Base de dados da Prontmed ultrapassa 4 milhões de pacientes
A healthtech projeta um crescimento de 60% no faturamento até dezembro deste ano. Para 2022, a expectativa é crescer 70%

 

Da Redação

Em uma economia data-driven como a que estamos vivendo, em que os dados são essenciais para todo tipo de negócio, na área da saúde não seria diferente. Organizar as informações clínicas do mercado de saúde e com isso agregar mais inteligência na tomada de decisão de instituições e profissionais que têm o paciente como o centro de sua atenção. Essa é a missão da Prontmed, healthtech que atua com foco na organização de dados clínicos  para o mercado de saúde.

A startup desenvolveu um dos prontuários médicos eletrônicos mais conhecidos no Brasil, o Prontmed Hub, que já foi usado em mais de 15 milhões de consultas por milhares de profissionais de saúde e conta com diversas integrações e projetos em grandes instituições do país, como Grupo Fleury, Hospital das Clínicas de São Paulo, Hospital das Clínicas da Unicamp, SaúdeId, Bradesco Saúde, Sompo Seguros, Fundação Zerrenner, e outras.  O prontuário eletrônico da Prontmed já foi usado para atender mais de 4 milhões de pacientes e espera ter mais de 30 mil médicos utilizando a plataforma nos próximos anos.

“Os dados clínicos das pessoas estão muitas vezes no papel, espalhados por diversos consultórios e hospitais ou talvez dentro do servidor deles ou mesmo em planilhas de excel. Desta forma desestruturada, dificilmente estes dados serão usados para ajudar profissionais de saúde e gestores  a realizar ações que fazem parte da pauta da saúde baseada em valor. A Prontmed surgiu para resolver essa dor dos profissionais e gestores de saúde. Um dos grandes diferenciais do nosso produto é a forma como estruturamos as informações, com conceitos de terminologia e semântica clínica, e a usabilidade para quem vai incluir estes dados no prontuário”, explica Lasse Koivisto, CEO da healthtech.

O Prontmed Hub, principal produto da startup, conta com três módulos, totalmente integrados: agendamento; faturamento e prontuário eletrônico; além de outros benefícios, como assinatura digital e telemedicina. Mais de 30 especialidades médicas são contempladas no prontuário médico eletrônico da Prontmed e as que mais utilizam a solução atualmente são Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Endocrinologia, Cardiologia, Pediatria, Geriatria e Médico de Família.

“De janeiro até julho deste ano, foram realizados mais de 2,4 milhões de atendimentos, incluindo atendimentos feitos com a nossa solução de telemedicina. Um aumento de mais de 70% em números de atendimentos, se comparado com o mesmo período do ano passado. Com esse novo módulo de Telemedicina, o profissional de saúde consegue ver o paciente pelo vídeo enquanto preenche os dados no prontuário, sem quebras na usabilidade”, diz Koivisto.

O setor de healthtechs é um dos mais promissores no ecossistema de tecnologia e inovação. Durante a pandemia, o segmento disparou, com um salto de 118% no número de startups de saúde no Brasil, na comparação de 2018 e 2020, passando de 248 para 542 empresas do setor, segundo o Distrito HealthTech Report 2020.

A Prontmed projeta um crescimento de 60% no faturamento até dezembro deste ano. Para 2022, a expectativa é crescer 70%. A importância da organização de dados para o segmento da saúde é tamanha que a Prontmed já recebeu três aportes financeiros de fundos de investimentos brasileiros e do Vale do Silício. São grandes empreendedores, executivos do mercado e empresas estratégicas que acreditam no potencial da empresa. O aporte mais recente, em 2020, foi quando o Fleury e o Sabin compraram 30% da Prontmed.

Histórico

A Prontmed surgiu em 1996, depois que o Hospital das Clínicas de São Paulo expressou a necessidade de ter um prontuário eletrônico na área de reumatologia, que até então fazia tudo no papel, para que pudessem evoluir com pesquisas. Nesta época, Wang Sen Feng, co-fundador da empresa e profissional de TI, atendeu este problema pontual para o HC. Entretanto, o executivo teve uma visão empreendedora e foi além.

