Empresas recorrem à Gestão de Afastados para controlar gastos com licença médica
INSS reprovou cerca de 21 milhões de licença médica na pandemia

 

Olivia observa que a Gestão de Afastados contribui para reduzir custos das empresas

 

Da Redação

Em tempos de pandemia, as empresas enfrentam um desafio sem precedentes na gestão de pessoal. De um lado, devem prestar assistência adequada a funcionários afastados por licença médica, na medida em que os casos de doença crescem de forma expressiva. De outro, precisam controlar de perto os custos relacionados a essas licenças. Para evitar gastos desnecessários, um número cada vez maior de organizações recorre à Gestão de Afastados, como forma de administrar adequadamente a cobrança de tributos relativos aos colaboradores nessas condições.

Uma boa Gestão de Afastados contribui para reduzir custos das empresas, cuidando da alíquota do FAP (Fator Acidentário de Prevenção) em seu nascedouro. Ela também permite controlar os gastos na folha de pagamento, além de sanear o estoque de empregados afastados”, explica Olivia Couto, advogada da BMS Projetos & Consultoria.

Com a pandemia de Covid-19, os pedidos de afastamento de trabalho junto ao INSS por questões de saúde seguem em ritmo crescente. No entanto, os relatórios da própria previdência social federal revelam que há mais de 20.969.648 processos de concessão reprovados. Acontece que muitos casos de licença médica não são classificados corretamente e, mesmo não se tratando de doenças causadas pelo trabalho, acabam enquadrados dessa forma.

O esforço para redução de despesas pode ir por água abaixo sem um controle eficaz da saúde dos funcionários afastados e dos impactos na folha de pessoal. A Gestão de Afastados possui relação direta com o FAP e NTEP. Um dos objetivos é minimizar as repercussões negativas dessas medidas previdenciárias. Uma das boas práticas em gestão empresarial revela que os centros de custos (SST, RH, Contabilidade, Financeiro e Jurídico) devem estar em sintonia com foco diário para levar ao poder decisório onde investir no controle e redução de riscos e das despesas.

“Através da Gestão de Afastados, as empresas podem agir em duas frentes: de modo preventivo e, assim, antecipar e controlar os fatores que possam gerar Nexo Técnico Previdenciário quando do afastamento. E de forma ostensiva, nos casos em que é inevitável a licença do empregado pelo INSS. Dessa forma, podem ser planejadas e implementadas as correções que forem necessárias para minimizar a causa dos afastamentos, bem como as ações de promoção da saúde entre os funcionários”, complementa Olivia Couto.

No período de 2010 a 2020, o INSS recusou cerca de 21 milhões de pedidos de auxílio-doença, o que representa 53,2% de todos os benefícios previdenciários requeridos junto ao Instituto. Segundo dados fornecidos ao Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), o número de pedidos indeferidos relacionados ao auxílio-doença cresceu principalmente nos últimos dois anos.

Qualicorp cria diretorias de Planejamento e Canais Remotos
A primeira diretoria será liderada por Arnaldo Cravo, que conta com 20 anos de experiência no mercado, e a segunda fica a cargo de Marco Malaco

 

Arnaldo Cravo e Marco Malaco são os novos diretores da Qualicorp

 

Da Redação

A Qualicorp, administradora de planos de saúde coletivos, criou duas diretorias estratégicas como parte de seu projeto de crescimento: as diretorias de Planejamento e de Canais Remotos.

A primeira será liderada por Arnaldo Cravo, profissional com mais de 20 anos de experiência e passagens por SKY, Telefônica e Schincariol, e terá como foco o planejamento e o controle operacional.

A segunda fica a cargo de Marco Malaco, com mais de 18 anos de experiência na área de Contact Center no setor de Telecomunicações (com atuação na Oi, entre outras grandes empresas), que buscará a transformação do atendimento da Qualicorp, com foco em melhorar a satisfação dos clientes.

Empatia organizacional impõe desafios e mudança de cultura às empresas
Estabelecer o diálogo é fundamental para o sucesso da organização

 

Marie alerta que funcionários desengajados acabam sobrecarregando os colegas

 

Da Redação

A valorização do indivíduo e de suas ideias – em contraponto à supervalorização do capital e da tecnologia – ganha importância cada vez maior nas empresas. Como gerar engajamento em um ambiente altamente competitivo, com prazos apertados, metas difíceis de cumprir e pressão diária por resultados? A comunicação empática passa a ter papel-chave neste cenário. Lidar com desafios exige capacidade de diálogo, de se expressar de forma clara e, sobretudo, de ouvir o outro com atenção.

