Procon-SP notifica Facebook por falha em aplicativos
Empresa menciona problemas internos na rede

 

Da Agência Brasil

O Procon de São Paulo notificou o Facebook no Brasil para explicar a falha que deixou os serviços da empresa fora do ar na última segunda-feira (4). WhatsApp, Facebook e Instagram, integrantes da mesma empresa, ficaram sem funcionar por mais de seis horas.

Segundo o órgão de defesa do consumidor, se o problema não tiver sido causado por um evento externo, fora do controle da empresa, pode haver responsabilização.

“O Procon-SP pretende identificar as causas da pane geral e punir as empresas com multas superiores a R$ 10 milhões, salvo se houver justificativa de evento fortuito, externo e incontrolável, e assim fixar responsabilidades para futuras ações individuais reparatórias”, disse o diretor do Procon, Fernando Capez.

Providências

Além de esclarecimentos sobre as razões do mau funcionamento, o Procon deseja que a empresa explique as providências tomadas para restabelecer os serviços e reduzir os impactos da interrupção para os usuários. Foi solicitado, ainda, que seja detalhado o tempo exato e quantas pessoas foram afetadas pelo problema no estado de São Paulo.

O Facebook disse que está disponível para dar os esclarecimentos necessários. “Sabemos da importância de nossos produtos e serviços para pessoas e empresas. Trabalhamos arduamente para restaurar o acesso a nossos aplicativos o mais rápido possível, o que ocorreu em algumas horas”, disse nota da empresa.

Os diretores da sede da empresa, nos Estados Unidos, atribuíram a falha, que afetou o funcionamento dos aplicativos em todo o mundo, a problemas internos na rede da companhia.

Qualicorp ilumina o monumento do Cristo Redentor para anunciar sua nova marca
A nova campanha tem o mote "Mais Escolhas para Você. Mais Quali para a sua vida"

 

Da Redação

A Qualicorp iluminou o monumento do Cristo Redentor na noite de ontem (4) para anunciar as cores da sua nova marca e identidade visual: o azul e o amarelo. Resultado de um amplo estudo de marca, a Quali passa a se apresentar como a mais completa plataforma de planos de saúde do Brasil. Sob o mote da campanha “Mais escolhas para você. Mais Quali para sua vida”, o novo posicionamento destaca o mais diversificado portfólio de escolhas de produtos na área da saúde à disposição dos milhões de brasileiros e reforça o #NovoJeitoQualideSer.

Desenvolvida a partir do plano estratégico da Quali e apoiada por um amplo trabalho de diagnóstico junto aos seus principais públicos, a nova marca é um divisor de águas na trajetória de comunicação e marketing da empresa. Refletindo o foco no cuidado integral da saúde das pessoas, a Quali promove a união de parceiros – operadoras, corretores, entidades e Clientes – com o objetivo de oferecer, dentro de uma plataforma de múltiplos canais e soluções, a melhor escolha para cada perfil de usuário.

Para a campanha “Mais Escolhas para Você. Mais Quali para a sua vida” estão programadas ações de comunicação dirigida aos públicos estratégicos, como os mais de 2,5 milhões de clientes, os 50 mil corretores parceiros, as mais de 470 entidades e associações parceiras, entre outros perfis qualificados. Dentre essas ações, estão previstas interações como publicidade offline e online, incluindo divulgações previstas nas redes sociais.

Desde 2020 a Quali patrocina o “Projeto de Restauro Cristo 90 anos”, que visa promover uma restauração completa da obra e do espaço onde o monumento está inserido, de acordo com a aprovação e crivo do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. “Para nós é muito especial participar desse projeto e poder levar nossas cores para um dos maiores cartões-postais do mundo”, afirma Ricardo Pedro, diretor de Marketing e Comunicação da Quali. “Com a iluminação, reforçamos o quanto estamos cada vez mais ao alcance dos milhões de brasileiros”, finaliza.

