércio (-7,6%).

Apesar do pessimismo no presente, o setor vislumbra um ponto de inflexão no horizonte próximo. “Espera-se redução da Selic a partir do segundo trimestre do ano”, aponta o relatório da CNC. Essa perspectiva favorável para os juros nos próximos meses justifica por que as intenções de investimento, embora ainda em terreno negativo na comparação anual, foram os itens que menos tiveram perdas, com os varejistas aguardando o momento ideal para a tomada de decisão.

“O cenário de pleno emprego e a inflação menor do que o esperado são dois bons sinais da economia. No entanto, para que a população tenha poder de compra de bens duráveis e semiduráveis, ela precisa de acesso saudável ao crédito para desfrutar do parcelamento. Nestes setores do comércio, mesmo com a recente queda do dólar, dependemos de uma taxa Selic mais amena e de juros menos agressivos”, explica o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

Sinais de resiliência no curto prazo

No comparativo mensal, o cenário apresenta nuances de melhora. Descontados os efeitos sazonais, o Icec avançou 0,9% em janeiro frente a dezembro, atingindo 103,0 pontos. Este é o maior nível do indicador desde julho de 2025, marcando a terceira alta mensal consecutiva.

Outros dados que reforçam o sinal de recuperação gradual no curto prazo incluem:

  • Intenção de Contratação: Crescimento mensal de 1,8%, sinalizando fôlego para o mercado de trabalho no início do ano.
  • Consumo das Famílias: A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 0,8% em janeiro, com destaque para a percepção positiva sobre o emprego atual.
  • Gestão de Estoques: Único subindicador com aumento anual (+0,2%), demonstrando que o varejista está planejando melhor suas compras do que no ano anterior.

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De olho na liderança de um mercado de R$ 1,7 bi, Lenovo inicia produção de storage
Fabricante chinesa de tecnologia também traz para o Brasil a manufatura de três workstations para ganhar competitividade, com menor tempo de entrega e preço

Do Brazil Economy

Estudo da Gartner aponta que, até o ano que vem, 75% dos dados empresariais serão gerados fora dos datacenters. Com isso, cresce a demanda por armazenamento privado. A Lenovo, fabricante chinesa de dispositivos tecnológicos, observa essa tendência desde 2018, quando estava na 8ª colocação em market share de storage no segmento de entrada brasileiro. Hoje, é a segunda no ranking. O plano é liderar esse nicho em 2027. Para isso, vai avançar em marketing, novos canais de vendas e, principalmente, na fabricação local de equipamentos. A partir do dia 15, a companhia começa a produzir a matriz de armazenamento modelo ThinkSystem DE Series em sua planta de Indaiatuba (SP), onde já fabrica tablets e notebooks.

Erick Pascoalato, general manager de infraestrutura da Lenovo Brasil, ressaltou que o aumento do portfólio de produtos locais é um movimento estratégico para ampliar a presença no País, gerar valor na cadeia e acelerar o desenvolvimento de competências nacionais.

“Produção local visa ao fortalecimento da operação nacional, reduz custos logísticos e gera capacidade de atendimento ao segmento de PMEs (pequenas e médias empresas) e também às grandes. Podemos chegar na inferência da Inteligência Artificial para esses clientes”, disse o executivo. “Ganhamos em competitividade, ganhamos em tempo de entrega e ganhamos em preço.”

O ThinkSystem DE Series é a linha de armazenamento líder na América Latina para o segmento entry level. Neste primeiro momento, as máquinas produzidas em Indaiatuba são destinadas apenas ao mercado nacional. Atendem desde cargas de trabalho críticas até aplicações de backup e streaming de mídia.

O modelo tem três vezes mais desempenho do que a geração anterior, é modular, escalável, fácil de instalar e configurar, e tem sete anos de garantia. Pode chegar a até 8 petabytes. “Para se ter ideia da capacidade, 1 petabyte armazena mais de 300 milhões de músicas em MP3. É muita informação”, disse Marcos Café, diretor de Soluções de Data Storage para a América Latina da Lenovo.

“Com a nossa estratégia de negócios dedicada a PMEs, permitimos que as companhias comecem com um modelo mais básico e depois escalem para soluções mais robustas”, complementou.

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