Quinta D’Or promove caminhada solidária em prol do transplante de órgãos
Mais de 51 mil pessoas aguardam na fila de espera por um órgão

 

Da Redação

Nesta terça-feira (27), para celebrar o Dia Nacional da Doação de Órgãos, o Quinta D’Or promove uma caminhada solidária na Quinta da Boa Vista, com a participação de médicos, doadores e transplantados. A iniciativa é uma celebração à vida e também quer mostrar como a doação abre novos horizontes para quem recebe o órgão. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), atualmente mais de 51 mil pessoas aguardam na fila de espera por um órgão e 1.469 faleceram ao longo do primeiro semestre enquanto aguardavam por um transplante. Coordenador e cirurgião do transplante de fígado dos Hospitais da Rede D`Or, Lúcio Pacheco ressalta que é preciso sensibilizar mais a sociedade sobre a importância de autorizar a doação do órgão de um familiar. Ele observa que o desconhecimento sobre o processo ainda gera muitas dúvidas. “O percurso do órgão, desde a doação até o transplante, é composto por uma série de etapas que garantem a sua segurança e transparência. Cada consentimento familiar ajuda a salvar uma vida”, afirma. A caminhada começará às 10h e partirá do portão na Rua Almirante Baltazar. Após o ato, haverá uma missa de Ação de Graças na capela do hospital.

Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino e Rede D´Or abrem vagas de estágio para 2023
As vagas são para os cursos de Medicina e Farmácia

 

O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino – IDOR – e a Rede D´Or estão com inscrições abertas até o dia 17 de novembro para o processo seletivo 2023 de Estágio Acadêmico para estudantes dos cursos de Medicina e Farmácia. Ao todo são 167 vagas disponíveis e, pela primeira vez, com oportunidades em Alagoas, Distrito Federal e no Rio de Janeiro. O processo seletivo será online em fase única, com prova que será realizada por meio de uma plataforma tecnológica especializada, no dia 27 de novembro de 2022.

No Rio de Janeiro, o estágio acadêmico em Medicina do IDOR e da Rede D’Or prevê a exposição sob supervisão do estudante aos cenários de emergência médica e tratamento intensivo de pacientes, contribuindo para a formação e amadurecimento do futuro médico, que tem a oportunidade de se familiarizar com o uso de tecnologia de última geração e tratamentos inovadores em campo de treinamento prático, amplo e moderno. No total, são 105 vagas para estágios em Medicina Intensiva, 17 para Medicina de Emergência e 3 para Cardiologia. Para as oportunidades em Medicina de Emergência serão aceitas inscrições de alunos cursando Medicina entre o 8° e 11° período, para as especialidades de Cardiologia e Medicina Intensiva os estudantes de Medicina devem estar entre o 9° e 11° período.

O estado do Rio também conta com 12 vagas para o estágio acadêmico em Farmácia que visa contribuir na formação profissional do futuro farmacêutico através da oferta de experiência prática em serviço. A experiência se dará sob a supervisão dos farmacêuticos hospitalares e clínicos, conjugada ao rodízio em todas as atividades e estoques assistenciais dos hospitais para a elaboração de uma visão global sobre a carreira na área hospitalar e clínica. Poderão participar do processo graduandos do curso de Farmácia no 7º período, para cursos com 4 anos de duração, ou no 9º período, para os de 5 anos de duração.

A grande novidade deste ano são as vagas em Alagoas e no Distrito Federal, com estágios para a especialidade de Medicina Intensiva. Os acadêmicos devem cursar Medicina entre o 9º e 11º período e poderá ter contato com pacientes críticos bem como na formulação de diagnóstico e condutas terapêuticas. No Distrito Federal, o processo seletivo se destina a preencher 10 vagas para atuar na Unidade Hospitalar DF Star, em Brasília (DF). Já em Alagoas, são 20 oportunidades na Unidade Hospitalar Arthur Ramos, em Maceió (AL).

O estágio tem duração de um ano, com a possibilidade de renovação por mais um ano em alguns cursos, e carga horária de 18 horas semanais, seguindo detalhamento de cada edital. A previsão é para início em fevereiro de 2023 e oferecem auxílio remuneração, dentre outros benefícios.

Mais informações e inscrição podem ser conferidas no edital de cada curso no site do IDOR na área Ensino, categoria Estágio Acadêmico.

Presidente sanciona lei que acaba com rol taxativo da ANS
Texto tinha sido aprovado pelo Congresso Nacional no fim de agosto

 

Da Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira (21) o projeto de lei que acaba com a limitação de procedimentos cobertos pelos planos de saúde, o chamado rol taxativo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação das operadoras do setor privado.