Novo posicionamento

No mercado há 24 anos, a Quali é líder no segmento de planos de saúde coletivos por adesão. No fim de 2019, mudou sua gestão e definiu um novo planejamento estratégico baseado nos pilares “cliente”, “crescimento” e “pessoas”. De lá para cá, a empresa implementou uma série de iniciativas, as quais levaram naturalmente a adotar uma nova marca, uma nova identidade visual e um novo posicionamento estratégico.

Além de estampada nos principais canais de comunicação da Quali, a nova marca já pode ser vista na Qualistore, a rede de lojas físicas lançada na última sexta-feira (1º), que tem como foco ampliar os canais de relacionamento. As primeiras oito unidades da Qualistore estão em pleno funcionamento e localizadas em shoppings da região metropolitana do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Brasil é o maior exportador de comida halal no mundo
Conceito norteia alimentação de muçulmanos em todo o mundo

 

Fábrica da empresa brasileira BRF em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos

 

Da Agência Brasil

Halal é uma palavra árabe que significa lícito, permitido. Mais do que isso, é um conceito que permeia a alimentação e o uso de produtos cosméticos e farmacêuticos por muçulmanos em todo o mundo. Pela sharia, o código de leis islâmico, os seguidores da fé de Maomé só podem consumir produtos que se encaixem nessa categoria porque seriam aqueles permitidos por Deus.

No judaísmo, há uma categoria semelhante: o kosher. Um exemplo é a proibição de consumo de carne de porco, de álcool etílico, sangue e animais de presas longas, considerados haram, ou seja, não permitidos. As carnes de boi, frango, caprinos e ovinos podem ser consumidas, desde que o abate seja feito de forma adequada, em um ritual halal.

A restrição é ligada não apenas a esses itens, mas a qualquer produto que contenha esses ingredientes em sua composição ou que tenha contato com eles. Um carimbo usado em uma carne, por exemplo, não pode ter glicerina de origem suína.

Como isso é levado muito a sério pelos muçulmanos, é preciso garantir que os produtos consumidos realmente tenham sido processados da forma correta. Por isso, as empresas interessadas em servir ao consumidor islâmico precisam ser certificadas.

“Hoje, 1,9 bilhão de consumidores no mundo são muçulmanos. E as estimativas para 2060 é que uma, em cada três pessoas, seja muçulmana. Então você tem um mercado gigantesco, um potencial enorme a ser explorado. Além disso, os consumidores muçulmanos são muito fiéis. Uma vez que eles identificam uma marca certificada, que traz um produto de qualidade, acabam se fidelizando àquela marca”, explica Elaine Franco de Carvalho, coordenadora de qualidade da Fambras Halal, uma das principais certificadoras halal do Brasil.

É um mercado concentrado não apenas no Oriente Médio e norte da África, mas também em países como o próprio Brasil. Na Indonésia, por exemplo, que tem grande população muçulmana e é o maior mercado consumidor de comida halal, a certificação é obrigatória para os exportadores.

“Uma vez que a empresa estiver certificada, ela vai atender a alguns países que antes ela não atendia, por ter a certificação halal como requisito [para exportação] ou por ter a certificação halal com diferencial”, afirma Elaine.

Segundo dados do último Relatório Global do Estado da Economia Islâmica, antes da pandemia o Brasil era o maior exportador mundial de comida halal. Em 2019, o país exportou US$ 16,2 bilhões nesse tipo de produto, 12% a mais do que o segundo colocado, a Índia, que negociou US$ 4,4 bilhões.

Certificação

Segundo Elaine, o processo de certificação envolve inicialmente uma avaliação documental da empresa, na qual se verifica, por exemplo, os ingredientes e materiais usados na fabricação ou beneficiamento do produto e sua origem. “A gente precisa garantir que se aquela empresa usa uma queratina de origem animal, por exemplo, que ela tenha vindo de um animal abatido de acordo com o ritual islâmico”, conta.

