5 fatos para hoje: vendas no Dia das Crianças; Petrobras e preço do combustível
Bolsonaro sugeriu repassar dividendos da Petrobras a um fundo regulador que possa modular a alta dos combustíveis

 

Da Investnews

 

1- Vendas para Dia das Crianças devem crescer 3% em SP, estimam lojistas

As vendas do comércio paulista para o Dia das Crianças devem crescer 3% em relação ao ano passado, aponta levantamento da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de São Paulo. Foram feitas consultas às principais Câmaras de Dirigentes Lojistas do estado. Segundo a entidade, esta é a terceira data mais importante do ano para o varejo nacional.

Com a diminuição das restrições ao comércio em razão da pandemia, a estimativa dos lojistas é que o volume de vendas seja maior nas lojas físicas do que no e-commerce, diferentemente do ano passado. Os shoppings devem concentrar boa parte (70%) do comércio presencial.

O setor de brinquedos, seguido pelo de eletrônicos e de vestuário, devem ser os mais procurados. O perfil do consumidor é formado por familiares que costumam presentear nesse período, contribuindo para o balanço do setor no final do semestre.

Os comerciantes apostam que o Dia das Crianças deve antecipar o comportamento do consumidor para o cenário de compras das festas de final de ano. A federação aposta ainda em ações por parte dos lojistas que estimulem e facilitem as vendas, como descontos, promoções e facilidade nas formas de pagamento.

2- Bolsonaro sugere usar dividendos da Petrobras em fundo para segurar combustíveis

O presidente Jair Bolsonaro citou na quinta-feira (30) em transmissão ao vivo nas redes sociais, a possibilidade de repassar dividendos da Petrobras (PETR3; PETR4) a um fundo regulador que possa modular a alta dos combustíveis, hoje um dos vilões da inflação. Segundo o chefe do Executivo, ele discutiu a possibilidade com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano. “Temos de buscar solução para isso”, disse Bolsonaro, sobre o avanço nos preços dos combustíveis.

“Vim conversando com Montezano, hoje, no avião, o presidente do BNDES, pegando dicas com ele, o que a gente pode fazer. É criar fundo regulador, é ver lucro da Petrobras… Aquele que vem para o governo federal, para nós, ninguém vai meter a mão em nada… Será que esse dinheiro da Petrobras que vem para nós – será, estou perguntando, não estou afirmando – que é lucro bilionário, nós não podemos converter para esse fundo regulador?”, questionou o presidente. “Toda vez que der um aumento, você não repassar todo aumento, ou não repassar aumento nenhum. Você faz caixa quando está mais no baixo e quando sobe você, com esse caixa, compensa o reajuste lá na frente”, acrescentou.

A possibilidade de criar um fundo regulador, que amenize o impacto de oscilações do mercado internacional sobre o preço dos combustíveis, já foi sugerida ontem pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O parlamentar disse que a medida não alteraria a política de preços da Petrobras, explicada hoje por Bolsonaro a seus apoiadores durante a live. “Vocês ficam indagando, como a gente pode ser autossuficiente (em petróleo) e pagar o preço do mercado internacional? É uma coisa acertada lá atrás”, afirmou o presidente, que ainda citou o combate ao desperdício com contratos de aluguéis como forma de reduzir o valor dos combustíveis. “Com Silva e Luna, estamos atacando em outra frente: o desperdício da Petrobras.”

3- Diesel nos postos sobe pelo 5º mês em setembro

O preço médio do diesel comum nos postos do Brasil subiu 1,97% em setembro, a R$ 4,929 por litro, em seu quinto avanço mensal consecutivo, apontaram nesta quinta-feira dados da Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil.

Em nota, o head de Mercado Urbano da Edenred Brasil, Douglas Pina, pontuou que os preços devem permanecer em alta, após a Petrobras anunciar novo ajuste no combustível fóssil vendido às distribuidoras nesta semana, depois de 85 dias de estabilidade.

“O anúncio recente de aumento no repasse para as refinarias tende a refletir em novos avanços nas bombas nos próximos dias para os motoristas”, afirmou Pina.

Em todas as regiões brasileiras, tanto o diesel comum quanto o S-10 apresentaram aumentos no preço médio no fechamento do mês, segundo a empresa.

região Centro-Oeste apontou a maior alta para o diesel, de 2,17%, e o Nordeste concentrou o maior aumento para o tipo S-10, avanço de 2,08%. A região Norte lidera o ranking dos preços médios mais altos, com o diesel comum a 5,132 reais por litro, e o diesel S-10, a 5,199 reais por litro. Já o Sul registrou os valores mais baixos por litro: o tipo comum foi comercializado a R$ 4,553 por litro, e o tipo S-10, a R$ 4,584 por litro.

Acre é o Estado com o valor médio do diesel mais alto, a R$ 5,751 por litro. Já o Paraná tem o preço médio mais baixo, a R$ 4,489.

