Brasil recebe mais um lote de vacinas da Pfizer contra covid-19
O lote de hoje tem 912.600 mil doses

 

Da Agência Brasil

Chegou hoje (14) ao Brasil, pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, mais uma remessa de vacinas da Pfizer contra covid-19 entre as previstas para serem entregues nesta semana. O lote de hoje é de 912.600 mil doses. Até domingo chegam ao país mais 9.128.512 doses.

As entregas são parte do segundo contrato entre a Pfizer e governo federal, assinado em 14 de maio, que prevê mais 100 milhões de doses de vacinas entre outubro e dezembro. O primeiro lote desse contrato chegou ao Brasil no último sábado (9), com 1.989.000 doses.

A tecnologia de fabricação da Pfizer consiste na injeção de parte do código genético do novo coronavírus para que o organismo humano seja capaz de identificar o vetor em caso de contaminação.

Segundo o Ministério da Saúde, desde o início da campanha, em janeiro de 2021, já foram distribuídas mais de 94 milhões de doses da Pfizer. Antes de serem distribuídas, as vacinas passam por um rigoroso controle de qualidade para que cheguem com segurança aos braços dos brasileiros.

Vacinação em números

Até agora, o Ministério da Saúde já distribuiu 310 milhões de doses a todas as unidades federativas. Mais de 150 milhões de pessoas tomaram a primeira dose – o que representa cerca de 93% da população (160 milhões). Mais de 100 milhões de pessoas completaram o esquema vacinal.

Pandemia derrubou em 35% número de consultas oftalmológicas em 2020
Cerca de 3,7 milhões de atendimentos deixaram de ser feitos

 

Da Agência Brasil

A pandemia de covid-19 afetou de forma significativa o número de consultas e cirurgias relacionadas à visão no âmbito Sistema Único de Saúde (SUS) em 2020. De acordo com dados apurados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a partir de registros do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS, cerca de 3,7 milhões de consultas deixaram de ser realizadas, uma queda de 35%. No caso das cirurgias, houve uma redução de 390 mil procedimentos, queda de 27%. A comparação é em relação a 2019, ano pré-pandemia.   

Sem a realização de consultas e exames para detectar problemas logo na fase inicial, milhares de pessoas foram prejudicadas. “Certamente, elas receberão um laudo sobre o estado de sua saúde ocular com os problemas instalados em estado mais avançado. Desta forma, o controle dessas doenças fica mais complexo e difícil, com aumento da possibilidade de comprometimento da visão, seja total ou parcial”, avalia o presidente do CBO, José Beniz Neto.

Consultas

Segundo o levantamento do CBO, em 2019, foram realizadas 10,8 milhões de atendimentos médicos em oftalmologia pelo SUS. No ano seguinte, a quantidade baixou para 7,1 milhões, a maior queda em termos absolutos entre todas as especialidades disponíveis na rede pública, segundo a entidade. Os dois primeiros meses após a decretação de calamidade pública (abril e maio de 2020) apresentaram os piores índices, com redução de 74% e 71%, respectivamente, no total de procedimentos.

Nestes dois meses, foram realizadas, em 2019, um total de 1,8 milhão de consultas. No mesmo intervalo, durante o primeiro ano da pandemia, foram oferecidas 509 mil, o que representa menos de um terço. Para a CBO, “esse resultado tem consequência direta no diagnóstico e no tratamento precoces de doenças oftalmológicas, como glaucoma, catarata ou retinopatia diabética”.

Cirurgias

No caso das cirurgias, os dados do SIA/SUS também mostram que, em 2020, no primeiro ano da pandemia, foram realizados quase 390 mil procedimentos cirúrgicos no aparelho da visão a menos do que em 2019. Em 2020, foram realizadas pouco mais de 1 milhão de cirurgias oftalmológicas. No ano anterior, houve o registro de 1,4 milhão.

Na avaliação do CBO, os protocolos que restringiram o acesso dos pacientes às cirurgias eletivas para ampliar a infraestrutura de atendimento para pessoas com covid-19, assim como para reduzir a exposição ao vírus dentro das unidades, foram os fatores que contribuíram para que este quadro de queda na produção se instalasse.

Retomada

Os dados de janeiro a junho de 2021 sugerem uma tendência de recuperação no volume de consultas, mas os índices não devem superar a produção de 2019, último período em que o atendimento aconteceu sem intercorrências, prevê o CBO. Isso porque até o primeiro semestre de 2019, cerca de 5,2 milhões de consultas oftalmológicas haviam sido realizadas na rede pública. Já no ano atual, no mesmo intervalo, este total ficou em 4,8 milhões.