Para dar escala ao negócio, Wang convidou Lasse Koivisto, profissional com experiência no mercado financeiro, para que pudessem tocar juntos a Prontmed. Em troca, Wang prometeu ensinar Go (Wei-Qi), jogo estratégico milenar chinês, cujo principal objetivo é a conquista de território. Wang foi sete vezes campeão Sul-Americano pela Copa Fujitsu de Go e por duas vezes, ficou em 7º lugar representando o Brasil em World Amateur Go Championship (WAGC), em Tóquio.

“Em hospital-escola, nosso sistema permite multiplicar a produção de trabalhos científicos e acelerar pesquisas com os dados gerados. E passados os anos, até hoje no HC continuamos nos aperfeiçoando”, afirma Wang.

FBG lança Manual do Gestor Hospitalar Volume 3
Publicação será apresentada durante o Encontro dos Gestores Hospitalares do Estado de Goiás

 

 

Da Redação

A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) realiza nesta quinta-feira (16) o lançamento do Manual do Gestor Hospitalar Volume 3. A nova edição será apresentada durante o Encontro dos Gestores Hospitalares do Estado de Goiás, realizado pela Associação dos Hospitais do Estado de Goiás (AHEG) e que tem como tema “Gestão, Qualificação e Sustentabilidade para o Setor Saúde”. O presidente da FBH, Adelvânio Francisco Morato e o presidente da Organização Nacional de Acreditação (ONA), Fábio Gastal, estão entre os nomes confirmados.

O evento também será marcado pelo lançamento do Programa de Qualificação da FBH, que conta com a parceria da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e tem a AHEG como piloto desta iniciativa. O programa foi criado com a missão de qualificar os atendimentos e a segurança do paciente nos hospitais brasileiros. Os detalhes desta aliança serão apresentados pelo superintendente técnico da ONA, Péricles Góes, e pela gerente de educação da Organização, Giovane Lolato.

O evento começará às 17h30 e será transmitido ao vivo pelas redes sociais da AHEG.

Epidemiologista diz que mundo enfrenta tsunami de infecções
Para Maria van Kerkhove, da OMS, só vacinação não é suficiente

 

Maria Van Kerkhove pede cautela nas comemorações de fim de ano

 

Da Agência Brasil

A representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Covid-19, Maria van Kerkhove, disse que o mundo enfrenta um “tsunami de infecções, tanto da variante Delta quanto da Ômicron”, e que para a segurança no Natal “a vacinação por si só não é suficiente”.

Em entrevista ao jornal espanhol El País, a epidemiologista apela aos governos que “não esperem para agir”.

“E não quero dizer confinamentos. Antes de verem aumentar o número de internações, tornem obrigatório o uso de máscara, o teletrabalho, reduzam o número de pessoas em eventos, aumentem a vigilância do genoma do vírus e preparem os hospitais”, pediu Maria van Kerkhove.

A representante da OMS lembrou que “mesmo na Europa, que tem altos níveis de vacinação, ainda existem bolhas de pessoas vulneráveis que não foram vacinadas ou não têm a vacinação completa”.

“Esse é o grande problema, seja qual for a variante. Espera-se que a Ómicron consiga escapar imune até certo ponto, mas isso não significa que as vacinas sejam inúteis. Significa que podem proteger da mesma forma que vimos com a variante Delta. Então, por favor, seja vacinado”.

Com a aproximação da festa de Natal e as tradicionais reuniões familiares da época, Maria van Kerkhove pede “cautela extrema”.

“Como passar as férias em segurança? Não há risco zero, mas pode ser reduzido se todos estivermos vacinados, se fizermos um teste antes de ir, se as atividades decorrerem ao ar livre, se limitarmos o número de pessoas. Temos sempre de pensar nos outros, porque, mesmo que estejamos protegidos, podemos visitar pessoas que não estão e não queremos levar o vírus a ninguém, principalmente aos idosos que amamos”.

Para Maria van Kerkhove, “a vacinação por si só não é suficiente. A vacinação previne a doença grave e a morte, mas não previne a infecção”.

“Por isso apelamos, se vai participar de reuniões, vacine-se, faça um teste antes de ir, mantenha uma boa ventilação da sala e use máscara se possível. Sabemos que é complicado, porque tira-se a máscara para jantar. As suas ações terão consequências”.