Os maiores aumentos dos preços médios foram registrados em Sergipe, de 4,05% no caso do diesel comum, e no Rio Grande do Norte para o tipo S-10, com a alta de 3,23%. Nenhum Estado apresentou recuo nos preços para o diesel no fechamento da média de setembro.

O levantamento é feito com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log.

4- Com falta de peças, montadoras suspendem contrato de trabalho de funcionários

A indústria automobilística brasileira se prepara para um fim de ano de baixa produção e fábricas fechadas, numa sequência do cenário visto ao longo de 2021 e que poderá reduzir a expectativa dos resultados do setor.

Até agora, a maioria das empresas adotou períodos de férias coletivas, antecipação de feriados e folgas aos funcionários para driblar a falta de componentes para a produção, em especial de semicondutores.

Para o fim de ano, contudo, a opção voltou a ser o lay-off (suspensão de contratos de trabalho), que permite períodos mais longos de dispensas. Também estão nos acordos com os funcionários programas de demissão voluntária (PDV) e redução de jornada e salários.

Dona da Fiat, a Stellantis vai colocar em lay-off 1,8 mil funcionários da unidade de Betim (MG) por três meses a partir de segunda-feira. A empresa vem promovendo paralisações parciais em linhas de produtos por prazos de dez dias.

Na fábrica mineira trabalham 13 mil pessoas, incluindo pessoal administrativo, e são produzidos seis veículos, entre os quais a Strada, o Argo e o Mobi, que estão entre os quatro modelos mais vendidos neste ano. A picape Strada tem fila de espera de mais de três meses. Também acabou de entrar em linha recentemente o Pulse, primeiro SUV da marca produzido no País e com lançamento marcado para 19 de outubro.

Renault abriu hoje um PDV para 250 funcionários da fábrica de São José dos Pinhais (PR) e vai colocar outros 300 em lay-off inicialmente por cinco meses. O complexo emprega ao todo 6.450 trabalhadores, cerca de 5 mil deles na área de produção.

Na Volkswagen, a produção em São Bernardo do Campo (SP) está suspensa por dez dias a partir da última segunda-feira, mas avalia colocar trabalhadores de um turno em lay-off a partir de novembro. Por enquanto, a montadora informa que, no momento, a medida de flexibilização adotada são férias coletivas – medida que está em uso também na unidade de Taubaté para um turno de trabalho.

5- Qualicorp lança rede de lojas físicas

Com o intuito de ampliar seus canais de venda e de atendimento ao cliente, a Qualicorp (QUAL3) anunciou o lançamento de sua rede de lojas físicas, a Qualistore. As primeiras oito unidades da Qualistore estão localizadas em shoppings das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

“A Quali tem um propósito claro de democratizar o acesso aos planos de saúde para milhões de brasileiros”, diz Bruno Blatt, CEO da Qualicorp. “Oferecemos os produtos de mais de 100 operadoras parceiras em todo o Brasil”, acrescentou.

Segundo a empresa, a Qualistore faz parte da estratégia da companhia de reforçar seu pilar de crescimento e relacionamento com o cliente. Na Grande São Paulo, inicialmente as lojas estão localizadas no Shopping Vila Olímpia, Shopping Anália Franco, Shopping Pátio Paulista e Shopping Taboão. Na região metropolitana do Rio, as lojas da Qualistore estão situadas no Norte Shopping, Plaza Niterói, Carioca Shopping e Botafogo Praia Shopping.

A operadora de planos de saúde aponta que os clientes terão à disposição atendimento especializado na Qualistore para contratar seu plano de saúde. Além disso, o espaço oferecerá suporte para os consumidores que precisarem esclarecer dúvidas ou até mesmo alterar seu plano. Os corretores parceiros, da categoria “imbatíveis”, poderão também usar as instalações das novas lojas para relacionamento com os clientes.

Qualicorp lança a Qualistore, rede de lojas físicas para vendas e atendimento ao cliente
Plataforma de acesso a planos de saúde amplia canais com o lançamento de oito lojas no Rio de Janeiro e em São Paulo

 

 

Da Redação

A Qualicorp anunciou a ampliação de canais de venda e de atendimento ao cliente com o lançamento de uma rede de lojas físicas, a Qualistore. As primeiras oito unidades da Qualistore estão em pleno funcionamento e localizadas em shoppings da região metropolitana do Rio de Janeiro e de São Paulo.

“A Quali tem um propósito claro: democratizar o acesso aos planos de saúde para milhões de brasileiros. Oferecendo a mais completa plataforma de acesso à saúde privada, a Quali disponibiliza diversas opções ao cliente que procura por tranquilidade, bem-estar e qualidade de vida”, diz Bruno Blatt, CEO da Qualicorp.

