Ensino público no DF se prepara para nova fase 100% presencial
Anúncio foi feito pela secretária de Educação

 

Da Agência Brasil

O Distrito Federal será mais uma unidade da federação a ter, nos próximos dias, o retorno às aulas 100% de forma presencial na rede pública de ensino, atualmente em sistema híbrido. 

Em um vídeo divulgado no Twitter da Secretaria de Educação, a secretária Hélvia Paranaguá anunciou que o governador Ibaneis Rocha (MDB) vai publicar um decreto que retira uma série de medidas restritivas que impedem as aulas 100% presenciais. “Com essas alterações, em poucos dias, todos os estudantes da rede pública estarão 100% presencialmente nas escolas”, adiantou a secretária sem detalhar a medida.

O diretor do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Samuel Fernandes, é contrário à medida. “Todos os dias há casos de alunos e professores contaminados nas escolas, e mesmo acontecendo esses casos, o governo não faz a testagem nas escolas. Em muitas escolas não há desinfecção adequada, mesmo diante de casos positivados. Um retorno de 100% nesse momento só vai agravar a situação”, argumenta. Ainda segundo Fernandes, “alunos da educação infantil e do ensino fundamental I não estão vacinados e assim professores, alunos e toda comunidade escolar correm risco de serem contaminados pelo coronavírus”.

Boletim

Dados do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde apontam queda na taxa de transmissão da covid-19 pelo 12ª dia consecutivo no Distrito Federal. Ontem a noite, a capital registrou 421 novos casos da covid-19 e 11 mortes pela doença.

Estados

Em todo país, estudantes de Santa Catarina, Espírito Santo, Paraná, Pará, Mato Grosso do Sul, Ceará, Maranhão, Amazonas, Goiás, São Paulo e Bahia já voltaram a ter aulas presenciais obrigatórias. Apenas quem tem atestado médico pode ficar em casa. Além desses estados, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Alagoas também já anunciaram que vão adotar a retomada das aulas 100% presenciais.

Brasil recebe nova remessa de vacinas da Pfizer
Entrega abrange 1,7 milhão de doses

 

Da Agência Brasil

O Brasil recebeu hoje (22) uma nova remessa com 1,7 milhão de doses do imunizante Comirnaty contra a covid-19. Esse é o oitavo lote do segundo contrato da Pfizer com o governo brasileiro. O avião, que veio de Amsterdã, na Holanda, pousou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP) às 6h55. As próximas entregas estão previstas para a semana semana que vem.

Segundo o Ministério da Saúde, desde o início da campanha de vacinação contra o novo coronavírus, em janeiro de 2021, foram usados mais de 102 milhões de doses do imunizante fabricado pela Pfizer. O total de vacinas distribuídas para todos os estados e o Distrito Federal é de 230 milhões.

A Pfizer informou que, desde o dia 9 de outubro, quando foram iniciadas as entregas das doses que contemplam o segundo contrato com o governo federal, o total de doses entregues ultrapassa 13 milhões. O contrato prevê a remessa de 100 milhões de imunizantes entre outubro e dezembro.

Simpósio vai debater o que se aprendeu no tratamento da Covid nas UTIs
Evento promovido pela Rede D’Or terá participação de grandes nomes da terapia intensiva

 

Da Redação

As unidades de terapia intensiva de todo o mundo foram colocadas à prova quando os leitos ficaram lotados de paciente com covid. Para debater todo o aprendizado adquirido ao longo dessa pandemia, a Rede D’Or São Luiz promove, no dia 22 de outubro, o II Simpósio Internacional de Medicina Intensiva. Referências da terapia no Brasil e no mundo vão apresentar os avanços no tratamento da doença nos campos da Neurologia, Pneumologia, Cardiologia, Infectologia, Nefrologia e Hematologia. Entre os convidados internacionais estão nomes como o de Jan Claassen, diretor de Neurologia de Cuidados Críticos da Universidade de Columbia; Jean-Louis Vincent, professor de medicina intensiva na Université libre de Bruxelles e Fabio Taccone, professor do Departamento de Terapia Intensiva de Hopital Erasme, em Bruxelas, na Bélgica. O evento será gratuito e inteiramente virtual.

Coordenador do Serviço de Terapia Intensiva do Copa Star, Fabio Miranda destaca que a pandemia representou uma verdadeira provação para os profissionais que atuam nas UTIs. O cenário atual, de queda contínua na ocupação de leitos, em nada lembra o cenário visto no ano passado. A própria Rede D’Or chegou a registrar mais de 3 mil pacientes internados no auge da pandemia. Atualmente, apresenta cerca de 200 pacientes com covid. “Sem dúvida nenhuma o avanço da campanha de vacinação é a principal razão, mas hoje também conseguimos tratar melhor do que há um ano atrás”, explica Fabio, que ao lado de Marcelo Maia, coordenador do Serviço de Terapia Intensiva do Hospital DF Star e do Thiago Gomes Romano, coordenador do Serviço de Terapia Intensiva Geral do Hospital Vila Nova Star, compõe o comitê organizador do Simpósio.

Fabio relata que um dos aprendizados é que hoje se sabe que o paciente precisa ter um acompanhamento diário pelo médico-assistente, nos casos mais leves, pelo menos nos primeiros 15 dias. Dependendo da faixa etária e das comorbidades, o acompanhamento precisa ser ainda mais intenso. Se surgir algum sinal de gravidade, o paciente tem que ir imediatamente ao hospital para fazer exames e, conforme o caso, ser internado.

Outro ponto importante do Seminário serão as experiências da própria Rede D’Or. Maior rede hospitalar privada do país. Nomes como o da cardiologista intensivista Ludhmila Hajjar e do hematologista Eduardo Rego estão confirmados.  “Hoje, nós respondemos por mais de 30% de todas as UTIs certificadas pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).  Nós investimos continuamente em qualificação e em tecnologia.  Com isso, garantimos a segurança dos nossos pacientes e aumentamos as chances de salvar vidas”, afirma o vice-presidente médico, Leandro Reis.

SERVIÇO
II Simpósio Internacional de Medicina Intensiva
Dia: 22 de outubro Evento online
Inscrição gratuita pelo 22/10 – II Simpósio Internacional de Terapia Intensiva (RDSL) (simposio.digital)

Cães e gatos podem ter vírus da covid-19, mas não transmitem a doença
Pesquisa é da Pontifícia Universidade Católica do Paraná

 

Da Agência Brasil

Apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais, entretanto, não desenvolvem a doença, segundo pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Segundo o médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR e um dos responsáveis pelo estudo, até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de covid-19 e os que não tiveram.

A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Mutação

Segundo Farias, até o momento, pode-se afirmar que animais domésticos têm baixo potencial no ciclo epidemiológico da doença.

No entanto, é importante ter em mente que o vírus pode sofrer mutação. Por enquanto, o cão e o gato doméstico não desenvolvem a doença. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse vírus, em contato com os animais, pode sofrer mutação e, a partir daí, no futuro, passar a infectar também cães e gatos domésticos.

“Isso pode acontecer. Aí, o cão e o gato passariam a replicar o vírus. Pode acontecer no futuro. A gente não sabe”.

Por isso, segundo o especialista, é importante controlar a doença e vacinar em massa a população, para evitar que o cão e o gato tenham acesso a uma alta carga viral, porque isso pode favorecer a mutação.

A nova etapa da pesquisa vai avaliar se o cão e o gato têm anticorpos contra o vírus. Os dados deverão ser concluídos entre novembro e dezembro deste ano.

O trabalho conta com recursos da própria PUC-PR e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).