Na avaliação dos especialistas, esta melhora do desempenho é consequência do avanço da vacinação e da maior facilidade de acesso dos pacientes às unidades de atendimento ambulatorial e hospitalar. Neste processo de retomada dos cuidados com os olhos, o levantamento aponta que os pacientes de 60 a 64 anos foram os que mais realizaram consultas no primeiro semestre de 2021, com 534,5 mil atendimentos. Pessoas entre 60 e 74 anos representaram 31% do total de consultas feitas, em seguida, a faixa de menores de 1 ano ocupa o quarto lugar nos consultórios oftalmológicos, com o total de 412,1 mil atendimentos no período analisado.

O levantamento revela ainda que a faixa etária de 65 a 69 anos foi a que mais realizou cirurgias nos olhos no primeiro semestre de 2021. Pessoas a partir dos 55 anos representam 67% de todos os procedimentos cirúrgicos realizados no período, somando 404 mil cirurgias do aparelho da visão. Considerando o primeiro semestre deste ano, a cirurgia do aparelho de visão mais realizada foi a facoemulsificação com implante de lente intraocular dobrável. Ela corresponde a 37% do total dos procedimentos realizados, somando 265 mil cirurgias. Em seguida, aparecem: tratamento cirúrgico de pterigio (79,3 mil) e fotocoagulação a laser (70,8 mil).

Entre janeiro e julho de 2021, com a retomada das cirurgias eletivas nos hospitais, houve uma melhora no número de cirurgias do aparelho da visão, mas o cenário ainda é preocupante, na avaliação do CBO. Neste intervalo, foram registrados 717,7 mil procedimentos, patamar 29% superior aos 555,4 mil de 2020, mas ainda é 13% inferior aos dados de 2019 (829,5 mil).

Em termos regionais, o levantamento aponta que o Nordeste teve a redução percentual mais significativa, com 39% menos cirurgias em 2020, em comparação com o ano anterior. Em seguida, estão Centro-Oeste (-34%), Sul (-33%) e Sudeste (-22%). O Norte sofreu déficit de apenas 1%.

Hospital Unimed Volta Redonda realiza projeções ao ar livre de fotografias de mulheres que venceram o câncer de mama
Iniciativa faz parte das ações em apoio ao Outubro Rosa

 

As projeções das fotografias são feitas na fachada do hospital

 

Da Redação

O Hospital Unimed Volta Redonda vai realizar projeções ao ar livre de fotografias de mulheres que venceram o câncer de mama. A iniciativa faz parte de uma série de ações em apoio à campanha mundial Outubro Rosa. As fotos selecionadas compõem a exposição “Mulheres Incríveis”, da fotógrafa Fabiola Ito, que homenageia pacientes que passaram pelo tratamento do câncer de mama e pela mastectomia. As imagens serão exibidas na fachada do prédio entre 11 e 15 de outubro, a partir das 18h30.

No dia 14, a sessão ao ar livre receberá as pacientes que foram registradas pelas lentes da Fabiola Ito e seus familiares. “Essa exposição traz uma mensagem de otimismo para quem está enfrentando a doença e ajuda no resgate da autoestima das pacientes”, avalia o vice-presidente da Unimed Volta Redonda, dr. Vitório Moscon Puntel.

Ele explica que a descoberta do câncer costuma ser um momento de incerteza e medo, por isso é fundamental também ajudar a recuperar a autoestima das pacientes. Ele cita como uma das ações a iniciativa Árvore do Cuidar, em que as próprias pacientes registram mensagens de carinho e força em uma árvore de galhos secos no setor de oncologia do hospital.

Nas palavras do vice-presidente, as ações planejadas ao longo do mês mostram que, mais do que serviços aos pacientes, o Hospital oferece uma experiência única de cuidado, baseada em respeito, gentileza e competência. É o que eles chamam de Jeito Unimed de Cuidar (JUC). “Significa que o cuidado com o paciente não se resume a medicamentos e exames, vai muito além, com um investimento em atendimento diferenciado”, afirma.

As iniciativas em prol do Outubro Rosa incluem oficina de nutrição, para promover uma troca de experiências entre as mulheres, dar dicas sobre manipulação e higienização dos alimentos, bem como ensinar o passo a passo de receitas nutritivas e suplementadas. Também estão previstas rodas de conversa com pacientes e colaboradoras, para que possam falar sobre suas experiências em lidar com a doença e uma live no Instagram da Unimed Volta Redonda, sobre prevenção e as formas de tratar o câncer de mama.

O vice-presidente da Cooperativa ainda destaca que, ao longo do mês, o Espaço Cooperado vai entrar em contato com as nossas médicas, oferecendo agendamento de mamografia. “É uma facilidade que vamos levar as nossas cooperadas, pois sabemos que muitas vezes o médico, devido ao dia a dia corrido, acaba esquecendo de agendar os próprios exames”, explica.

Câncer de mama em números

O câncer de mama é o tipo de tumor mais frequente em mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não-melanoma, e corresponde a 28% dos novos casos de câncer. Somente no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 66 mil casos são diagnosticados por ano e mais de 16 mil óbitos são causados pela doença.

