Começou nesta quinta-feira (3) e vai até o próximo sábado (5), a segunda edição do Congresso Internacional de Cardiologia da Rede D’Or São Luiz, que acontecerá no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Os principais cardiologistas do país, além de convidados internacionais, como o Renato Lopes, professor titular da Divisão de Cardiologia da Duke University (EUA), vão apresentar os avanços no diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças cardíacas, que são a principal causa de morte no mundo.
Rio de Janeiro recebe Congresso Internacional de Cardiologia
No mês da luta contra hepatites virais, especialista explica tratamento e alerta para importância do diagnóstico precoce
Julho Amarelo preza pela conscientização no combate às doenças hepáticas virais, que mataram mais de 80 mil pessoas no século XXI
Por Vicente Arantes
Rio de Janeiro cria programa de descoberta precoce do autismo
Lei vai auxiliar na eficácia do tratamento
Da Agência Brasil
A rede pública de Saúde do Rio de Janeiro terá um Programa Municipal de Descoberta de Sinais Precoces de Autismo. É o que determina a lei, sancionada nesta sexta-feira (21) pelo prefeito Eduardo Paes. Segundo a norma, deverá ser aplicado o teste escala M-chat em crianças entre 1 ano 4 meses e de 2 anos e meio de idade, conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria.

A implementação da lei vai auxiliar na eficácia do tratamento e na coleta de dados para estatísticas futuras sobre o panorama do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na cidade. De acordo com o vereador Paulo Pinheiro (PSOL), que é médico e um dos autores da lei, “uma vez criado, as crianças poderão ter um acompanhamento mais individualizado, de forma a possibilitar uma maior velocidade na procura de profissionais especializados, bem como o acompanhamento do Conselho Tutelar às demandas necessárias em caso de confirmação de diagnóstico”, explicou.
A norma ainda prevê que, no momento da realização do teste, os responsáveis deverão ser informados sobre a importância de uma possível identificação do TEA, de forma precoce, bem como da pontuação que caracteriza o grau baixo, médio ou alto de probabilidade de identificação do autismo, sendo risco baixo zero a 2; risco moderado, 3 a 7 e risco elevado 8 a 20, conforme classificação da escala M-Chat.
A lei, sancionada de forma parcial, cria o Programa Municipal de Fomento e Difusão do Brincar. De autoria da vereadora Thais Ferreira (Psol), o programa tem como finalidade coordenar e desenvolver atividades orientadas ao brincar, valorizando sua função social para o pleno desenvolvimento das infâncias, bem como sua promoção como instrumento cultural de inclusão, trabalho e produção da dignidade das crianças e dos fazedores do brincar.
Os vetos do prefeito Eduardo Paes voltarão ao Legislativo municipal para serem analisados pelos vereadores em sessão plenária.
Hospital Santa Cruz/Rede D’Or destaca a importância da prevenção e tratamento no Dia Mundial da Luta Contra as Hepatites
A doença se manifesta de forma silenciosa e maioria dos casos não são diagnosticados
No dia 28 de julho, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites, uma data de extrema relevância que busca conscientizar a população sobre essa doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Neste contexto, o Hospital Santa Cruz/Rede D’or (HSC) reforça a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado para combater as hepatites virais e suas complicações.
A hepatite é um tipo de inflamação do fígado que pode ter diferentes causas. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil foram notificados 718.651 casos confirmados de hepatites virais, entre 2000 e 2021. Desses, 23,4% correspondem a hepatite A, 36,8% a hepatite B e 38,9% a hepatite C. Os óbitos relacionados à hepatite C são a principal causa de morte entre as hepatites virais. Porém, o ministério estima que a quantidade de casos ainda não identificados chegue a dobrar os números.
O gastroenterologista, Dr. Carlos Eduardo Gomes Callegari, credenciado no HSC, explica que existem diferentes tipos de hepatite, sendo os mais comuns a hepatite A, B e C. O tipo A é contraído a partir de alimentos ou água contaminadas com o vírus da hepatite. Enquanto a B a transmissão é por via sexual e contato com sangue contaminado. Já a hepatite C, a principal via de transmissão é por sangue contaminado.
Diagnóstico e prevenção
Nos estágios iniciais a hepatite é uma doença silenciosa, porém quando se manifesta com mais intensidade, o paciente pode apresentar mal-estar, fadiga, febre, enjoo, vômitos, pele e olhos com coloração amarelada e urina de cor escura. Caso o paciente tenha alguns desses sintomas, para realizar um diagnóstico preciso, o gastroenterologista afirma que é preciso realizar exames laboratoriais que comprovem a presença do vírus no organismo.
A prevenção das hepatites virais envolve medidas simples, como evitar o consumo de alimentos e água de procedência duvidosa, lavar bem as mãos, praticar relações sexuais protegidas e não compartilhar objetos perfurocortantes. Além disso, grupos de risco, como moradores de rua, profissionais de saúde, pessoas que receberam transfusão sanguínea antes de 1994, indivíduos com tatuagens e compartilhadores de objetos perfurocortantes, devem ser testados obrigatoriamente para hepatite B e C.
“A hepatite A geralmente cura-se espontaneamente, mas há alguns casos em que há necessidade de internamento para melhor controle dos sintomas e observação minuciosa com exames laboratoriais diários. No caso da hepatite B pode ser controlada por meio de medicamentos via oral que suprimem a replicação do vírus e evitam que haja danos ao fígado. E o tipo C pode ser tratada com medicamentos via oral e possui uma taxa de cura altíssima, acima de 90%”, declara Callegari.
O médico ainda destaca que todo o atendimento é oferecido pelo HSC, há também vacinas disponíveis para o tipo A e B, e após a avaliação médica e, se necessário, são prescritos medicamentos para controle da hepatite. “Nos últimos dez anos tivemos grandes avanços em relação ao tratamento das hepatites virais, com medicações mais modernas, com menos efeitos colaterais e com maior taxa de cura”, finaliza.