A certificadora, então, envia um auditor com conhecimentos técnicos na área de atuação da empresa (que pode ser um veterinário, um engenheiro agrônomo entre outros) e autoridades religiosas para verificar se tudo é feito dentro dos preceitos do islamismo.

No caso do abate bovino, por exemplo, Elaine explica que é preciso que tudo seja feito de acordo com um ritual, que começa com a declamação das palavras Bismillah, Allahu Akbar (“em nome de Deus, Deus é o maior”) e termina com a drenagem do sangue do animal por três minutos.

A faca deve ser bem afiada para seccionar as principais artérias do pescoço em único corte e garantir a morte instantânea do animal. “É um requisito do abate halal que você minimize o sofrimento do animal”, diz Elaine.

O abate deve ser feito por um muçulmano, mas se não houver ninguém disponível, poderá ser executado por um judeu ou um cristão. Já o supervisor do abate precisa ser um seguidor do Islã.

Depois de aprovada, a empresa pode receber uma certificação para todos os lotes de seu produto, com validade de três anos, ou pode receber certificações por lotes. Cerca de 450 empresas brasileiras são certificadas apenas pela Fambras Halal.

Fábrica brasileira

Com produtos presentes no Oriente Médio desde a década de 1970, a indústria alimentícia brasileira BRF decidiu dar um passo adiante, em 2014, de olho no gigantesco mercado halal, ao instalar uma fábrica nos Emirados Árabes Unidos. Localizada na zona industrial de Abu Dhabi, capital do país, a planta processa principalmente produtos de frango e também hambúrguer bovino.

É a primeira indústria alimentícia brasileira a instalar uma fábrica no país e, se depender do governo dos Emirados Árabes, não será a última. No último domingo (3), a ministra de Mudanças Climáticas e Meio Ambiente da nação árabe, Mariam Almheiri, convidou empresas do Brasil a seguir o exemplo da BRF.

Segundo ela, seu país proporciona vantagens como a avançada infraestrutura de transportes e proximidade com o mercado consumidor árabe e asiático. Segundo o presidente da BRF, Patrício Rohner, o mercado halal (ou seja, produtos processados de acordo com as leis islâmicas) representa hoje 25% de todas as vendas da empresa e metade da comercialização no exterior.

Uma das marcas da BRF, a Sadia é uma das líderes em seu segmento nos Emirados Árabes. “Quando você vê um mercado como Kuwait, o Catar, os Emirados Árabes ou a Arábia Saudita, o reconhecimento da marca é maior do que no Brasil”, disse Rohner.

Produtos processados no Brasil

A decisão de montar uma fábrica nos Emirados Árabes, depois de anos exportando produtos processados no Brasil, surgiu ao perceber que os alimentos produzidos no país árabe poderiam estar mais próximos do paladar dos consumidores da região.

“Para desenvolver produtos para o sabor local, não tem nada melhor do que estar próximo ao consumidor. Quando você tenta encontrar os ingredientes que as pessoas se acostumaram a comer ou aprenderam a comer desde pequenas, é muito difícil fazer isso de fora”, explicou Rohner.

Os animais são criados e abatidos no Brasil, onde recebem certificação halal. Só depois, a carne é exportada para os Emirados Árabes, onde é processada (por exemplo, transformada em nuggets, hambúrgueres ou tenderizada e empacotada).

Segundo Rohner, financeiramente é mais viável criar os animais no Brasil, porque o país tem a estrutura para atender ao mercado nacional e ao internacional, além de abundância de grãos (para alimentação dos rebanhos) e de água.

Além da fábrica em Abu Dhabi, a BRF opera outras três unidades processadoras de alimentos no Oriente Médio, uma na Arábia Saudita e duas na Turquia.

Há outras empresas alimentícias que ainda não têm fábrica nos Emirados Árabes, mas que já marcam presença ali, como a JBS, concorrente da BRF, que mantém um escritório comercial no país, e a Tropicool Açaí, rede varejista que oferece produtos da fruta amazônica. Ela tem lojas em Dubai.