Crise energética na China pressiona AL
Especialistas apontam os riscos de o país asiático reduzir a demanda por commodities

 

Por Roberto Lameirinhas, do Valor Econômico

A América Latina assiste preocupada ao desenrolar da crise de energia que paralisa fábricas na China e tem o potencial de frear a demanda do país por commodities. O risco de paralisação nas cadeias de produção chinesas pressiona economias globalmente, mas os efeitos podem ser mais danosos para os grandes exportadores de matérias-primas da região.

“Os mercados globais sentirão a pressão da escassez de oferta de produtos que vão de tecidos a peças de máquinas”, escreveu Ting Lu, economista-chefe para a China da Nomura, em um relatório, afirmando que isso deve ampliar a pressão inflacionária no mundo. O efeito mais claro aparece na escassez mundial de semicondutores, que prejudica a indústria automobilística. A situação é agravada pelas incertezas nos setores imobiliário e de construção chineses e podem afetar a demanda por metais.

As sucessivas ondas de choque causadas pela China, considerada o principal motor do crescimento mundial, podem ter outros efeitos. “Um canal potencial de contágio da crise chinesa é uma desaceleração desordenada na China que leve a condições financeiras globais mais apertadas e maior aversão ao risco em relação aos mercados emergentes”, disse o economista do Goldman Sachs, Alberto Ramos. “Isso impactaria negativamente os fluxos de capital para a América Latina e também geraria ventos contrários ao crescimento.” O Goldman Sachs prevê crescimento zero do PIB da China no terceiro trimestre.

Pesquisa da semana passada do grupo Nikkei, com 29 economistas, concluiu que o crescimento chinês deve cair para 5%, de julho a setembro, em razão das medidas contra a covid-19 e à escassez de energia. Eles apontam os problemas imobiliários da China como principal risco para o restante do ano, especialmente o impacto da crise da dívida de Evergrande na indústria e suas consequências para os setores bancário e de seguros.

“Um rebaixamento significativo das expectativa de crescimento na China, com impacto sobre o preço das commodities, empurrará para baixo as previsões de crescimento para a América Latina”, disse William Jackson, economista da Capital Economics. “A crise de energia chinesa deve levar a restrições maiores do que as que pesam hoje sobre a indústria global.”

“Os efeitos são muitos, e um dos mais visíveis é que, para os bancos centrais latino-americanos, isso justifica a continuação da política de aumento das taxas de juros de forma agressiva”, prosseguiu. “O resultado é a desaceleração da indústria na região, que sofre ainda com as dificuldades em garantir peças de componentes exportadas pela China”

Embora hesitem em mencionar um número, a maioria dos analistas vê agora um ritmo de crescimento na região muito mais lento do que nos últimos meses. Um cenário que ocorre ao mesmo tempo em que o aumento da demanda pós-pandemia e a redução da oferta de produtos industrializados pressionam a inflação.

“A China passa por uma desorganização importante nas cadeias produtivas; o que leva a um custo adicional de produção industrial, principalmente de produção de energia elétrica”, afirmou o economista da FGV-Ibre Livio Ribeiro. “Se isso vai levar a um efeito de exportação de inflação para a América Latina e para mundo é um tema a se acompanhar de perto. O certo é que nesse momento o custo de se produzir na China está mais alto.”

O relatório do Banco Mundial divulgado na semana passada – que não leva totalmente em conta os problemas na China – ainda prevê crescimento de 6,3% para a América Latina em 2021 – que não conseguirá reverter completamente a contração de 6,7% do ano passado em razão da pandemia.

“De modo geral, é possível o cenário em que a desaceleração da atividade na China contenha a pressão inflacionária sobre algumas commodities básicas, especialmente as de construção”, explicou o analista da Oxford Economics no México, Joan Domene. “Porém, a pressão na frente de energia poderia ser mais duradoura e acreditamos que haverá inflação acima da meta em toda a região devido a esses choques.”

“Acreditamos firmemente que, à medida que os estímulos fiscais e monetários diminuem, os países latino-americanos voltarão ao baixo crescimento”, prosseguiu Domene. “Também observamos que a estagflação é um risco, embora não seja um cenário de base.”

Para a especialista Margaret Myers, do centro de estudos de Washington Inter-American Dialogue, a crise atual precisa ser encarada pela região como um desafio geopolítico, além do econômico. “A dependência contínua e ampliada das exportações de commodities para um único mercado deixa os países latino-americanos vulneráveis a choques de preços futuros e inevitáveis”, declarou.

“Há uma possibilidade muito clara de que muitos outros desafios econômicos, demográficos e estruturais da China acabarão por reduzir consideravelmente o envolvimento do país em setores-chave na região no médio prazo”, acrescentou.