Segundo a ANS, o rol taxativo é uma lista de procedimentos em saúde, aprovada por meio de resolução da agência e atualizada periodicamente, na qual são incluídos os exames e tratamentos com cobertura obrigatória pelos planos de saúde, conforme a segmentação assistencial do plano.

O texto tinha sido aprovado no fim de agosto pelo Senado Federal, por unanimidade, vindo da Câmara dos Deputados. O tema chegou ao Congresso Nacional após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em junho, que desobrigou os planos de saúde de arcar com tratamentos, exames e medicamentos não previstos pela ANS. Antes disso, os casos fora do rol costumavam ser resolvidos na Justiça.

De acordo com o governo federal, a sanção da lei, que agora entra em vigor, busca evitar a descontinuidade de tratamentos médicos, especialmente daqueles que sofrem de doenças raras.

Conforme o texto, para que o plano de saúde seja obrigado a cobrir determinado tratamento, é necessário que este tenha eficácia comprovada; seja recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no Sistema Único de Saúde (SUS) ou por alguma entidade especializada de renome internacional.

Outra modificação trazida pela lei é o dispositivo que passa a determinar que as pessoas jurídicas de direito privado que operam planos de assistência à saúde também estejam submetidas às disposições do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990).

Crédito a pessoas físicas fica 32% mais caro em um ano e meio
Aumento para pessoas jurídicas chega a 45% no período

 

Da Agência Brasil

O ciclo de alta da Selic (juros básicos da economia), que chegou ao fim hoje (21), encareceu o crédito em 32% para pessoas físicas e 45% para empresas, divulgou a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Embora as elevações mais recentes tenham tido impacto pequeno nos financiamentos e empréstimos, o saldo final é considerável após um ano e meio de reajustes contínuos.

De março de 2021 a setembro deste ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic de 2% para 13,75% ao ano. Em alguns casos, o impacto acumulado elevou o valor final dos financiamentos em montantes superiores a R$ 10 mil, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Segundo a Anefac, o juro médio para as pessoas físicas passou de 92,59%, no início de 2021, para 122,65% ao ano agora. Para as pessoas jurídicas, a taxa média saiu de 41,2% para 59,92% ao ano. Isso representa encarecimento de 32,44% nas taxas anuais para pessoas físicas e de 45,44% para empresas.

Simulações

A Anefac fez simulações para medir o impacto da alta da Selic em um ano e meio. No financiamento de uma geladeira de R$ 1,5 mil em 12 prestações, o comprador desembolsa R$ 6,97 a mais por prestação e R$ 83,67 a mais no valor final com a taxa Selic atual. O cliente que entra no cheque especial em R$ 1 mil por 20 dias paga R$ 6,47 a mais.

Na utilização de R$ 3 mil do rotativo do cartão de crédito por 30 dias, o cliente gasta R$ 93,30 a mais. Um empréstimo pessoal de R$ 5 mil por 12 meses cobra R$ 29,69 a mais por prestação e R$ 356,22 a mais após o pagamento da última parcela.

Um empréstimo de R$ 500 em 12 meses numa financeira sai R$ 3,70 mais caro por prestação e R$ 44,42 mais caro no total. No financiamento de um automóvel de R$ 40 mil por 60 meses, o comprador pagará R$ 218,46 a mais por parcela e R$ 13.107,83 a mais no total da operação.

Em relação às pessoas jurídicas, as empresas pagam R$ 1.437,03 a mais por um empréstimo de capital de giro de R$ 50 mil por 90 dias, R$ 539,21 pelo desconto de R$ 20 mil em duplicatas por 90 dias e R$ 94,67 a mais pela utilização de conta garantida no valor de R$ 10 mil por 20 dias.

Poupança

A Anefac também produziu uma simulação sobre o impacto da nova taxa Selic sobre os rendimentos da poupança. Com a taxa de 13,75% ao ano, a caderneta só rende mais que os fundos de investimento quando o prazo da aplicação é curto e a taxa de administração cobrada pelos fundos é alta.

Segundo as simulações, a poupança rende mais que os fundos em apenas um cenário, com aplicação de até um ano em relação a fundos com taxa de 3% ao ano. Quando o fundo tem taxa de administração de 2,5% ao ano, a poupança rende o mesmo somente quando o dinheiro ficar aplicado por até seis meses.

A vantagem dos fundos ocorre mesmo com a cobrança de Imposto de Renda e de taxa de administração. Isso porque a poupança, apesar de ser isenta de tributos, rende apenas 6,17% ao ano (0,5% ao mês) mais a Taxa Referencial (TR), que aumenta quando a Selic sobe. Esse rendimento da poupança é aplicado quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, o que ocorre desde dezembro de 2021.