Vacinas evitam hospitalizações e mortes

Quando questionada sobre a grande incógnita de que a variante Ômicron tenha capacidade de provocar doença grave ou a morte de pessoas vacinadas, a especialista afirmou que, para já, “as informações sobre as hospitalizações na África do Sul não revelam se as pessoas já tinham contraído a covid-19 ou se tinham sido vacinadas”.

“Sabemos que as vacinas evitam hospitalizações e mortes, mas não evitam todas as infecções ou todas as transmissões. Temos de acabar com esta pandemia em 2022”.

No entanto, se houver maior transmissibilidade da variante Ômicron “e houver um grande número de casos, seja porque há reinfecções [em pessoas que já tiveram covid-19] ou porque há infecções entre os já vacinados, esse maior número de casos vai traduzir-se num maior número de internações. E mais hospitalizações, em um sistema que já está sobrecarregado, levarão a mais óbitos”.

“Precisamos diminuir a transmissão para níveis baixos, evitar doenças graves com a vacinação e obter o tratamento precoce, 2022 tem de ser o ano em que fazemos isso, é o terceiro ano. Se não o fizermos haverá um quarto ano. É o que queremos? Temos de nos esforçar agora, estarmos juntos e lutar coletivamente”, acrescentou a epidemiologista, que já tinha experiência no combate a outros coronavírus mortais, causadores da síndrome respiratória do Médio Oriente (MERS).

E se a Ômicron for mais transmissível que a Delta, e as vacinas não forem tão eficazes? Maria van Kerkhove explicou que “nesse caso o vírus continuará a circular e continuaremos a ver óbitos. A grande questão é o que acontecerá com as mutações e a evolução do vírus”.

Dose de reforço

Sobre a possibilidade da administração da dose de reforço da vacina a todos os adultos, a especialista é categórica: “temos de usar as vacinas de maneira eficaz em todo o mundo, não apenas em alguns países”.

“Recomendamos fortemente que as pessoas vulneráveis recebam a primeira e segunda dose da vacina, antes que as que já estão bem protegidas recebam as doses de reforço. Alguns países acreditam que podem proteger a sua própria população enquanto o vírus continuar a circular em outros lugares. É uma falsa sensação de segurança. Este é um problema global e necessitamos de uma solução global, um uso estratégico das vacinas disponíveis”.

“Somos contra a administração de doses de reforço em alguns países à custa da vida de outras pessoas. Não faz sentido do ponto de vista ético, moral, econômico ou epidemiológico. Há pessoas morrendo desnecessariamente”.

Pandemia não acabou

Maria van Kerkhove deixa ainda um apelo a quem já foi vacinado. “Use máscara quando estiver com outras pessoas, mantenha a distância, evite aglomerações. São mediadas simples, um pouco chatas, mas são apenas para já, especialmente com as novas variantes”.

“Tenha cuidado, conheça os riscos, a pandemia não acabou, agir como se já tivesse acabado é um péssimo paradigma. Pode viver a sua vida, pode sair, mas não se esqueça de colocar a máscara quando estiver perto de outras pessoas. Agora é hora de ter cuidado”, afirmou.

Itens da ceia de Natal têm diferença de preço de 124,72%
Foram comparados valores de 63 itens, diz Procon-SP

 

Da Agência Brasil

Levantamento feito pelo Procon de São Paulo com produtos que compõem a ceia de Natal apontou diferença de preço de até 124,72%. A coleta de preços foi realizada nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro nos sites de sete supermercados.

Foram comparados os preços de 63 dos seguintes itens de diferentes marcas: azeites, bombons, lentilhas secas, conservas, farofas prontas, frutas em calda, panetones, chocotones e carne.

Entre os produtos analisados, um azeite de oliva de 500 ml custava R$ 44,90 em um estabelecimento e R$ 19,98 em outro, diferença de R$ 24,92. Um panetone com gotas de chocolate de 400 gramas foi encontrado a R$ 20,78 em um estabelecimento e R$ 14,99 em outro.

Na comparação com o levantamento feito no ano passado, houve aumento de 17,11% no preço médio.

Especialistas do Procon-SP recomendam planejar o cardápio e montar listas dos alimentos e bebidas antes da ida ao supermercado para evitar compras por impulso. Orientam também que o consumidor faça uma comparação entre os preços praticados pelos diferentes estabelecimentos.