Em conjunto com a inauguração da Qualistore, a companhia renovou a marca, que enfatiza o poder de escolha do cliente na hora de contratar um plano de saúde. “Oferecemos os produtos de mais de 100 operadoras parceiras em todo o Brasil”, afirma Blatt.

A Qualistore faz parte da estratégia da companhia de reforçar seu pilar de crescimento e relacionamento com o cliente. Na Grande São Paulo, inicialmente as lojas estão localizadas no Shopping Vila Olímpia, Shopping Anália Franco, Shopping Pátio Paulista e Shopping Taboão. Na região metropolitana do Rio, as lojas da Qualistore estão situadas no Norte Shopping, Plaza Niterói, Carioca Shopping e Botafogo Praia Shopping.

Com o maior portfólio de planos coletivos do Brasil, com coberturas médico-hospitalar e odontológica, abrangência nacional e regional, com ou sem coparticipação, entre outros benefícios, os clientes terão à disposição atendimento especializado e qualificado na Qualistore para contratar seu plano de saúde.

Além disso, o espaço oferecerá todo suporte necessário para os consumidores que precisarem esclarecer dúvidas ou até mesmo alterar seu plano. Os corretores parceiros, da categoria Imbatíveis, poderão também usar as instalações das novas lojas para relacionamento com os clientes.

Federação Brasileira de Hospitais desmente fake news
Boato de parentesco entre advogada de médicos da Prevent Senior e presidente da FBH circulou em redes sociais

 

Presidente da FBH, Adelvânio Francisco Morato foi alvo de fake news nas redes sociais

 

 

Da Redação

A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) divulgou nota desmentindo postagem que circula em redes sociais que diz que a advogada Bruna Morato, que ganhou destaque nacional por representar os médicos que denunciaram a Prevent Senior por impor a prescrição do chamado tratamento precoce contra a covid-19, seria filha do presidente da FBH, Adelvânio Francisco Morato. Na nota, que pode ser lida na íntegra logo abaixo, a Federação explica que se aproveitaram de uma coincidência de nomes para espalharam uma fake news. Em suas redes sociais, a advogada também divulgou nota esclarecendo que tudo não passa de uma mentira, informando inclusive que o seu pai faleceu há anos.

 

Nota de esclarecimento

A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) esclarece que não é verdade a mensagem que tem circulado em redes sociais de que a advogada Bruna Morato, representante dos médicos que denunciaram a Prevent Senior, seja filha do presidente da entidade, Adelvânio Francisco Morato. A Federação lamenta profundamente que pessoas se aproveitem de uma mera coincidência de nomes para disseminar fake news.

Aumento da incidência de doenças cardiovasculares no pós-pandemia preocupa
Cardiologista alerta que muitos sintomas são silenciosos

 

A cardiologista Ludhmila Hajjar alerta que as doenças cardíacas são silenciosas

 

Da Redação

Na linha de frente do combate ao coronavírus, a cardiologista intensivista da Rede D’Or São Luiz, Ludhmila Abrahão Hajjar, também demonstra preocupação com o pós-pandemia. Ela alerta que existe o risco de aumento de doenças crônicas, como cardiovasculares, no período imediatamente após a pandemia. O recente levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), que registrou uma queda de 27 milhões de procedimentos de saúde que não são de emergência em 2020, como exames e consultas, reforçam esse temor.

Ludhmila explica que cada um desses milhões de procedimentos não realizados poderia ser uma doença prevenida e ou controlada. O alerta dela é de quem tem conhecimento de causa. Ela tem visto de perto pacientes que deixaram de fazer seus exames e agravaram seus quadros. O desafio é mudar esse cenário e incentivar que as pessoas retomem os cuidados com a própria saúde. “As doenças cardiovasculares podem acontecer em qualquer idade e, em muitos casos, os sintomas são silenciosos. Por isso é fundamental ter hábitos de vida saudáveis e ir ao médico periodicamente, para prevenir enfermidades como a hipertensão, que pode provocar um AVC”, ressalta a cardiologista”, que também é diretora de Ciência Tecnologia e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Um estudo com a participação da própria SBC mostra como o alerta é necessário. O país registrou, ainda no ano passado, um aumento de mortes por doenças do coração. Manaus, por exemplo, viu os óbitos por essas causas crescerem 132% a mais do que no ano anterior. Em Belém, o aumento foi de 126%; Fortaleza, 87%; Recife, 71%; Rio de Janeiro, 38% e São Paulo, 31%.

A cardiologista defende a realização de campanhas que orientem a população a retomar os cuidados básicos com a saúde. Ela relata que há pacientes que admitem que deixaram de praticar atividade física, o que é preocupante, pois o sedentarismo está entre os principais fatores de risco de doenças cardíacas. “Também é preciso considerar o impacto que terá na rede pública, se houver essa explosão de doenças crônicas”, avalia Ludhmila.