Fleury compra dois laboratórios por R$ 315 milhões
Com a aquisição do Pretti e Bioclínico, companhia entra no mercado do Espírito Santo

 

De acordo com Jeane Tsutsui, as aquisições fazem parte da estratégia da companhia de expansão

 

Da Betk Koike, do Valor Econômico

O Fleury, segunda maior rede de medicina diagnóstica que também está diversificando seu negócio, anunciou ontem a aquisição dos laboratórios Pretti e Bioclínico, ambos do Espírito Santos, por R$ 315 milhões.

Com receita bruta de R$ 53,6 milhões e 25 unidades, o Pretti foi avaliado em R$ 193 milhões. Já o Bioclínico, que apurou um faturamento de R$ 43 milhões e tem 33 laboratórios, foi adquirido por R$ 122 milhões. “A transação marca a nossa entrada no Espírito Santo. As duas empresas atuam com análises clínicas, mas enxergamos oportunidade para oferecer exames de imagem também”, disse Jeane Tsutsui, presidente do Fleury. A companhia passa a ter presença em nove Estados e Distrito Federal.

A executiva destaca que a transação faz parte da estratégia da companhia de se expandir via aquisições tanto de laboratórios, sua principal fonte de receita, como de outros negócios de saúde. Em abril, o Fleury comprou o controle da clínica de fisioterapia e ortopedia Vitta, de São Paulo, por R$ 136 milhões.

Jeane lembrou ainda que, nos últimos cinco anos, o Fleury fez 12 aquisições que juntas somaram R$ 1 bilhão e acrescentaram uma receita de R$ 500 milhões à companhia. No ano passado, o grupo apurou um faturamento de R$ 3,2 bilhões.

A companhia não revela o múltiplo exato da mais recente aquisição. “Mas ficou um pouco acima das transações anteriores, que foram entre 7 e 8,5 vezes Ebitda”, disse Fernando Leão, diretor de relações com investidores do Fleury. Ele explicou ainda que os negócios de análises clínicas têm margem maior e por isso as aquisições do Pretti e do Bioclinico ficaram acima das transações anteriores, cujos ativos tinham também exames de imagem. As compras dos laboratórios do Espírito Santo foram realizadas com recursos do caixa, que hoje é de R$ 600 milhões.

A companhia tem no radar cerca de cinco ativos para aquisição, com negociações em estágios distintos, e possibilidade de levantar recursos caso seja necessário. Hoje, o endividamento do Fleury é de apenas uma vez o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). “No ano passado, no começo da pandemia, fizemos duas captações para atravessar possíveis crises. Temos um colchão de liquidez”, disse Leão.

No ano passado, a companhia captou um total de R$ 550 milhões via emissão de notas promissórias e Cédulas de Crédito Bancário (CCB).

Em sua estratégia de diversificação, o Fleury já investiu de forma orgânica ou por aquisições em clínicas de ortopedia, oftalmologia, infusão de medicamentos imonubiológicos, medicina reprodutiva, telemedicina, clínica médica de atenção primária, gestão de planos de saúde corporativos e em um “marketplace” (shopping virtual) de serviços de saúde para atingir também o público que não possui convênio médico. Atualmente, menos de 25% da população brasileira têm plano de saúde.

Segundo Jeane, as especialidades médicas que passaram a ser oferecidas pelo Fleury podem ter sinergias com a área de medicina diagnóstica, uma vez que os tratamentos demandam exames. O objetivo é que os procedimentos médicos sejam realizados todos numa mesma plataforma.

Paciente vence a Covid após ficar mais de 30 dias utilizando ECMO
Foram mais de dois meses internada no Glória D’Or

 

 

Da Redação

Gabrielle Ferreira, 29, é mais uma pessoa a fazer parte da estatística que aumenta as esperanças no meio dessa pandemia. Depois de mais de dois meses internada no Glória D’Or, sob os cuidados da equipe do pneumologista David Nigri, devido à covid, ela recebeu alta na última desta sexta-feira (28). A ida para casa mereceu uma verdadeira festa da equipe do hospital e dos familiares. Gabrielle correu risco de morte por quase três semanas e ficou mais de trinta dias em tratamento por ECMO, equipamento que funciona como se fosse um pulmão artificial.

Irmão da paciente, o também pneumologista Gabriel Santiago acompanhou o quadro desde o início e a viu rapidamente evoluir para um caso grave. Após dez dias de sintomas leves de Covid, Gabrielle começou a registrar, no dia 22 de março, uma brusca queda da saturação de oxigênio, bem como um forte cansaço. Ela então foi encaminhada para o hospital, onde ficou internada por 68 dias. Gabriel relata que já no dia 23 a irmã apresentou uma piora muito grande e, no dia seguinte, precisou ser intubada. “Em menos de uma semana ela desenvolveu pneumotórax (presença de ar entre as duas camadas da pleura, que pode provocar o colapso do pulmão) e precisou ser submetida a ECMO”, conta.

