Presidente do IBPC cria grupo de estudos online sobre Direito colaborativo
Serão 11 reuniões ao longo do ano de 2021

 

Primeiro encontro do Grupo criado pela Olivia Fürst acontece em fevereiro Foto de Tarso Ghell

Em tempos de pandemia, é hora de repensar e renovar os conhecimentos em Direito. Foi prensando nisso que Olivia Fürst encontrou uma forma criativa de driblar as restrições impostas pelo Coronavírus. Ela decidiu formar um grupo de estudos online voltado para profissionais da área jurídica, interessados em ampliar os horizontes sobre a prática do Direito e o futuro dos sistemas de Justiça. O foco dos debates está na resolução de conflitos, na abordagem colaborativa do Direito e no trabalho em equipe multidisciplinar.

O grupo de leitura dirigida terá sessões ao vivo, com início no dia 4 de fevereiro de 2021 (encontro de apresentação). Ao todo, serão 11 reuniões pelo Zoom, sempre das 9h às 11h, com encerramento em novembro. O público-alvo é formado por estudantes e profissionais da área jurídica, como advogados, professores, defensores públicos, promotores, juízes e mediadores.

Segundo Olivia, as transformações digitais trazidas pela pandemia reforçam a necessidade de adquirir novas ferramentas e habilidades e de atualização do conceito de acesso à justiça. Este ano, ela assumiu a presidência da Comissão Especial de Práticas Colaborativas da OAB e ainda um assento no Conselho da IACP (Academia Internacional de Profissionais Colaborativos), com sede nos Estados Unidos. Olivia também é presidente do Instituto Brasileiro de Práticas Colaborativas (IBPC).

 

 

“É fundamental que os operadores do Direito repensem o seu papel, considerando que parte expressiva do trabalho desenvolvido até aqui, especialmente no contencioso de massa, em breve poderá ser realizado por programas Inteligência Artificial. O que se espera desses profissionais é a capacidade de resolver problemas, habilidades socioemocionais para lidar com situações de crise, negociar, facilitar conversas difíceis e restabelecer o diálogo e o entendimento. Dessa forma, será possível preservar relacionamentos e parcerias importantes”, explica.

A abordagem colaborativa do direito vem ganhando uma relevância exponencial nesse cenário. Por essa razão, Olivia escolheu o livro “Collaborative Law – Achieving Effective Resolution in Divorce Without Litigation”, de Pauline Tesler, como eixo principal para nortear os trabalhos do grupo. Ela fará uma curadoria de textos selecionados para complementar a investigação do tema.

“A proposta de formar um grupo de leitura e discussão ao vivo – e não um curso gravado – é fomentar uma postura ativa na introjeção destes conceitos. Por isso, teremos a leitura prévia dos textos, convite ao debate, troca de ideias e experiências práticas. É a maneira mais eficaz de promover aprendizagem coletiva e internalizar novos paradigmas”, conclui.

SERVIÇO
Grupo de Estudos online  sobre Direito Colaborativo
Encontros: Confraternização e apresentação + 10 encontros mensais ao vivo. Plataforma: Zoom
Horário: das 9h às 11h
Dias: 04/02 (encontro de apresentação de 19h às 20h); 05/02; 05/03; 09/04; 07/05; 11/06; 02/07; 06/08; 03/09; 01/10; e 05/11
Publico-alvo: profissionais da área jurídica (advogados, defensores públicos, promotores, juízes, estudantes, professores, mediadores). Não há pré-requisito.
Livro base: Collaborative Law – Achieving Effective Resolution in Divorce Without Litigation – 3rd Edition, ABA – Section of Family Law
Autora: Pauline H. Tesler
Leituras complementares: A cada mês, serão enviados textos selecionados de autores como Nancy Cameron, Richard Susskind, Julie MacFalane, Bernard Meyer, Kenneth Cloke, Robert Mnookin e outros.
Coordenação: Olivia Fürst, sob mentoria de Pauline Tesler.
Vagas limitadas!