Falta de saneamento básico causa mais de 273 mil internações em 2019
Dados são de estudo do Instituto Trata Brasil

 

Da Agência Brasil

No Brasil, a falta de saneamento básico sobrecarregou o sistema de saúde com 273.403 internações por doenças de veiculação hídrica em 2019, um aumento de 30 mil hospitalizações na comparação com ano anterior, além de 2.734 mortes. A incidência de internações foi de 13,01 casos por 10 mil habitantes, o que gerou gastos de R$ 108 milhões ao país naquele ano.

Os resultados são do estudo Saneamento e Doenças de Veiculação Hídrica – ano base 2019, do Instituto Trata Brasil, divulgado nesta terça-feira (5). O estudo foi feito a partir de dados públicos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e o Datasus, portal do Ministério da Saúde que acompanha os registros de internações, óbitos e outras ocorrências relacionadas à saúde da população.

No mesmo ano, a falta de acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário levaram a 2.734 mortes, uma média de 7,4 mortes por dia. No Nordeste, as mortes ultrapassaram mil casos; no Sudeste, 907; no Sul, 331; no Norte, foram 214; e, no Centro-Oeste, 213 óbitos registrados. Entre as doenças de veiculação hídrica, estão as diarreicas, dengue, leptospirose, esquistossomose e malária.

Além do atual desafio de saúde pública no país devido à pandemia de covid-19, o Trata Brasil mostra que há ainda o desafio histórico da falta de saneamento básico, que acaba levando pessoas aos hospitais diariamente. Segundo dados de 2019, quase 35 milhões de pessoas vivem em locais sem acesso à água tratada, 100 milhões de pessoas sem acesso à coleta de esgoto e somente 49% dos esgotos no país são tratados.

As mais de 273 mil internações por doenças de veiculação hídrica resultaram em um custo de R$ 108 milhões ao país em 2019. A região Nordeste, que em números gerais registrou mais internações, teve a maior despesa com esse tipo de internação – R$ 42,9 milhões. Na sequência, o Sudeste teve R$ 27,8 milhões com gastos desse tipo, contra R$ 15,2 milhões do Norte, R$ 11,7 milhões do Sul e R$ 10,2 milhões do Centro-Oeste.

Para o Trata Brasil, o estudo destaca a relevância de se acelerar a agenda do saneamento básico com mais investimentos, para que mais pessoas recebam os serviços.

“Os dados deixam claro que qualquer melhoria no acesso da população à água potável, coleta e tratamento de esgotos traz grandes ganhos à saúde pública. Por outro lado, o não avanço faz perpetuar essas doenças e mortes de brasileiros por não contar com a infraestrutura mais elementar. São hospitalizações que poderiam estar sendo destinadas a doenças mais complexas”, afirmou o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.

Com isso, o instituto afirma que as pessoas seriam mais saudáveis, e o Brasil trabalharia para cumprir o sexto Objetivo do Desenvolvimento Sustentável, firmado pela ONU, de universalizar o acesso à água e aos serviços de esgotamento sanitário, além das metas do novo Marco Legal do Saneamento, Lei 14.026 de 2020 que estipula o prazo até 2033 para 99% da população ter acesso à água tratada e 90% à coleta dos esgotos.

Regiões

O estudo concluiu que as internações por doenças causadas pela falta de saneamento se distribuem pelo país, refletindo as condições sanitárias de cada região, e que a ausência dessa infraestrutura é mais evidente na Região Norte. Lá, apenas 12% da população tem coleta de esgotos e houve 42,3 mil internações por doenças de veiculação hídrica em 2019. De todo volume de esgoto gerado na região – incluindo aquele coletado e o que não é coletado – somente 22% são tratados.

Em seguida, vem o Nordeste, onde somente 28% da população tem coleta de esgotos e o tratamento chega só a 33% do volume total de esgoto gerado. A região teve o maior número de hospitalizações, um total de 113,7 mil.

