INPC sobe 0,73% em dezembro e fecha o ano em 10,16%, diz IBGE
Resultado ficou 0,11 p.p abaixo do registrado no mês anterior

 

Da Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,73% em dezembro, mesma variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou 0,11 ponto percentual abaixo do registrado no mês anterior (0,84%). Em 2021, o INPC fechou o ano com alta de 10,16%, acima dos 5,45% registrados em 2020.

Após a variação negativa registrada em novembro (-0,03%), os produtos alimentícios tiveram alta de 0,76% em dezembro. Já os não alimentícios tiveram variação menor que a do mês anterior, passando de 1,11% em novembro para 0,72% em dezembro.

O INPC abrange as famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Ômicron deve infectar mais da metade da Europa em 6 a 8 meses
Informação é do diretor da OMS para o continente, Hans Kluge

 

Da Agência Brasil

Mais da metade da população europeia deve ser infectada pela variante Ômicron do coronavírus nas próximas seis a oito semanas, disse nesta terça-feira (11) o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o continente.

A Europa registrou mais de 7 milhões de novos casos de covid-19 na primeira semana de 2022, mais que o dobro do número notificado no período de duas semanas, disse o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, em entrevista.

“Nesse ritmo, o Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde prevê que mais de 50% da população da região serão infectados com a nova cepa nas próximas seis a oito semanas”, afirmou Kluge.

Rio Innovation Week começa nesta semana com 500 palestrantes
Evento de tecnologia contará com a participação de mil startups

 

Da Agência Brasil

O Rio de Janeiro sediará a partir da próxima quinta-feira (13) um evento sobre inovação que deve reunir mil startups e 500 palestrantes no Jockey Club, na zona sul da capital. Chamado de Rio Innovation Week, o encontro vai até o dia 16 e contará com 190 expositores de diferentes áreas, como agronegócio, sustentabilidade, turismo e marketing. São esperados cerca de 40 mil visitantes e serão exigidos deles  comprovante de vacinação contra covid-19 e o uso de máscaras.

Entre os palestrantes previstos na programação estão nomes de destaque internacional, como o co-fundador da Apple Steve Wozniak e o fundador do Grupo Virgin, Richard Branson, que vão participar remotamente.

Um dos temas abordados pelo evento será a inclusão. O espaço Impact Hub vai receber palestras de projetos como o Trans Garçonne, um programa de extensão universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que qualifica pessoas trans e dialoga com o mercado de Gastronomia.

A inclusão do jovem no mercado de trabalho por meio da tecnologia também estará no radar do evento, que contará ainda com a participação da primeira plataforma brasileira de ensino e inclusão de pessoas refugiadas e migrantes no mercado de trabalho de tecnologia, o Toti Diversidade.

O mercado de criptoarte e NFTs também marcará presença na Rio Innovation Week, e a programação inclui a exibição de obras de 12 artistas que trabalham com experiências ligadas à tecnologia, por meio de recursos como realidade aumentada.

Além das discussões sobre tecnologia e inovação, o evento terá atrações de entretenimento, como um time de robôs que vão desempenhar diferentes tarefas diante do público. Um robô de três metros de altura deve recepcionar os visitantes que comparecerem ao Jockey Club. Haverá ainda um robô que serve sorvete e outro que simula um adolescente, com expressões faciais e gestos.

Vacina contra covid-19 com IFA nacional será entregue em fevereiro
Fiocruz recebeu hoje registro da Anvisa para a fabricação

 

Da Agência Brasil

Com a autorização dada hoje (7) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) utilize o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA feito pela própria fundação na fabricação da vacina contra covid-19, as primeiras doses do imunizante 100% nacionais devem ser entregues ao Ministério da Saúde em fevereiro.

De acordo com a Fiocruz, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) dispõe, no momento, de insumo o suficiente para a fabricação de 21 milhões de doses com o IFA nacional, que se encontram em diferentes etapas de produção e controle de qualidade.

“A previsão é que as primeiras doses do imunizante sejam envasadas ainda em janeiro e entregues ao Ministério da Saúde em fevereiro, assim que forem concluídos os testes de controle de qualidade que ocorrem após o processamento final da vacina”, informou a Fiocruz.

A presidente da instituição, Nísia Trindade Lima, destacou que é uma grande conquista para a sociedade ter uma vacina 100% nacional, sendo essa a primeira do país.

“A pandemia de covid-19 deixou claro o problema da dependência dos insumos farmacêuticos ativos para a produção de vacinas. Com a aprovação, hoje, pela Anvisa, conquistamos uma vacina 100% produzida no país e, dessa forma, garantimos a autossuficiência do nosso Sistema Único de Saúde para a vacina, que vem salvando vidas e contribuindo para a superação dessa difícil fase histórica do Brasil e do mundo”.

A produção nacional do IFA começou em julho de 2021, após a assinatura do contrato de Transferência de Tecnologia com a parceira AstraZeneca. A absorção da tecnologia ocorreu em tempo recorde, cerca de um ano, quando esses processos costumam levar cerca de 10 anos.

Segundo a Fiocruz, a Anvisa comprovou a equivalência do processo produtivo, ou seja, que as vacinas produzidas com o IFA de Bio-Manguinhos/Fiocruz “possuem a mesma eficácia, segurança e qualidade daquelas processadas com o ingrediente importado”.

No ano passado, a fundação chegou a ficar sem IFA para fabricar as vacinas, devido à dificuldade de importação do produto . Com isso, cidades precisaram atrasar o cronograma de vacinação devido à falta do imunizante.