Fiocruz: testagem para covid-19 mostra desigualdade social no Rio
Maior frequência de casos foi observada nos bairros sem favelas Share on WhatsApp Share on Facebook Share on Twitter Share on Linkedin

Da Agência Brasil

A baixa testagem para covid-19 no município do Rio de Janeiro ainda é uma realidade, oito meses após o início da pandemia na cidade. Segundo o 2° Boletim Socioepidemiológico Covid-19 nas Favelas, lançado na noite de ontem (12) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maior frequência de casos da doença foi observada nos bairros sem favelas e com baixa concentração delas, o que pode indicar uma baixa testagem da população.

Segundo a análise da Fiocruz, os dados oficiais disponibilizados pela prefeitura entre 22 de junho a 28 de setembro mostram que os bairros com alta e altíssima concentração de favelas apresentaram no período um total de 2.529 casos de covid-19, o que corresponde a 5% do total do município, e 111 óbitos pela doença, ou 6% do total.

Enquanto a taxa de incidência de covid-19 no município como um todo ficou 67,74 por 10 mil habitantes, os bairros sem favelas tiveram incidência de 135,68 e os com altíssima concentração ficaram em 22,32 casos por 10 mil habitantes. Na mortalidade, a taxa por 10 mil habitantes ficou em 2,63 para o município no período, em 3,15 nos bairros com baixa incidência de favela, sendo este o índice mais alto, e de 0,71 nos bairros com altíssima concentração de favelas.

Nos meses de julho e agosto, os bairros que apresentaram as maiores taxas de incidência para a covid-19 foram Centro, Joá, Bonsucesso, Gávea, Humaitá, São Cristóvão, Vista Alegre e Praça da Bandeira. Bairros da zona Oeste, apesar de serem classificados com baixa concentração de favelas, apresentaram a maior frequência de óbitos. As maiores taxas de letalidade ocorreram em Barra de Guaratiba (16,67%), Senador Camará (12,05%), Vila Militar (11,11%), Cosmos (11,03%) e Santíssimo (10,7%).

O boletim registra que houve melhora na qualidade da informação sobre raça/cor nas notificações, com 85% de preenchimento. Isso mostrou que a taxa de incidência e a taxa de mortalidade foi cerca de duas vezes maior na população negra do que na população branca nos bairros sem favelas.

No evento de lançamento do Boletim, o pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) Carlos Batistella destacou que a publicação reconhece a desigualdade no espaço urbano e demonstra que nas áreas onde a pobreza é mais acentuada, o novo coronavírus avança de forma mais rápida.

“Isso porque esses territórios não contam com políticas públicas de qualidade que deem suporte à proteção coletiva. As medidas de distanciamento e a interrupção de serviços produziram graves impactos econômicos e sociais, porque uma grande parte dos moradores de favelas são trabalhadores informais. A pandemia explicita ainda mais o padrão de desigualdade sociorracial brasileiro. A favela é cotidianamente reiterada como espaço de exclusão”.

Ele aponta como problemas enfrentados por esses territórios durante a pandemia a dificuldade na produção de dados de saúde, a baixa testagem e ausência de ações efetivas de proteção social, bem como a precariedade no acesso aos serviços de saúde, realização de operações policias, falta de abastecimento de água, remoções de moradores de suas casas, mortes nos domicílios, situações de racismo, intensificação de problemas de saúde mental e insegurança alimentar.

Martha Rocha cresce na Zona Oeste
Candidata do PDT vem recebendo apoio de sambistas e lideranças da região

Da Redação

Na primeira semana de novembro, a Delegada Martha Rocha cresceu 20% junto ao eleitorado da zona oeste. Em Bangu, onde a rejeição de Crivela e Eduardo Paes é mais de 50%, a candidata à Prefeita do Rio está recebendo apoio das lideranças do Bairro e dos sambistas da região. Eles reclamam que o atual e ex-Prefeito não cuidaram da Zona Oeste.

MedRio será a clínica dos médicos
Convênio com o Cremerj oferece desconto na realização de check-up

 

 

Da Redação

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro assinou um convênio com a MedRio Check-Up, que oferece a médicos 10% de desconto na realização do check-up. Basta apresentar a documentação que comprove o vínculo com o Cremerj. A MedRio oferece a excelência de quem é líder em medicina preventiva no país e que já realizou ao longo de trinta anos mais de 150 mil check-ups médicos.