O Sul foi a terceira pior região no que diz respeito ao saneamento, com 46,3% da população tendo acesso à coleta dos esgotos e 47% do esgoto gerado sendo tratado. No Centro-Oeste, 57,7% da população conta com coleta dos esgotos e há 56,8% de tratamento do volume de esgoto gerado. Essas duas regiões registram 27,7 mil internações cada.

Já o Sudeste apresentou os melhores indicadores, com 79,2% da população com coleta de esgotos, com 55,5% do total de esgoto gerado sendo tratado. Na região, houve 61,7 mil internações por doenças de veiculação hídrica.

Apesar de o Sudeste apresentar números de internação maiores que o Norte, ele tem sete vezes mais habitantes. Portanto, para uma comparação entre bases iguais, o estudo calculou a incidência de internações por 10 mil habitantes. Com isso, observou-se que os estados do Norte e Nordeste concentram os maiores problemas com relação a hospitalizações.

Levando em conta a taxa de incidência por 10 mil habitantes, são 22,9 internações no Norte; 19,9 no Nordeste; 17,2 no Centro-Oeste; 9,26 no Sul; e 6,99 no Sudeste.

As internações desse tipo, de crianças de zero a quatro anos, correspondem a 30% do valor total, com 81,9 mil internações em 2019, sendo 35,2 mil no Nordeste, 17,6 mil no Norte, 15,6 mil no Sudeste, 6,78 no Sul e 6,7 no Centro-Oeste. No mesmo ano, ocorreram 124 mortes de crianças nessa faixa etária, sendo 54 delas no Nordeste, seguido do Norte com 41, Sudeste com 14, Centro-Oeste com 12 e o Sul com apenas três.

Estados

Em números absolutos, o Amapá aparece como a unidade da Federação com menos internações por doenças de veiculação hídrica em 2019, com 861, contra 38,2 mil no Maranhão, que teve o maior número de internações. Ultrapassam a marca de 20 mil internações gerais por doenças de veiculação hídrica os estados de Bahia (23,3 mil), de Minas Gerais (24,7 mil), São Paulo (26 mil) e do Pará (28 mil).

Em relação à taxa de internações por 10 mil habitantes, o Maranhão se mantém como o estado com maiores casos, com 54,4 internados a cada 10 mil, seguido de Pará com 32,62, e Piauí com 29,64. O estado do Rio de Janeiro teve a menor taxa de internações por 10 mil habitantes, com 2,84, seguido por São Paulo com 5,67 e o Rio Grande do Sul com 7,14.

Série histórica

O estudo revelou que, de 2010 a 2019, o país registrou queda nas internações por doenças de veiculação hídrica, passando de 603,6 mil para 273,4 mil. No entanto, houve aumento de cerca de 30 mil internações de 2018 para 2019.

Segundo avaliação da entidade, os resultados mostram que, mesmo distante do ideal, a expansão do saneamento ao longo dos anos, com a ampliação das áreas de cobertura com água tratada e coleta de esgoto, trouxe ganhos à saúde, permitido a redução das doenças e das mortes por veiculação hídrica. Isso porque, em 2010, 54,6% da população não tinha coleta dos esgotos, enquanto nove anos depois, a população sem acesso foi reduzida a 45,9%.

No mesmo período, houve também queda no número de internações de crianças de zero a quatro anos, passando de 200,6 mil em 2010 e para 81,9 mil em 2019.

Dados na pandemia

Sobre a relação entre saneamento e doenças em 2020, o Trata Brasil informou que dados preliminares mostram que o país teve 174 mil internações por doenças de veiculação hídrica, o que representaria uma redução de 35% em relação a 2019. No entanto, a entidade explicou que os dados precisam ser analisados pelas instituições médicas, já que a queda pode estar relacionada ao afastamento das pessoas dos hospitais por medo de contaminação por covid-19.

As mortes por doenças de veiculação hídrica em 2020 foram estimadas em 1,9 mil, o que também representaria uma redução entre 30% e 35% na comparação com o ano anterior.