A empatia organizacional torna-se possível com uma gestão de pessoas focada nas aptidões humanas, levando em conta seus sentimentos e necessidades. Com um ambiente que favoreça a cooperação e os diálogos construtivos. As organizações buscam pessoas engajadas, que trabalhem com adesão aos propósitos da empresa. O objetivo é harmonizar as necessidades do indivíduo com as da empresa. Um jogo de ganha-ganha.
Neste caso, a empatia organizacional é um diferencial na gestão de negócios, pois consegue identificar perfis certos para liderança, além de antecipar conflitos e reter talentos. É também o caminho para uma comunicação de grande alcance e clareza no ambiente corporativo.

Sem engajamento, colaboradores correm o risco de não sair do modo automático, não colocam energia no que fazem ou – o que é pior – fazem apenas por submissão, de má vontade. Sem estímulo, podem até deixar de cumprir suas tarefas.  Especialista em empatia e Comunicação Não-Violenta, Marie Bendelac Ururahy explica que as empresas pagam um preço alto pelo desengajamento de seus colaboradores.

“Elas deixam de crescer e não alcançam metas de produtividade e de lucros. Esse ambiente de baixa adesão vem acompanhado de estresse. Funcionários desengajados, muitas vezes, não levam a cabo suas tarefas e acabam sobrecarregando os colegas. Tudo isso pode levar a doenças, desequilíbrio, desgaste emocional. Uns fazem pouco, outros fazem demais”, alerta.

Marie explica que o desafio é trazer mais equilíbrio para cada estrutura, cada equipe, com pessoas que aderem a um propósito bem definido. “É fundamental ter confiança em uma diretoria. É como um time de atletas de alta performance. Precisam estar bem alinhados, em sintonia, com uma comunicação clara. Todos precisam ser capazes de compreender qual o papel do outro e se apoiarem mutuamente, em vez de julgar. Daí a importância da empatia organizacional”, acrescenta a especialista.

Além de mentora e coach de empresas, Marie é criadora do Método Conecta, um programa com aulas e exercícios práticos sobre empatia e CNV, que oferece ferramentas para a construção de relações mais saudáveis e harmoniosas. “O Método é aplicado nas empresas com o estímulo à curiosidade. São dois desafios: o primeiro é dedicar tempo ao diálogo e ouvir o outro. Isso demanda tempo e energia. O segundo é manter esse diálogo de forma construtiva. A superação desses desafios passa por uma comunicação eficiente, baseada na escuta empática”, diz Marie.

Segundo Marie, apesar dos avanços, a maioria das empresas ainda engatinha quando se trata de usar as ferramentas da CNV e da empatia.  “Mudar cultura exige intenção, motivação. É preciso enxergar algum benefício. As lideranças estão tentando fazer o melhor diante dos desafios, com os recursos de que dispõem. Mas isso demanda tempo, energia e investimentos. O mais fácil é não fazer – ficar na inércia”.

Na busca da empatia organizacional, o Método Conecta consiste de três passos básicos.

  1. Curiosidade: mudar o mindset das empresas, desenvolver a arte de fazer perguntas para compreender o outro.
  2. Empatizar: tentar entender como o outro se sente e quais suas necessidades. É como aprender um novo idioma. As empresas não dominam esse vocabulário.
  3. Checar: verificar se o que você entendeu é realmente o que o outro quer dizer. Ou seja, capturar a mensagem em toda a sua extensão. Demonstrar interesse pelas ideias do outro faz toda a diferença.

Marie conclui lembrando que é necessário mudar a cultura nas empresas para fazer a diferença. Desenvolver a capacidade de influenciar, mas sem manipular.  O modo autoritário de gerenciar pessoas está com os dias contados. Ele não tem a menor chance de promover engajamento. Hoje, até 75% da força de trabalho reside em uma nova geração, formada em sua maioria por millenials.  “Esses jovens são movidos pela força do propósito, eles precisam ver sentido no que fazem. Querem espaço para que suas ideias sejam ouvidas e aproveitadas. Cultivam autonomia, liberdade e propósito. Caso contrário, não permanecem nas empresas”, afirma.