Diretor médico da clínica, Gilberto Ururahy, observa que é necessário que os médicos cuidem melhor da própria saúde. Ele alerta que a pandemia colocou muita pressão em cima desses profissionais. Mesmo antes da crise do Covid já havia estudos que apontavam que um em cada três médicos sofre com Burnout. “Locais de serviços de saúde, públicos ou privados, são naturalmente estressores. E isso aumentou frente ao cenário do coronavírus. Os profissionais devem tentar equilibrar a sua rotina, adotar uma alimentação saudável, dedicar tempo para o lazer e para aproveitar a família, praticar atividade física regular e dormir bem à noite”, orienta.

Com o convênio, eles poderão realizar o check-up anual com uma equipe médica multidisciplinar, com 12 especialidades, complementados com exames de imagens de ponta, métodos gráficos e análises laboratoriais. Tudo em um ambiente moderno, confortável e seguro. Cada detalhe da prestação de serviço é observado com lupa, desde o café da manhã, que é planejado pelo consagrado chef Roland Villard, até os vestiários, que foram organizados por um hotel cinco estrelas.

O investimento em qualidade é reforçado pelas certificações alcançadas, uma delas feita pela DNV, empresa norueguesa de certificação de entidades de saúde. Todo o material de contato com o cliente, por exemplo, é descartável e a clínica ainda possui uma central de esterilização própria para os equipamentos invasivos. Os equipamentos médicos são de última geração, oferecendo, assim, diagnósticos mais precisos e todos os resultados são colocados à disposição dos clientes em 24 horas úteis.

Os resultados, com as devidas orientações, somente são entregues depois de passar pelo controle de três gerentes médicos, que analisam cada um deles antes de fornecê-lo ao cliente. Para maior privacidade e segurança das informações pessoais, os laudos são criptografados e a clínica se adequou à Lei Geral de Proteção de Dados. Além disso, a MedRio, em parceria com a PriceWaterhouseCoopers (PWC), iniciou a implantação da Segurança Cibernética a fim de evitar ataques de hackers.

Ministério Público Eleitoral considera misógina a propaganda contra Martha da campanha de Paes
Tribunal Regional Eleitoral ainda vai julgar pedido de resposta solicitado pela candidata do PDT

 

Martha Rocha e Anderson Quack no Vidigal. Candidata aguarda julgamento do pedido de direito de resposta

 

Da Redação

A procuradora Regional Eleitoral, Silvana Batini, considerou “misógino e preconceituoso” conteúdo de propaganda eleitoral veiculada pela campanha do ex-prefeito Eduardo Paes que atacou a pessoa da delegada Martha Rocha, candidata da coligação “Unidos pelo Rio” (PDT – PSB).  Segundo o parecer da procuradora ao recurso impetrado pela defesa de Martha no Tribunal Regional Eleitoral, a mensagem da campanha de Paes que afirma que “Delegado preso com mala cheia de dólares dos bicheiros namorava Martha Rocha na época” teve a conotação de “ violência política de gênero contra a mulher pública”, prática que, segundo Batini, não pode mais ser tolerada no Brasil.

“Com sensacionalismo desmedido, trazem um efeito de degradação e ridicularização, e certamente são capazes de induzir o eleitorado a interpretar as assertivas como se a candidata fosse emocionalmente vinculada ao “crime organizado”, ou cúmplice íntima de condutas criminosas, especialmente porque é mulher. O ataque desborda do mero jogo político, ou da crítica política afeta ao período eleitoral, para criar estados mentais, emocionais ou passionais, especialmente pela exploração e pela exposição do relacionamento pessoal da candidata, o que caracteriza a propaganda irregular negativa — afirmou a procuradora em seu parecer.

Segundo o entendimento do MPE, a mensagem não tinha por objetivo criticar a competência de Martha à frente da Chefia de Polícia Civil, mas condená-la por ter “supostamente” namorado um delegado corrupto.

“ Tolera-se, no Brasil, que a mulher que ingressa na política seja regularmente criticada por sua aparência ou sua vida sexual. E isso precisa ser repelido enfaticamente. Esse aspecto, aliado a tantos outros, forma o quadro de desestímulo e desconforto que está na raiz da sub-representação histórica e crônica das mulheres na política. O limite que se deve impor no discurso político e eleitoral, nesse aspecto, deve ser mais rigoroso, porque importa em mudar uma cultura.

Silvana opinou pela procedência do recurso impetrado pelos advogados Vânia Aieta e Marcelo Weick para retirar do ar a propaganda irregular contra Martha, com pedido de direito de resposta. O caso deve ser julgado amanhã pelo Tribunal Regional Eleitoral.

“Finalmente, é de se ressaltar que é legítima a atuação do Poder Judiciário para assegurar direitos fundamentais de grupos historicamente vulneráveis, como mulheres, negros ou homossexuais, contra discriminações, diretas ou indiretas, sendo este o caso, estando a propaganda veiculada a merecer a reprimenda da Justiça Eleitoral.”