Henrique Figueira é eleito presidente do TJRJ
Eleição ocorreu em sessão virtual

 

Henrique Carlos Figueira é o novo presidente do TJ-RJ para o biênio 2021-2022

 

O desembargador Henrique Figueira foi eleito nesta segunda-feira (30) presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para o biênio 2021/2022. A eleição ocorreu em sessão virtual. Ele recebeu 95 votos, o que corresponde a 53,67%. O também candidato, desembargador Bernardo Garcez, teve 78 votos, ou 44,07%. Quatro votos foram nulos. Após a divulgação do resultado, Figueira disse que o reconhecimento dos amigos e colegas é o coroamento de uma carreira.

Henrique Figueira é natural do Rio de Janeiro e tem 64 anos. É bacharel em Direito, formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 1978. Magistrado desde 1988, trabalhou em varas Cível e de Fazenda Pública na capital.

Ele foi juiz auxiliar da presidência, entre 2001 e 2003, e da 3ª vice-presidência do Tribunal de Justiça entre 1996 e 1999. É desembargador há 17 anos. Presidiu a Mútua dos Magistrados e atuou como diretor-adjunto da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj).

Figueira defendeu a transformação digital do tribunal, redimensionando, com cuidado, a ferramenta tecnológica. Segundo ele, a pandemia do novo coronavírus modificou a relação de trabalho, que passou a ser feito de casa.

Live de lançamento do livro “Mataram Marielle”
Obra expõe detalhes da investigação dos homicídios da vereadora e Anderson Gomes

 

 

Quem mandou e matou Marielle? É o que questionam a opinião pública e, dois jornalistas investigativos que acompanham o caso desde março de 2018, mês em que Marielle Franco e Anderson Gomes foram brutalmente assassinados no Rio de Janeiro. Nesta terça, 24, a dupla premiada Vera Araújo e Chico Otavio lançam o livro-reportagem Mataram Marielle, da Editora Intrínseca, que desvenda por meio de reportagens imersivas, como o duplo homicídio foi um fator importante para revelar as ligações criminosas possíveis na cidade do Rio. Publicado pela Intrínseca, o livro será lançado durante live transmitida, às 17h, na página da editora no YouTube.

ANDES defende penas mais duras contra homicídios dolosos
Associação avalia que Congresso Nacional precisa rever a Lei Penal

Para o presidente da Associação Nacional dos Desembargadores (ANDES), Marcelo Buhatem, o assassinato de José Alberto Freitas em uma loja do supermercado Carrefour em Porto Alegre expõe a necessidade de se discutir penas mais duras em casos de homicídio doloso. A Associação emitiu uma nota sobre a necessidade do Congresso Nacional discutir essa questão.

“A cena de violência contra um homem negro em um Supermercado de Porto Alegre, ou contra qualquer ser humano, de qualquer credo ou etnia, é absolutamente abominável, ainda mais se dela resultar morte da pessoa agredida, quando estaremos diante de um grave crime de homicídio doloso, com pena que pode chegar a 30 anos de reclusão, mas que, infelizmente, o sistema penal brasileiro, com os abrandamentos legais, certamente os meliantes progredirão de regime e ficarão realmente presos pouco tempo. Lamentável.
Sabemos que o clamor público não é o melhor cenário para mudanças legislativas, mas, também infelizmente, no Brasil é assim que se tem evoluído. Que a morte deste cidadão brasileiro sirva de estarte para que o Congresso Nacional promova alterações na lei penal, deixando-a mais próxima à realidade da violência que assola o país, notadamente quanto a progressão dos regimes prisionais. É o mínimo. E que talvez o Supremo possa rever a sua jurisprudência quanto ao regime prisional nos chamados crimes hediondos.”

Marcelo Buhatem
Des Presidente da ANDES