HCor qualifica 1.400 profissionais do SUS em cuidados com a Pessoa Idosa
Realizado via PROADI-SUS, o projeto qualifica profissionais da Rede Pública em cinco estados brasileiros, na criação de Hospitais Seguros aos Idosos

 

O projeto Qualificação da Atenção à Saúde da Pessoa Idosa nas Redes de Atenção à Saúde capacitou profissionais de nove estados

 

Da Redação

O envelhecimento populacional ocorre de maneira acelerada em todo o mundo. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2050, espera-se que a população com 60 anos ou mais chegue a 2 bilhões de pessoas1. E para acompanhar as necessidades dessa expressiva parcela da população, os países deverão adaptar seus serviços básicos. O Brasil, possui uma população de 28 milhões de idosos², e até 2018, cerca de 75,3% dos idosos eram dependentes exclusivamente do SUS para a realização de consultas e acompanhamento médico³.

Visando fornecer assistência nos cuidados à população idosa, o HCor executa desde 2015, via Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) o projeto Qualificação da Atenção à Saúde da Pessoa Idosa nas Redes de Atenção à Saúde (RAS), que implementa um modelo de atenção em saúde baseado nas necessidades dessa população.

Após a realização de um mapeamento de evidências sobre intervenções e políticas de saúde pública, a inciativa qualificou profissionais em diversos estados do Brasil, como o Acre, Rio Grande do Norte, Tocantins, Rio de Janeiro, Maranhão, Fortaleza, Paraná, Paraíba e São Paulo, com o apoio de consultorias presenciais e/ou a distância, e aulas EAD com material de apoio disponibilizado pelo HCor, como o Guia de Implementação e o Caderno de Capacitação.

Foram realizados, entre 2018 e 2020, três treinamentos presenciais sobre como atender os idosos na atenção primária, com estudos de casos. E através de metodologias ativas, o programa conduz a formação de profissionais multiplicadores, como explica a líder do projeto no HCor, Enilda Lara. “Os profissionais compartilham experiências e conteúdos com demais equipes, de maneira a zelar pelo cuidado integrado”. A formação das equipes multiplicadoras aconteceu em 15 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Atibaia (SP), 29 UBS em Foz do Iguaçu (PR), 45 UBS em Maricá (RJ), em 161 municípios de João Pessoa (PB) e 217 em São Luís (MA), e ao todo, 1.879 alunos foram qualificados em seis anos.

O projeto forneceu ainda subsídios para estudos de avaliação do impacto da implementação da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa nos desfechos de interesse. Dentro desse escopo, foram abordadas síndromes geriátricas como risco nutricional, broncoaspiração, imobilismo, lesão por pressão, contenção mecânica e iatrogênica medicamentosa. Entre 2018 e 2020, 900 profissionais da Atenção Primária à Saúde foram impactados, e receberam conteúdo agregador no desenvolvimento profissional, como afirma Leônia Nayara Azevedo, aluna da iniciativa. “Esse curso foi muito importante para minha autoestima como profissional, às vezes estamos tão esquecidos lá na ponta do serviço e esse curso me avivou e fez ver e valorizar o nosso SUS, que hoje é essencial no enfrentamento do Covid-19 em diversos âmbitos”, destacou.

O projeto ainda conta com a implantação do Programa Hospital Seguro da Pessoa Idosa, metodologia estruturada e acompanhamento de indicadores, visando o desenvolvimento de modelos de atenção multidisciplinar, com foco na prevenção de complicações e na gestão eficiente das altas nos hospitais. Através desse programa são desenvolvidos protocolos, diagnósticos do modelo geral e dos processos e recursos, a avaliação multidimensional da pessoa idosa (AMPI). Para a realização dessas frentes, foram feitas revisões bibliográficas, dando apoio ao desenvolvimento de pesquisas e atividades de intervenção nutricional e de exercício físico aos idosos.

Enfretamento à pandemia de COVID-19:

Para orientar as ações envolvendo pessoas idosas e profissionais de saúde durante a pandemia de COVID-19, o HCor, por meio do projeto, realizou diversas atividades, como a colaboração na criação do protocolo de manejo do COVID-19 para Atenção Primária à Saúde, em parceria com a Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa COSAPI/MS, e a produção de cinco vídeos com orientação às pessoas idosas e aos profissionais quanto ao novo coronavírus. Fora essas ações, o HCor também forneceu auxílio na revisão do documento orientador para cuidados da pessoa idosa na Atenção Primária à Saúde, elaborado pela Secretaria Estadual de Saúde do Maranhão. Foram, ainda, realizadas três Sessões de Aprendizagem Virtual (SAV) entre abril e setembro de 2020, com 64 instituições participantes e treinamentos ofertados às Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).