Mesmo intubada, o pulmão não conseguia mais cumprir a sua função e a saturação permanecia muito baixa, por isso a única opção foi utilizar o “pulmão artificial”. Ainda assim, as quatro semanas seguintes foram de enorme preocupação, com grande risco de morte para paciente devido às inúmeras complicações por causa da covid. Felizmente, há três semanas, ela começou a dar sinais de melhora e de resposta ao tratamento e a evolução surpreendeu toda equipe médica. “Quem viu a minha irmã um mês atrás na UTI não acreditaria que hoje ela está recebendo alta”, comemora Gabriel, que conta que a partir de agora ela vai passar por um longo período de reabilitação, com sessões diárias de fisioterapia.

O diretor do hospital, Bruno Queiróz, destaca que o caso dela motiva ainda mais toda a equipe a continuar se dedicando no combate a essa doença. “Foi um caso muito grave, mas que teve um desfecho feliz. Toda a equipe que acompanhou o caso da Gabrielle está comemorando a sua alta”, afirma.

Leilão do 5G será realizado no segundo semestre
Maiores beneficiados serão o agronegócio, a saúde e a segurança

 

Da Agência Brasil

 

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse hoje (1º) que o leilão das frequências 5G deve acontecer no segundo semestre deste ano. Segundo o ministro, o governo tem se esforçado para manter a agenda de concessões. 

“Desde o início da pandemia nós nunca deixamos de trabalhar duro para entregar as privatizações e concessões públicas com sustentabilidade econômica e atrativas para o setor privado”, ressaltou ao participar do Fórum de Investimentos Brasil 2021.

Faria destacou, citando dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que a demanda por internet cresceu 40% no Brasil ao longo de 2020. “No Brasil, 18% da população ainda não têm acesso à internet. É um grande desafio preencher essa lacuna”, disse para ressaltar a importância do leilão das novas frequências de internet.

Além de colocar o país no caminho da universalização do acesso, o ministro disse que o 5G vai possibilitar avanços semelhantes aos proporcionados pelas frequências 4G, usadas atualmente. “O 5G vai ser uma revolução tecnológica. O 4G foi crucial para conectar as pessoas por voz e dados. Uber, internet banking e WhatsApp teriam sido impossíveis sem o 4G”, comparou.

Devem ser beneficiados, segundo Faria, principalmente os setores da indústria do agronegócio, saúde e segurança pública.

Investimentos têm queda de 4,7% em março, diz Ipea
Produção de máquinas e equipamentos caiu 11%

 

Da Agência Brasil

O volume de investimentos da economia brasileira teve queda de 4,7% em março, na comparação com fevereiro. O dado foi divulgado hoje (1) e faz parte do indicador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que mede a formação bruta de capital fixo (FBCF).

A pesquisa avalia os investimentos para aumento da capacidade produtiva da economia e para reposição da depreciação do estoque de capital fixo em setores como máquinas e equipamentos, construção civil e outros.

Segundo o Ipea, apesar da queda frente ao mês anterior, os investimentos cresceram 27% em relação a março do ano passado, primeiro mês das medidas restritivas adotadas no Brasil para conter a circulação do novo coronavírus.

Com o resultado de março deste ano, o primeiro trimestre de 2021 teve alta de 4,6% na FBCF, em relação ao último trimestre de 2020. Na comparação com primeiro trimestre do ano passado, o início deste ano teve alta de 17%. Em doze meses, a expansão acumulada dos investimentos é de 2%.

A pesquisa do Ipea mostra que o mês de março teve queda de 11% nos investimentos em máquinas e equipamentos. O recuo foi mais forte na importação desses itens (-12,8%), enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos destinada ao mercado interno teve retração de 5,8%.

Apesar do resultado negativo em março, o primeiro trimestre do ano foi encerrado com alta de 25,6% no investimento em máquinas e equipamentos. O resultado do período foi impactado pela importação de plataformas de petróleo, que provocou uma alta trimestral de 82,7% no consumo aparente dos itens.

Ainda segundo o Ipea, a formação bruta de capital fixo na construção civil teve avanço de 0,1% em março, após duas quedas seguidas em janeiro e fevereiro. Com o resultado, o trimestre teve um recuo de 3,1% frente ao fim de 2020.

Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve alta de 6,8% para a construção civil no mês de março. Os investimentos no setor no primeiro trimestre de 2021 ficaram 1,4% acima dos três primeiros meses de 2020.