Pedro Bial fala sobre paternidade, cultura e sobre o seu programa durante live
Apresentador encerrou a conversa declamando um poema que fez para a sua filha

 

 

Da Redação

Um delicioso papa sobre cultura e paternidade foi a tônica da live que a editora do blog do Ancelmo Gois e colunista do jornal O Globo, Ana Claudia Guimarães, promoveu, nesta segunda-feira (24), com o multifacetado Pedro Bial. O evento foi um dos mais vistos do dia. Jornalista, que cobriu grandes momentos da história como a queda do Muro de Berlim, Bial revelou que a nova temporada do programa vai começar mais cedo. Normalmente retorna em abril, mas, no ano que vem, deve ser em fevereiro. Ele ainda presenteou todo declamando o poema “Opinião”, que fez para a sua filha Laura, quando ainda era uma criança. Confira toda a entrevista no link https://www.instagram.com/tv/CH8_v7Mpe5q/.

Live de lançamento do livro “Mataram Marielle”
Obra expõe detalhes da investigação dos homicídios da vereadora e Anderson Gomes

 

 

Quem mandou e matou Marielle? É o que questionam a opinião pública e, dois jornalistas investigativos que acompanham o caso desde março de 2018, mês em que Marielle Franco e Anderson Gomes foram brutalmente assassinados no Rio de Janeiro. Nesta terça, 24, a dupla premiada Vera Araújo e Chico Otavio lançam o livro-reportagem Mataram Marielle, da Editora Intrínseca, que desvenda por meio de reportagens imersivas, como o duplo homicídio foi um fator importante para revelar as ligações criminosas possíveis na cidade do Rio. Publicado pela Intrínseca, o livro será lançado durante live transmitida, às 17h, na página da editora no YouTube.

ANDES defende penas mais duras contra homicídios dolosos
Associação avalia que Congresso Nacional precisa rever a Lei Penal

Para o presidente da Associação Nacional dos Desembargadores (ANDES), Marcelo Buhatem, o assassinato de José Alberto Freitas em uma loja do supermercado Carrefour em Porto Alegre expõe a necessidade de se discutir penas mais duras em casos de homicídio doloso. A Associação emitiu uma nota sobre a necessidade do Congresso Nacional discutir essa questão.

“A cena de violência contra um homem negro em um Supermercado de Porto Alegre, ou contra qualquer ser humano, de qualquer credo ou etnia, é absolutamente abominável, ainda mais se dela resultar morte da pessoa agredida, quando estaremos diante de um grave crime de homicídio doloso, com pena que pode chegar a 30 anos de reclusão, mas que, infelizmente, o sistema penal brasileiro, com os abrandamentos legais, certamente os meliantes progredirão de regime e ficarão realmente presos pouco tempo. Lamentável.
Sabemos que o clamor público não é o melhor cenário para mudanças legislativas, mas, também infelizmente, no Brasil é assim que se tem evoluído. Que a morte deste cidadão brasileiro sirva de estarte para que o Congresso Nacional promova alterações na lei penal, deixando-a mais próxima à realidade da violência que assola o país, notadamente quanto a progressão dos regimes prisionais. É o mínimo. E que talvez o Supremo possa rever a sua jurisprudência quanto ao regime prisional nos chamados crimes hediondos.”

Marcelo Buhatem
Des Presidente da ANDES

Unicef cria podcast para ensinar cultura afro-brasileira
Conteúdo foi criado após escolas fecharam por causa da pandemia

 

Da Agência Brasil

Em tempo de pandemia, de escolas fechadas e de ensino remoto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) criou o podcast para que conteúdos didáticos sobre a história e cultura afro-brasileira continuem disponíveis para alunos do ensino infantil e do ensino fundamental (3 a 8 anos), professores e até familiares.

O material é gratuito, está disponível para todo o país e também pode ser veiculado livremente por emissoras de rádio, sejam públicas, comerciais ou comunitárias. Está disponível no YouTube, no Spotify e no próprio site da agência da ONU.

Até o final deste ano, 50 episódios contarão histórias, tocarão músicas e farão muitas brincadeiras para que crianças conheçam e possam expandir seus repertórios incluindo conhecimento sobre a cultura afro-brasileira e a cultura africana.

Os conteúdos dos podcasts estão previstos nas Diretrizes Nacionais da Educação Infantil e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Educação Infantil. Todo material “oportuniza o contato com outras narrativas não euro-centradas”, defende a educadora Mafuane Oliveira, uma das cinco roteiristas responsáveis pelo programa a respeito da cultura afro-brasileira.

Educação contra o racismo

Como explica Mafuane, o programa leva as crianças a aprenderem ludicamente a história e a cultura do Brasil no momento que iniciam a formação escolar e têm as primeiras vivências sociais fora dos grupos primários de referência, como a família. Nessa fase, “as crianças são como esponjas”, observam desigualdade racial no seu contexto e percebem a associação de papéis sociais e fenótipos.

Para a oficial de educação do Unicef, Julia Ribeiro, a educação pode contribuir para diminuir o racismo e fortalecer identidades. A audição de histórias sobre a cultura afro-brasileira “é uma oportunidade para as crianças negras se sentirem representadas e também para as crianças não negras verem seus colegas ocupando esse espaço.”

Julia assinala a importância do rádio no Brasil como meio de comunicação mais acessível à população e de fácil disseminação de conteúdos educativos. “O rádio é efetivamente o meio que vai chegar a todos, inclusive às crianças que estão mais distantes.”

Ela assinala que os programas são um recurso que poderá ser usado “por longo tempo”, por professores durante e depois da pandemia, mas também poderá ser apropriado pelas famílias. “O que a gente quer é que as crianças tenham acesso a um material de qualidade, que contribua para aprendizagem mais criativa.”

Além dos episódios sobre a cultura afro-brasileira, o Unicef produziu 96 programas voltados à alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental e deverá finalizar ainda este ano 48 episódios sobre a cultura amazônica e os saberes da região, com histórias de indígenas, ribeirinhas e quilombolas.